Temos, no trabalho, uma rotina nas manhãs de sexta-feira: comer pão-de-queijo azedo recheado.

- O quêêêêê??? Pão-de-queijo Azeeeeedo?
Você sabe: quanto mais fresca é a pessoa, maior a chance de ela encontrar algo na comida, como um fio de cabelo – ou outro pelo de qualquer outra parte do corpo. Isso acontece porque as nojeiras são atraídas por pessoas frescas. Ou então é porque os frescos reparam nessas coisas, enquanto todas as outras pessoas são vítimas da máxima “o que os olhos não vêem, o coração não sente“.
Então. Um colega meu é uma dessas pessoas agraciadas com todas as nojeiras em todos os restaurantes. E um dia ele (e só ele) foi brindado com um pão-de-queijo supostamente azedo naquela lanchonete – junto com um suco de laranja com gosto de sabão em pó, segundo ele.
Isso bastou para ele nunca mais comer pão-de-queijo quando vai lá (nem tomar suco de laranja). Mas serviu principalmente para o lugar ser chamado carinhosamente por nós de “Azedo”.
- Vamos lá no Azedo amanhã?
- Vamos! E eu vou comer dois azedos!
Mas, claro, lá nós não pedimos “azedos recheados”. A não ser que alguém faça Gumpice. E é aí que eu entro na história, é claro.
Eu e um dos colegas fomos primeiro ao Azedo, e eu liguei para avisar aos demais que já estávamos lá. Dei aquela levantada de voz característica de quem fala ao telefone e soltei:
- Cara, já estamos aqui no Azedo!
Só com o constrangimento do meu amigo olhando a cara dos funcionários do local é que percebi a gumpice.
Bem característica, por sinal. Existe um restaurante cujo dono eu chamava mentalmente de seu Noé. Mas é claro que eu não poderia chamá-lo assim na vida real. Então eu precisava ficar mais atento que de costume – não é difícil, em teoria, já que eu não sou um cara nada atento, naturalmente.

Seu Noé, o dono do restaurante
Eu resisti por muitos meses! Mas um dia a gumpice, inevitavelmente, saiu.
- E aí, Seu Noé?
Por sorte, poucos goianos entendem o que eu falo. Um pouco por causa do sotaque, e o resto por culpa da minha má dicção mesmo. Seu Noé parece não ter entendido bem o que eu falei. Ao menos espero que tenha sido assim.
E essa questão das gumpices me fez ressuscitar um antigo contador que eu tinha, semelhante àqueles das fábricas. Ele dizia: “O Gump está há x dias sem sem dar mancada, cometer gafe ou pagar mico“. Agora faço esse contador no Twitter.
O problema é que parece que ando fazendo ainda mais gumpice que o natural.
Melhor esquecer o contador. Ele só oscila entre 0 e 1.

5 comentários
Fernando Quirino says:
May 24, 2009
Hora de trocar a foto de susto hein? huahuhuahuah
Esse é o famoso ato falho. Nada demais =]
Agora a parte da frescura é fato. hehehe
Christian Gump says:
May 24, 2009
Poxa, eu estava transformando a mulher indignada quase que numa marca aqui! hehe! Mas acho que tá na hora de ela sair mesmo, já tá enchendo o saco!
Gumpice é isso: ato falho, mancada, mico e gafe. Tudo isso é normal, se não cometido uma vez por dia
Eu até fui político na parte da frescura, já que lancei duas teorias possíveis. Mas eu acredito nessa: a unica sujeirinha é atraída pela pessoa mais fresca do restaurante! hehe!
Di says:
May 29, 2009
Ah, mas o mundo seria um lugar bem menos divertido se o contador andasse em alta.
O mundo virtual, digo. O meu, ao menos.
Nao ha Gump sem mico. Faz parte do teu charme. Relaxa e ‘aproveita’ =D
Momento Phoebe Buffay - ChristianGump.net says:
Jan 15, 2010
[...] Gumpices: do pão-de-queijo azedo ao restaurante do Seu Noé [...]
Não me sacaneia, 007! | ChristianGump.net says:
May 30, 2010
[...] última sexta-feira cheguei à padoca para a tradição do pão-de-queijo azedo, e meus colegas para variar estavam tirando com a minha cara. O motivo da vez era uma suposta [...]