Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.
Natércia é uma cidade do sul/sudeste de Minas Gerais, com população de 18 habitantes. Já teve várias denominações, até que Seu Creysson assumiu a prefeitura e fez uma eleição para a escolha do novo nome. As opções eram:
Interrompemos esse artigo para retificar a informação acerca da população da cidade. A filha do prefeito acaba de chegar de Belo Horizonte para visitar os pais e, portanto, agora a população é de 19 pessoas.
O histórico da cidade no site da prefeitura bateu o recorde de texto histórico com mais encheção de linguiça no planeta.
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Isso porque o texto do link acima foi bastante enxugado. Uma versão estendida é encontrada na wikipedia, mas ainda assim é uma versão reduzida do texto original, escrita por um historiador e médico do sono, nascido em Natércia. No texto original, a justificativa oficial para o nome escolhido na eleição proposta por seu Creysson é que se trata de um anagrama de Caterina, “baseando-se nos versos de Camões, o grande gênio, vitaminado, poderoso, indiscutÃvel, irrepreensÃvel, majestoso, brilhante, brioso, inteligente, classe A, um puta dum cara fodido, o grande pai da lÃngua portuguesa”.
Como ninguém conseguia chegar acordado ao final do texto, reduziram um pouco os elogios a Camões e todo o resto.
No entanto, o texto da wikipedia ainda é utilizado nos institutos de medicina do sono pelo mundo. Com sucesso!
E, ao fim desse artigo, aproveitamos para retificar novamente as informações populacionais. Neste momento o Fazendeiro José da Silva acaba de ir à “casinha“, que fica do lado de lá do limite com Santa Rita do Sapucaà e, portanto, no momento, a população voltou a ser de 18 habitantes. Mas como a cidade está prestes a receber praticantes de rapel de olho em suas cachoeiras, por dois dias a população deverá chegar a quase 26 pessoas! Quase, porque um dos praticantes de rapel é fã de Victor e Léo.
Veja também, no Guia Gump de Cidades:
Esses dias eu estava conversando sobre assuntos mórbidos e a conversa chegou nos custos de se bater as botas.
É assustador: segundo uma notÃcia antiga, não sai por menos de R$ 1,4 mil. Mas se contar tudo, deve dar muito mais:
Quem morre deixa uma grande lista de gastos.
E eu achava que as pessoas choravam tanto nos enterros apenas porque o morto era muito querido.
- Buááá! Que saudade do José! Buáááá! Esse caixão custou 3 mil reais!! Buáááá! O velório custou 2 mil! Buááá! Maldito José!

“Em breve, muito em breve, vou sacanear os ingratos dos meus familiares! Huuuuaaahuahua1!“
E ainda por cima, existem as falcatruas. Uma prática comum de algumas funerárias é invadir cemitérios para roubar caixões. Caixões! Para revender.
Já vejo as placas:
- Caixões seminovos! Ótimos preços!
Mas esse humor negro todo é para ver as coisas pelo lado bom. Não tenho direito a plano de saúde onde trabalho. Mas me compensaram: tenho auxÃlio funerário!
Genial!
Eu posso morrer por falta de atendimento médico, mas meu enterro está garantido!
Lamento, universidades! Um cadáver a menos para os estudantes!

“Guuump! Eu viiiim te buscaaaaar! Só há duas saÃdas: ganhar de mim no xadrez2, ou elogiar minhas cuecas noooovas!“
1: Tentativa gumpesca de escrever uma risada maligna.
2: Referência a “O Sétimo Selo“, de Ingmar Bergman.
Lembra do objeto não identificado que caiu no interior de Goiás há pouco tempo?
Pois bem. Agora dizem que ele foi identificado, e que seria um objeto comum em foguetes e satélites americanos e faria parte do chamado Lixo Espacial que existe circulando em volta da Terra.
Apesar de eu ter certeza de que vou ser desacreditado e chamado de lunático, eu tenho convicção de que se trata de mais uma conspiração do governo americano, com a ajuda do governo brasileiro, com o objetivo de encobrir a existência de vida extra-terrestre.
E eu tenho motivos para crer nisso! Eu efetivamente vi e conversei com uma forma de vida extra-terrestre.

