Uma coisa que eu nunca entendi é a preocupação com o “fazer as malas” que as pessoas têm antes de viajar. Uma amiga chegou ao ponto de dizer que a sua mala da volta já está pronta mesmo antes da ida. Acho que ela quis dar um nó em minha frágil mente — e conseguiu —, já que isso não faz sentido.
Considero fazer mala uma tarefa simples, que não leva mais do que uma hora, isso contando que tenha que passar alguma roupa e tal. Caso contrário leva bem menos tempo.
Mas para que seja simples assim, desde que me conheço por algo parecido com gente faço listinhas do que tenho que levar. Primeiro naquele arcaico armazenador de informações, o papel, onde ia aos poucos anotando tudo que precisava, e depois ao fazer as malas ia riscando o que colocava dentro delas. Depois, passei a fazer as listas no PC, o que me permitia reaproveitar listas: só ia renomeando o arquivo: lista_sampa, lista_floripa, lista_chile. Só acrescentava ou tirava algum item dependendo do destino.
Isso era tão tiro-e-queda quanto pedir para as pessoas repassarem informações comprovadíssimas de que a gripe suína ia dizimar a humanidade ou que sua vacina tornava todo mundo zumbi. Não falhava!
Porém, a lista no computador tinha um grande defeito: ela não servia para arrumar as malas para a volta.
Mas quem precisa disso? Basta pegar tudo que você levou para o quarto do hotel ou seja lá onde você ficou e pronto. Você não precisa de lista para a volta.
Eu acreditava nisso, mas devia imaginar que não funcionaria para quem atende pelo codinome Christian Gump.
Então eu estava tranquilo em Curitiba, terminando a primeira de duas semanas de férias, passando roupas que eu havia lavado ou que estavam apenas muito amassadas (ou seja, praticamente todas), e deixando-as apoiadas em uma cadeira para não amassarem de novo. Depois foi só arrumar a mala e beleza, estava pronto para passar uma semana em São Paulo, emendando com outra viagem no feriadão da semana santa.
Cheguei em Sampa tranquilo e feliz, até a hora em que fui me arrumar para sair.
— Cadê a camiseta que eu quero usar?
Fucei e fucei e não achei. E não era só ela. Não achava praticamente roupa alguma que eu pudesse usar em seu lugar!
Eu simplesmente havia esquecido praticamente tudo em Curitiba. Com volumes extras adquiridos na capital paranaense, nem notei diferença no peso!
Só havia na mala uma ou outra roupa que eu não pretendia usar e por isso nem havia passado, e eu tinha eventos e mais eventos para participar. Cheguei ao ponto de lavar roupa na pia do banheiro para poder usar mais de uma vez e comprar alguma coisa no shopping para evitar apertos.
Para minha sorte, uma amiga curitibana também estaria indo para Sampa em poucos dias. Mobilizei mó galera para conseguir que minhas roupas fossem entregues a ela antes de sua viagem e ainda torci para ela própria não esquecer minhas coisas em Curitiba ou em Bauru, para onde ia antes da capital paulista. Afinal, ela é quase uma alma gêmea gumpesca.
No fim deu tudo tão certo que não só conseguimos nos encontrar no centrão de Sampa para ela me entregar as roupas, como eu fiquei quieto e não cometi uma gumpice adicional. Estava prestes a falar mal de um desafeto virtual meu, mas tive o bom senso de ficar quieto por ela estar acompanhada de alguém a quem não fui apresentado. Obviamente, o “alguém” era o meu caro desafeto.
Hoje, felizmente, não corro mais o risco de esquecer as coisas. Uso um aplicativo no iPod que serve só para fazer listas desse tipo. Então uso na ida, na volta e em todos os momentos em que tiver que fazer uma mala.
Agora, um exercício de adivinhação para você. Qual a cor dos meus cabelos?
Dica: observe o item iPod na lista que fica guardada no… iPod!
Quando eu era um pobre estudante pobre da UFPR e ficava feliz por almoçar no Restaurante Universitário central (porque a única alternativa era eu mesmo fazer comida, o que não era efetivamente uma opção saborosa), sempre me deparava com uns tipos estranhos que ali se alimentavam diariamente: bichos-grilos, nerds, malandros que falsificavam carteirinha da biblioteca da UFPR para almoçar ali, gente com cara de nojo pra comida, e assim por diante.
Mas a tribo mais evidente era a da área da saúde, em especial os estudantes de medicina. Todos vestidos com os seus jalecos brancos, orgulhosos da tão sofrida vaga na universidade.
Não era exatamente uma coisa higiênica, já que eles levavam bactérias dos lugares por onde passavam até chegar ao RU para o hospital e vice-versa.
Então a administração do restaurante acabou com a farra, aproveitando para dar uma zoadinha também. Espalhou cartazes que diziam “Jaleco não é símbolo de status!”, onde informava que seu uso estava proibido no recinto.
Assim como metade da graça de se ter um carrão ou um iPhone é mostrar que se tem um carrão ou um iPhone (conforme seus proprietários costumam deixar claro), metade da graça de se fazer medicina de dezenas de estudantes estava ameaçada.
Mas se fosse hoje eles já poderiam sonhar com uma solução!
A Antrepo Design Industry lançou um conceito de fone de ouvido com microfone em forma de estetoscópio.

