No segundo dia da Copa 2010, acontece a primeira grande gumpice da competição, no jogo Estados Unidos x Inglaterra.
A Inglaterra vinha fazendo valer seu favoritismo e ganhava por 1×0, quando o jogador americano Dempsey ficou sem saber o que fazer com a bola, fechou os olhos e mandou a maldita o mais longe que conseguiu — o que não foi grande coisa, já que o chute saiu fraco.
Então o goleiro inglês se posiciona direitinho… para fazer besteira. Se agacha numa pose de defesa segura, mas ficando meio que de lado para a bola.
Foi como se ele espalmasse para finalizar para o gol. Ele ainda tentou consertar, pulando atrás da redonda, mas tudo que restou na sua mão foram as penas do frango.
O resultado? Ei-lo:
Um belo frango. Ou frangow. Com sotaque inglês!
Veja o lance:
Engraçado que eu joguei algum tempo no gol nos períodos finais da faculdade e não lembro de ter tomado nenhum peru assim. Mas se eu fosse para uma copa, ih… Na real, foi uma grande infelicidade do inglês, mas gumpice também é isso: ser cosmicamente cagado.
E está rolando a Copa de 2010 na África do Sul! O mais popular torneio do mais popular esporte do mundo! É algo fantástico, com diversas culturas se encontrando, travando verdadeiras batalhas que não ferem ninguém e nos brindam com fatos inesquecíveis.
Eu, pelo menos, amo Copa do Mundo. Poucas coisas me fariam acordar às 8h15 de uma madrugada de sábado, mesmo tendo ido dormir lá pelas 3h. Fiz isso hoje, mesmo o jogo sendo entre Coréia do Sul e Grécia, que não são exatamente potências mundiais no futebol.
Mas isso é apenas porque eu não sou um cara esclarecido e tampouco inteligente!
Você se engana se acha que a maioria dos que não curtem a competição são assim simplesmente porque não gostam de futebol, ou apenas não se sentem atraídos por essa disputa. Isso até a minha frágil mente entenderia. Ninguém é obrigado a gostar de nada só porque a maioria gosta.
Ao contrário do que eu inicialmente pensaria, a maioria dos que odeiam Copa o fazem por pensar mais que nós, que gostamos. Por fazerem uma análise social da parada. São tantos os argumentos para provar que a Copa do Mundo é altamente prejudicial à humanidade, e principalmente ao Brasil, que me sinto na obrigação de repassar alguns deles, mesmo eu não entendendo muito bem.
O craque Messi em campo pela Argentina na Copa 2010. Se você viu a cena na TV, você é uma pessoa alienada e jogou seu tempo fora.
Veja um argumento: se o brasileiro desse tanta importância para a política e questões nacionais quanto dá para a grande disputa futebolística que ocorre a cada 4 anos, a situação do país não seria como é. Isso é verdade. Mas eu ingenuamente achava que o problema era a passividade e desinteresse do brasileiro com as questões importantes. Mas não, a culpa é da Copa, como fiquei sabendo.
Outro argumento: “Futebol é o ópio do povo”. A copa é usada para tirar a atenção de coisas importantes que afetam nossas vidas. Foi assim no tempo da ditadura, continua sendo assim hoje. De novo, eu achava que a culpa era do conformismo e alienação geral do brasileiro, mas descobri que é da Copa. Note que todos os países com problemas similares aos do Brasil, ou bem piores (Coréia do Norte, por exemplo) têm grandes participações no Mundial no currículo.
Mais um: tudo pára em dia de jogo do Brasil, causando inúmeros prejuízos. Eu achava que havendo organização para compensar o tempo perdido, não haveria problema, e seria muito melhor do que ter milhões de trabalhadores pouco focados no seu trabalho, procurando formas de acompanhar os jogos do país durante o expediente. Fato que aliás eu achei ter visto na Internet ontem: o que tinha de uruguaio e mexicano ontem procurando formas de ver as partidas de suas seleções enquanto trabalhavam não tava no gibi! Creio que inocentemente eu não percebi que enquanto eles se focavam nos jogos, estavam ralando e produzindo bastante!
Eu também achava que nem tudo na vida gira em torno de produzir e trabalhar, e que é bom ter paixão por algo, como é o caso do brasileiro com o futebol. Mas estava errado, pois sou meio limitado das idéias.
Na verdade isso tudo entra na lista das coisas que eu não entendo: se você se mobiliza para fazer algo em prol dos animais, as pessoas (geralmente as que não fazem nada) criticam porque você deveria estar ajudando as criancinhas carentes, não bichos; se você gasta muito para fazer algo de que você gosta, como viajar, comprar um celular ou carro de alto valor, será criticado porque poderia fazer algo mais útil com seu dinheiro; se curte ir a shows, bons restaurantes, baladas ou gosta de games, dirão que você poderia fazer algo melhor com o seu tempo.
Então, pelo que eu posso entender, ser uma pessoa esclarecida implica ser alguém que só trabalha e faz coisas úteis, sem diversão.
Ah, como é bom ser burrinho!
E a Argentina, hein? É um timaço, mas sofreu pra ganhar da Nigéria!
Uma coisa que eu nunca entendi é a preocupação com o “fazer as malas” que as pessoas têm antes de viajar. Uma amiga chegou ao ponto de dizer que a sua mala da volta já está pronta mesmo antes da ida. Acho que ela quis dar um nó em minha frágil mente — e conseguiu —, já que isso não faz sentido.
Considero fazer mala uma tarefa simples, que não leva mais do que uma hora, isso contando que tenha que passar alguma roupa e tal. Caso contrário leva bem menos tempo.
Mas para que seja simples assim, desde que me conheço por algo parecido com gente faço listinhas do que tenho que levar. Primeiro naquele arcaico armazenador de informações, o papel, onde ia aos poucos anotando tudo que precisava, e depois ao fazer as malas ia riscando o que colocava dentro delas. Depois, passei a fazer as listas no PC, o que me permitia reaproveitar listas: só ia renomeando o arquivo: lista_sampa, lista_floripa, lista_chile. Só acrescentava ou tirava algum item dependendo do destino.
Isso era tão tiro-e-queda quanto pedir para as pessoas repassarem informações comprovadíssimas de que a gripe suína ia dizimar a humanidade ou que sua vacina tornava todo mundo zumbi. Não falhava!
Porém, a lista no computador tinha um grande defeito: ela não servia para arrumar as malas para a volta.
Mas quem precisa disso? Basta pegar tudo que você levou para o quarto do hotel ou seja lá onde você ficou e pronto. Você não precisa de lista para a volta.
Eu acreditava nisso, mas devia imaginar que não funcionaria para quem atende pelo codinome Christian Gump.
Então eu estava tranquilo em Curitiba, terminando a primeira de duas semanas de férias, passando roupas que eu havia lavado ou que estavam apenas muito amassadas (ou seja, praticamente todas), e deixando-as apoiadas em uma cadeira para não amassarem de novo. Depois foi só arrumar a mala e beleza, estava pronto para passar uma semana em São Paulo, emendando com outra viagem no feriadão da semana santa.
Cheguei em Sampa tranquilo e feliz, até a hora em que fui me arrumar para sair.
— Cadê a camiseta que eu quero usar?
Fucei e fucei e não achei. E não era só ela. Não achava praticamente roupa alguma que eu pudesse usar em seu lugar!
Eu simplesmente havia esquecido praticamente tudo em Curitiba. Com volumes extras adquiridos na capital paranaense, nem notei diferença no peso!
Só havia na mala uma ou outra roupa que eu não pretendia usar e por isso nem havia passado, e eu tinha eventos e mais eventos para participar. Cheguei ao ponto de lavar roupa na pia do banheiro para poder usar mais de uma vez e comprar alguma coisa no shopping para evitar apertos.
Para minha sorte, uma amiga curitibana também estaria indo para Sampa em poucos dias. Mobilizei mó galera para conseguir que minhas roupas fossem entregues a ela antes de sua viagem e ainda torci para ela própria não esquecer minhas coisas em Curitiba ou em Bauru, para onde ia antes da capital paulista. Afinal, ela é quase uma alma gêmea gumpesca.
No fim deu tudo tão certo que não só conseguimos nos encontrar no centrão de Sampa para ela me entregar as roupas, como eu fiquei quieto e não cometi uma gumpice adicional. Estava prestes a falar mal de um desafeto virtual meu, mas tive o bom senso de ficar quieto por ela estar acompanhada de alguém a quem não fui apresentado. Obviamente, o “alguém” era o meu caro desafeto.
Hoje, felizmente, não corro mais o risco de esquecer as coisas. Uso um aplicativo no iPod que serve só para fazer listas desse tipo. Então uso na ida, na volta e em todos os momentos em que tiver que fazer uma mala.
Agora, um exercício de adivinhação para você. Qual a cor dos meus cabelos?
Dica: observe o item iPod na lista que fica guardada no… iPod!
Quando eu era um pobre estudante pobre da UFPR e ficava feliz por almoçar no Restaurante Universitário central (porque a única alternativa era eu mesmo fazer comida, o que não era efetivamente uma opção saborosa), sempre me deparava com uns tipos estranhos que ali se alimentavam diariamente: bichos-grilos, nerds, malandros que falsificavam carteirinha da biblioteca da UFPR para almoçar ali, gente com cara de nojo pra comida, e assim por diante.
Mas a tribo mais evidente era a da área da saúde, em especial os estudantes de medicina. Todos vestidos com os seus jalecos brancos, orgulhosos da tão sofrida vaga na universidade.
Não era exatamente uma coisa higiênica, já que eles levavam bactérias dos lugares por onde passavam até chegar ao RU para o hospital e vice-versa.
Então a administração do restaurante acabou com a farra, aproveitando para dar uma zoadinha também. Espalhou cartazes que diziam “Jaleco não é símbolo de status!”, onde informava que seu uso estava proibido no recinto.
Assim como metade da graça de se ter um carrão ou um iPhone é mostrar que se tem um carrão ou um iPhone (conforme seus proprietários costumam deixar claro), metade da graça de se fazer medicina de dezenas de estudantes estava ameaçada.
Mas se fosse hoje eles já poderiam sonhar com uma solução!
A Antrepo Design Industry lançou um conceito de fone de ouvido com microfone em forma de estetoscópio.

É a solução de todos os problemas, não só de quem quer mostrar que é médico/estudante de medicina sem contaminar os ambientes mas também de quem quer pagar de médico por aí.
Ah sim… japinha não incluída.
Fonte: No Puedo Creer
Na última sexta-feira cheguei à padoca para a tradição do pão-de-queijo azedo, e meus colegas para variar estavam tirando com a minha cara. O motivo da vez era uma suposta mórbida semelhança com um senhor que estava ao meu lado.
— O passado e o futuro lado a lado! — diziam.
Era um senhor feio de doer, com um cabelinho (moreno, nem sequer era loiro!) penteado para trás e fixado assim com gel.
Esse negócio de ter muitos clones já foi mais divertido. Sempre me achavam um sósia bonitão ou pelo menos não muito horrível. Mas a idade chega para todos e agora quando acham que alguém é “igualzinho” a mim, estão se referindo a algum ser do aspecto do Michel do BBB para baixo — bem para baixo por sinal. Até mesmo no mundo animal, onde meu “sósia” inicial era a cambaxirra, passou a ser uma girafa e por fim o Peixe Gump
Mas pelo menos um clone bom ainda restava. Apesar de eu não concordar, tem quem insista em alguma vaga semelhança com o Daniel Craig, o atual 007.
E nem dava para achar ruim. Esse era bonitão, sarado (nesse aspecto definitivamente não parecemos!), e com um belo papel no cinema.
E muito macho, viril!
Então, eis que vejo um link para a seguinte notícia:
“Daniel Craig é flagrado aos beijos com outro homem, diz jornal“.

Porra, James Bond!
Eu acho que todo mundo tem mais é que ser feliz, mas… Porra Daniel! Logo você? Não me sacaneia, cara!
Uma coisa então que se pergunta por aí é: se essa história for verdadeira, como fica Satsuki Mitchell, a japonesinha dele?
É algo muito triste para ela. Como eu me compadeci com a sua situação, em toda a minha bondade e altruísmo me ofereço para consolá-la.

Vai que ela faz um grande esforço e nem percebe a diferença…