Pedaço de nave Extra-Terrestre
Portanto eu sei que tal objeto trata-se, sim, de um legÃtimo pedaço de disco voador que teve avarias, mas cujo piloto extra-terrestre teve perÃcia o suficiente para pousar em segurança e esconder o a nave.
Seu objetivo inicial era buscar material para consertar a nave e se mandar de volta ao seu planeta; porém, acabou parando em Goiânia e não conseguiu mais sair. Apaixonou-se por música sertaneja ao ouvir João Mineiro e Marciano, e agora só come feijão com arroz e carne assada fatiada.
Quando eu fui a um barzinho comer espetinho, conheci e fiz amizade com o ETG, como gosta de ser chamado, numa abreviatura de Extra-Terrestre Goiano.
Gravei uma conversa e publico aqui, com exclusividade!
Gump: E aÃ, tudo bem?
ETG: Bão, e ocê? Bão mesmo?
Gump: Tudo bem. Notei que você está bem à vontade aqui em Goiás, já até fala igual goiano.
ETG: Uai! Bão demais da conta! Mulherada, Victor & Léo, um barzim em cadesquina. Até um negócio chamado Pit-Dog. Num dô conta de sair daqui não!
Gump: Argh! Victor & Léo? Achei que você era mais evoluÃdo. Mas então, dizem que identificaram o pedaço da sua nave como sendo lixo espacial proveniente de algum foguete americano. O que achou disso?
ETG: Uai! Tem base? Deixa eu ti falá, tô encabulado! Num querem que saibam que eu existo. Mas ligo pra isso não. Tô bem demais da conta aqui.
Gump: E quais são seus planos agora?
ETG: Uai! Vou viver aqui, disfarçado de goiano. É fácil. Deixa eu ti falá, bote reparo que é graças a ocê que eu aprendi a falar goianês. Li o dicionário no ChristianGump.net e fiquei craque. É só eu conhecer umas seis ou sete músicas sertanejas que ninguém vai dá conta de descobrir.

ETG, vestido de forma a não chamar a atenção em Goiânia.
Gump: Existem outros iguais a você em Goiás?
ETG: Uai! E Nerildo & Nerivan são o que? Você é burrinho ou quá? Aliás, deixa eu ti falá. Eu quero montar uma dupla sertaneja em breve. Deixa eu ti falá, é a melhor profissão da Terra: não precisa saber tocar nada e tem muita muié no pé!
Gump: É, você aprende rápido!
ETG: Uai! Venho de um planeta muito mais evoluÃdo.
Gump: E por que você não quer voltar para lá?
ETG: Uai! Lá tem Pit Dog não. E lá eu ganho multa se estacionar minha nave na calçada. E a mulherada, hein? Tem isso tudo lá não! E ti falá, lá não conhecem Victor & Léo, tem base?
Gump: Hum, parece chato, mas gostei de não tocar Victor & Léo. Será que eu poderia passar minhas férias lá?
ETG: Ow, cala a boca que vai tocar “Amigo Apaixonado” agora!
Portanto, não acredite em tudo que você lê na mÃdia. O Extra-terrestre Goiano existe sim e está entre nós, comendo uma pamonha de sal ou algum espetinho com feijão tropeiro, ouvindo algum som de qualidade duvidosa em algum boteco por aÃ.
Distração é algo que não existe!
O que existe é a concentração na coisa errada.
Dito isso, posso afirmar que sou um cara extremamente concentrado, mas nem sempre concentrado na coisa certa.
E estar concentrado é o melhor caminho para levar um susto quando alguém insiste em lhe trazer “de volta à Terra”.
No trabalho, eu fico tão compenetrado que as pessoas falam comigo e eu não percebo. Se me chamarem de Christian, então, nem dou bola. “Não é comigo, é com esse tal de Christian”. As pessoas fazem longas perguntas e, na hora da resposta, silêncio sepulcral. Então, indignadas, berram:
- Guuuuuuuuuuuump!

