Para fechar a série sobre Goiânia , um artigo importantíssimo. Um micro-dicionário goianês-português para você, quando vier conhecer a cidade, poder usufruir de toda a simpatia do povo goianiense, entendendo tudo que ele diz!
Obs.: Os verbetes abaixo servem para todo o estado de Goiás.
Deixa eu te falar - Com a variação Ow, deixa eu te falar. Introdução goiana para um assunto sério. Nunca, mas nunca mesmo, chegue para um Goiano falando diretamente o que você tem que falar. Primeiro você tem que dizer ow, deixa eu te falar, para prepará-lo para o assunto. Em Goiás você precisa seguir o ritual de uma conversação. Ex.: “E aí, bão? E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? É por isso que eu torço pro Vila. Oww, deixa eu te falar, lembra aquele negócio que eu te pedi…” A forma abreviada é te falar.
Deixa eu te perguntar - A mesma coisa que
deixa eu te falar, mas usado, obviamente, quando você vai perguntar algo.
Chega dói - Chega a doer. Ex.:
Deixa eu te falar, essa luz é tão forte que chega dói a vista. Na verdade essa forma pode ser usada com quaisquer outros verbos combinados com o verbo “chegar”. Ex.:
chega arranha,
chega machuca,
chega engasga.
Chega doeu - Chegou a doer, ou seja, o passado de
chega dói.
Nota do Gump: Muita gente não entendeu o porquê desse verbete no passado se já se usou o verbete no presente; afinal tratar-se-ia de conjugação verbal simples, não é mesmo? Mas a fato é que quando existe uma conjunção verbal, é o verbo auxiliar (chegar) que determina o tempo da conjunção. No Goianês é diferente. É o verbo principal que é conjugado.
Uai - Palavra que normalmente não tem sentido, mais ou menos como o
tchê do gaúcho. Usado normalmente em respostas. Ex.: Pergunta:
Goiano, você vai à festa hoje?; Resposta:
Uai, vou!.
Nota do Gump: Dá impressão que o uai é parecido com o ué usado em outras regiões. Mas o ué muitas vezes é usado no caso de a pessoa achar a pergunta estranha. Cheguei a me revoltar bastante com o uso do “uai” nas frases quando vim pra cá, pois achava que as pessoas estavam insinuando que eu estava perguntando alguma idiotice. Só depois aprendi que as pessoas falam uai por falar.
Encabulado - Impressionado. Ex.:
Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar ‘chega dói’ antes.
Nota do Gump: Também fiquei impressionado (ou encabulado, em goianês) com a quantidade de gente que não entendeu esse verbete aqui. Chegam a colar a definição do dicionário, como que querendo provar que a palavra existe! Mas a palavra existe mesmo, eu nunca disse que não! Só não tem, no dicionário, o sentido usado no Goianês. Isso é igual explicar piada!
Bão? - Goianês para “Tudo bem?” Também é usada a forma
bããããão?
Tá boa? - Goianês para “Tudo bem?” usado para mulheres. Em outras regiões do Brasil seria interpretado de outra forma…
Bão mesmo? - É comum usar o “mesmo?” depois de coisas como “e aí, tá bom/bão”, como se pedisse uma confirmação de que a pessoa tá bem e não apenas fingindo que está bem.
Piqui - Pequi, fruto típico de Goiás, bastante usado na culinária Goiana.
Mais - substituto goiano da conjunção “
E“. Ex.:
Eu mais fulano estamos no Goiás.
No Goiás - Em Goiás.
Na Goiânia - Em Goiânia.
Pit Dog - Uma espécie de filho bastardo de uma lanchonete com uma barraquinha de cachorro-quente. Apesar desse nome estranho, os sanduíches são muito bons!
Queijim - Rotatória.
Tem base? - Expressão tão goiana que existe até em slogan impresso em bandeiras e camisetas exaltando o estado: “
Sou goiano. Tem base?”. Pode ser traduzido como “Pode uma coisa dessas?”, só que usado com muito mais frequência.
Mandruvá- Mandorová.
Coró - mesmo que mandruvá, segundo meus tutores de goianês.
Dar rata - Algo como cometer uma gafe. Ou seja, dar rata é o goianês para “
fazer gumpice”
Calçada - Pode significar: 1. Lugar para estacionar carros; 2. Local onde se colocam as mesas dos botecos e restaurantes. Note que não existe em Goiás calçada no sentido de lugar para pedestre, pois não sobra espaço para pedestres entre os carros e as mesas.
Nota do Gump: Ok, essa foi uma reclamação minha. A única de verdade. Nada contra os botecos. É muito agradável aproveitar o clima gostoso que faz à noite por aqui sem ser no lado de dentro de um bar. Mas que fique um espaço pro pedestre, né? Ter que ir pro meio da rua porque a calçada está tomada por bares e carros (nesse último caso, não tem desculpa!) é phodda.
Anêim - Algo que parece ter vindo de “
Ah, não!“, que virou “
Ah, nem!” Mas às vezes é simplesmente usado na frase com um sentido de desagrado. Quando vejo escrito por aí, vejo o povo escrevendo “
anein“, “
aneim“, “
anêim” e outras variantes. Ex.: se eu ia viajar com a turma e de repente não posso mais, alguém exclama: “
Anêeeim, Gump! Que pena!”
Arvre - Árvore (isso me lembra “As arvres somos nozes”)
Arvrinha - Árvore pequena.
Arvrona - Árvore grande.
Madurar - Amadurecer.
Corguim - Lê-se córrr-guim. Diminutivo de corgo.
Corgo - Lê-se córrr-go. Córrego.
Quando é fé - Algo como
de repente, ou
até que. Ex.: “
Estava no consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um menininho chorando de lá.”
Num dô conta - Pode ser traduzido como
Não consigo,
Não sei,
não quero,
não gosto, etc. No resto do país,
não dar conta é usado mais no sentido de “não aguentar”. Por exemplo:
Não dei conta do recado, ou
Não dou conta de comer isso tudo sozinho. Já aqui em Goiás é usado para quase tudo. Ex.:
Num dô conta de falar inglês (”não sei falar inglês”);
Num dô conta de continuar em Goiânia nas férias (”Não quero/não aguento continuar em Goiânia nas férias);
Num dô conta de imprimir usando esse programa (”não sei imprimir usando esse programa”).
De sal - Salgado. Ex.: Pamonha de Sal. (Eu jurava que era de milho… dãã)
De doce - Se “de sal” é salgado, então “de açúcar” é doce, certo? Errado! Em Goiás as coisas não são doces, elas são
de doce.
Caçar - Procurar. Goiano não procura, goiano
caça. Ex.: “
Estive te caçando o dia inteiro“. “
Não sei onde está, mas vou caçar esse papel para você.”
Trem - Qualquer coisa pode ser chamada de trem, inclusive um trem. Ex.: “
Ôôô trem bão!” (ô, coisa boa!) Já ouvi até mesmo a seguinte declaração de amor: “
Te amo, Trem!“.
Demais da conta - Em Goiás, deve-se evitar utilizar a palavra “demais” isolada. A forma correta é “demais da conta”. Ex.: “
Gosto disso demais da conta!“. “
Conheço a região demais da conta!”
Custoso - Essa quem lembrou foi a Daniella, nos comentários. Na definição dela significa teimoso. Também ouço como se fosse algo que dê trabalho. “
Esse moleque é custoso demais da conta!”
Barriga-verde - como já ouvi aqui em Goiás, “pra baixo de São Paulo todo mundo é gaúcho”; portanto o termo barriga-verde nada tem a ver com o usado no sul, que significa “catarinense”. Barriga-verde aqui é um novato, alguém que ainda está “cru” numa determinada coisa.
Disco - Um tipo de salgado frito.
Voadeira - Voadora (o golpe, agressão).
Ou quá? - Algo como “ou o quê?”. Ex.: “
Você vai sair com a gente ou quá?”
Vende-se este - Aqui em Goiânia é muito mais comum ver placas dizendo “
Vende-se Este” colada num carro, do que simplesmente “
Vende-se“. É como se quem escreveu pensasse “
vende-se? Vende-se o que?“, mas também ficasse com preguiça de escrever “
Vende-se este carro“. Fica o meio termo.
Final de tarde - Sabe aquela mania chata das propagandas de uma marca de cerveja de tentar mudar a quarta-feira para
Zeca-Feira e o
Happy Hour para
Zeca-Hora? Pois é, ao menos o Happy Hour já foi aportuguesado por aqui. Chama-se “
Final de tarde“, e na prática é o happy hour: você sai do trabalho e vai tomar uma com os amigos. Acompanha espetinho e feijão tropeiro, é claro!
Fi - Creio que vem de “Filho”, é usado no fim da frase, como se fosse um “tchê” gaúcho ou um “meu” paulista. Ex.: “
Esse é o melhor, fi!“, “
Nossinhora, fi! Bão demais da conta!“.
Coca Média - Refrigerante médio é o de garrafinha de 290ml. Ou seja, o menor que costuma ser vendido em restaurantes.
Nota do Gump: Na última vez em que estive em Curitiba pedi uma coca média, por costume adquirido em Goiânia, e a mulher ficou me olhando sem entender.
Pronto! Creio que com esse pequeno glossário, você já pode ir no Goiás, comer no Pit Dog sem dar rata e, quando é fé, sentar à sombra de uma arvrona na beira do corguim!
Veja também:
94 Comentários em "Dicionário Goianês"
[...] E, por fim, tem o sotaque, caracterizado pela união de palavras e um jeitão característico de falar. Mas o mais marcante são as expressões. Mas isso fica pro próximo artigo, o dicionário goianês. [...]
Vou te falar que esse sotaque está parecidíssimo com o mineiro!
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Deixa eu ti falá!! Cê tem di ir pra Minas, uai, pra fazê comparação. Bondimaisdacontsô!!!!
Queijim??? Essa é boa!!! Aliás, conhece a resposta pro “tá boa??”
“Melhorada, porque boa eu já era!!” hahahahaha
Essa quem me ensinou, é claro que foi o Ranério, que depois de morar em mil lugares diferentes, não perdeu o sotaque.
beijos
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Uai, que coisa heim!
…rs
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Só consigo digitar e pensar nisso:
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAAHAHAHA
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jeh Reply:
June 5th, 2008 at 2:38 pm
hahauuauisia!”…
fi issoo e bao demais da conta oceis que nao conhecem o goias tem de
conhecer pq akiii e baoo por demais!….
vem bebe uma no fim de tarde com nois….
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Só um comentário (dãããã)…
Passei esse post pra duas “goianas” assumidas: minha mãe e a Juliana Borsari.
E, apesar de minha mãe AMAR essa terra (frisando bem, ama a TERRA) e a Juliana usar esse vocabulário (apesar de anos em Milão, ela mantem o sotaque e as gírias (???) pois é de Brasília) elas adoraram!!!
PS: Uma pena as pessoas lerem blogs, mas não comentarem… Estou comentando esse por elas
você merece!
Beijo
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Hmm… não concordo com muita coisa. “Dar conta” é muito utilizado aqui em São Paulo (por paulistanos da gema) para dar o sentido “conseguir”. Da mesma forma, “dar rata” é utilizada em outras partes do país (encabulado também), bem como outras expressões, tipicamente mineiras. Há palavras que são faladas por quem não tem instrução - “no Goiás”, “na Goiânia”, “arvre” etc. eu nunca ouvi falar, confesso.
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viviane Reply:
August 2nd, 2008 at 6:27 pm
Renha conhecê o goiás, trem.
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Olá, Rodrigo, obrigado pela visita e pelo comentário!
Eu entendo o que você diz, pois quando voltei de viagem me entregaram, no aeroporto, um guia de Goiânia onde tinha um “dicionário de expressões goianas”. Dentre essas expressões, havia muitas que eram faladas também em todo o sul e sudeste, citadas como se fossem uma característica tipicamente goiana, e isso me incomodou um pouco. Infelizmente não tenho mais tal guia para citar alguns exemplos. Aliás, “dar rata” e “num dar conta” (escrito desse jeito) constavam nesse guia, mas essas soam totalmente goianas para mim.
Eu diria que é mais a intensidade do uso que torna certas coisas tão goianas. Talvez um paulistano, uma vez ou outra, use “não dar conta” no sentido de “não conseguir”. O goiano usa em praticamente todas as frases, e isso eu nunca vi um paulistano fazer! Da mesma forma, paulistanos falam constantemente o “meu”, que é usado em tantos outros lugares do país; é a intensidade do uso o torna uma fala bem paulista.
Quanto ao fato de algumas expressões serem usadas em outros lugares, você mesmo afirmou que há, no goianês, muitas expressões tipicamente mineiras. Seria como eu não poder falar que é tipicamente mineiro falar “trem” ou “uai” porque o goiano também fala, concorda? Mas é tipicamente mineiro sim. E é tipicamente goiano também!
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Faltou o “belo”. Nada em Goiânia é bonito, lindo, maravilhoso… é “belo”!!!
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Sr. Gump.
Este artigo publicado por vc logo acima, mostra gozação com os Goianienses ou (GoianÊs) como vc disse, mas uma coisa é certa e q vc não sabe é:
Podemo até falar desse jeito ai hó, mais nóis Goianês samo muito dos inteligente viu sô, uai.
Quem te enviou isso num sabe q a maioria dos aprovados em concurso e vestibulares do Centro Oeste são GoianÊs, “oras bolas”(i esqueceu desse né, rsrsr…)
Podemo fala errado e tudo mais, mas somo um povo do muito do inteligente, e é craro, o mais biiiiito tbm du BraZil.hahahahahahahahaha………….
Eita orguio de sê Goianês sô! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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Olá, Lillyan,
Obrigado pela visita e pelo comentário no blog, sobre o dicionário goianês!
Na verdade, o goianês citado é a “língua” (uma brincadeira com o português, inglês e tal)
É só uma brincadeira, pois pra quem vem do sul pra cá é tudo bem diferente e eu não resisti. Assim como os goianos não resistem me imitar também hehe!
Mas eu estou adorando morar aqui e concordo com o orgulho de ser goiano que vocês têm. Se eu fosse goiano também teria. E não é questão de falar errado, é regionalismo mesmo. Ainda bem que somos diferentes, isso que torna tão legal conhecer novos lugares.
A propósito, ainda vou escrever o dicionário curitibanês, tem muita coisa engraçada bem característica de Curitiba.
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Deixa eu te falar
Apenas algumas correções sobre o dicionário:
NO GOIÁS: fica subentendido a expressão ESTADO. “Estou no Estado de Goiás”.Está correto
MANDRUVÁ: Está correto também.
UAI: Expressão pegada por osmose pelo Est. de Minas Gerais.
PAMONHA DE SAL OU DE DOCE: Se é pamonha fica subentendido que é de milho (lógico). A expressão “de sal” ou “de doce” apenas qualifica o substantivo. Fato parecido é dizer “copo d’ àgua, carrinho de picolé”.
MADURAR: verbo transitivo e transitivo
1. tornar ou tornar-se maduro.
Ex.: Essa fruta já está quase madurando
ENCABULADO: Infinitivo do verbo encabular. Está correto tb.
Coloquei estas observações pois lendo o artigo nós dá a impressão que todas as expressões são ditas de forma informal (erradas).
Valeu
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rose Reply:
August 2nd, 2008 at 6:15 pm
aiiiiii véiii, como cê eh chatoooooooo
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viviane Reply:
August 2nd, 2008 at 6:39 pm
e burro!!!
entaum diz: estou no Santa Catarina
A pamonha seria ”pamonha salgada” ou ”pamonha doce” NÃO tá certo nãooo ooowww burrrooooo. EH vocabulário de nosso sotaque!!
Entaum ponha aí, oww burrin: ”copo aquático” e ”carrinho picolético” QTA DIFERENÇA, NÃO???
NÃO existe ”madurar” como vc fala que está correto, .. eh AMADURECER verbo INTRANSITIVO!!
ENCABULADO EH ADJETIVOOOOOOOOOO OOOOOOWW IDIOTAAAAAAAAAAAA
fugiu da escola????? he rssrsrs
oww acha mesmo que nós, goianos, falamos errado??? por baixa instrução??
EH noso sotaque!! E pq vsa. senhoria escreve bulufas???
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rogerio Reply:
August 4th, 2008 at 9:51 am
o viviane,
Primeiramente você não me viu dizendo que não sou goiano.
Sotaque não tem nada haver com o falar errado. Podemos
falar na norma culta da lingua e nem por isso deixarmos o sotaque de lado.
Fundamente-se antes de tecer algum comentário.
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Olá, Rogério,
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Na verdade, o ‘artigo’ não passa de uma brincadeira e é assim que deve ser encarado. Regionalismos são regionalismos, jamais erros.
Indo para cada lugar diferente do que está acostumado, é normal que se ouça coisas novas e é essa a essência do ‘dicionário’.
Assim, EM GOIÁS é uma forma mais comum que NO GOIÁS. Mandruvá, depende de dicionário. Depois do artigo, vi um que tinha o termo. Em outro, só havia o termo mandorová.
De sal ou de doce, é apenas diferente do “salgado”, a forma mais comum em outras regiões. E brinquei com o “de doce” em vez de simplesmente “doce”.
O verbo madurar está corretíssimo e inclusive é usado no livro que eu estou lendo atualmente; no entanto, fora daqui de Gyn eu ouço mais o termo “Amadurecer”, seu sinônimo; foi apenas por isso que o termo foi incluído.
E por fim, o “encabulado” é o que me estranhou mais. Refiro-me ao sentido. Encabulado pra mim é “envergonhado”, como está no “Aurélio”:
encabulado
[Part. de encabular.] Bras.
Adjetivo.
1.Acanhado, envergonhado, vexado.
Substantivo masculino.
2.Aquele que é encabulado.
Aqui, usa-se o encabulado no sentido de “impressionado”, e foi isso que eu ressaltei.
Mas ressalto que tudo não passa de uma brincadeira. Fui criado na região de Curitiba e logo logo sai do forno a zoação com o meu próprio jeito de falar!
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Márcia Reply:
November 11th, 2008 at 8:54 pm
Oi, Gump!
Vc conseguiu irritar muita gente, hein? Rs… Esse nosso sotaque é engraçado mesmo! Pra não falar nas expressões. É bom informar quem pretende visitar Goiás. Afinal, provavelmente, não vão encontrar, no dicionário, um significado lógico para o goianês. Rs… Até!
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Christianne Reply:
November 18th, 2008 at 11:44 am
Olá, Christian!
Olha, adorei o dicionário….
E é desse jeito mesmo que nós goianos utilizamos tais expressões.Seus exemplos foram bem explicativos, elucidando a forma típica do nosso linguajar…
Um abraço!!!!
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Tem muita coisa que é de minas, mas é do lado né… bacana
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[...] lá no trampo, é um tal de “Alô, Christian? Deixa eu te falar…”, e eu já sei que lá vem [...]
engracado demais da conta esse seu dicionario, viu gump! tem base nao esse povo ai reclamano.
ooo saudades das muiezada da terrinha, viu… soh dah vontade de ouvir as musica sertaneja pra matar um poquim da saudade.
qto a semelhanca com o mineires, eh a coisa mais natural do mundo, uai. eh geografico. assim como alemao e holandes eh parecido, mineires eh totalmente copiado de goianes. logico!
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Faltaram… no dicionário - custoso = teimoso e cara lerda = safado;
e ainda citar o patrimônio regional onde os goianos comem uma magnífica galinhada após a balada = CAMPEÃO.
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Como um bom goiano (e q mora longe da terrinha) não deixarei de comentar algumas coisas:
A princípio, no primeiro artigo sobre Goiânia, eu comecei a ler e logo já fiquei indignado com algumas coisas q escreveu como o fato de todos gostarem de sertanejo e das pizzas serem ruins. Receio q terei q discordar, deixando claro q sei q sua intenção era retratar com um pouco de humor alguns aspectos do povo goianiense.
Qto ao sertanejo é fato de MUITOS gostam (e não deixa d ser uma marca goianiense/goiana). Mas não são TODOS q gostam pq sei q tem mtos goianos q simplesmente odeiam sertanejo. E outra, Gyn é considerada um dos grandes polos do rock underground (loucura, né?).
E qto à pizzas, têm muitos lugares mto bons pra se degustar uma boa pizza em Gyn. Tanto é q alguns até levam no nome menções à terra da boa pizza (São Paulo).
Enfim, qdo prossegui no guia já vi coisas bem retradadas como a maravilhosa característica e fama da cidade conter muias mulheres bonitas! Isso todo goiano sabe bem e admite (inclusive as mulheres de lá msm)!
Mas, quanto ao dicionário goianês eu admito q admirei bastante pela fidelidade dos termos frequentemente utilizados. Eu simplesmente rolei de rir ao ler esse dicionário…e ainda tem um tempero a mais por estar longe de casa. Só não concordei mto com a definição de calçada, mas em certa parte está correta para as mesas de bar (se bem q, se Gyn n fosse uma cidade bem conhecida pelos bares, onde se colocariam tantas cadeiras, não é msm? Mas, msm na Paulista, daquele tamanho, com aquela calada toda, os barzinhos colocam as mesas somente nas calçadas. hehe)!
Bom, de modo geral, eu gostei do guia sobre a cidade e compreendo pq se apaixonou por essa linda cidade!
Eita saudade! Hehe!
Abraços!
PS.: desculpe se fui mal compreendido em algum momento
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[...] de o Micro-Dicionário Goianês-Português estar fazendo um enorme sucesso por e-mail e causando polêmica por gente que não entendeu o tom [...]
CARACA,
quanta gente limitada reclamando e quanta gente inteligente argumentando sobre essa narrativa fiel das “goianices”.
Mas a melhor parte é sua “explicação” fina e de bom tom.
Boa Chris… muito boa!
Quando quiser xingar e não ‘puder’, me avise, eu xingo de ‘caipira’ e ainda mando ir tomar ‘caldo’ AHAHAHAHHAHAHAH
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E aí Gumpzossaurus-Rex? Bão? Bão memu?Como tá a famia?
Entaum… dexa ieu ti falá,
Ieu e a KaskaBel Bebélula Gafanhota Kristina, sua amiga de papos altamente imprescindíveis para o desenvolvimento da humanidade, estamus interessadas em comprá a primeira edição do seu dicionário goianês. Tem encicropédia tamém??? Me vê duas dúzia.
Dexa eu ti perguntá, estamu pensanu em contratá um tradutô/intrepete, si ti interessá nos avise-nos a nós mesmas.
Bei-jo-ka
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to rindo demais disso.
Tudo ai e verdade.
eita trem bão
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Muita gente não entendeu o texto heim? Sou goiano e achei engraçadíssimo. =) Tenho muitos amigos, universtitários, que utilizam essas mesmas expressões e do mesmo jeito. São pessoas que falam “errado” porque gostam. É uma forma de criar identidade. Agora duas ressalvas. Primeiro que falta falar sobre o queda do d no gerúndio. Afinal goiano nenhum fala “caçando”. “Nóis fala é caçano”
Segundo: Sandra, não seja tão tosca. Existe uma grande diferença entre falar como caipira e ter sotaque de uma determinada região. =P
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Esse dicionário é 80% mineirês! Uai!
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Muito engraçado! Sou Goianiense, e sendo casado com uma paulista e tendo morado fora por muitos anos, conheço bem as diferenças.
Poderia acrescentar a expressão
“Quantas horas?” = “Que horas são?”
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Chris ta faltando o BOCA DE PORCO!!!!!!!!!
entende-se: algo mal feito, coisa ruim.
” a neim, aquele mecanico fez um sirvi’co muito boca de porco no meu carro viu!”
e em janeiro q fui passar ferias no brasil eu ouvi dimais da conta foi o tal do “Ze Ruela”
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véiiiiiiiiiiiiiiii, to me matando de rir (quase cag…)kkkkkkkkkkk..
Dicionário goianês é masssaaaaaaaaaa.
Sò ocê pra te um troço desse …kkkkkkkkkkk
tem base…………
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Prezado Gump,
Sou paranaense, porém, de pais e irmãos goianos, portanto, mais goiano do que tudo. Esse dicionário vai ser muito útil aqui em BH onde moro (muitas vezes as pessoas não sacam o que digo, rss…), embora, uma parte considerável do que se diz em Goiania, também se diga em Minas, como o pessoal daqui comenta:
“.. Mineiro é um Goiano cansado..” Ou seja, um goiano que ia para o mar, cansou no meio do caminho e parou para descansar embixo duma “arvre”.
Bom, só tenho uma ressalva a respeito do vocabulário: termo “CORGUIM”.
Esse termo não diz respeito apenas a um “córrego de pequenas dimensões”, mas também a uma determinada situação, como por exemplo:
“Ai voce pulou o corguim de ré, comparar a hornet com uma twister foi fhoda” - ref. google
Ocê pulou o corguim discostas, fia! Hehehe” - ref. Google.
Ou seja, “pular o corguim”significa também “Forçar a barra com alguma coisa”.
E nesse pesquisa acabei encontrando outro termo esquecido: “Fio”"Fii” que é o mesmo que “filho”, no sentido de “amigo, camarada, chegado(a)”.
E tem o “piórrr”, “sóóó”…
Abração e parabens pelo dicionário !
Julio Silva
Quimico - UFG
Mestre em Quimica - UFSCar.
Doutor em Quimica - Unicamp.
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faltou o pior, o sóóó e o véi (Fala ai véi! -> quando encontra um amigo…)!!
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Bão demais, sô!
