ChristianGump.net

Tuesday
6/May/2008

Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.

Natércia é uma cidade do sul/sudeste de Minas Gerais, com população de 18 habitantes. Já teve várias denominações, até que Seu Creysson assumiu a prefeitura e fez uma eleição para a escolha do novo nome. As opções eram:

  • Nassegúndia
  • Natércia
  • Naquártia
  • Naquíntia
  • Nasséxtia
  • Nossábadio
  • Nodomínguio

Interrompemos esse artigo para retificar a informação acerca da população da cidade. A filha do prefeito acaba de chegar de Belo Horizonte para visitar os pais e, portanto, agora a população é de 19 pessoas.

O histórico da cidade no site da prefeitura bateu o recorde de texto histórico com mais encheção de linguiça no planeta.

Igreja em Natércia. Toda cidadezinha tem que ter uma igreja central.

Isso porque o texto do link acima foi bastante enxugado. Uma versão estendida é encontrada na wikipedia, mas ainda assim é uma versão reduzida do texto original, escrita por um historiador e médico do sono, nascido em Natércia. No texto original, a justificativa oficial para o nome escolhido na eleição proposta por seu Creysson é que se trata de um anagrama de Caterina, “baseando-se nos versos de Camões, o grande gênio, vitaminado, poderoso, indiscutível, irrepreensível, majestoso, brilhante, brioso, inteligente, classe A, um puta dum cara fodido, o grande pai da língua portuguesa”.

Como ninguém conseguia chegar acordado ao final do texto, reduziram um pouco os elogios a Camões e todo o resto.

No entanto, o texto da wikipedia ainda é utilizado nos institutos de medicina do sono pelo mundo. Com sucesso!

E, ao fim desse artigo, aproveitamos para retificar novamente as informações populacionais. Neste momento o Fazendeiro José da Silva acaba de ir à “casinha“, que fica do lado de lá do limite com Santa Rita do Sapucaí e, portanto, no momento, a população voltou a ser de 18 habitantes. Mas como a cidade está prestes a receber praticantes de rapel de olho em suas cachoeiras, por dois dias a população deverá chegar a quase 26 pessoas! Quase, porque um dos praticantes de rapel é fã de Victor e Léo.


O artigo, obviamente, é brincadeira, mas que os textos sobre a cidade são chatos, isso são. O melhor lugar que eu achei para se ter alguma informação não cansativa foi no portal Férias.tur.br.

Veja também, no Guia Gump de Cidades:

Monday
5/May/2008

Esses dias eu estava conversando sobre assuntos mórbidos e a conversa chegou nos custos de se bater as botas.

É assustador: segundo uma notícia antiga, não sai por menos de R$ 1,4 mil. Mas se contar tudo, deve dar muito mais:

  • caixão
  • transporte
  • velas
  • flores
  • velório
  • cova
  • lápide
  • limpeza periódica do local

Quem morre deixa uma grande lista de gastos.

E eu achava que as pessoas choravam tanto nos enterros apenas porque o morto era muito querido.

- Buááá! Que saudade do José! Buáááá! Esse caixão custou 3 mil reais!! Buáááá! O velório custou 2 mil! Buááá! Maldito José!

Velho pronto para sacanear a família

Em breve, muito em breve, vou sacanear os ingratos dos meus familiares! Huuuuaaahuahua1!

E ainda por cima, existem as falcatruas. Uma prática comum de algumas funerárias é invadir cemitérios para roubar caixões. Caixões! Para revender.

Já vejo as placas:

- Caixões seminovos! Ótimos preços!

Mas esse humor negro todo é para ver as coisas pelo lado bom. Não tenho direito a plano de saúde onde trabalho. Mas me compensaram: tenho auxílio funerário!

Genial!

Eu posso morrer por falta de atendimento médico, mas meu enterro está garantido!

Lamento, universidades! Um cadáver a menos para os estudantes!


Guuump! Eu viiiim te buscaaaaar! Só há duas saídas: ganhar de mim no xadrez2, ou elogiar minhas cuecas noooovas!


Notas:

1: Tentativa gumpesca de escrever uma risada maligna.
2: Referência a “O Sétimo Selo“, de Ingmar Bergman.

