Continuando meu roteiro turÃstico, passei pelo Museo de Bellas Artes e seus arredores, locais muito bonitos e também repletos de gringos.

Museo de Bellas Artes
Nesses arredores, comecei a reparar em algo que eu ainda iria perceber muito. Primeiro eram as vestimentas das colegiais, vestidas de… colegiais! Depois, o fato de que algumas já eram moças adultas, muitas delas grávidas.
Caminhando pelos parques, vê-se grupos de jovens chilenas andando de mãos dadas, e diversas delas são vistas deitadas em pares na grama, abraçadinhas. Mas não se empolgue, seu demente! Não vi um único selinho entre duas mulheres. Apesar de minha amiga dizer que é comum.
Em frente ao Patio Bellavista , outro local cheio de gringo, localizado numa rua repleta de bons bares, fui abordado novamente por estudantes com o mesmo discurso de “aqui não temos USP nem Unicamp, dê-nos bastante plata”. E eles ouviram meu já aprimorado discurso de turista brasileiro pobre. Sério, acho que ficou tão bom que mais um pouco e eles estariam me dando alguns pesos para eu poder voltar pra São Paulo! Sou “paulista”, lembra?
Uma nota quanto ao Patio Bellavista: o local é tão aconchegante que até as plaquinhas de desculpas por obras são bonitinhas!

Terminados os roteiros diurnos, aproveitei para sair à noite com um casal de amigos chilenos. Fomos a uma balada de salsa! Segundo eles, as baladas locais são todas nesse estilo, com ritmos latinos, exceto aquelas feitas para turistas. Estas sim, se parecem com as brasileiras, com música eletrônica e tal. Não sei se isso procede, não conheci mais nada além de barzinhos depois disso.
Nessa “balada”, tive meu primeiro contato com Pisco! Aliás, se estiver entediado em Santiago, provoque um chileno tomando pisco e dizendo que adora essa bebida peruana ! Mas aconselho que saia correndo! Isso é uma afronta semelhante a dizer que a cachaça é uma bebida argentina. Com a diferença que há realmente uma disputa entre Chile e Peru pelo uso do nome “Pisco”. Até a OMS foi chamada para mediar a situação.
Quanto à salsa, eu obviamente fiquei só olhando. E bebericando meu Pisco Sauer, que vem a ser um drink muito saboroso. Mas eu ainda prefiro caipirinha!
Depois de alguns embriagantes drinks e algumas cervejas chilenas, acabei fazendo a besteira de comer alguns daqueles amendoins que ficam nas mesas. Sim, porções de amendoim torrado que as pessoas vão passando e pegando – com mão suja do banheiro e tal. Só me liguei desse detalhe higiênico depois de ingerir uma boa quantidade deles. Felizmente não me fizeram mal.
Alguns dias depois eu não teria a mesma sorte… Mas isso é história para outro post.
Apesar de meu estado de embriaguês me deixar feliz e com um largo sorriso no rosto, no fundo eu estava começando a me sentir deslocado. Eu era aquele cara estranho sentado num canto e olhando as mulheres na pista. Sim, eu estava olhando descaradamente, mas mais no desespero de achar ao menos uma mulher bonita, do que por interesse. O que passava pela minha cabeça era algo como “Tem que haver mulher bonita nesse paÃs! ” O resto da falta de semancol vinha do álcool mesmo.
É que eu demorei para acreditar que era tão difÃcil achar chilenas bonitas. Já nutri uma paixonite nos tempos da quinta ou sexta série por uma chilena que eu achava muito bonita, e acho que fiquei com a imagem dela na cabeça.
Por fim, consegui achar uma, e só uma. Bonitinha. Não mais que isso.
No próximo post, um pouco de “cerros” – e uma gumpice.
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