Como sou especialista em mancadas, gafes, etc (a ponto de tais coisas serem conhecidas como gumpices), resolvi compartilhar um pouquinho do que minha vastÃssima experiência no assunto me ensinou.
Antes, deixe-me contar o porquê de me achar um entendido no assunto. Simplesmente, em um dado momento da minha vida, eu percebi que cometia tanta gafe, pagava tanto mico (sem querer… os por querer não contam), que decidi iniciar um painel semelhante à queles das fábricas (”Estamos trabalhando há XX dias sem acidentes de trabalho“).
Meu painel: O gump está há XX dias sem cometer gafes, pagar micos ou dar mancadas. Não chegava ao número 5. Sempre era uma cabeçada na janela fechada por não ter visto o vidro, um esbarrão durrubando ou quebrando algo, eu cantando ao ouvido da mulher errada, coisas assim.

Cometeu uma gafe e está com vergonha? Há formas de minimizá-la!
Agora, vamos às lições:
Essa lição preventiva cai muito bem quando se trata de datas de aniversário.
Por exemplo, se você sabe que o aniversário de um ente querido é na semana que vem, mas não está 100% certo de que é na quarta, fale com ele apenas “Está chegando, hein? Semana que vem tem festa!!“. Ele vai ficar emocionado:
- Ele lembrou a data do meu aniversário! Oh!
Outro exemplo foi o meu post inicial no Mentes Psicodélicas. Eu não lembrava se a Lina tinha nascido no dia 30 ou no dia 31 de outubro. Portanto falei da data como sendo “final de outubro”.
E Ela nasceu no dia 29!!! Veja como meus conselhos são úteis!
Eu havia passado, certa vez, um final de semana inteiro com o meu grupo na faculdade, tentando fazer um programa de computador que valia a maior parte da nota de uma matéria. Faltando um minuto para a aula, ainda estava dando um bug grave em nosso software.
Estávamos eu e meus colegas no laboratório da faculdade, eu sentado ao computador e eles ao meu lado, queimando neurônios pra fazer aquilo funcionar para termos a nossa nota. Estava começando uma aula de outro curso ali no laboratório, e Ãamos ser expulsos. Imploramos mais 2 minutinhos para a professora daquela turma, e ela cedeu. Fez piadinhas nos chamando de aliens e tal, mas permitiu que ficássemos ali um pouquinho.
Então eu tentei uma última modificação no programa, já aceitando o destino de reprovar na matéria. Era minha última e totalmente desesperançosa cartada.
Salvei, rodei o programa, e…
Funcionou!!
Minha alma se encheu de tamanha alegria que eu esqueci de tudo, exceto da minha felicidade, e gritei, com expressão de jogador de futebol ao comemorar o gol:
- TESÃÃÃÃÃOOO!!
Todas as alunas do outro curso (sim, pra piorar o outro curso era composto só de meninas. Aumenta a vergonha) se viraram pra ver quem era o mané que estava gritando aquilo. Todas tentando imaginar que tipo de site eu estava vendo para gritar tal coisa.
Enquanto isso, meus colegas foram instintivamente saindo de perto de mim, fingindo que não me conheciam.
Mas que não me conheciam o que! Comecei a falar animadamente com eles, pra todas verem que eram meus amigos. A vergonha deles por me conhecerem me consolava!
Tente você também! Funciona!

Se a vergonha é inevitável, traga mais gente pra passar vergonha com você!
Um dia eu estava numa loja de CDs com um amigo, e passamos o tempo todo conversando enquanto escolhÃamos nossas compras. No fim, eu fui até o caixa primeiro e, quando ele chegou, eu virei para ver os CDs que estavam na mão dele.
Não reconheci nenhuma banda, nem tinha ouvido falar delas, e nem sabia se eram boas ou ruins. Só sabia que não tinham nada a ver com o tipo de música que ele gostava. Então, eu disse para ele:
- Você vai levar isso???
Com tom pejorativo no “isso“, claro.
Só então olhei pra quem eu estava falando e vi que não era meu amigo! Ele tinha voltado pra trocar um CD e eu fiquei falando com a pessoa errada, que por sinal era parecido com meu amigo.
Não tive a menor intenção de criticar o gosto musical do carinha lá. Afinal, sequer tinha ouvido o som que ele curtia. Mas tentar corrigir só ia piorar. Mantive-me, então, ali, com a cara de “esse mundo está perdido mesmo, olha só o tipo de música que as pessoas estão ouvindo hoje em dia!“
No mesmo dia, eu e meu amigo saÃmos da loja de CDs e fomos pra uma loja de calçados. Ficamos olhando as vitrines, até que eu achei um modelo muito bonito e entrei pra provar. Ele entrou também. Enquanto eu esperava a vendedora que me atendeu voltar com o tênis do meu número, olhei-me no espelho e vi o quanto de banha eu estava acumulando em meu corpo e comecei a falar com meu amigo o quanto eu estava uma baleia, que isso não podia ser, que merda, bla bla bla.
Como você já previu, não era meu amigo que estava ali. Obviamente o sacana havia saÃdo da loja pra ver outra coisa na vitrine. Em seu lugar estava a outra vendedora da loja, assustada. Afinal, o que era aquele carinha chorando suas mágoas adiposas para com ela? Ainda mais naqueles termos.
Fiz a cara mais normal possÃvel (tá bom, tá bom. Já sei o que você vai dizer… Gump e normal não combinam. Eu sei. Mas fiz a cara gumpesca menos anormal), e saà rapidinho.
Sem provar os sapatos!
Há, claro, outros tipos de mancadas que eu já cometi, mas para elas ainda não tenho um tutorial para não passar vergonha. Simplesmente porque elas ainda me envergonham até hoje!

Tem horas que não tem jeito! Dá vontade de ser igual avestruz e se esconder!
2 Comentários em "Tutorial: como dar mancadas e não passar (tanta) vergonha"
Gump!!!!
vou seguir suas dicas!!!!!! depois te conto se funcionou rs
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Cara, gostei muito do que você escreveu!
O importante é pagar mico e manter a pose.
;]
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