Aí, quando alguém te perguntar: Cê tá bão?
Cê responde bem assim, ó: Não como você, mas pretendo!
Mais um verbete pra enriquecer o seu vocabulário: Ribuçar ou Rebuçar. Significa cobrir-se com cobertor ao deitar-se. É bão demais quando tá frio, e nóis deita e ribuça bem quentim, sô.
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Menino! Faltou uma: Erresca, ou Errensca, ou Rensca. Pode também ser usado com G no lugar do C em qualquer das formas. É uma interjeição, usada em casos de encabulamento.
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E já que no “Dicionário” foi citado o “PEQUI”, acho que a “GALINHADA” (nda como fechar bem um final de festa, ou para reunir a galera !!!) e a “PAMONHA”deveriam ser lembradas…
Abraço.
Julio
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[...] a viagem toda: aqui em Goiânia fala-se mais mineirês que em BH. Na verdade, fala-se o Goianês, que é quase um mineirês. Até porque goiano nada mais é que um mineiro que gosta mais de música [...]
Eu estava olhando e tenho que te falar que vc nao colocou esses ex:nossa mas que “tantao de boi”.
nossa mas que boiada de boi…..
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falta
seguir a rua “a vida toda”(a te o fim)
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Rapaiz bão di mais, sô minero, casado cum goiana,tenho muitos parentes na Goiânia……………..a semelhança entre o goianes e o mineires nao e pura coincidença, e tudo irmão. Abraços i parabeins sô.
[Responder ao comentário]
Deixa eu te falar, tem também a expressão ‘ Bão sem quantia’ que a grosso modo quer dizer ‘muito bom’ …. a propósito, abração galera de Formosa-GO terra boa dimais sô.
Sergio Maia, um Goiano perdido em São Paulo.
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Gump,
Tô achando que é um misto de Mineiro com Matogrossense, mas acrescentamos em nossa base de conhecimentos, obrigado.
Cretino
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Já reparô na saudação “âââp!”, levantando o braço quase que numa saudação nazista? pode fazer por telefone também, geralmente depois do alô. Deve ser respondida com outro “âââp,” pra num sê sem educação
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vix, errei o trem aíncima!
[Responder ao comentário]
Opa, esse dicionário aí ta faltando a expressao “toda vida”!!rsrsrsrs
usada, por exemplo, na frase:
- Pra chegar na Goiânia ocê pega essa estrada e vai nela toda a vida…
mto bom! uahahaha
[Responder ao comentário]
[...] de goiano. É fácil. Deixa eu ti falá, bote reparo que é graças a ocê que eu aprendi a falar goianês. Li o dicionário no ChristianGump.net e fiquei craque. É só eu conhecer umas seis ou sete [...]
Cara dei trela… muito bom… e quanto ao trem eu chamo minha namorada de tremzim… tem base???
kkkkkkkkkkkk
Abraços
[Responder ao comentário]
[...] http://www.christiangump.net/guia-gump-de-cidades/dicionrio-goians/ [...]
Nois vai na festa de hoje né. Pois é sô nois nu pode falta.
[Responder ao comentário]
• Lidileite (litro de leite)
• Mastumate (massa de tomate)
• Dendapia (dentro da pia)
• Kidicarne (kilo de carne)
• Tradaporta (atrás da porta)
• Badacama (debaixo da cama)
• Pincumel (pinga com mel)
• Iscodidente (escova de dente)
• Nossinhora (nossa senhora)
• Pondiôns (ponto de ônibus)
• Denduforno (dentro do forno)
• Doidimais (doido demais)
• Cabes de Repoi (Cabeça de repolho)
• Den de ai (Dente de alho)
• Li de ôi (Litro de óleo)
• Oncôtô (Onde eu estou)
• Dadondi (A onde )
• Modike ( Mas por que )
• Procônvô (Para onde eu vou)
• Quió (Aqui, Olha)
• Palevá (Para levar)
• Kidmi (1 Kg de Milho)
• Popopó? (Pode por o pó?)
• Popopópokin (Pode por o pó um pokin)
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esse site e baum d+ da conta..
so de goiais mas to morando no maranha tem 1 ano!
e baum d+ lembra das coisas q eu e minha familia fala mas q ninguem daqui fala….
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Moço…
Muito bom esse dicionario. Xo te explicar a situação:
Nasci em Brasilia, mas aos sete vim pra “gyn”. Ano passado fui estudar engenharia em Campinas - SP, eu e mais uns 5 goianos, só na minha turma (de 50). Fiquei ‘encabulado’ (isso soa muito normal pra mim) ao ver que o pessoal lá não sabia o que era pitdog, badeco e falar vuadera.
Uma amiga (goiana, em Campinas também) minha mandou esse dicionario no grupo de emails da turma. Rachei o bico. Procurei no Google e achei seu blog e a serie de Goiás (que inclusive, pros paulistas é Goiás e Arroz, não goiáis e arroiz), pra rir mais ainda.
E quando eu falo que estudo em Campinas, o pessoal daqui (Goiania) acha que estudo no bairro daqui. Pior é quando falo que faço Unicamp e o pessoal acha que é Unicamps aeiheaihae, isso pra mim foi o cumulo do plagio!
Enfim, mantenha o bom trabalho! Visitarei seu blog mais vezes!
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kra, vc e maluco …, vc esta vivo ainda, uai, deixa de ser besta so, se nois num é bãom pruceis, não não vem no goiás fica ai mesmo so.
Venha sempre que poder, o goias e bão de meis
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Gump Reply:
May 26th, 2008 at 2:53 pm
Olá, Avelino!
Cara, eu moro em Goiânia!
Estou adorando, ainda mais essa época do ano. Encare o dicionário como uma homenagem!
volte sempre!
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Nossinhora fiii!
bão dimais!
Deixa eu ti falá, quais “rachei a taboca” de tanto rir desse trem!
Mas moço, c tem razão as muié aqui é boa memo, mas a grande verdade é que a concorrencia é tão feia, que ganha aquela que se produz melhor, rapaiz! e como se produzem! “é di ficá besta”! trem doido dimais! nó! Tem hora q aparecere uns trem bão di mais… aí nóis num guenta e grita: “Vem ni mim trem quê pula!”.
“é di ficá besta” = abestaiá, ficar embasbacado.
*concorrencia aqui: (7 mulher para cada homem (levando em conta q pra essa proporção tem 1 gay e 1 lésbica um rebate o outro, mantendo a proporção) ).
detalhe nosso: “Opa! blz?” é algo +/- assim: ôôôôpa, bão?
esse ôôôôpa, lembra a entonação da palavra UP, só um pouco mais longa…
Agora só uma defesa: ODEIO SERTANOJO! sertanejo é música de dois corno cantando pra um bando de corno chorar e entornar cerveja.
Moda de viola é bão! conta história e não um homem chorando pq perdeu a mulher.
acho q a Música: “Caminhoneta Zera” da banda: “Pedra Letícia”, demonstra um pouco dessa outra parte de Goianos que nao curte Sertanejo… Agora se o negócio é forró ou rastapé aí o trem é cum nóis memo!
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Gump Reply:
May 26th, 2008 at 2:54 pm
E aí, “caipira”,
realmente, sempre tem algum goiano que não gosta de sertanejo e algum baiano que não gosta de axé. É difícil mas a gente acha! hehe! Muito bom seu comentário, valeu!
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Uai…
Fartô dizer dos “Meninos” que é usado para expressar pessoas, ou seja, vou buscar as crianças no colégio, no goianês ficaria assim: “vou pegar os meninos na escola (masculino ou feminino, não tem diferença).
hauehuaehauehaeuheuaehu
Esse dicionário é bom!
Abraço.
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Gump Reply:
May 26th, 2008 at 2:55 pm
hehe não tinha reparado nisso! Valeu!
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uai, por que ocê num visita Goiás? A cidade é boa e o povo tem lá uma deusa, a tia Tó, mais famosa que Cora Coralina.
E pior, folgada a perder de vista. Mas larga que todos os mineiros soltos nesse mundão de meu Deus!
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Gump Reply:
May 26th, 2008 at 2:56 pm
Olá, Alice!
Ainda vou lá conhecer! Valeu a dica!
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[...] Mantendo meu incansável trabalho de levar a cultura goiana para o resto do país - inclusive trazendo gente do sul pra conhecer o cerrado - atualizei, mais uma vez, o Micro-dicionário Goianês-Português. [...]
Ai,ai…
Sou Goiana,moro em Goiânia e ODEIO música sertaneja..rsrs…tem muita música boa aqui,viu? NUM DÔ CONTA DE OUVIR, CHEGA DÓI DE TANTO QUE É RUÍM!
