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Gump, o ladrão

Friday
12/Jun/2009

Essa já tem alguns anos. Saí do trabalho e tinha que comprar suprimentos para um programa de índio uma viagem. Sem tempo de ir ao supermercado, passei na loja de conveniência pertinho de casa.

Porém, estava distraído (isso era para ser alguma novidade?). Aliás, distraído não! Eu estava extremamente concentrado! Na coisa errada! Esse é, aliás, o meu conceito de distração.

Vinha pensando no depoimento que iria escrever para uma grande amiga. Ela havia deixado um tão bonito e bem escrito, tão do jeito que nossa amizade merecia, que eu na hora soube que seria muito difícil retribuir à altura. Já tinha algum tempo que eu vinha pensando no que escrever e naquele dia resolvi levar a sério.

Enquanto pensava, ia escolhendo mecanicamente os suprimentos.

Quando voltei para a Terra, vi que estava guardando tudo na minha mochila! No meio da loja!

Minha inexperiente mente criminosa não sabia o que fazer. Instintivamente olhei para o atendente. Ele olhava para mim fixamente, com um misto de raiva e incredulidade. “Que cara-de-pau!!“, deve ter pensado.

Cheguei até ele, pedi desculpas e expliquei que estava distraído. Ele visivelmente não acreditou mas não queria encrenca. Deixou-me ir embora.

E quando não é a distração, é a força do hábito. Apenas dois dias antes, eu saí de uma padaria sem pagar. Só percebi quando cheguei em casa e vi o papelzinho com o valor que eu deveria ter pago.

É que a rotina na padaria era “pedir->pagar->pegar os produtos“. Naquele dia, eu pedi e a balconista me deu os produtos antes de eu ir pagar. Meu cérebro pouco privilegiado fez a seguinte sequência de processamento:

  1. Já estou com os produtos. O que vem a seguir?
  2. Humm… que cheirinho bom!
  3. Hmmm… mas eu queria mesmo uma pizza!
  4. Onde estou?
  5. Hum, produtos na mão. Isso significa… o que mesmo?
  6. Uau, que japonesa linda!
  7. Ah sim, produtos na mão significa ir embora.

cerebro

Após descobrir meu furto involuntário, voltei correndo. Afinal, eu ia lá todo dia e não queria que pensassem que eu estava tentando ser malandrão.

Pior. Um malandrão burro.

Eles nem tinham percebido, ficaram felizes com a minha honestidade, mas inevitavelmente riram da minha cara. Polidamente.

Mas por que eu lembrei do primeiro roubo hoje?

- Hummmm! Pizza!

Quieto, cérebro!

É que eu acabei de lembrar que, passados uns 4 ou 5 anos, eu não escrevi o depoimento sobre minha grande amiga até hoje…

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9 Comentários em "Gump, o ladrão"

  1. Priscila Linconl Priscila Linconl 12 de June de 2009 em 6:50 pm

    Nossa, isso já aconteceu comigo… Foi quando percebi que aquela frase q diz “q o universo conspira a nosso favor” é verdadeira… Nesses momentos de desonestidade, digo, distração, nunca somos pegos. Hehehehhe

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  2. Rafael Rafael 12 de June de 2009 em 8:15 pm

    Eu não entendi uma coisa; o atendente deixou você ir embora com os produtos na mochila e sem pagar, deixou você ir com os produtos, mas pagando, ou deixou você ir embora depois de esvaziar a mochila?

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    Gump Reply:

    Haha! Realmente, não deixei claro no texto. Ele me deixou ir embora mediante pagamento dos produtos, é claro. Tirar os produtos da mochila no caixa foi a primeira coisa que fiz! :)

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  3. TatiLie TatiLie 13 de June de 2009 em 7:41 am

    Falando em pizza e sair sem pagar… uma vez por semana eu como pizza em uma pizzaria perto da escola. É um lugar de pizza-delivery, mas tem um balcão pra sentar e comer lá também. E lá se paga na saída. Ou melhor, os outros pagam na saída. Eu pago no pedido, pois tenho medo de esquecer (ou pior, de pedir, comer e lembrar que o a carteira ficou na outra bolsa). O problema é que com esse meu hábito de comer e sair andando, os meus colegas, indo no meu embalo, muitas vezes já saíram sem pagar, lembrando só quando estavam no bar da esquina pagando um cafezinho.

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    Gump Reply:

    Você ainda tem sorte. O problema de pagar no pedido é que podem achar que você está saindo sem pagar.

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  4. Helen Fernanda Helen Fernanda 13 de June de 2009 em 12:41 pm

    Eu também já saí várias vezes sem pagar e depois voltei correndo.

    Mas teve um ano que, em um certo supermercado de Goiânia, a moça do caixa me deu uma agenda de presente. Ela achou a agenda estranha porque nunca tinha visto alguém comprando aquilo naquele supermercado. Então ela deduziu que já era minha antes e não calculou o preço.

    Quando percebi já estava tão longe que só agradeci a Deus pelo brinde. ?

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  5. Fernando Quirino Fernando Quirino 16 de June de 2009 em 1:22 am

    Vocês são todos uns sortudos filhos duma p***!! Eu sempre pago, esqueço mesmo são os trocos. Agora esquecer de pagar é fácil, você volta lá e paga. Esquecer o troco que é fogo, quem disse que devolvem pra você? ¬¬

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    Gump Reply:

    Que tal ficar tão concentrado no troco a ponto de lembrar dele e sair sem os produtos? hehe! Eu faço isso direto, mas aí a atendente ri da minha cara e eu lembro.

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  6. Ingrith Ingrith 17 de June de 2009 em 11:04 am

    Que cara de pau!!!!! Eu saia sempre sem pagar a “lotação”

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