Tuesday
29/Apr/2008

Lembra do objeto não identificado que caiu no interior de Goiás há pouco tempo?

Pois bem. Agora dizem que ele foi identificado, e que seria um objeto comum em foguetes e satélites americanos e faria parte do chamado Lixo Espacial que existe circulando em volta da Terra.

Apesar de eu ter certeza de que vou ser desacreditado e chamado de lunático, eu tenho convicção de que se trata de mais uma conspiração do governo americano, com a ajuda do governo brasileiro, com o objetivo de encobrir a existência de vida extra-terrestre.

E eu tenho motivos para crer nisso! Eu efetivamente vi e conversei com uma forma de vida extra-terrestre.

Pedaço de OVNI

Pedaço de nave Extra-Terrestre

Portanto eu sei que tal objeto trata-se, sim, de um legítimo pedaço de disco voador que teve avarias, mas cujo piloto extra-terrestre teve perícia o suficiente para pousar em segurança e esconder o a nave.

Seu objetivo inicial era buscar material para consertar a nave e se mandar de volta ao seu planeta; porém, acabou parando em Goiânia e não conseguiu mais sair. Apaixonou-se por música sertaneja ao ouvir João Mineiro e Marciano, e agora só come feijão com arroz e carne assada fatiada.

Quando eu fui a um barzinho comer espetinho, conheci e fiz amizade com o ETG, como gosta de ser chamado, numa abreviatura de Extra-Terrestre Goiano.

Gravei uma conversa e publico aqui, com exclusividade!

Gump: E aí, tudo bem?
ETG: Bão, e ocê? Bão mesmo?

Gump: Tudo bem. Notei que você está bem à vontade aqui em Goiás, já até fala igual goiano.
ETG: Uai! Bão demais da conta! Mulherada, Victor & Léo, um barzim em cadesquina. Até um negócio chamado Pit-Dog. Num dô conta de sair daqui não!

Gump: Argh! Victor & Léo? Achei que você era mais evoluído. Mas então, dizem que identificaram o pedaço da sua nave como sendo lixo espacial proveniente de algum foguete americano. O que achou disso?
ETG: Uai! Tem base? Deixa eu ti falá, tô encabulado! Num querem que saibam que eu existo. Mas ligo pra isso não. Tô bem demais da conta aqui.

Gump: E quais são seus planos agora?
ETG: Uai! Vou viver aqui, disfarçado de goiano. É fácil. Deixa eu ti falá, bote reparo que é graças a ocê que eu aprendi a falar goianês. Li o dicionário no ChristianGump.net e fiquei craque. É só eu conhecer umas seis ou sete músicas sertanejas que ninguém vai dá conta de descobrir.

ETG Disfarçado de Goiano

ETG, vestido de forma a não chamar a atenção em Goiânia.

Gump: Existem outros iguais a você em Goiás?
ETG: Uai! E Nerildo & Nerivan são o que? Você é burrinho ou quá? Aliás, deixa eu ti falá. Eu quero montar uma dupla sertaneja em breve. Deixa eu ti falá, é a melhor profissão da Terra: não precisa saber tocar nada e tem muita muié no pé!

Gump: É, você aprende rápido!
ETG: Uai! Venho de um planeta muito mais evoluído.

Gump: E por que você não quer voltar para lá?
ETG: Uai! Lá tem Pit Dog não. E lá eu ganho multa se estacionar minha nave na calçada. E a mulherada, hein? Tem isso tudo lá não! E ti falá, lá não conhecem Victor & Léo, tem base?

Gump: Hum, parece chato, mas gostei de não tocar Victor & Léo. Será que eu poderia passar minhas férias lá?
ETG: Ow, cala a boca que vai tocar “Amigo Apaixonado” agora!

Portanto, não acredite em tudo que você lê na mídia. O Extra-terrestre Goiano existe sim e está entre nós, comendo uma pamonha de sal ou algum espetinho com feijão tropeiro, ouvindo algum som de qualidade duvidosa em algum boteco por aí.

Monday
28/Apr/2008

Distração é algo que não existe!

O que existe é a concentração na coisa errada.

Dito isso, posso afirmar que sou um cara extremamente concentrado, mas nem sempre concentrado na coisa certa.