Muito bom esse artigo,adorei!
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Gump Reply:
May 26th, 2008 at 2:57 pm
É, sempre tem os goianos que não gostam de música sertaneja! Mas é difícil! Ela está em tudo que é lugar!
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Ah…
Faltou o “dei trela”- quase morri..de susto, de rir, de frio…de qlqr coisa!!!
Tipo: Dei trela de tanto riri com esse blog!
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Eu acho que este site tá bõ, tá bõ, tá bõ, ta bõ!
Eu posso ser Goiana, mas num só burra!
Porque a grana eu tenho, só me falta-me o glamur!!!
Vlw, Shalshishão!!!
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Sem querer ser chato mas somente com a intenção de contribuir para enriquecer o dicionário.
O “Quando é fé”, em goianês pronuncia-se “quandé-fé” e escreve-se “Quando dei fé”. Acho que ficaria melhor traduzido por “Quando dei por mim”.
Abraços
Edu - um bom goiano
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[...] Dicionário de Goianês [...]
Christian,
Primeiramente recebi por e-mail esse Dicionário Goianês, com link do Perguntas Cretinas, e lá verifiquei a verdadeira fonte, a sua!
Segundo, eu mais um amigo, Piero, melhoramos esse Dicionário.
Entre em contato por e-mail para poder te enviar, está configurado no word, ficou bacana.
Até mais.
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Ahneimm Gumph, cê prosio tanto com tanta toridade sobre Goiais, falo coisa destrançado, + falá que Goiais num tem praia, aí cê pulo o corguim de ré. Ispicula um pouquim mais e dexa de ce barriga verde. Iscavaca aí sua memória e torna a iscreve traveiz. pronde é que nois vamo no meis de Julho, heim? Lembrô? Vamo pro rio Araguaia sô. (voce não esclareceu que tipo de praia, de doce ou de sal rsssss, e qualquer corguim tem praia, por menor que ela seja, + é praia).
Parabéns pelo dicionário, ele realmente vai ser de grande utilidade para uns barriga verdes, e devagar poce poderá atualizá-lo com os tantos comentários que recebe.
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Ow! cêis esqueceu do “enrresga”
Enrreeesga!: Diz quando alguem imprenssiona como agulma coisa.
Ex:
- ow! comi 3 pamonhas de doce mais 2 de sal, aí num dei mas conta.
- Enrreeesga!
Se fosse mais espantoso teria mais enfase na palavra!
- ow! comi 6 pamonhas de doce mais 4 de sal, aí num dei mas conta.
- Enrreeeeeeeeesga!!! vai ficar igual pato. pra cada espirro uma cagada!
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silva Reply:
June 23rd, 2008 at 2:27 am
Desculpe aí, + não seria ´´ reenga“?
- Ow! comi 3 pamonhas de doce mais 2 de sal, aí num dei mas conta.
- Reeennnnga!
Se fosse mais espantoso teria mais enfase na palavra!
Oow! comi 6 pamonhas de doce mais 4 de sal, aí num dei mas conta.
- Reeeeeennnnnnnnnngaaa!!! vai ficar igual pato. pra cada espirro uma cagada!
Escrevo isto porque no tempo em que morava aí, há oito anos, era isto que falávamos, portanto não estou afirmando que enresga não exista, mas somente que é uma palavra nova para mim
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Quiz - Faltou o mais famoso termo totalmente goianes:
Alguem diz:
- os meminos estavam la na festa.
Ae o goianes pergunta:
Quis menino?
q significa: quais os meninos?
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Olá, gostaria de fazer umas inclusões ao dicionário de goianês:
Supitar: (v.t.d.) ato ou efeito de espirrar refrigerante ao abrir.
Ex: “Você deixou a coca-cola supitar!”
Comentário: é incrível o número de vezes que eu ouvi isso. E é uma das mais fortes marcas goianas.
Liguinha ou Gominha: (subst. fem.) o mesmo que elástico no restante do país.
Laranjinha: (subst. fem.) pacote de suco congelado que as pessoas chupam. Algumas outras regiões do território nacional conhecem isso como gelinho, chup-chup ou juju. O termo laranjinha é utilizado mesmo quando o sabor é outro Ex: Laranjinha de uva.
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Palavra de goianinha…
Muuuuito bão esse Dicionário feito por vocês..ops..por vocêis!rsrs
Claro que faltou algumas coisas como as abreviações..”kidicarne” (quilo de carne), “lidileite”(litro de leite), “mastumate”(massa de tomate) ou “extratumate” que dá no mesmo, “dendapia”(dentro da pia) e muitas outras que a amiga Denise colocou no comentário dela..(goiano tem mania de se familiarizar muito fácil..todo mundo é amigo!)rsrsr
Bão..no mais é só..
Achei bão demais da conta esse Dicionário goianês..descobri que coisas que a gente fala e pensa que é normal, na verdade o povo de fora não entende.
Ai ai.. inda bem que tem uns treim igual esse tal de Christian Gump pra deixar tudo explicadim pra esse povo que não sabe o quanto é bão ser de Goiás!
Muito obrigada e sintam-se convidados a visitar esse Estado maravilhoso e de pessoas maravilhosas!
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Ótimo, ri muito com o dicionário, não sou adepto de muitas palavras colocadas ai, outras nem eu mesmo sabia ao certo o significado mas tá valendo, ficou bacana!
Parabéns pela sua dedicação e bons ventos em Goiânia =D
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Parabéns! Muito Bacana seu trabalho.
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É tem algumas q poderiam ser discutíveis, mas no geral, tá d jeitinho q a gente fala… Muito engraçado! kkkkkk
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DICIONÁRIO GOIANÊS
A
Amigo - jeitim goiano de perguntar alguma coisa a alguém: Exemplo “Amigo, sabe me dizer como chegar a tal lugar ???”
Anêim - Algo que parece ter vindo de “Ah, não!”, que virou “Ah, nem!” Mas às vezes é simplesmente usado na frase com um sentido de desagrado. Quando vejo escrito por aí, vejo o povo escrevendo “anein”, “aneim”, “anêim” e outras variantes. Ex.: se eu ia viajar com a turma e de repente não posso mais, alguém exclama: “Anêeeim ! Que pena!”
Ansdionti - Antes-de-ontem
Apreciano a fresca - Apreciando o entardecer.
Arroiz - Arroz
Árvre - Árvore (isso me lembra “As árvres somos nozes“)
Arvrinha - Árvore pequena.
Arvrona - Árvore grande.
Azordi - às ordens. Por nada. Brigado.
B
Badacama -debaixo da cama.
Bão? - Goianês para “Tudo bem?” Também é usada a forma bããããão?
Bão mesmo? - É comum usar o “mesmo?” depois de coisas como “e aí, tá bom/bão”, como se pedisse uma confirmação de que a pessoa tá bem e não apenas fingindo que está bem.
Badéco - funcionário (ajudante) sem experiência.
Banzo, Impaxado - Comer bastante. “Deu banzo, comi dimais, ixagerei”! Assim forma banzo no istamo.
Barriga-verde - Barriga-verde é um novato, alguém que ainda está “cru” numa determinada coisa. Nada a ver com os Catarinenses…
Bestage – Bobagem ou besteira. Bestage à parte, nada contra uma coisa e outra, e nem a favor de coisa alguma, mas muito pelo contrário. “Si nun intende é purquê não qué intendê.”
Bocuda - Gente bocuda, gente boca suja, linguaruda ou assanhada.
Boiota - Besta, bobo, idiota.
C
Cabes de Repoi - Cabeça de repolho.
Caçar - Procurar. Goiano não procura, goiano caça. Ex.: “Estive te caçando o dia inteiro”. “Não sei onde está, mas vou caçar esse papel para você.”
Cadim - termo utilizado para expressar “uma pequena porção”, “bocadinho”. Ex: Prove um “cadim” desse doce.
Caipira - entre outros de pouca instrução e modos rústicos. E, as regionais: beira-corgo, biriba ou biriva, brocoió, canguçu, capiau, jeca, mateiro, matuto, mocorongo, roceiro, sertanejo, tabaréu.
Calçada - Pode significar: 1. Lugar para estacionar carros; 2. Local onde se colocam as mesas dos botecos e restaurantes. Note que não existe em Goiás calçada no sentido de lugar para pedestre, pois não sobra espaço para pedestres entre os carros e as mesas.
Caôi - Cego de um olho ou de um olho só.
Caramba - Sujeito bom prá caramba.
Carço – Calço.
Carço - Cálcio. Teria faltado carço, por ser de estatura baixa.
Catá fejão - Revisar um texto ou um livro é como catá fejão.
Catimbó - Cismático, cogitabundo.
Catireiro - Negocia à base de troca(s). Cê é doido meu! “O que, tá louco?”
Catorco – Católico.
Cê sarô, fii? – Você sarou, filho? Sarei sim. Foi só um estressezin.
Chega doeu - Chegou a doer, ou seja, o passado de chega dói. Muita gente não entendeu o porquê desse verbete no passado se já se usou o verbete no presente; afinal tratar-se-ia de conjugação verbal simples, não é mesmo? Mas a fato é que quando existe uma conjunção verbal, é o verbo auxiliar (chegar) que determina o tempo da conjunção. No Goianês é diferente. É o verbo principal que é conjugado.
Chega dói - Chega a doer. Ex.: Deixa eu te falar, essa luz é tão forte que chega dói a vista. Na verdade essa forma pode ser usada com quaisquer outros verbos combinados com o verbo “chegar”. Ex.: chega arranha, chega machuca, chega engasga.
Compro - Vamos até Caldas Novas? Compro. A passagem na rodoviária? Participa nas despesas. Nada disso! Compro significa: compro “a idéia”.
Conchinchina - pra lá de Bagdá; lá no caxa-prego.
Corguim - Lê-se córrr-guim. Diminutivo de corgo.
Corgo - Lê-se córrr-go. Córrego.
Coró - mesmo que mandruvá.
Corosene – Querosene.
Cubada - Tô só cubano - Espiando, olhando, observando.
Cumê - É pra cumê tudin? É para comer tudo?
Curau - Michama covô. Meia dúzia de ispigas de mio. Copo e mei de leite. Um bucadim de açúca.
Currimento - vida agitada. É uma correria … Anda um currimento que só cê veno!
Custoso - Teimoso. Também ouço como se fosse algo que dê trabalho. “Esse moleque é custoso demais da conta!”
D
Dadondi - A onde.
Dar rata - Algo como cometer uma gafe.
Debochá dos zoto, cacoa – Zombar.
De doce - Se “de sal” é salgado, então “de açúcar” é doce, certo? Errado! Em Goiás as coisas não são doces, elas são de doce.
Deixa eu te falar - Com a variação Ow, deixa eu te falar. Introdução goiana para um assunto sério. Nunca, mas nunca mesmo, chegue para um Goiano falando diretamente o que você tem que falar. Primeiro você tem que dizer ow, deixa eu te falar, para prepará-lo para o assunto. Em Goiás você precisa seguir o ritual de uma conversação. Ex.: “E aí, bão? E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? É por isso que eu torço pro Vila. Oww, deixa eu te falar, lembra aquele negócio que eu te pedi…” A forma abreviada é te falar.
Deixa eu te perguntar - A mesma coisa que deixa eu te falar, mas usado, obviamente, quando você vai perguntar algo.
Demais da conta - Em Goiás, deve-se evitar utilizar a palavra “demais” isolada. A forma correta é “demais da conta”. Ex.: “Gosto disso demais da conta!”. “Conheço a região demais da conta!”
Dendapia - dentro da pia.
Den de ai - Dente de alho.
Denduforno - dentro do forno.
Dês - contração de “desde” Ex: Nascí em Iporá mas moro em Goiânia dêsssss…2005?. Mesma forma se aplica a “Mês”….para “mesmo”.
De sal - Salgado. Ex.: Pamonha de Sal. (Eu jurava que era de milho… dãã)
Desencarná - Descarnar, Carnear (jamais falado) - Descarná uma vaca.
Desencarnou - Morreu.
Dinconto (a) - Desconto. Vô compra dois, que fica mais dinconta. Mais barato, mais econômico.
Disco - Um tipo de salgado frito.
Disgrama - Furar o dedo na hora de pregar um botão.
Disgramento - Sujeito caçador de confusão.
Diveisin quandi! - “O Sr. Bebe?” Só deveisin quandi. Só de vez em quando.
Dindoidá - É dindoida quarque um. É de em doida qualquer um.
Doidimais - doido demais.
Dordói, dodoi - Dor-d’olhos, dordolho, Dor-de-olhos.
E
Encabulado - Impressionado. Ex.: Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar ‘chega dói’ antes.
Entrá de carão, entrá de golera - Penetra em festas de casamento, tanta coisêra ou coiserada pra cumê, era só fica sabeno.
Então?! Então: - nem sim, - nem não. O que você achou da derrota do Goiás? Então.
É patá - “deve estar”. Vô vê. O João ta aí? É patá, vô vê!
Eu telefono! - Pode esperar, pois não telefonará. Pensar que, confirmaria ou cancelaria o convite ou compromisso, … nada disso! Esqueça. Não ligará! Por quê? Porque não lhe interessava, não faz parte de seus interesses logo, esqueça. Eu telefono é do folclore goianês. Contrário a educação “européia”, onde há um compromisso, o de ligar (responder, confirmar ou cancelar o convite). Em bom português: - “ Não me comprometa.”
F
Fazer um menos - pedir um desconto adicional
Fiozim de ouro - malandro, bandido procurado pela policia.
Futrica - Foi algo com fuxico, provocação. Ô minino futrica!
G
Galho - bifurcação (rua diagonal a uma preferencial).
Gambiara - (do italiano: “gambetto”) “passar a perna”, obter vantagem, fazer de forma que não é correto fazer. Ex: o carro estragou e fica muito caro para arrumar, ou está em um lugar sem oficina mecânica por perto, então de improviso arruma o carro de forma que dê para andar, faz uns macetes.
Gaso no istamo (ou istomo) - Gases no estomago, - arroto.
Goiânia - Nome próprio de pessoa. Nome de mulher.
– “Não perguntei de onde você é, pedi seu nome.
- “Falei meu nome! Sou de Baliza.
- “Goiânia ou Baliza?”
- “Primeiro é meu nome, Baliza é a cidade onde nasci.”
- “Qual sua graça, de batismo.”
- Goiânia Matos da Rocha – 68 anos.
O nome da atual capital de Goiás, originou do poema épico Goyânia.
Gueiróba - mesmo que guariróba, fruto da palmeira (palmito amargo)
H
I
Interte - é impura o dia com a barriga.
Iscodidente - escova de dente.
Issamiado - Esfomeado.
Istamo - estômago.
Istria - Variz. Cê nem imagina, é o terrô das mulheres!
J
K
Kidicarne - kilo de carne.
Kidmi - 1 Kg de Milho.
L
Leviana (estatura) - Mediana, baixa.
Li de ôi - Litro de óleo.
Lidileite - litro de leite.
M
Madurar - Amadurecer.
Mais - substituto goiano da conjunção “E”. Ex.: Eu mais fulano estamos no Goiás.
Mandruvá - Mandorová.
Manjuba, “a perseguida” – As japonesas tinham a aranha atravessada? “Periquita” japonesa.
Mastumate - massa de tomate.
Matuto - O que vive no mato, na roça; - histórias matutas.
Me conta. … O que? De que?
Meizin - no meio. Andar no meio (meizin) da rua.
Michama covô! - Me chame, irei!
Minino - Menino.
Mô - mesmo que amor; benzinho (coloquial)
Modike - Mas por que.
Motóra - motorista profissional (de ônibus, caminhão).
Mutuca - Dormir de mutuca (butuca). É um olho no cravo e outro na ferradura.
N
Na Goiânia - Em Goiânia.
Na tóra - buscar conhecimento por si só (autodidata).
Neronos - Neurônios - Todos os santos catórcos que em nosso cerbo, não há tantos neuronos ansim.
No Goiás - Em Goiás.
Nossinhora - Nossa Senhora.
Num dô conta - Pode ser traduzido como Não consigo, Não sei, não quero, não gosto, etc. No resto do país, não dar conta é usado mais no sentido de “não agüentar”. Por exemplo: Não dei conta do recado, ou Não dou conta de comer isso tudo sozinho. Já aqui em Goiás é usado para quase tudo. Ex.: Num dô conta de falar inglês (”não sei falar inglês”); Num dô conta de continuar em Goiânia nas férias (”Não quero/não aguento continuar em Goiânia nas férias); Num dô conta de imprimir usando esse programa (”não sei imprimir usando esse programa”).
O
Oi diso - Óleo diesel.
Oncôtô - Onde eu estou.
Onde ta tú - Onde está você?
Ou quá? - Algo como “ou o quê?”. Ex.: “Você vai sair com a gente ou quá?”
P
Palevá - Para levar.
Panelinha - mistura de arroz com feijão e lingüiça de porco apimentada.
Pincumel - pinga com mel.
Pindaiba - “Tô pindaibado - tô na lona - tô duro feito pão de treis dia. Tô sem uma arruela no bôrso!
Pindaiba, - Também significava birra pesada.
Pior - forma de concordar “sim, isso mesmo”, “exatamente”.
Pit Dog - Uma espécie de filho bastardo de uma lanchonete com uma barraquinha de cachorro-quente. Apesar desse nome estranho, os sanduíches são muito bons!
Piqui - Pequi, fruto típico de Goiás, bastante usado na culinária Goiana.
Podis crê - Podes crer.
Pondiôns - ponto de ônibus.
Popopó? - Pode por o pó?
Popopópokin - Pode por o pó um pouquinho.
Porva – Provar.
Povêra ou povaréu - Muita gente.
Pra modi rebatê a friagi - Para rebater a friagem.
Procônvô - Para onde eu vou.
Prondinoisvamo - Para onde nós vamos. Na minha hipótica é para o cômiço
Prondinoistamuino? - Para onde estamos indo. Pro comiço? Para o comício?
Proseá – conversar.
Purcima ou inriba - sobre, em cima.
Purriba – Sobre.
Q
Quando é fé - Algo como de repente, ou até que. Ex.: “Estava no consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um menininho chorando de lá.”
Quaradô - Lugar apropriado para estender roupa.
Quebrar uma - convite ao amigo prá tomar uma cerveja “geladérrima”.
Queijim - Rotatória.
Quió - Aqui, Olha.
R
Renca - Número, quantidade de filho. Altina Cabral, analfabeta, criou uma renca de filhos.
Roda dura - motorista que dirige muito mal.
S
T
Tá boa? - Goianês para “Tudo bem?” usado para mulheres. Em outras regiões do Brasil seria interpretado de outra forma…
Taca - O mesmo que surra. Vô te chegá a taca, trem custoso.
Tamãin de égua - Tamanho pequeno da égua.
Tem base? - Expressão tão goiana que existe até em slogan impresso em bandeiras e camisetas exaltando o estado: “Sou goiano. Tem base?”. Pode ser traduzido como “Pode uma coisa dessas?”, só que usado com muito mais freqüência.
Tradaporta - atrás da porta.
Trem - Qualquer coisa pode ser chamada de trem, inclusive um trem. Ex.: “Ôôô trem bão!” (ô, coisa boa!) Já ouvi até mesmo a seguinte declaração de amor: “Te amo, Trem!”.
Té mais - mesmo que “até logo”
Tí - Tio
Tiozim - cachorro de pequeno porte
Tiquim - pedaço pequeno, provar uma guloseima. Ex: Dá um só um tiquim prá provar o sabor.
Tô brocadim - mesmo que dizer “estou com muita fome”
Trabicero - Travesseiro.
Travêiz - Outra vez, mesmo que “de novo”, “novamente”. Ói nóis aqui traveiz!
Treição - Armar uma surpresa. Um susto.
Treinzão - Mulher Linda, mulher gostosa.
Trivela - Chutão especial de jogadô. Ah bão! Respondo de trivela: bebê ou cume algo, uma pinguinha, um toresmin, um cardin…
Tudin - Tudo. Optei por escrever (casi tudim) quase tudo.
U
Uai - Palavra que normalmente não tem sentido, mais ou menos como o tchê do gaúcho. Usado normalmente em respostas. Ex.: Pergunta: Goiano, você vai à festa hoje?; Resposta: Uai, vou!. Dá impressão que o uai é parecido com o ué usado em outras regiões. Mas o ué muitas vezes é usado no caso de a pessoa achar a pergunta estranha.
Uiscambau - Bagunça elevada à 2ª potência. Salve-se quem puder. Ou, iscambau!
W
Y
V
Voadeira - Voadora (o golpe, agressão).
X
Xispa - forma de expulsar alguém de um lugar. Ex; Xispa daí que o lugar é meu.
Z
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Gump Reply:
July 25th, 2008 at 3:44 pm
:O
Não sei se vc complementou o dicionário, ou o meu dicionário é que virou complemento pro seu! hehe! Tá tudo aí!
Muito bom!
Abraços!
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Gostei muito dêsstrein uai!
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Ou melhor dizendo:
Uai, gostei dimais dêsstrein sô!
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Como goiano esclarecido eu vou afirmar em bom goianês… Você é uma íngua!…
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Gump Reply:
August 26th, 2008 at 3:26 pm
Íngua é um termo muito utilizado em algumas regiões do sul
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A semelhanças que entre goianos e mineiros. Por quê?
Não é porque os mineiros foram para Goiás.
Uai sô, é porque então?
Os goianos são descendentes primeiramente dos bandeirantes, dos portugueses que com eles vieram e dos escravos africanos que trabalhavam nas minas. Isso se deu no século XVIII. E os mineiros? De quem descendem? Os mineiros descendem dos bandeirantes, dos portugueses e dos escravos africanos que trabalhavam nas minas.
Uai, então é tudo igual? É, uai!
Quando a mineração estava em decadência, muitos mineiros foram para Goiás para criação de gado nas fazendas e etc. Mas, tinham origens comuns com os goianos. Os mineiros já encontraram os goianos falando uai. Do mesmo modo, tiveram goianos que se mudaram para Minas e hoje constituíram famílias mineiras.
Por tudo isso, os goianos falam uai sô, trem bão dimais da conta e comem muito pão de queijo. Essas tradições vêm do tempo do ouro em Goiás. E os mineiros? Também uai. A mineração em Minas também foi no século XVIII e as pessoas que habitaram o Estado tinham as mesmas procedências como vimos.
Essa é a razão pela qual os goianos e os mineiros falam uai e tem tantas coisas em comum. O que foi dito acima, pode ser verificado na Historia dos Estados citados.
E o nosso pão de queijo? Vejamos:
O Pão de Queijo é uma receita típica dos estados brasileiros de Goiás e Minas Gerais. A sua origem é incerta, especula-se que a receita exista desde o século XVIII, mas tornou-se efetivamente popular no Brasil á partir da década de 1950.
Certo internauta afirmou com razão que existem indícios de que o pão de queijo é de origem goiana.
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Gump Reply:
August 27th, 2008 at 3:52 pm
Benditos os goianos então!! Pão de queijo é muito bom!!!
Bela e descontraída aula de história regional! Valeu!
Abraços!
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nússa! qntos comentários! sinceramente, acho q falo todas as expressões, como boa legítima goiana!
Beijos
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Sotaque goiano
Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos — oh sina — para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil.
Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral das sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que os planaltos, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras?
É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso.
Um simples” mas” é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um “mas” nordestino, por exemplo. O sotaque das goianas deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das goianas) ficou de fora?
Porque, Deus, que sotaque! Goiana devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma goiana, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.
Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.
Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende… Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é…
Os goianos têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: “pó parar”. Não dizem: onde eu estou?, dizem: “ôndôtô?”). Parece que as palavras, para os goianos, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.
Os não-goianos, ignorantes nas coisas de Goiás, supõem, precipitada e levianamente, que os goianos vivem — lingüisticamente falando — apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.
Goiano não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro — metaforicamente falando, claro — ele é bom de serviço. Faz sentido…
Goianas não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas goianas se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: “cê tá boa?” Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma goiana se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.
Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for goiano, vai chegar e dizer: — Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc).
O verbo “mexer”, para os goianos, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.
Os goianos também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:
— Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.
Esse “aqui” é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.
Goianas não dizem “apaixonado por”. Dizem, sabe-se lá por que, “apaixonado com”. Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: “Ah, eu apaixonei com ele…”. Ou: “sou doida com ele” (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.
Que os goianos não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: “E aí, vão?”. Traduzo: “E aí, vamos?”. Não caia na besteira de esperar um “vamos” completo de uma goiana. Não ouvirá nunca.
Na verdade, o goiano é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O goiano não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a goiana. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas distâncias nestes planaltos. Por exemplo: em Goiás, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer:
— Eu preciso de ir.
Onde os goianos arrumaram esse “de”, aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Goiás ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam… Você não precisa ir, você “precisa de ir”. Você não precisa viajar, você “precisa de viajar”. Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:
— Ah, mãe, eu preciso de ir?
No supermercado, o goiano não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!
Se, saindo do supermercado, a goianinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará:
— Ai, gente, que dó.
É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas goianas. Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado.
Porque, devo dizer, goiano não arruma briga, goiano “caça confusão”. Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele “vive caçando confusão”.
Para uma goiana falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: “Ô, é sem noção”. Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o “Ô” no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?
Ouço a leitora chiar:
— Capaz…
Vocês já ouviram esse “capaz”? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer “tá fácil que eu faça isso”, com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um “capaz…” como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: “ô dó dôcê”. Entendeu agora?
Não? Deixa para lá. É parecido com o “nem…”. Já ouviu o “nem…”? Completo ele fica:
- Ah, nem…
O que significa? Significa, amigo leitor, que a goiana que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: “Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no final de tarde?”. Resposta: “nem…” Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?
A propósito, um goiano não pergunta: “você não vai?”. A pergunta, goianamente falando, seria: “cê não anima de ir”? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem…
Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto:
— Você quer que eu “dou” um exemplo…
Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos goianos de conjugação. Mas que são uma gracinha, ah isso lá são.
Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.
Falando em “ei…”. As goianas falam assim, usando, curiosamente, o “ei” no lugar do “oi”. Você liga, e elas atendem lindamente: “eiiii!!!”, com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade…
Tem tantos outros… O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das goianas.
Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar:
— Ah, fui lá comprar umas coisas…
— Que’ s coisa? — ela retrucará.
Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.
Ouvi de uma menina culta um “pelas metade”, no lugar de “pela metade”. E se você acusar injustamente uma goiana, ela, chorosa, confidenciará:
— Ele pôs a culpa “ni mim”.
A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Goiás… Ontem, uma senhora docemente me consolou: “preocupa não, bobo!”. E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações goianas. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: “não se preocupe”, ou algo assim. A fórmula goiana é sintética. e diz tudo.
Até o tchau. em Goiás. é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: “tchau pro cê”, “tchau pro cês”. É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?
Deve haver, por certo, outras expressões… A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam… Exigência: ser goiana. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha… Tudo, naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos goianos, correr o risco de ser inexato, entendem?
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Gledson Reply:
September 9th, 2008 at 12:05 pm
Texto adaptado.
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Legal, gostei muito viva aos goianos kkk terra d gente boa!
Eita nois!
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[...] sou tão acostumado a fazer gumpice (”dar rata“, em goianês), que fico extremamente feliz quando outros fazem. Não me ofendo nem um pouco. Acho o máximo [...]
Achei bem interessante este Dicionário Goianês. Confesso que algumas gírias ou modos de dizer eu não conhecia.
O fato de dizer Pamonha De Sal que teria o mesmo significado de pamonha salgada, ou se vc pedir pamonha doce ou De doce a pessoa que vende te entenderá. Na região do Triangulo Mineiro (Araguari, Uberlandia, Uberaba, Patos de Minas..etc) muito se usam esses termos deste dicionário. Talvez 95% igual.
Eu ainda questiono se o Uai não seria mineiro (pois sempre ouvi isso) assim como o Sõ, ocê (que virou cê ou “c” ) e principalmente o “trem” tão famoso em minas…
Acho que como o escritor é de Curitiba (e eu não conheço Curitiba) acredito que pra você as diferenças são gritantes.
Como já fui a Goiânia sei um pouco como é o dialogo das pessoas e acredito ser igual o da regiao do triangulo mineiro.
Um vocabulário que come letras das palavras… De uma forma geral, é economizar saliva.. hehehe
como dizia um topico acima.. Bão,… Bão tamém (Bom Também) , E aí, Vamos (E ai, Vamo? - e nao como foi dito: E ai, Vão? = mas confesso que pode soar como Vão…mas no fundo as pessoas economiza o final das palavras..
Vamos = Vamo (com quase som de Vão ou talvem um Vãm? - ficaria mais fiel..
Dentro outras expressoes que são muito parecidas com as mineiras, e ainda mais ainda com as do Trinagulo mineiro.
Deve ser por isso q mineiro/a (s) e goiano/a (s) se dão muito bem! rsrs
Mas no fundo acredito que Goiania por ser capital, tem um pouco de goias e um pouco de outros estados mais proximos, por irem pra lá, como algumas pessoas de minas , sao paulo e brasilia. entao tem um pouco desses lugares.
A Região do triangulo mineiro por exemplo, mas parece um estado separado de minas, pois as pessoas de um modo geral não tem Belo Horizonte como uma cidade amiga, até porque é muito longe (são mais de 600km de distancia) e até a capital de Goiás são em torno de 400 km. E para Brasilia, são 500 km… e para são paulo tbm sao 600km. (Sem contar as estradas, que para São Paulo, a estrada toda é dupla, lisa, bem sinalisada…com muitos postos de abastecimento, comidas, bem segura… Muitas empresas e Cidades grandes no caminho..
Enquanto no caminho de Uberlandia/Uberaba para Belo Horizonte a pista não é muito boa…pista simples, com buracos, e atenção triplicada ao chegar proximo de BH ainda mais se estiver chovendo pois as pessoas ficam apressadas e sempre causam acidentes feios (devido à estrada, às serras (curvas em declive perigosas) e alta velocidade).
Enfim.. vamos resumir para não mudar o foco do blog.
Gostei muito deste assunto abordado e vi que Goiania muito se parece com a região do Triangulo Mineiro, que se por acaso voce de Goiania ou o dono do blog vier a Uberlandia, Uberaba, Araguari, Patos de Minas, Tupaciguara..Verá se seu Dicionário, faz muito efeito nessa região.
Acrescentando, não sei exatamento se Goianos falam, mas mineiros sim:
Nussa - grau de espanto por quantidade - Exemplo: - Time de futebol ganha a partida após passar sufoco no final. Mineiro comenta: Nussa.. essa foi por pouco.
Núhh (lê-se Núuuu) - (um grau maior do que Nussa) (esse tbm tem diferença do tamanho ou da quantidade, com medição do Nú. (Núu = me´dio ….e Núuuuuuuuuuu (grande).
Exemplo: O jogador chutou de fora da área e a bola foi no ângulo, um golaço. (mineiro = Núu..Que golaço!)
Mineiro fica sabendo da noticia no dia seguinte: Jogador de futebol faz 3 gols, sendo 1 golaço no angulo e dá passe para outros 3 gols do seu time: Mineiro reage: Nuuuuuuuuuuuuhh…Esse cara é bom mesmo !
Níhh (lê-se Níiiii) - um grau bem maior do que Núuu - raramento usado - só quando é mutio grande) - Exemplo: teve um acidente e batida com 6 carros na rua principal do centro . Mineiro. Níii
Outro exemplo:
Comi 600kg no almoco e logo depois tomei 5 bolas de sorvete
comentario: Nuuu..vc é doido ein. Come ‘pra caramba’ (pra caramba = muito) … O núuuu varia de pessoa pra pessoa, pois a quantidade é subjetivo de pessoa pra pessoa.
por isso que Existe mmuitos Nuuuuus.. e Poucos Niiiiiiiis.
Passa uma menina bonita do seu lado ( vc pensa) Nuu.. que mulher gata.
Passa uma deusa do seu lado: vc pensa) Nii..Que que é isso !?!
Nóhh (lê-se Nóoo) = Nossa (no sentido de espanto e esquecimento).. Nó, pensei q a prova era hoje!…
Nó, porque você nao me ligou para sairmos…
Eu conheço algumas girias do Paraná que penso que em curitiba tbm é falado, e depois vc por me confirmar.
Que seria como por exemplo:
Fi (em goiania e minas), que em sao paulo se usa muito ” meu”
e que curitiba se usa muito “Tio” ..”Piá”…e algumas outras que confesso serem bem diferentes.. e é engraçado como muda a forma de conversar, e que as vezes estamos acostumados e nem pensamos no que estamos falando, sem questionar as palavras que usamos.
Não sei oque é o certo e errado, até porque nem é questão de certo e errado, mas eu digo por mim, que apesar de ter muito de mineiro no modo de dizer, eu tento sempre ser o mais claro possivel nas minhas conversas faladas e escritas, claro. Porém digo que quanto mais claros sermos na nossa conversa, assim seremos mais objetivos e claros na comunicação.
Mas confesso também que algumas palavras e expressoes estão pra ficar, isso nao tem como questionar. Eu falo Uai, trem, Fi e não nego que falo. e Mais, sou Mineiro hehe.
Eu fiquei curioso sobre esse Termo Coca Media… Vou fazer um teste quando eu for pra Goiania. MAs penso ante questionar na cidade, que Coca média seria em uma determinada regiao, ou comercio.
Geralmente eu péço Coca de garrafinha, ou coca em lata ou coca 600ml..coca 2lts.. Acho que é a forma mais clar a e objetiva da outra pessoa entender oque vc quer. Porém esta é minha opniao e sei que outros pedem de outro jeito, e é normal.
Porém, Eu questiono se Todos de Goiania entendem oq seria uma coca Media… vou fazer esse teste..
hehehe
MAs bom, já falei um tanto bom..
espero ver mais dcionarios pela frente, ou mais casos ou causos por ai.
Sucesso no blog.
Até
Grande abraço a todos.
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