O que foi?? O que foi???
Pronto. Eu volto à Terra, instantaneamente, com um susto tão grande que chega a fazer um efeito dominó de sustos: a pessoa que me abordou se assusta com meu susto e o resto do povo da sala se assusta com o susto dela.
E, claro, isso vira a diversão da galera. Todo mundo esperando eu ficar concentrado pra gritar GUUUUUUMMMMMP!!
Até que um chefe, devidamente preocupado com a queda da produtividade da equipe devido à s sacanagens com os efeitos que os sustos poderiam causar à minha pessoa, cola um aviso de zoológico na minha cadeira: “Favor não assustar o Gump“.
Mas isso não adiantou. E desde essa época eu decidi que o que eu preciso é de um retrovisor colado ao monitor. Já até me deram um, desses de bicicleta. Minha mesa era a atração dos visitantes do escritório.
Mas não é que já inventaram isso? Um retrovisor para escritório? Pois é. Com um motivo bem menos nobre (mas não menos útil): previnir a chegada de um superior pelas suas costas enquanto você está vadiando.

Taà algo útil para mim
Vi aqui, numa lista de 10 gadgets que os chefes vão odiar.
E esses gadgets cairiam perfeitamente na lista de Produtos Inúteis que Podem ser Presentes Legais.
Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.
Pirenópolis é uma cidade do interior de Goiás, distante cerca de 120km de Goiânia, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Atrai muitos turistas por causa da falta de opções perto de Goiânia e BrasÃlia do seu centro histórico e de seus atrativos naturais.

Uma das famosas igrejas do centro histórico de Pirenópolis. O nome dela? Sei lá, não lembro mais e estou com pregui de pesquisar!
Nos feriados, a cidade fica lotada com brasilienses e goianienses em igual proporção. Há duas formas de constatar isso: olhando as placas dos carros, lógico, ou então ouvindo o som que sai do carro: se for sertanejo, é de Goiânia, e se for outro som de gosto igualmente duvidoso, é de BrasÃlia. Não falha!
Além dos óbvios hotéis e pousadas, uma boa opção de hospedagem (bem mais barata) é ficar em algum camping. Há vários, todos estrategicamente localizados: ficam longe do centro, e longe das cachoeiras. Para dar única e incrÃvel sensação de aventura, o chão da área reservada para a montagem de barracas (epa!) tem mais pedras do que grama, fazendo com que fixá-las no chão (e dormir nelas depois) seja uma tarefa de rara perÃcia.
Um dos campings mais conceituados é administrado por um hippie mutcho loco, porém muito gente boa. É totalmente vegetariano: fã de salada e de outros tipos de, hum, vegetais. Para incrementar a diversão da estadia, o administrador do camping oferece (em troca de uns 10 reais, é claro) uma pizza vegetariana com massa integral para o visitante, e diz o horário em que se pode ir lá comê-la. Mas desaparece na hora marcada! Diz a lenda que trata-se de uma famosa pegadinha em Pirenópolis.
Mas um parênteses a sério: se um dia você conseguir encurralar (epa!) o hippie e cobrar a tal pizza, você vai ver que é realmente saborosa.
Ah sim, não acredite em tudo que os campings dizem. Um deles diz que tem um museu ao ar livre, cujo tema é a mineração. Tal museu não é mais do que uma trilha na mata com duas ou três plaquinhas.