E estar concentrado é o melhor caminho para levar um susto quando alguém insiste em lhe trazer “de volta à Terra”.

No trabalho, eu fico tão compenetrado que as pessoas falam comigo e eu não percebo. Se me chamarem de Christian, então, nem dou bola. “Não é comigo, é com esse tal de Christian”. As pessoas fazem longas perguntas e, na hora da resposta, silêncio sepulcral. Então, indignadas, berram:

- Guuuuuuuuuuuump!

O que?? O que??

O que foi?? O que foi???

Pronto. Eu volto à Terra, instantaneamente, com um susto tão grande que chega a fazer um efeito dominó de sustos: a pessoa que me abordou se assusta com meu susto e o resto do povo da sala se assusta com o susto dela.

E, claro, isso vira a diversão da galera. Todo mundo esperando eu ficar concentrado pra gritar GUUUUUUMMMMMP!!

Até que um chefe, devidamente preocupado com a queda da produtividade da equipe devido às sacanagens com os efeitos que os sustos poderiam causar à minha pessoa, cola um aviso de zoológico na minha cadeira: “Favor não assustar o Gump“.

Mas isso não adiantou. E desde essa época eu decidi que o que eu preciso é de um retrovisor colado ao monitor. Já até me deram um, desses de bicicleta. Minha mesa era a atração dos visitantes do escritório.

Mas não é que já inventaram isso? Um retrovisor para escritório? Pois é. Com um motivo bem menos nobre (mas não menos útil): previnir a chegada de um superior pelas suas costas enquanto você está vadiando.

Retrovisor para escritorio

Taí algo útil para mim

Vi aqui, numa lista de 10 gadgets que os chefes vão odiar.

E esses gadgets cairiam perfeitamente na lista de Produtos Inúteis que Podem ser Presentes Legais.

Wednesday
23/Apr/2008

Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.

Pirenópolis é uma cidade do interior de Goiás, distante cerca de 120km de Goiânia, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Atrai muitos turistas por causa da falta de opções perto de Goiânia e Brasília do seu centro histórico e de seus atrativos naturais.

Igreja Famosa

Uma das famosas igrejas do centro histórico de Pirenópolis. O nome dela? Sei lá, não lembro mais e estou com pregui de pesquisar!

Nos feriados, a cidade fica lotada com brasilienses e goianienses em igual proporção. Há duas formas de constatar isso: olhando as placas dos carros, lógico, ou então ouvindo o som que sai do carro: se for sertanejo, é de Goiânia, e se for outro som de gosto igualmente duvidoso, é de Brasília. Não falha!

Além dos óbvios hotéis e pousadas, uma boa opção de hospedagem (bem mais barata) é ficar em algum camping. Há vários, todos estrategicamente localizados: ficam longe do centro, e longe das cachoeiras. Para dar única e incrível sensação de aventura, o chão da área reservada para a montagem de barracas (epa!) tem mais pedras do que grama, fazendo com que fixá-las no chão (e dormir nelas depois) seja uma tarefa de rara perícia.

Um dos campings mais conceituados é administrado por um hippie mutcho loco, porém muito gente boa. É totalmente vegetariano: fã de salada e de outros tipos de, hum, vegetais. Para incrementar a diversão da estadia, o administrador do camping oferece (em troca de uns 10 reais, é claro) uma pizza vegetariana com massa integral para o visitante, e diz o horário em que se pode ir lá comê-la. Mas desaparece na hora marcada! Diz a lenda que trata-se de uma famosa pegadinha em Pirenópolis.

Mas um parênteses a sério: se um dia você conseguir encurralar (epa!) o hippie e cobrar a tal pizza, você vai ver que é realmente saborosa.

Ah sim, não acredite em tudo que os campings dizem. Um deles diz que tem um museu ao ar livre, cujo tema é a mineração. Tal museu não é mais do que uma trilha na mata com duas ou três plaquinhas.

Museu a céu aberto

Museu a céu aberto em Pirenópolis

A cidade também é um lugar muito procurado pelo pessoal emaconhado, de roupas estranhas e não muito fã de banho alternativo e esotérico.

