Em minha exploração de Belo Horizonte, parei pra pensar num problema sério para quem está fazendo turismo: trocas lÃquidas!
No Brasil, faz aquele calor. Dá uma sede desgraçada! Sempre que estou passeando, carrego uma garrafinha ou dou um jeito de parar para comprar algo para me hidratar.
Mas hidratar-se tem um problema. Mais água entra, mais água quer sair.
E você está lá, fotografando uma praça bonita da cidade que está conhecendo, e bate aquela vontade irresistÃvel de buscar alÃvio imediato!
E aÃ, apertado, você sai procurando lugares com banheiros. E cadê um shopping quando você precisa de um?

Ainda não consegui achar a combinação perfeita: passar sede e não ficar apertado, ou não deixar a sede aparecer, e sair procurando um cantinho…
Isso me incomoda! Mas não valeria o post, se não fosse o caso de uma moça aparecer do nada no Orkut me convidando para participar de uma comunidade chamada “McDonalds: Banheiro da Savassi!“.

Cada uma… Adorei isso! Eu próprio, quando em BH, me vi num aperto após percorrer a praça da Liberdade e, andando rumo à Savassi, vi aquele Oásis em meio a um deserto completamente desprovido de mictórios e vasos sanitários. Não resisti!
E a gratidão foi tão grande que até comi lá. Errr… sim, fui pra BH e, em vez de comida mineira, comi no Mc! Mas foi só gratidão. Juro!
Ah, sim… há outro banheiro não oficial chegando à Savassi… O mijódromo xixizódromo da Cristóvão Colombo, em frente a uma sorveteria decadente, conforme escrevi no Guia Gump de Cidades.
Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.
Porangatu é uma cidade localizada, oficialmente, no norte de Goiás. No entanto, o Google Maps dá um roteiro mais exato, a partir de Goiânia:
1. Siga na GO-080
2. Vire à esquerda na BR-153
3. Continue na estrada até o mundo acabar
4. Percorra mais 300km após o fim do mundo.
Siga os passos acima que você estará em Porangatu. Estará, também, completamente exausto de viajar.
Tá bom, tá bom… não é tão longe assim.
É uma cidade muito conhecida (dizem) pelo seu carnaval e… mais alguma coisa que eu não lembro.
Diz que havia uma Ãndia, da tribo que habitava aquelas bandas, chamada Angatu. Angatu era esposa de um dos futuros chefes da tribo. Porém, um bandeirante chamado Antônio se apaixonou por essa Ãndia e, por causa desse romance proibido, foi condenado a morrer por meio de flechadas. Depois que as flechas rasgaram sua carne, suas últimas palavras foram:
- Morro por Angatu!
Nota do Gump: na wikipédia há outra versão para o nome. Mas é muito chata. Junção de palavras em tupi, para variar. Boring! Prefiro a minha.
A lÃngua de Porangatu é uma variante interiorana do Goianês. Uma curiosidade é a pronúncia do nome da sorveteria da foto abaixo.

Como você pronunciaria Cassata D’oro?
a) Cassata Dôro
b) Cossoto Dôro
c) Cossoto Dóro
d) Cassato Dóro
e) Cassota Dôro
Se você respondeu a letra a, você não é porangatuense. Se você respondeu b, c ou e, você não só não é de Porangatu como é um ser muito bizarro! Quem é que fala uma coisa dessas?
O povo da cidade, apesar de chamar geralmente o local apenas de “Cassata“, quando fala o nome completo usa uma curiosa regra da gramática local. O último “a” vira “o”, e o apóstrofo é usado como acento agudo. O nome vira Cassato Dóro.
Se a capital do estado é a cidade das praças secretas, Porangatu também tem seus logradouros com nomes falsos. O melhor exemplo é a avenida Federal, a principal da cidade. Se você perguntar para um porangatuense por que chamam a avenida de Federal, ele vai responder:
- Uai! Porque é o nome dela!
Mas o nome da avenida não é Federal. Não me perguntem qual é o nome de verdade! Eu não lembro. E se nem quem mora lá sabe, como eu vou saber?
A grande diversão dos moradores mais jovens durante o dia e primeiras horas da noite é ir para a pracinha em frente à lagoa e ficar sentado em lugares como a Cassata, ou então ficar dando inúmeras voltas nessa mesma pracinha de carro. O tradicional bobódromo de toda cidade pequena. O objetivo em ambos os casos é o mesmo: ver e ser visto. Tanto que não se senta em volta de uma mesa, e sim lado a lado, de frente para a rua. A cada carro que passa, quem está nas lanchonetes estica o pescoço para ver se conhece quem está passando. Mas, claro, como a cidade tem 40 mil habitantes, é óbvio que conhece.
Mais tarde, nos finais de semana, é hora de balada, claro! Não há na cidade uma boate ou coisa do gênero, mas quem precisa disso quando se tem um restaurante de beira de estrada?

Local da grande balada de Porangatu
Um lugar que, durante o dia é parada de caminhoneiros buscando uma refeição, à noite recebe a juventude, que faz a terra vermelha levantar ao som de muitos ritmos diferentes! Aliás, mesmo à noite é possÃvel ver alguns caminhoneiros perdidos, babando hipnotizados pelas pernas das menininhas.
Esse negócio de ter que ouvir o som que o DJ do local decidir tocar é coisa dos manés das cidades grandes. Em Porangatu, cada um ouve e dança o que quer. Basta chegar, colocar o carro num cantinho e ligar o som! Você tem a experiência única de ouvir axé, forró, hip-hop, funk, dance e até mesmo sertanejo (Porangatu fica em Goiás, lembra?). Tudo ao mesmo tempo.
E tudo ao ar livre, sem pagar nada.
Outra coisa pitoresca é ver o povo chegando e indo embora. São muitas e muitas motos, com as mocinhas de saia sentadinhas de ladinho na garupa. Bom, pitoresco pra quem não é de Porangatu. Eles acham pitoresco alguém achar isso pitoresco.
A lagoa, principal atrativo da cidade, também é fonte de diversão. Os pedalinhos poderiam ser divertidos, mas uma proibição muito chata faz perder a graça.

Ahhhh! Não pode??
Aliás, tudo gira em torno da lagoa. É onde os bêbados caem no carnaval, onde jogam os calouros durante os trotes, onde se joga comida para as tartarugas, onde tartarugas viram comida de jacaré. É o ponto de encontro maior.
Muitos vão para a lagoa com a desculpa de caminhar ou correr, mas sabem que não vão fazer isso. Sempre vão acabar encontrando aquele amigo que não vêem há, humm, 2 dias, e passar horas batendo papo!
Quem quer correr de verdade, o faz na extensão da av. “Federal”, a partir do fórum, num trecho que é praticamente uma auto-estrada. Há risco de atropelamento e muita fumaça de veÃculos, mas isso só torna o exercÃcio mais prazeroso. Nada como um pouco de aventura na vida.
Porangatu é uma cidade muito religiosa. Tanto que tem duas igrejas matriz. Nos arredores da antiga igreja matriz fica a parte antiga da cidade, tombada pelo patrimônio municipal.

Não precisavam levar o tombamento tão a sério. Não poder derrubar as casas não significa que não se pode reformá-las!
Também na região conhecida como Porangatu Velho temos até um buraco no chão poço dos desejos.
Entre outras tantas caracterÃsticas, a simplicidade na hora de resolver os problemas do cotidiano é marcante em Porangatu. Se houver algum erro de ortografia em alguma placa, por exemplo, não há necessidade de se refazer a placa, né? Basta pintar a letra errada de uma cor parecida com a do fundo que ninguém repara!
Em Porangatu, têm-se essa visão!

Uma solução para um problema nem sempre demanda muito esforço!
Também há outras caracterÃsticas que “encabulam” (no sentido goiano da palavra) quem está conhecendo a cidade. Apesar do seu tamanho, não tão pequena, e de sua relativa importância regional, a cidade:
- não tem bueiros (só vi um, próximo ao bosque ao lado da lagoa)
- não tem semáforos (nenhumzinho!)
- não tem linhas de ônibus urbanos.
Diz que o próximo slogan da cidade será: “Porangatu: não tem pra ninguém!”
Uma coisa que a classe média da cidade reclama muito é do excesso de bicicletas “atrapalhando a passagem”. Mas não há muita opção para o povão se não há transporte coletivo. Fico imaginando se cada bicicleta daquelas fosse transformada num carro, fazendo as mesmas barbeiragens que se faz de bicicleta por lá. Com certeza poucos sairiam vivos para escrever um Guia de Cidades.
[update] São, na verdade, 11 fases. Texto corrigido.
Inspiradas em um especialista em efeito-sanfona (Christian Gump, ou seja, eu mesmo!), seguem abaixo as fases na vida de um gordo:
Nessa fase, acha que é magro por natureza e nada pode mudar isso. Come muito e se exercita pouco.
A vida é um enorme rodÃzio de pizzas.
Começa a receber apelidos como “Zé Barriguinha“. Acha uma extrema injustiça, e xinga todo mundo que vier falar que está gordo.
Vai a uma churrascaria para extravasar a raiva.
Começa finalmente a perceber que engordou, e decide tomar uma providência: pára de se pesar! Afinal, se não souber do problema, ele não existe.
Come uma barra de chocolate para relaxar.
Quando finalmente se pesa, vê que está obeso e pensa: “Como fui chegar nesse ponto?”
Entra em depressão. Fica sem vontade de sair (”uma pessoa tão gorda não pode ser vista em público“), sem vontade de dormir, nenhuma vontade de trabalhar. Mas tem Muita vontade de comer.
Fica extremamente deprimido quando é usado como ponto de referência:
- A impressora fica ali do lado daquele gordo
Percebe também que não é mais o “loirinho” ou “aquele cara alto“. Passa a ser “o gordão“.
Come o estoque de comida de um mês em 3 dias, para aliviar a frustração.
Começa a fazer piadinhas de si próprio:
- O elevador vai cair agora que eu entrei!
- Eu só faço a posição “gangorra”!
Também começa a falar seu peso em toneladas. Ex.: 0,115 toneladas.
Tem orgulho das façanhas nas churrascarias e rodÃzios de pizza.
Critica a sociedade. Afinal, ela só julga as pessoas pela aparência.
Comemora a auto-aceitação comendo tudo que vê pela frente.
A vida é muito boa, com muitas orgias gastronômicas, mas algo está errado. Não faz mais sucesso com o sexo oposto, não é mais chamado para atividades que envolvam algum tipo de atividade fÃsica, e é sempre a vÃtima preferencial das piadinhas.
Pede uma pizza para ajudar a pensar de deve iniciar uma dieta.
Até olhar-se no espelho lhe faz mal. Comprar roupas é a atividade mais depressiva do mundo. Culpa-se por ter deixado a banha ocupar a maior parte de seu corpo. Comer continua sendo bom, mas passou a ser um ato sempre acompanhado de culpa.
Durante essa fase, são inúmeros os momentos de loucura em que passa alguns dias comendo só duas folhas de alface, até não aguentar mais e comer tudo que tem na geladeira. Inclusive o que deixou vencer nos dias em que só comeu mato.
Tal qual um viciado, “injeta” chocolate na veia, seu único momento feliz do dia; depois, vem a culpa e a depressão.
Recuperado da depressão da fase do surto, começa a perceber que pode mudar.
Essa fase é a famosa “Segunda eu começo!“.
Na verdade, o que o gordo pensa é: “Segunda eu começo! Então hoje vou fazer uma ‘despedida‘”.
E corre para a churrascaria no almoço, toma um pote de sorvete à tarde e vai a um rodÃzio de massas à noite.
Ah sim! Há uma regra não escrita nessa fase. Se não conseguir começar na segunda, é totalmente proibido ao gordo começar a dieta na terça. Nesse caso deve-se tirar a semana inteira para “despedidas”, para só na próxima segunda-feira começar a dieta.
Depois de ganhar mais de 5 kg nas “despedidas”, toma realmente consciência de que precisa melhorar. Mas ainda não sabe bem como. É a fase mais bizarra, e 80% dos gordos nunca passam dela.
É a época em que tenta-se de tudo.
Primeiro, o gordo passa 6 horas por dia fazendo exercÃcios e, após isso, come 1 quilo de comida. “Agora eu sou um atleta, então posso“.
Depois, experimenta as dietas da moda. Passa uma semana só tomando leite; 3 dias comendo ovo com laranja; 6 dias só tomando sopa; 5 dias tentando a dieta de Atkins; 5 dias a base de Shakes de dieta; e tenta até a famigerada dieta da USP, que nem da USP é.
Entre uma tentativa de dieta e outra, há uma recaÃda para a fase anterior. “Já que não deu certo essa dieta, na segunda eu começo outra! Qual é mesmo o número do disk-pizza? Preciso me despedir mais uma vez de uma bela meia portuguesa meia calabresa“.
Depois de aprender que fazer jejum completo ou ficar doente de tanto fazer exercÃcios são atitudes que, isoladas, não resolvem nada, ele passa a aprender como emagrecer de verdade. Vira especialista em dieta e exercÃcios.
Na verdade, fica obcecado. As únicas pessoas que respeita e admira são as que conheceu na academia. Olha horrorizado para os colegas de trabalho comendo aquela feijoada gordurosa no almoço ou tomando café com açúcar, aquele veneno branco. Faz longos discursos acerca dos males de uma alimentação ruim e da falta de exercÃcios.
Nesse momento, já não é um simples gordo.
É um gordo chato!
Poucas pessoas chegam realmente nessa fase, onde a obsessão e a neura passam um pouco. Depois de persistir na dieta e nos exercÃcios ele se torna, novamente, um cara magro. Talvez até mais saudável do que era antes.
Tão saudável que acha que acha que nada pode mudar isso e…
Ops!! Começa tudo de novo!
Esse é sonho de qualquer bebum.
Ou não, já que a tendência é o dono beber as paredes…


Recebi por e-mail, portanto não sei os créditos.
Ontem, Acompanhei minha namorada, que é da área de educação fÃsica, no Goiânia Capital Fitness, evento que ocorreu neste final de semana.
Havia muitas aulas expositivas de ginástica, abertas para a comunidade. Como a maioria delas têm como pré-requisito ter um mÃnimo de coordenação motora, não esperava fazer nenhuma. ImpossÃvel!
Até que ela me convenceu a fazer spinning.
“Ah, isso eu consigo! Só tenho que girar o pedal“.
Como ela estava cansada de todos as aulas que já havia participado e ainda tem que dar aula de Jump hoje, assim que ganhou uma toalha e uma camiseta, saiu da aula e foi fazer compras.
Já eu fiquei lá até o fim. Quase morrendo! Comecei num ritmo bem pesado. Pra tentar impressioná-la, sabe como é. Mas mais pro fim da aula eu já estava pagando o preço de ter começado num ritmo tão intenso.
E eu nem ganhei a camiseta, porque só tinha a feminina.
Mas eu estava tão feliz com a minha toalhinha. Eu realmente a merecia. Ela estava encharcada de merecimento!
E no fim da aula, a moça da organização saiu recolhendo as toalhas! Frustrante!
Roubaram o doce da criança aqui! Nem uma toalhinha eu ganhei!
Por que eu não ganho nada nunca?
Pelo menos, adorei fazer spinning.