Estava “lendo” um dos meus blogs favoritos, o Fail Blog, quando me deparei com o seguinte “Fail”:
Imagine se tivessem me mandado uma pizza quando eu estava sem poder sair do prédio por causa das labaredas no corredor. Eu ficaria tranquilinho, degustando a obra-prima da culinária mundial, e quando o fogo se esgotasse sozinho, a vida seguiria normalmente.
E se o fogo não se extinguisse e, pelo contrário, tomasse conta do prédio inteiro, eu pelo menos teria comido uma pizza antes de morrer.
A pizza é que é a verdadeira heroína! Não, Flávia, a pizza não é uma droga!
O inverno parece ter chegado com tudo em nosso país tropical. Notícias de água congelando nos canos, mortes por causa do frio, imagens de geadas e muita gente agasalhada fazem parte dos noticiários há alguns dias.
E no Twitter obtive informação de haver supostamente gente passando frio em Cuiabá. CUIABÁ!! A cidade que os goianienses sempre citam quando eu falo que aqui em Goiânia é muito quente.
— Calor? É porque você não conhece Cuiabá!
Pior que eu acabei de olhar no site do canal do tempo é tá 11 graus lá em Cuiabá no momento em que eu escrevo esse post. Já dá pra ser considerado frio. Pra Cuiabá é geada!
Aqui em Goiânia, ao mesmo tempo, às 2h25 da manhã, está fazendo 22 graus.
Baseado no Twitter, no noticiário e na minha própria percepção, elaborei um tosco mapa:
É o “mapa do frio aparente no Brasil segundo as reclamações no Twitter e os notíciários”.
Não conteste. Ele é preciso e totalmente correto.
[Update] Acabei de ter a informação no MSN de que está frio em Rondônia!!!!! 13 graus! (Isso é geada por lá também) É só o eixo Tocoiás que está quente mesmo! ¬¬
Há pouco tempo, contei aqui a minha saga de sobrevivência a um incêndio em meu prédio. Então, a Fabíola Ariadne, invejosa como só ela, resolveu sobreviver a um tipo de acidente também: ficou presa dentro do elevador!
Na hora em que eu comentei lá, inclusive falando da minha “infalível” forma de sobreviver a uma queda de elevador (usando a pança como air-bag), eu estava achando estranho que isso, ficar preso num elevador, nunca tinha acontecido comigo!
É claro que minha memória é que estava errada! Há muito tempo atrás eu já fiquei preso num elevador sim.
Sabe como é: prédio antigo típico de Copacabana, com aqueles elevadores com a porta externa e uma pantográfica que se fecha violenta e ruidosamente quando você aperta o botão do andar desejado.
E minha mente burrinha curiosa e inventiva sempre ficava pensando “o que será que acontece se eu puxar a pantográfica de volta?“.
É óbvio que eu não resisti muitos dias. Numa das subidas, lá pelo sexto ou sétimo andar, eu a puxei.
A sinistra caixa-que-sobe-e-desce fez “nheeeeec” e parou, fazendo mais ruídos inonomatopeizáveis. Imediatamente, meu rosto assumiu a expressão de “fiz merda!” e fechei rapidinho a porta de metal novamente, como se fosse pra ninguém ver o que eu tinha feito.
Claro, inteligentíssimo, pois poço de elevador é um lugar que sempre tem gente olhando.
Mas o caixão preso por um cabo de aço não continuou seu trajeto ascendente. Apertei então o botão do meu andar, de novo e de novo e mais uma vez. Nada. Apertei o botão de outro andar. Nada. Xinguei. Nada.
Ele não ia funcionar, já estava óbvio. O que era o mais inteligente a fazer naquele momento, então? Sair sem ninguém perceber que eu tinha estragado o elevador, é claro!
Como ele parou entre dois andares, tentei sair pela porta de baixo e pela porta de cima, mas nenhuma delas abriu. São as típicas portas de elevador que só abrem quando o mesmo se encontra no andar. Já quem é esse “mesmo”, a terrível e assustadora entidade presente em todos os prédios, é algo que ninguém sabe. Só sei que ele resolveu não aparecer e portanto as portas se mantiveram fechadas.

Resignado, morto de calor, peguei o interfone e liguei para o porteiro, que chamou alguém que o colocou em funcionamento novamente, levando-me de volta ao térreo, onde o porteiro começou a perguntar sobre o ocorrido.
— O que aconteceu?
— O elevador travou.
— Do nada? Que estranho!
— Nem me fale. Tem que ver isso. Elevador antigo tem dessas coisas.
— É, é um perigo!
— ô. Bom, vou tentar subir de novo. Obrigado!
Nos dias de hoje, tenho que usar o elevador no trabalho. Torcendo para não parar. Quase sempre, pelo menos.
Placa vista no centrão de Goiânia:

Pô, se vai errar, ao menos siga o padrão no erro! Escreva “assesso” que fica menos mal.
Veja também:
Não, eu não mudei radicalmente de gostos. Eu ainda amo queijo, principal ingrediente da maior maravilha gastronômica do planeta, a pizza.
E eu adoro queijo estepe, gruyère, emmental, reino, gouda, parmesão, gorgonzola, provolone, prato e por fim aquele queijo comum que se usa na pizza, cujo nome eu venho me recusando a escrever!
Queijo, queijo, queijo!!
É, aquele que começa com “mu”. Eu me recuso!
O problema é que eu gosto de tentar escrever certinho. Erro, como todo mundo, mas sem querer. Se eu sei que algo está gramaticalmente errado, uma compulsão que só perde para a de comer toma conta de mim e eu tenho que escrever certo.
Por exemplo, eu sempre vou escrever “se eu vir alguém”, e não “se eu ver alguém”, apesar de quase todo mundo escrever da segunda forma. A errada!
Eu sempre vivi feliz e tranquilo comprando, comendo e escrevendo mussarela. Então, um belo dia, alguém chegou e me disse que tinha aprendido que o certo era muçarela.
Um riso debochado de canto de boca surgiu em minha face, como quem diz: “minha filha, desse queijo, a vedete da pizza, eu entendo! Cansei de ver que seu nome se escreve mussarela!”
Ante a sua insistência, fui usar o dicionário como prova.
E constatei: não existe o termo mussarela!!
E — o horror! — muçarela existe!
Não poderia mais escrever mussarela porque é errado, e nem muçarela porque todos me achariam um analfa.
Eis então que achei ter descoberto a solução!
Existe o termo mozarela, corretíssimo!
Legal! Sempre que fosse escrever o nome do queijo, usaria esta forma! E ainda ficaria parecendo que sou um cara erudito — mas um pouco metido, vá lá!
Orgulhoso do meu achado, escrevi no Twitter a palavra mozarela. Começaram, então, a pipocar as “correções”.
— O certo é mozzarella!
Eu falhara miseravelmente! Em vez de acreditarem que eu sou um cara sabido no português, acharam que eu era um estuprador do italiano!
O que fazer?
Mussarela parece certo mas é errado.
Muçarela é certo mas parece errado.
Mozarela é certo em português mas errado em italiano.
Por enquanto, a única conclusão a que cheguei é que eu devo me preocupar mais em comer do que escrever esse queijo!
— Alô? Uma meia portuguesa, meia quatro queijos, por favor!