Em Valparaíso, no Chile, há muitos restaurantes, lanchonetes e bares bem diferentes do que estamos acostumados aqui no Brasil. E era tudo o que eu queria: experimentar novos sabores.

Depois de muito andar pela cidade, escolhi um local que me pareceu bem aconchegante: ambiente meio escuro, estilo bar, muito bem arrumado, com um telão passando DVD de um show de uma banda chilena/argentina/whatever que eu não faço idéia qual era (mas tinha um som legal), e o principal: cardápio ilustrado na porta, cheio de comidas apetitosíssimas!

Pedi um prato da parte ilustrada do cardápio. Afinal, algo com aparência tão bonita não poderia ser ruim. E foi gostoso, realmente.

Mas, como a grama é sempre mais verde do lado do vizinho, vi o garçom chegando em outra mesa com uma verdadeira montanha de coisas extremamente gordurosas, engordativas e que fazem muito mal gostosas! Não tinha foto daquela preciosidade no lado ilustrado do cardápio. Tive que perguntar o que era aquilo!

Descobri que aquilo era uma chorrillana!

chorrillana grande

Isso é uma Chorrillana. Individual!

Eu tinha visto uma monstruosa chorrillana para duas pessoas, e mesmo já com a pança cheia, fiquei salivando. Os garçons explicavam, orgulhosos, como era feita, e qual a tradição. Contavam que o bom mesmo era comer chorrillana tomando cerveja e assistindo futebol. Convidaram para voltar no dia seguinte, quando passariam Colo-Colo x Cobresal.

É claro que eu voltei. Descobri que os chilenos também são fanáticos por futebol, e ficaram orgulhosos de saber que eu conhecia times menos conhecidos internacionalmente, como o Cobreloa, do qual havia um torcedor fanático no bar. Futebol me rendeu muito assunto e foi uma noite muito calórica divertida.

Por alguns momentos meu coração patinou na gordura, mas logo ela foi alojada em minha camada adiposa e tudo ficou bem!

Por fim, ganhei uma receita de chorrillana como eles fazem por lá, naquele bar, que vai ser devidamente publicada na seção “A não tão maravilhosa cozinha do Gump”. Ganhei, também, pedidos de que escreva para algum jornal brasileiro, pedindo pela preservação da amazônia…

Ah sim, não sou mais capaz de comer qualquer coisa sem passar mal, então aquela noite foi meio complicada.

Se bem que toda a vodka que tomei depois com os gringos no hostel pode ter contribuído um pouquinho para meu mal-estar…

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