Apesar de os panfletos e guias turísticos locais darem a impressão de que você anda pela cidade e vê uma cachoeira à sua direita, outra à esquerda e mais uma no fim da rua, a localização correta é mais ou menos assim:

  • Cachoeira A: 25km do centro
  • Cachoeira B: 30km do centro
  • Cachoeira C: 45km do centro

A maioria delas é muito bonita. Mas, além da gasolina, reserve dinheiro para a entrada. Sim! Você, literalmente, paga pra ver. Quase todas as cachoeiras ficam em propriedades particulares. Há taxa de visitação.

Se houvesse praia em Pirenópolis, o acesso seria cobrado também.

Outra atração é o Parque Estadual dos Pirineus, onde há vários morros com vista para árvores retorcidas e feias o cerrado. É um local muito bom para pedalar, cheio de trilhas. Mas a vista, em tempos de seca, lembra muito um deserto de filme americano. Um casal passou de carro por mim quando eu pedalava por lá e perguntou onde afinal era o tal parque. Respondi a verdade: estávamos 10 km dentro do parque! É que ele é sem graça mesmo inserido no meio do cerrado característico do local.

E por fim, temos a gastronomia. Realmente, um ponto forte. A melhor comida goiana que já comi. E tem até cartazes em duas línguas ensinando os manés turistas a comer pequi.

Você só precisa ficar atento na hora de pagar a conta. Se eles entendem de boa comida, não entendem muito de atendimento. Voltei de uma pedalada na hora do almoço, morrendo de fome e de sede, e fui para um restaurante que parecia - e era - muito bom. Antes de me servir já pedi a bebida para a garçonete, perguntando se tinha refrigerante de um litro. A sede estava de matar! Ela disse que tinha sim: guaraná diet. Pedi para ela colocar na mesa onde eu ia ficar e fui me servir.

Ao voltar, depois de muito tempo me servindo (um buffet maravilhoso!), vi que ela tinha acabado de colocar um guaraná de 2 litros, e não de 1. Deixei pra lá, pois se eu fosse pedir para trocar ela só traria depois de mais uns 15 minutos.

Quando pedi a conta, foi outro garçon quem me trouxe. E o valor foi de mais de 30 reais! O buffet livre, segundo uma plaquinha, era R$ 14,90. Seguiu-se o seguinte diálogo:

Gump: Peraí! quanto é o buffet hoje?
Garçon: Uai! Sei não. Você tem que pagar isso que tá aí na conta.
Gump: Mas lá na placa está falando que é 14,90. Por que a conta deu mais de 30?
Garçon: Uai! Sei não. Mas o que você tem que pagar é isso aí que tá na conta.
Gump: Mas você não concorda que se o valor é o que está na placa, isso aqui está errado?
Garçon: Uai! Tá não. Só sei que é esse valor aí que tá na conta que você tem que pagar.

Ok, o garçon venceu. Desisti de argumentar com ele, mas obviamente fui atrás de outra pessoa. Fui pagar direto no caixa e no caminho perguntei para outra garçonete o valor do buffet.

- Uai! É 14,90! Ó ali na placa!

Beleza, meu maior medo era de que aos domingos o valor dobrasse, apesar de nenhum lugar no restaurante avisar disso. Reclamei para a gerente, e ela chamou a garçonete que primeiro me atendeu (a do refri de 2 litros) e pediu para ela explicar o porquê do valor. Mais um diálogo:

Garçonete: Uai! São duas pessoas, mais o refri. Dá isso! (apontando para a conta).
Gump
: Mas eu estou sozinho!
Garçonete: Uai! Tá não!
Gump: Como não?
Garçonete: Uai! São duas pessoas!

Pô! Não sou tão gordo assim!

Para minha sorte, meu vizinho de mesa apareceu e confirmou que eu estava sozinho. A garçonete, então, se explicou:

- Uai! Você pediu refri “de litro”, então achei que eram 2 pessoas!

Resumindo: Pirenópolis é um lugar muito bom para ir em turma ou para pedalar. Basta saber lidar com os hippies, com as pedras (se for acampar), guardar dinheiro para a gasolina e para ver as cachoeiras, e ter paciência nos restaurantes. Usar um “dicionário de goianês” (língua oficial de Pirenópolis), se você não for goiano, também ajuda bastante.

Para informações mais sérias e mais reais, veja os sites:

Veja também, no Guia Gump de Cidades: