Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.
Pirenópolis é uma cidade do interior de Goiás, distante cerca de 120km de Goiânia, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Atrai muitos turistas por causa da falta de opções perto de Goiânia e Brasília do seu centro histórico e de seus atrativos naturais.

Uma das famosas igrejas do centro histórico de Pirenópolis. O nome dela? Sei lá, não lembro mais e estou com pregui de pesquisar!
Nos feriados, a cidade fica lotada com brasilienses e goianienses em igual proporção. Há duas formas de constatar isso: olhando as placas dos carros, lógico, ou então ouvindo o som que sai do carro: se for sertanejo, é de Goiânia, e se for outro som de gosto igualmente duvidoso, é de Brasília. Não falha!
Além dos óbvios hotéis e pousadas, uma boa opção de hospedagem (bem mais barata) é ficar em algum camping. Há vários, todos estrategicamente localizados: ficam longe do centro, e longe das cachoeiras. Para dar única e incrível sensação de aventura, o chão da área reservada para a montagem de barracas (epa!) tem mais pedras do que grama, fazendo com que fixá-las no chão (e dormir nelas depois) seja uma tarefa de rara perícia.
Um dos campings mais conceituados é administrado por um hippie mutcho loco, porém muito gente boa. É totalmente vegetariano: fã de salada e de outros tipos de, hum, vegetais. Para incrementar a diversão da estadia, o administrador do camping oferece (em troca de uns 10 reais, é claro) uma pizza vegetariana com massa integral para o visitante, e diz o horário em que se pode ir lá comê-la. Mas desaparece na hora marcada! Diz a lenda que trata-se de uma famosa pegadinha em Pirenópolis.
Mas um parênteses a sério: se um dia você conseguir encurralar (epa!) o hippie e cobrar a tal pizza, você vai ver que é realmente saborosa.
Ah sim, não acredite em tudo que os campings dizem. Um deles diz que tem um museu ao ar livre, cujo tema é a mineração. Tal museu não é mais do que uma trilha na mata com duas ou três plaquinhas.

Museu a céu aberto em Pirenópolis
A cidade também é um lugar muito procurado pelo pessoal emaconhado, de roupas estranhas e não muito fã de banho alternativo e esotérico.
Apesar de os panfletos e guias turísticos locais darem a impressão de que você anda pela cidade e vê uma cachoeira à sua direita, outra à esquerda e mais uma no fim da rua, a localização correta é mais ou menos assim:
- Cachoeira A: 25km do centro
- Cachoeira B: 30km do centro
- Cachoeira C: 45km do centro
A maioria delas é muito bonita. Mas, além da gasolina, reserve dinheiro para a entrada. Sim! Você, literalmente, paga pra ver. Quase todas as cachoeiras ficam em propriedades particulares. Há taxa de visitação.
Se houvesse praia em Pirenópolis, o acesso seria cobrado também.
Outra atração é o Parque Estadual dos Pirineus, onde há vários morros com vista para árvores retorcidas e feias o cerrado. É um local muito bom para pedalar, cheio de trilhas. Mas a vista, em tempos de seca, lembra muito um deserto de filme americano. Um casal passou de carro por mim quando eu pedalava por lá e perguntou onde afinal era o tal parque. Respondi a verdade: estávamos 10 km dentro do parque! É que ele é sem graça mesmo inserido no meio do cerrado característico do local.
E por fim, temos a gastronomia. Realmente, um ponto forte. A melhor comida goiana que já comi. E tem até cartazes em duas línguas ensinando os manés turistas a comer pequi.
Você só precisa ficar atento na hora de pagar a conta. Se eles entendem de boa comida, não entendem muito de atendimento. Voltei de uma pedalada na hora do almoço, morrendo de fome e de sede, e fui para um restaurante que parecia – e era – muito bom. Antes de me servir já pedi a bebida para a garçonete, perguntando se tinha refrigerante de um litro. A sede estava de matar! Ela disse que tinha sim: guaraná diet. Pedi para ela colocar na mesa onde eu ia ficar e fui me servir.
Ao voltar, depois de muito tempo me servindo (um buffet maravilhoso!), vi que ela tinha acabado de colocar um guaraná de 2 litros, e não de 1. Deixei pra lá, pois se eu fosse pedir para trocar ela só traria depois de mais uns 15 minutos.
Quando pedi a conta, foi outro garçon quem me trouxe. E o valor foi de mais de 30 reais! O buffet livre, segundo uma plaquinha, era R$ 14,90. Seguiu-se o seguinte diálogo:
Gump: Peraí! quanto é o buffet hoje?
Garçon: Uai! Sei não. Você tem que pagar isso que tá aí na conta.
Gump: Mas lá na placa está falando que é 14,90. Por que a conta deu mais de 30?
Garçon: Uai! Sei não. Mas o que você tem que pagar é isso aí que tá na conta.
Gump: Mas você não concorda que se o valor é o que está na placa, isso aqui está errado?
Garçon: Uai! Tá não. Só sei que é esse valor aí que tá na conta que você tem que pagar.
Ok, o garçon venceu. Desisti de argumentar com ele, mas obviamente fui atrás de outra pessoa. Fui pagar direto no caixa e no caminho perguntei para outra garçonete o valor do buffet.
- Uai! É 14,90! Ó ali na placa!
Beleza, meu maior medo era de que aos domingos o valor dobrasse, apesar de nenhum lugar no restaurante avisar disso. Reclamei para a gerente, e ela chamou a garçonete que primeiro me atendeu (a do refri de 2 litros) e pediu para ela explicar o porquê do valor. Mais um diálogo:
Garçonete: Uai! São duas pessoas, mais o refri. Dá isso! (apontando para a conta).
Gump: Mas eu estou sozinho!
Garçonete: Uai! Tá não!
Gump: Como não?
Garçonete: Uai! São duas pessoas!
Pô! Não sou tão gordo assim!
Para minha sorte, meu vizinho de mesa apareceu e confirmou que eu estava sozinho. A garçonete, então, se explicou:
- Uai! Você pediu refri “de litro”, então achei que eram 2 pessoas!
Falando sério: Pirenópolis é um lugar muito bom para ir em turma, curtir cachoeiras e pedalar. Deixa saudades e vale a pena ir mais de uma vez. Usar um “dicionário de goianês” (língua oficial de Pirenópolis), se você não for goiano, ajuda bastante.
Para informações mais sérias e mais reais, veja os sites:

10 comentários
Karin says:
Apr 24, 2008
Paz e amor…
Fred says:
Apr 24, 2008
A primeira vez que fui em pirenópolis para fazer trilha de bike com um amigo foi legal… num dia de noite fomos perguntar para o vigia da área de camping qual era a estrada para chegar no parque dos pireneus lá em cima. O cara falou assim:
“Vc vão de madrugada de bicicleta?”
e eu disse sim, pq? ai ele…
“Acho melhor vcs esperarem o dia clarear … tem onça ai parque solta e alguns turistas semana passada viram uma andando a uns 12km daqui perto do morro do cabeludo.”
haha… nunca esqueci desse cara… e nós saimos logo pela manhã de bike e farol ligado nas bikes. E é claro uma faca em cada bolso.
Eu tenho uma foto de uma pegada enorme que achamos, mas até hoje ninguem acredita nessa história… mas tudo bem!
…rs
Jamile says:
Apr 25, 2008
ahuahauhua
nossa…de novo eu digo novamente: só vc primo!!!
Estou rolando de rir com essa materia…essa parte “errada” ali….
vc precisa ganhar dinheiro sendo comediante…pq vc NÃO EXISTE!!!!
adorei, me deu mais vontade ainda de conhecer “Piri”
beijos
Lele Moto says:
Apr 25, 2008
Gumpius!
você já virou gente importante no mundo internético. Meus amigos viram um texto seu em um site lá….acho que era O boteco, ou coisa parecida….
Enfim, eles já denominam você de “o caixeiro viajante”.
Eu sempre rasgo elogios à sua pessoa e completo a frase com “Vocês têm que conhecer o cara”. Mas aí um deles sempre responde: “Como, se ele não pára em nenhuma cidade? Esse cabra aí não tem tempo pra conhecer amigos das amigas não ….ele tem mais é que viajar!”
Mas, em suma, eles adoram seus textos, assim como eu.
E não, não me esqueci….é pura falta de tempo….e de novidades também vai, serei bem sincera….rs
Beijo da JSL. Há há há, me achei!
Guia Gump de Cidades: Curitiba - ChristianGump.net says:
Jun 27, 2008
[...] Pirenópolis [...]
Mozart says:
Jun 30, 2008
Gump, curti essa de Piri. Moro em Goiânia e freqüento Piri desde 96, mais ou menos. Apesar de vc estar brincando, não deixa de ter um fundo de verdade. Mas, compensa qualquer espiação pela qual a gente passa.
Mas, gostei mesmo do texto. Valeu e abraço.
Gump says:
Jun 30, 2008
Olá Mozart, valeu pelo comentário. E Piri vale muito a pena! Fui pra lá de novo recentemente e curti demais. Ainda quero ir mais vezes! Abraços!
A difícil arte de obter informações de hotéis e pousadas por e-mail - ChristianGump.net says:
Jan 25, 2010
[...] Guia Gump de Cidades: Pirenópolis [...]
Paulo Roberto says:
Jun 17, 2010
Olá eu to querendo saber como faço pra chegar na trilha ? alquem pode me explicar é indo pro morro dos Pirineus ?
BIA says:
Feb 15, 2012
OIEE…ME DIZ QUAL E ESSE CAMPING QUE VC CITOU???