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Guia Gump de Cidades: Morretes

Friday
23/May/2008

Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, veja as referências ao final do artigo.

Morretes é uma cidade sem mar do litoral do Paraná. É muito visitada porque a linha turística de trem que liga Curitiba a Paranaguá só vai até Morretes.

Aliás, o passeio de trem é algo fantástico. Saindo da capital do estado, você tem a impressão de que o trem está só se aquecendo, andando a 20km/h. Depois de um bocado de paciência, percebe-se que ele não vai mais rápido que isso.


O rapidíssimo meio de transporte para chegar em Morretes. (foto: Aurelio)

Depois de algum tempo, você tem a emoção de enfrentar o perigo quando o trem passa em vilas da região metropolitana. Nesse momento deve-se fechar as janelas metálicas do trem enquanto os moradores atiram pedras. Tal qual o preparo de pipoca, você sabe quando pode abrir a janela quando o barulho passa.

A partir daí a vista, fantástica, começa a compensar. A serra do mar é incrível, e dá pra se ver algumas cachoeiras. Não lembro o nome de nenhuma, mas com certeza uma delas chama-se Véu de Noiva.

99% das cachoeiras chama-se Véu de Noiva.

O Marumbi visto de dentro do trem. (foto: Aurelio)

A cidade de Morretes tem uma culinária muito apreciada. Os pratos típicos são o barreado, o barreado e o barreado.

Aliás, o barreado é o orgulho local. Todo morador de Morretes odeia os moradores da vizinha Antonina, pois estes dizem ser os verdadeiros criadores do prato. Ele é feito a partir de uma carne que é cozida por cerca de 20 horas, e é servida com farinha de mandioca.

A alegria de quem leva turistas de fora do Paraná para conhecer o barreado é submeter os amigos ao “teste do barreado“. É onde os garçons demonstram a forma correta de se servir: deve-se misturar o barreado com a farinha de forma que se torne uma massa compacta a ponto de não cair do prato se este for virado. Para provar isso, vira-se o prato na cabeça de uma vítima!

Cada restaurante tem o seu estilo de fazer o teste do barreado. Em alguns, vira-se o prato de surpresa na cabeça de algum turista desavisado. Mas cuidado. Nessas horas, tem muito machão dando gritinho fino. Se você tem algo a esconder, vá preparado para não se assustar.

Mas a melhor de todas essas demonstrações do barreado, na minha opinião, é a do restaurante Casarão. Nele, o dono e o “Cara da Banana” fazem todo um teatro e uma sessão de tortura psicológica em um “voluntário” (democraticamente escolhido pelo grupo ou pelo próprio dono do restaurante), terminando com a virada de prato sobre a cabeça do mesmo.

O cara da banana e o dono do restaurante Casarão torturando uma pobre “voluntária” para a demonstração da maneira correta de se servir o barreado

Em finais de semana de calor em Curitiba (ou seja, mais de vinte graus), a população da capital desce em peso para para refrescar-se no rio Nhundiaquara. Nesses dias, o rio vira uma versão paranaense do Piscinão de Ramos.

Piscinão de Morretes

Também é extremamente popular a prática do câmara-de-pneu-de-caminhão-cross bóia-cross.

Há muita gente que vai para Morretes apenas como pretexto para descer a Estrada da Graciosa, de carro ou de bike (a estrada é a Meca dos Cicloturistas). Trata-se de uma antiga trilha indígena tranformada em rodovia estadual pavimentada com paralelepípedos. Houve um turista que chutou que o nome deveria ser em função das flores à beira da estrada. Segundo ele, se houvesse muitos pés de mamão em vez de flores, ela se chamaria Estrada da Formosa.

Entrada da estrada da Graciosa

Também há gente que chega à cidade após descer de trem até a estação Marumbi, subir o pico do Marumbi e demorar demais pra descer por ser sedentário despreparado e medroso, perdendo assim o trem de volta na descida. Mas não é só no complexo do Marumbi que há trilhas cansativas divertidas de se fazer. Há cachoeiras acessíveis apenas após um bom trekking.

A cidade parou no tempo mantém o aspecto de cidadezinha antiga, pela arquitetura de suas casas, suas luminárias e suas pontes.


Vista de uma das ruas principais

O grande problema de Morretes, na minha opinião, é que eu gosto tanto de lá que não consigo fazer um bom texto zoando a cidade. Raios!

Telefone típico de Morretes

Vale a pena conhecer!


O artigo, obviamente, contém muitas brincadeiras. Para informações mais sérias, visite os seguintes sites:

Veja também, no Guia Gump de Cidades:

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7 Comentários em "Guia Gump de Cidades: Morretes"

  1. Mariana 26 de May de 2008 em 14:02

    Eu já estive em Morretes e já viraram um prato de barreado na minha cabeça !!!! Mas faltou falar das pousadinhas no meio do mato ! Adorei !! Fizeram até um strogonoff com pinhão !!

    [Reply]

    Gump Reply:

    Olá, Mariana, valeu pela visita e pelo comentário!

    Realmente, há muitas pousadinhas legais em Morretes, à beira do rio nhundiaquara. Já acampei numa delas e realmente vi umas receitas diferentes envolvendo pinhão! :-)

    [Reply]

  2. Ivan Grycuk 28 de May de 2008 em 01:50

    Olá Gump! Como vai?

    Falando em cicloturistas, eu fui um dos que desceu a Serra da Graciosa pedalando! E em dia chuvoso ainda, com aqueles paralelepipidos pra lá de escorregadios. Mas deu pra aproveitar bem!

    Eu sei que você mora em Goiás, mas dia 31/05, além de ser o último capítulo da novela das 20, o dia mundial de combate ao tabaco e, ainda por cima, o dia do meu aniversário, vai acontecer o lançamendo do livro “Entrelinhas – Contos e Microcontos”, da Editora Andross, na Casa das Rosas, Av. Paulista, 37.

    Dois textos meus vão estar na obra. Eu gostaria muito de poder contar com a sua presença e, se possível, com seu apoio na divulgação desse trabalho.

    Um grande abraço!

    [Reply]

  3. FRÁGIL, NÉ? 2 de June de 2008 em 10:25

    Oi Gumpius!

    Por acaso esse “turista” da Estrada da Formosa, seria o Panda?
    Hahahahahaha
    Seus textos estão fazendo sucesso, hein?
    Minha turma acompanha direto.

    Beijão para você, amigo.

    Você sabe, da JSL (me achei agora), que diz que fichas de baladas curitibanas são frágeis. rs

    [Reply]

  4. José Aerton teofilo dos santos 8 de July de 2008 em 09:58

    Gostaria muito de conhecer morretes,sou do ceará,subrinho do prefeito Helder,mas nunca fui convidado,uma cidade muito linda,Gostaria de conhecer os candidatos a prefeito dai,abraço….

    [Reply]

  5. lidia elias carneiro 29 de July de 2008 em 20:08

    oi gostaria de saber se vcs tem ai em morretes

    um lugar que teje alojamento para irmos com uma excurçao

    de jovem evangelicos.

    gostaria que o lugar tivesse

    area de lazer

    e se possivel com cafe da manha e almoço

    nao presisa ser quartos individuais

    pode ser ums so para mulheres

    e outros so pra homens

    eu procurei na internete mas nao achei

    por favor se vcs souberem

    me mande uns site

    dai entro em contato

    muito obrigada grato

    [Reply]

  6. claudiney - DE TODO O BRASIL 26 de December de 2009 em 23:46

    òla gump, eu gostaria de te dar um conselho, procure usar mais o efeito do risco sobre as palavras , fica muito engraçado.
    EX: A cidade parou no tempo mantém o aspecto de cidadezinha antiga.

    [Reply]


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