É a solução de todos os problemas, não só de quem quer mostrar que é médico/estudante de medicina sem contaminar os ambientes mas também de quem quer pagar de médico por aí.
Ah sim… japinha não incluída.
Fonte: No Puedo Creer
Na última sexta-feira cheguei à padoca para a tradição do pão-de-queijo azedo, e meus colegas para variar estavam tirando com a minha cara. O motivo da vez era uma suposta mórbida semelhança com um senhor que estava ao meu lado.
— O passado e o futuro lado a lado! — diziam.
Era um senhor feio de doer, com um cabelinho (moreno, nem sequer era loiro!) penteado para trás e fixado assim com gel.
Esse negócio de ter muitos clones já foi mais divertido. Sempre me achavam um sósia bonitão ou pelo menos não muito horrível. Mas a idade chega para todos e agora quando acham que alguém é “igualzinho” a mim, estão se referindo a algum ser do aspecto do Michel do BBB para baixo — bem para baixo por sinal. Até mesmo no mundo animal, onde meu “sósia” inicial era a cambaxirra, passou a ser uma girafa e por fim o Peixe Gump
Mas pelo menos um clone bom ainda restava. Apesar de eu não concordar, tem quem insista em alguma vaga semelhança com o Daniel Craig, o atual 007.
E nem dava para achar ruim. Esse era bonitão, sarado (nesse aspecto definitivamente não parecemos!), e com um belo papel no cinema.
E muito macho, viril!
Então, eis que vejo um link para a seguinte notícia:
“Daniel Craig é flagrado aos beijos com outro homem, diz jornal“.

Porra, James Bond!
Eu acho que todo mundo tem mais é que ser feliz, mas… Porra Daniel! Logo você? Não me sacaneia, cara!
Uma coisa então que se pergunta por aí é: se essa história for verdadeira, como fica Satsuki Mitchell, a japonesinha dele?
É algo muito triste para ela. Como eu me compadeci com a sua situação, em toda a minha bondade e altruísmo me ofereço para consolá-la.

Vai que ela faz um grande esforço e nem percebe a diferença…
Hoje eu vou jogar contra o meu próprio time. Vou contar aqui coisas que deveriam ser óbvias para quem é dono de restaurantes e afins, mas que aparentemente não são, dada a enorme quantidade de estabelecimentos que as ignoram.
Siga estas 3 regrinhas e você vai tirar mais dinheiro do bolso de nós, gordos, e ainda ficaremos felizes com isso.
Se você tem um restaurante por quilo, você quer mais é que cada cliente coma o máximo possível. Então o tamanho do prato é primordial!
Esses dias eu estava conhecendo um restaurante e no buffet havia coisas que pareciam promissoramente gostosas. Mas como o prato era minúsculo, eu não podia pegar um pouco de cada coisa. Não haveria espaço! E tem o fator psicológico também: você olha para o prato e o vê quase cheio, então acaba achando que pegou demais.

Prato lotado. Mas se fosse maior, poderia haver a tentação de pegar mais um pouco.
Por outro lado, conheci outro restaurante com inúmeras opções deliciosas e um prato gigantesco. Por mais que eu me servisse, o prato não aparentava estar cheio, e eu me enganava achando que nem tinha pegado tanto assim.
Já se você é o proprietário de restaurante com buffet livre ou rodízio, um prato grande provavelmente não é uma boa idéia. Você não vai querer incentivar aqueles gordos — reais ou de espírito — a comerem como porcos, vai?
Uma pessoa normal, o que provavelmente é o seu caso, vai preencher 80% do que pretende comer com arroz e feijão, pegar mais uma coisinha ou outra e pronto. É capaz até de não comer tudo o que pegou, pois “está satisfeito”.
Mas o gordo não! Se você tiver 20 pratos diferentes, ele vai se desesperar, pegar um pouquinho (ou nem tanto) do máximo de coisas que der, até encher o prato (voltando à importância da regra 1). Ele não conhece o significado de “estar satisfeito”, só conhece o “não cabe mais nada”!
E se as opções forem dispostas de forma a parecerem ainda mais apetitosas, é capaz de o gordo vencer a vergonha e repetir o prato.

Chama isso de grande variedade??
Isso aparentemente é vantajoso só para buffets por quilo, mas não é bem assim. Se você tem um rodízio farto, o gordo tenderá a se tornar cliente habitual, levando consigo um monte de magrelos otários — e é em cima deles que você vai lucrar!
Não é porque você é um ser normal que pega só um punhadinho de doce ao fim da refeição que aquele glutão de 120kg que acaba de adentrar o recinto fará o mesmo. Mas se você não lhe der opção, ele pegará somente o que o recipiente permitir. O que é bom se a sobremesa for liberada, mas péssimo se também é cobrada por quilo.

O gordo queria isso…

Mas tudo que conseguiu foi isso…
Pô, restaurante que oferece um buffet de sorvete por quilo, e cobra caro por isso, e disponibiliza apenas um copinho em que mal cabe uma bola, está ajudando o gordo a economizar sua grana e a comer menos!
Se você quer que o gordo se empanturre de sobremesa, não crie obstáculos para isso.
Pois, se o fizer, eu vou guardar o meu dinheiro forçadamente.
E provavelmente gastá-lo com comida em outro lugar!
Depois que eu estive no Chile, o país nunca mais se recuperou.
Não, não fui o causador dos terremotos. Minha megalomania não chega a tanto!
Mas, acredita-se, a gumpice é transferida por um vírus. Nem todos os portadores desenvolvem os sintomas, mas o fato é que ela se espalha rapidamente. Mal cheguei àquele país alto e magro e a então presidente Michelle Bachelet já saiu cometendo gumpice.
O fato é que o vírus continuou circulando livremente por todos os ambientes presidenciais, e dessa vez a infectada foi a primeira-dama chilena, Cecília Morel. Ela e seu marido, o presidente Sebastián Piñera, chegavam a Puerto Montt e, ao descer as escadas do avião, Cecília se desequilibrou e levou um gumpesco capote.
Clique na imagem acima para ver o vídeo da gumpice no Terra TV.
Espero, de coração, que o alto escalão do governo chileno, bem como seus familiares, parem de cometer gumpices em breve. De qualquer forma, mil desculpas!