Museu a céu aberto em Pirenópolis
A cidade também é um lugar muito procurado pelo pessoal emaconhado, de roupas estranhas e não muito fã de banho alternativo e esotérico.
Apesar de os panfletos e guias turÃsticos locais darem a impressão de que você anda pela cidade e vê uma cachoeira à sua direita, outra à esquerda e mais uma no fim da rua, a localização correta é mais ou menos assim:
A maioria delas é muito bonita. Mas, além da gasolina, reserve dinheiro para a entrada. Sim! Você, literalmente, paga pra ver. Quase todas as cachoeiras ficam em propriedades particulares. Há taxa de visitação.
Se houvesse praia em Pirenópolis, o acesso seria cobrado também.
Outra atração é o Parque Estadual dos Pirineus, onde há vários morros com vista para árvores retorcidas e feias o cerrado. É um local muito bom para pedalar, cheio de trilhas. Mas a vista, em tempos de seca, lembra muito um deserto de filme americano. Um casal passou de carro por mim quando eu pedalava por lá e perguntou onde afinal era o tal parque. Respondi a verdade: estávamos 10 km dentro do parque! É que ele é sem graça mesmo inserido no meio do cerrado caracterÃstico do local.
E por fim, temos a gastronomia. Realmente, um ponto forte. A melhor comida goiana que já comi. E tem até cartazes em duas lÃnguas ensinando os manés turistas a comer pequi.
Você só precisa ficar atento na hora de pagar a conta. Se eles entendem de boa comida, não entendem muito de atendimento. Voltei de uma pedalada na hora do almoço, morrendo de fome e de sede, e fui para um restaurante que parecia - e era - muito bom. Antes de me servir já pedi a bebida para a garçonete, perguntando se tinha refrigerante de um litro. A sede estava de matar! Ela disse que tinha sim: guaraná diet. Pedi para ela colocar na mesa onde eu ia ficar e fui me servir.
Ao voltar, depois de muito tempo me servindo (um buffet maravilhoso!), vi que ela tinha acabado de colocar um guaraná de 2 litros, e não de 1. Deixei pra lá, pois se eu fosse pedir para trocar ela só traria depois de mais uns 15 minutos.
Quando pedi a conta, foi outro garçon quem me trouxe. E o valor foi de mais de 30 reais! O buffet livre, segundo uma plaquinha, era R$ 14,90. Seguiu-se o seguinte diálogo:
Gump: PeraÃ! quanto é o buffet hoje?
Garçon: Uai! Sei não. Você tem que pagar isso que tá aà na conta.
Gump: Mas lá na placa está falando que é 14,90. Por que a conta deu mais de 30?
Garçon: Uai! Sei não. Mas o que você tem que pagar é isso aà que tá na conta.
Gump: Mas você não concorda que se o valor é o que está na placa, isso aqui está errado?
Garçon: Uai! Tá não. Só sei que é esse valor aà que tá na conta que você tem que pagar.
Ok, o garçon venceu. Desisti de argumentar com ele, mas obviamente fui atrás de outra pessoa. Fui pagar direto no caixa e no caminho perguntei para outra garçonete o valor do buffet.
- Uai! É 14,90! Ó ali na placa!
Beleza, meu maior medo era de que aos domingos o valor dobrasse, apesar de nenhum lugar no restaurante avisar disso. Reclamei para a gerente, e ela chamou a garçonete que primeiro me atendeu (a do refri de 2 litros) e pediu para ela explicar o porquê do valor. Mais um diálogo:
Garçonete: Uai! São duas pessoas, mais o refri. Dá isso! (apontando para a conta).
Gump: Mas eu estou sozinho!
Garçonete: Uai! Tá não!
Gump: Como não?
Garçonete: Uai! São duas pessoas!
Pô! Não sou tão gordo assim!
Para minha sorte, meu vizinho de mesa apareceu e confirmou que eu estava sozinho. A garçonete, então, se explicou:
- Uai! Você pediu refri “de litro”, então achei que eram 2 pessoas!
Resumindo: Pirenópolis é um lugar muito bom para ir em turma ou para pedalar. Basta saber lidar com os hippies, com as pedras (se for acampar), guardar dinheiro para a gasolina e para ver as cachoeiras, e ter paciência nos restaurantes. Usar um “dicionário de goianês” (lÃngua oficial de Pirenópolis), se você não for goiano, também ajuda bastante.
Para informações mais sérias e mais reais, veja os sites:
Veja também, no Guia Gump de Cidades: