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Dicionário Goianês

Tuesday
29/Jan/2008

Para fechar a série sobre Goiânia , um artigo importantíssimo. Um micro-dicionário goianês-português para você, quando vier conhecer a cidade, poder usufruir de toda a simpatia do povo goianiense, entendendo tudo que ele diz!

Obs.: Os verbetes abaixo servem para todo o estado de Goiás.

Deixa eu te falar - Com a variação Ow, deixa eu te falar. Introdução goiana para um assunto sério. Nunca, mas nunca mesmo, chegue para um Goiano falando diretamente o que você tem que falar. Primeiro você tem que dizer ow, deixa eu te falar, para prepará-lo para o assunto. Em Goiás você precisa seguir o ritual de uma conversação. Ex.: “E aí, bão? E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? É por isso que eu torço pro Vila. Oww, deixa eu te falar, lembra aquele negócio que eu te pedi…” A forma abreviada é te falar.


Deixa eu te perguntar - A mesma coisa que deixa eu te falar, mas usado, obviamente, quando você vai perguntar algo.


Chega dói - Chega a doer. Ex.: Deixa eu te falar, essa luz é tão forte que chega dói a vista. Na verdade essa forma pode ser usada com quaisquer outros verbos combinados com o verbo “chegar”. Ex.: chega arranha, chega machuca, chega engasga.


Chega doeu - Chegou a doer, ou seja, o passado de chega dói.
Nota do Gump:
Muita gente não entendeu o porquê desse verbete no passado se já se usou o verbete no presente; afinal tratar-se-ia de conjugação verbal simples, não é mesmo? Mas a fato é que quando existe uma conjunção verbal, é o verbo auxiliar (chegar) que determina o tempo da conjunção. No Goianês é diferente. É o verbo principal que é conjugado.


Uai - Palavra que normalmente não tem sentido, mais ou menos como o tchê do gaúcho. Usado normalmente em respostas. Ex.: Pergunta: Goiano, você vai à festa hoje?; Resposta: Uai, vou!.
Nota do Gump:
Dá impressão que o
uai é parecido com o usado em outras regiões. Mas o muitas vezes é usado no caso de a pessoa achar a pergunta estranha. Cheguei a me revoltar bastante com o uso do “uai” nas frases quando vim pra cá, pois achava que as pessoas estavam insinuando que eu estava perguntando alguma idiotice. Só depois aprendi que as pessoas falam uai por falar.


Encabulado - Impressionado. Ex.: Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar ‘chega dói’ antes.
Nota do Gump:
Também fiquei impressionado (ou encabulado, em goianês) com a quantidade de gente que não entendeu esse verbete aqui. Chegam a colar a definição do dicionário, como que querendo provar que a palavra existe! Mas a palavra existe mesmo, eu nunca disse que não! Só não tem, no dicionário, o sentido usado no Goianês. Isso é igual explicar piada! :-)


Bão? - Goianês para “Tudo bem?” Também é usada a forma bããããão?


Tá boa? - Goianês para “Tudo bem?” usado para mulheres. Em outras regiões do Brasil seria interpretado de outra forma…


Bão mesmo? - É comum usar o “mesmo?” depois de coisas como “e aí, tá bom/bão”, como se pedisse uma confirmação de que a pessoa tá bem e não apenas fingindo que está bem.


Piqui - Pequi, fruto típico de Goiás, bastante usado na culinária Goiana.


Mais - substituto goiano da conjunção “E“. Ex.: Eu mais fulano estamos no Goiás.


No Goiás - Em Goiás.


Na Goiânia - Em Goiânia.


Pit Dog - Uma espécie de filho bastardo de uma lanchonete com uma barraquinha de cachorro-quente. Apesar desse nome estranho, os sanduíches são muito bons!


Queijim - Rotatória.


Tem base? - Expressão tão goiana que existe até em slogan impresso em bandeiras e camisetas exaltando o estado: “Sou goiano. Tem base?”. Pode ser traduzido como “Pode uma coisa dessas?”, só que usado com muito mais frequência.



Mandruvá
- Mandorová.


Coró - mesmo que mandruvá, segundo meus tutores de goianês.


Dar rata - Algo como cometer uma gafe. Ou seja, dar rata é o goianês para “fazer gumpice


Calçada - Pode significar: 1. Lugar para estacionar carros; 2. Local onde se colocam as mesas dos botecos e restaurantes. Note que não existe em Goiás calçada no sentido de lugar para pedestre, pois não sobra espaço para pedestres entre os carros e as mesas.Nota do Gump: Ok, essa foi uma reclamação minha. A única de verdade. Nada contra os botecos. É muito agradável aproveitar o clima gostoso que faz à noite por aqui sem ser no lado de dentro de um bar. Mas que fique um espaço pro pedestre, né? Ter que ir pro meio da rua porque a calçada está tomada por bares e carros (nesse último caso, não tem desculpa!) é phodda.


Anêim - Algo que parece ter vindo de “Ah, não!“, que virou “Ah, nem!” Mas às vezes é simplesmente usado na frase com um sentido de desagrado. Quando vejo escrito por aí, vejo o povo escrevendo “anein“, “aneim“, “anêim” e outras variantes. Ex.: se eu ia viajar com a turma e de repente não posso mais, alguém exclama: “Anêeeim, Gump! Que pena!


Arvre - Árvore (isso me lembra “As arvres somos nozes”)


Arvrinha - Árvore pequena.


Arvrona - Árvore grande.


Madurar - Amadurecer.


Corguim - Lê-se córrr-guim. Diminutivo de corgo.


Corgo - Lê-se córrr-go. Córrego.


Quando é fé - Algo como de repente, ou até que. Ex.: “Estava no consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um menininho chorando de lá.


Num dô conta - Pode ser traduzido como Não consigo, Não sei, não quero, não gosto, etc. No resto do país, não dar conta é usado mais no sentido de “não aguentar”. Por exemplo: Não dei conta do recado, ou Não dou conta de comer isso tudo sozinho. Já aqui em Goiás é usado para quase tudo. Ex.: Num dô conta de falar inglês (”não sei falar inglês”); Num dô conta de continuar em Goiânia nas férias (”Não quero/não aguento continuar em Goiânia nas férias); Num dô conta de imprimir usando esse programa (”não sei imprimir usando esse programa”).


De sal - Salgado. Ex.: Pamonha de Sal. (Eu jurava que era de milho… dãã)


De doce - Se “de sal” é salgado, então “de açúcar” é doce, certo? Errado! Em Goiás as coisas não são doces, elas são de doce.


Caçar - Procurar. Goiano não procura, goiano caça. Ex.: “Estive te caçando o dia inteiro“. “Não sei onde está, mas vou caçar esse papel para você.”


Trem - Qualquer coisa pode ser chamada de trem, inclusive um trem. Ex.: “Ôôô trem bão!” (ô, coisa boa!) Já ouvi até mesmo a seguinte declaração de amor: “Te amo, Trem!“.


Demais da conta - Em Goiás, deve-se evitar utilizar a palavra “demais” isolada. A forma correta é “demais da conta”. Ex.: “Gosto disso demais da conta!“. “Conheço a região demais da conta!


Custoso - Essa quem lembrou foi a Daniella, nos comentários. Na definição dela significa teimoso. Também ouço como se fosse algo que dê trabalho. “Esse moleque é custoso demais da conta!


Barriga-verde - como já ouvi aqui em Goiás, “pra baixo de São Paulo todo mundo é gaúcho”; portanto o termo barriga-verde nada tem a ver com o usado no sul, que significa “catarinense”. Barriga-verde aqui é um novato, alguém que ainda está “cru” numa determinada coisa.


Disco - Um tipo de salgado frito.


Voadeira - Voadora (o golpe, agressão).


Ou quá? - Algo como “ou o quê?”. Ex.: “Você vai sair com a gente ou quá?”


Vende-se este - Aqui em Goiânia é muito mais comum ver placas dizendo “Vende-se Este” colada num carro, do que simplesmente “Vende-se“. É como se quem escreveu pensasse “vende-se? Vende-se o que?“, mas também ficasse com preguiça de escrever “Vende-se este carro“. Fica o meio termo.


Final de tarde - Sabe aquela mania chata das propagandas de uma marca de cerveja de tentar mudar a quarta-feira para Zeca-Feira e o Happy Hour para Zeca-Hora? Pois é, ao menos o Happy Hour já foi aportuguesado por aqui. Chama-se “Final de tarde“, e na prática é o happy hour: você sai do trabalho e vai tomar uma com os amigos. Acompanha espetinho e feijão tropeiro, é claro!


Fi - Creio que vem de “Filho”, é usado no fim da frase, como se fosse um “tchê” gaúcho ou um “meu” paulista. Ex.: “Esse é o melhor, fi!“, “Nossinhora, fi! Bão demais da conta!“.


Coca Média - Refrigerante médio é o de garrafinha de 290ml. Ou seja, o menor que costuma ser vendido em restaurantes. Nota do Gump: Na última vez em que estive em Curitiba pedi uma coca média, por costume adquirido em Goiânia, e a mulher ficou me olhando sem entender. :)


Pronto! Creio que com esse pequeno glossário, você já pode ir no Goiás, comer no Pit Dog sem dar rata e, quando é fé, sentar à sombra de uma arvrona na beira do corguim!

Veja também:

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127 Comentários em "Dicionário Goianês"

  1. Guia Gump de Cidades: Goiânia - Parte II - ChristianGump.net Guia Gump de Cidades: Goiânia - Parte II - ChristianGump.net 29 de January de 2008 em 9:35 am

    [...] E, por fim, tem o sotaque, caracterizado pela união de palavras e um jeitão característico de falar. Mas o mais marcante são as expressões. Mas isso fica pro próximo artigo, o dicionário goianês. [...]

  2. Marília Marília 29 de January de 2008 em 7:08 pm

    Vou te falar que esse sotaque está parecidíssimo com o mineiro!

    Responder ao comentário

  3. TatiLie TatiLie 30 de January de 2008 em 5:36 pm

    Deixa eu ti falá!! Cê tem di ir pra Minas, uai, pra fazê comparação. Bondimaisdacontsô!!!!
    Queijim??? Essa é boa!!! Aliás, conhece a resposta pro “tá boa??”
    “Melhorada, porque boa eu já era!!” hahahahaha
    Essa quem me ensinou, é claro que foi o Ranério, que depois de morar em mil lugares diferentes, não perdeu o sotaque.
    beijos

    Responder ao comentário

  4. Fred Fred 31 de January de 2008 em 8:54 am

    Uai, que coisa heim!

    …rs

    Responder ao comentário

  5. Bebel Bebel 1 de February de 2008 em 3:57 am

    Só consigo digitar e pensar nisso:
    AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAAHAHAHA

    Responder ao comentário

    jeh Reply:

    hahauuauisia!”…
    fi issoo e bao demais da conta oceis que nao conhecem o goias tem de
    conhecer pq akiii e baoo por demais!….
    vem bebe uma no fim de tarde com nois….

    Responder ao comentário

  6. Bebel Bebel 9 de February de 2008 em 4:36 am

    Só um comentário (dãããã)…
    Passei esse post pra duas “goianas” assumidas: minha mãe e a Juliana Borsari.
    E, apesar de minha mãe AMAR essa terra (frisando bem, ama a TERRA) e a Juliana usar esse vocabulário (apesar de anos em Milão, ela mantem o sotaque e as gírias (???) pois é de Brasília) elas adoraram!!! :)

    PS: Uma pena as pessoas lerem blogs, mas não comentarem… Estou comentando esse por elas :) você merece!

    Beijo

    Responder ao comentário

  7. Rodrigo Rodrigo 15 de February de 2008 em 10:27 pm

    Hmm… não concordo com muita coisa. “Dar conta” é muito utilizado aqui em São Paulo (por paulistanos da gema) para dar o sentido “conseguir”. Da mesma forma, “dar rata” é utilizada em outras partes do país (encabulado também), bem como outras expressões, tipicamente mineiras. Há palavras que são faladas por quem não tem instrução - “no Goiás”, “na Goiânia”, “arvre” etc. eu nunca ouvi falar, confesso.

    Responder ao comentário

    viviane Reply:

    Renha conhecê o goiás, trem.

    Responder ao comentário

  8. Gump Gump 16 de February de 2008 em 12:42 am

    Olá, Rodrigo, obrigado pela visita e pelo comentário!

    Eu entendo o que você diz, pois quando voltei de viagem me entregaram, no aeroporto, um guia de Goiânia onde tinha um “dicionário de expressões goianas”. Dentre essas expressões, havia muitas que eram faladas também em todo o sul e sudeste, citadas como se fossem uma característica tipicamente goiana, e isso me incomodou um pouco. Infelizmente não tenho mais tal guia para citar alguns exemplos. Aliás, “dar rata” e “num dar conta” (escrito desse jeito) constavam nesse guia, mas essas soam totalmente goianas para mim. :)

    Eu diria que é mais a intensidade do uso que torna certas coisas tão goianas. Talvez um paulistano, uma vez ou outra, use “não dar conta” no sentido de “não conseguir”. O goiano usa em praticamente todas as frases, e isso eu nunca vi um paulistano fazer! Da mesma forma, paulistanos falam constantemente o “meu”, que é usado em tantos outros lugares do país; é a intensidade do uso o torna uma fala bem paulista.

    Quanto ao fato de algumas expressões serem usadas em outros lugares, você mesmo afirmou que há, no goianês, muitas expressões tipicamente mineiras. Seria como eu não poder falar que é tipicamente mineiro falar “trem” ou “uai” porque o goiano também fala, concorda? Mas é tipicamente mineiro sim. E é tipicamente goiano também! :-)

    Responder ao comentário

  9. G G 17 de February de 2008 em 12:53 pm

    Faltou o “belo”. Nada em Goiânia é bonito, lindo, maravilhoso… é “belo”!!!

    Responder ao comentário

  10. Lillyan Mara Lillyan Mara 19 de February de 2008 em 1:16 pm

    Sr. Gump.

    Este artigo publicado por vc logo acima, mostra gozação com os Goianienses ou (GoianÊs) como vc disse, mas uma coisa é certa e q vc não sabe é:

    Podemo até falar desse jeito ai hó, mais nóis Goianês samo muito dos inteligente viu sô, uai.

    Quem te enviou isso num sabe q a maioria dos aprovados em concurso e vestibulares do Centro Oeste são GoianÊs, “oras bolas”(i esqueceu desse né, rsrsr…)

    Podemo fala errado e tudo mais, mas somo um povo do muito do inteligente, e é craro, o mais biiiiito tbm du BraZil.hahahahahahahahaha………….

    Eita orguio de sê Goianês sô! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder ao comentário

    Andreia Reply:

    com certeza, Lilian…uma de minhas melhores amigas são do Góas…(rsrsrsrs)

    e pensa numa mulher inteligente e fera em informática…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    pensa numa terra boa…é Goiás…parabéns pra vcs vizinhos…(sou do MT)…..

    Responder ao comentário

  11. Gump Gump 19 de February de 2008 em 2:45 pm

    Olá, Lillyan,

    Obrigado pela visita e pelo comentário no blog, sobre o dicionário goianês! :-)

    Na verdade, o goianês citado é a “língua” (uma brincadeira com o português, inglês e tal) ;-) É só uma brincadeira, pois pra quem vem do sul pra cá é tudo bem diferente e eu não resisti. Assim como os goianos não resistem me imitar também hehe!

    Mas eu estou adorando morar aqui e concordo com o orgulho de ser goiano que vocês têm. Se eu fosse goiano também teria. E não é questão de falar errado, é regionalismo mesmo. Ainda bem que somos diferentes, isso que torna tão legal conhecer novos lugares.

    A propósito, ainda vou escrever o dicionário curitibanês, tem muita coisa engraçada bem característica de Curitiba.

    Responder ao comentário

  12. rogério rogério 21 de February de 2008 em 11:27 am

    Deixa eu te falar
    Apenas algumas correções sobre o dicionário:

    NO GOIÁS: fica subentendido a expressão ESTADO. “Estou no Estado de Goiás”.Está correto

    MANDRUVÁ: Está correto também.

    UAI: Expressão pegada por osmose pelo Est. de Minas Gerais.

    PAMONHA DE SAL OU DE DOCE: Se é pamonha fica subentendido que é de milho (lógico). A expressão “de sal” ou “de doce” apenas qualifica o substantivo. Fato parecido é dizer “copo d’ àgua, carrinho de picolé”.

    MADURAR: verbo transitivo e transitivo

    1. tornar ou tornar-se maduro.

    Ex.: Essa fruta já está quase madurando

    ENCABULADO: Infinitivo do verbo encabular. Está correto tb.

    Coloquei estas observações pois lendo o artigo nós dá a impressão que todas as expressões são ditas de forma informal (erradas).

    Valeu

    Responder ao comentário

    rose Reply:

    aiiiiii véiii, como cê eh chatoooooooo

    Responder ao comentário

    viviane Reply:

    e burro!!!
    entaum diz: estou no Santa Catarina
    A pamonha seria ”pamonha salgada” ou ”pamonha doce” NÃO tá certo nãooo ooowww burrrooooo. EH vocabulário de nosso sotaque!!
    Entaum ponha aí, oww burrin: ”copo aquático” e ”carrinho picolético” QTA DIFERENÇA, NÃO???
    NÃO existe ”madurar” como vc fala que está correto, .. eh AMADURECER verbo INTRANSITIVO!!

    ENCABULADO EH ADJETIVOOOOOOOOOO OOOOOOWW IDIOTAAAAAAAAAAAA
    fugiu da escola????? he rssrsrs
    oww acha mesmo que nós, goianos, falamos errado??? por baixa instrução??
    EH noso sotaque!! E pq vsa. senhoria escreve bulufas???

    Responder ao comentário

    rogerio Reply:

    o viviane,
    Primeiramente você não me viu dizendo que não sou goiano.
    Sotaque não tem nada haver com o falar errado. Podemos
    falar na norma culta da lingua e nem por isso deixarmos o sotaque de lado.
    Fundamente-se antes de tecer algum comentário.

    Responder ao comentário

  13. Gump Gump 21 de February de 2008 em 1:18 pm

    Olá, Rogério,

    Obrigado pela visita e pelo comentário. :-)

    Na verdade, o ‘artigo’ não passa de uma brincadeira e é assim que deve ser encarado. Regionalismos são regionalismos, jamais erros.

    Indo para cada lugar diferente do que está acostumado, é normal que se ouça coisas novas e é essa a essência do ‘dicionário’.

    Assim, EM GOIÁS é uma forma mais comum que NO GOIÁS. Mandruvá, depende de dicionário. Depois do artigo, vi um que tinha o termo. Em outro, só havia o termo mandorová.

    De sal ou de doce, é apenas diferente do “salgado”, a forma mais comum em outras regiões. E brinquei com o “de doce” em vez de simplesmente “doce”. :-)

    O verbo madurar está corretíssimo e inclusive é usado no livro que eu estou lendo atualmente; no entanto, fora daqui de Gyn eu ouço mais o termo “Amadurecer”, seu sinônimo; foi apenas por isso que o termo foi incluído.

    E por fim, o “encabulado” é o que me estranhou mais. Refiro-me ao sentido. Encabulado pra mim é “envergonhado”, como está no “Aurélio”:

    encabulado
    [Part. de encabular.] Bras.
    Adjetivo.
    1.Acanhado, envergonhado, vexado.
    Substantivo masculino.
    2.Aquele que é encabulado.

    Aqui, usa-se o encabulado no sentido de “impressionado”, e foi isso que eu ressaltei.

    Mas ressalto que tudo não passa de uma brincadeira. Fui criado na região de Curitiba e logo logo sai do forno a zoação com o meu próprio jeito de falar! :-)

    Responder ao comentário

    Márcia Reply:

    Oi, Gump!

    Vc conseguiu irritar muita gente, hein? Rs… Esse nosso sotaque é engraçado mesmo! Pra não falar nas expressões. É bom informar quem pretende visitar Goiás. Afinal, provavelmente, não vão encontrar, no dicionário, um significado lógico para o goianês. Rs… Até!

    Responder ao comentário

    Christianne Reply:

    Olá, Christian!

    Olha, adorei o dicionário….
    E é desse jeito mesmo que nós goianos utilizamos tais expressões.Seus exemplos foram bem explicativos, elucidando a forma típica do nosso linguajar…

    Um abraço!!!!

    Responder ao comentário

  14. GUilherme GUilherme 28 de February de 2008 em 1:33 pm

    Tem muita coisa que é de minas, mas é do lado né… bacana ;)

    Responder ao comentário

  15. Christian?? Não conheço… - ChristianGump.net Christian?? Não conheço… - ChristianGump.net 28 de February de 2008 em 2:01 pm

    [...] lá no trampo, é um tal de “Alô, Christian? Deixa eu te falar…”, e eu já sei que lá vem [...]

  16. fabio fabio 6 de March de 2008 em 12:10 am

    engracado demais da conta esse seu dicionario, viu gump! tem base nao esse povo ai reclamano.
    ooo saudades das muiezada da terrinha, viu… soh dah vontade de ouvir as musica sertaneja pra matar um poquim da saudade.
    qto a semelhanca com o mineires, eh a coisa mais natural do mundo, uai. eh geografico. assim como alemao e holandes eh parecido, mineires eh totalmente copiado de goianes. logico!

    Responder ao comentário

  17. Daniella Daniella 7 de March de 2008 em 4:57 pm

    Faltaram… no dicionário - custoso = teimoso e cara lerda = safado;
    e ainda citar o patrimônio regional onde os goianos comem uma magnífica galinhada após a balada = CAMPEÃO.

    Responder ao comentário

  18. Carlos Vinícius Carlos Vinícius 8 de March de 2008 em 5:41 pm

    Como um bom goiano (e q mora longe da terrinha) não deixarei de comentar algumas coisas:
    A princípio, no primeiro artigo sobre Goiânia, eu comecei a ler e logo já fiquei indignado com algumas coisas q escreveu como o fato de todos gostarem de sertanejo e das pizzas serem ruins. Receio q terei q discordar, deixando claro q sei q sua intenção era retratar com um pouco de humor alguns aspectos do povo goianiense.
    Qto ao sertanejo é fato de MUITOS gostam (e não deixa d ser uma marca goianiense/goiana). Mas não são TODOS q gostam pq sei q tem mtos goianos q simplesmente odeiam sertanejo. E outra, Gyn é considerada um dos grandes polos do rock underground (loucura, né?).
    E qto à pizzas, têm muitos lugares mto bons pra se degustar uma boa pizza em Gyn. Tanto é q alguns até levam no nome menções à terra da boa pizza (São Paulo).
    Enfim, qdo prossegui no guia já vi coisas bem retradadas como a maravilhosa característica e fama da cidade conter muias mulheres bonitas! Isso todo goiano sabe bem e admite (inclusive as mulheres de lá msm)!
    Mas, quanto ao dicionário goianês eu admito q admirei bastante pela fidelidade dos termos frequentemente utilizados. Eu simplesmente rolei de rir ao ler esse dicionário…e ainda tem um tempero a mais por estar longe de casa. Só não concordei mto com a definição de calçada, mas em certa parte está correta para as mesas de bar (se bem q, se Gyn n fosse uma cidade bem conhecida pelos bares, onde se colocariam tantas cadeiras, não é msm? Mas, msm na Paulista, daquele tamanho, com aquela calada toda, os barzinhos colocam as mesas somente nas calçadas. hehe)!
    Bom, de modo geral, eu gostei do guia sobre a cidade e compreendo pq se apaixonou por essa linda cidade!
    Eita saudade! Hehe!
    Abraços!

    PS.: desculpe se fui mal compreendido em algum momento

    Responder ao comentário

  19. Micro-Dicionário Goianês-Português atualizado! - ChristianGump.net Micro-Dicionário Goianês-Português atualizado! - ChristianGump.net 11 de March de 2008 em 12:13 am

    [...] de o Micro-Dicionário Goianês-Português estar fazendo um enorme sucesso por e-mail e causando polêmica por gente que não entendeu o tom [...]

  20. Bebel A GREGA Bebel A GREGA 11 de March de 2008 em 1:50 am

    CARACA,
    quanta gente limitada reclamando e quanta gente inteligente argumentando sobre essa narrativa fiel das “goianices”.

    Mas a melhor parte é sua “explicação” fina e de bom tom.
    Boa Chris… muito boa!
    Quando quiser xingar e não ‘puder’, me avise, eu xingo de ‘caipira’ e ainda mando ir tomar ‘caldo’ AHAHAHAHHAHAHAH

    Responder ao comentário

  21. Sandra Sandra 11 de March de 2008 em 10:51 am

    E aí Gumpzossaurus-Rex? Bão? Bão memu?Como tá a famia?

    Entaum… dexa ieu ti falá,
    Ieu e a KaskaBel Bebélula Gafanhota Kristina, sua amiga de papos altamente imprescindíveis para o desenvolvimento da humanidade, estamus interessadas em comprá a primeira edição do seu dicionário goianês. Tem encicropédia tamém??? Me vê duas dúzia.
    Dexa eu ti perguntá, estamu pensanu em contratá um tradutô/intrepete, si ti interessá nos avise-nos a nós mesmas.

    Bei-jo-ka

    Responder ao comentário

  22. oell oell 11 de March de 2008 em 10:41 pm

    to rindo demais disso.
    Tudo ai e verdade.
    eita trem bão

    Responder ao comentário

  23. Fabrício Fabrício 13 de March de 2008 em 6:42 am

    Muita gente não entendeu o texto heim? Sou goiano e achei engraçadíssimo. =) Tenho muitos amigos, universtitários, que utilizam essas mesmas expressões e do mesmo jeito. São pessoas que falam “errado” porque gostam. É uma forma de criar identidade. Agora duas ressalvas. Primeiro que falta falar sobre o queda do d no gerúndio. Afinal goiano nenhum fala “caçando”. “Nóis fala é caçano”
    Segundo: Sandra, não seja tão tosca. Existe uma grande diferença entre falar como caipira e ter sotaque de uma determinada região. =P

    Responder ao comentário

  24. Mau Mau 13 de March de 2008 em 3:50 pm

    Esse dicionário é 80% mineirês! Uai!

    Responder ao comentário

  25. Rogerio Rogerio 17 de March de 2008 em 12:49 pm

    Muito engraçado! Sou Goianiense, e sendo casado com uma paulista e tendo morado fora por muitos anos, conheço bem as diferenças.
    Poderia acrescentar a expressão

    “Quantas horas?” = “Que horas são?”

    Responder ao comentário

  26. taynara segurado taynara segurado 17 de March de 2008 em 8:34 pm

    Chris ta faltando o BOCA DE PORCO!!!!!!!!!

    entende-se: algo mal feito, coisa ruim.

    ” a neim, aquele mecanico fez um sirvi’co muito boca de porco no meu carro viu!”

    e em janeiro q fui passar ferias no brasil eu ouvi dimais da conta foi o tal do “Ze Ruela”

    Responder ao comentário

  27. MARTINHAAAAA MARTINHAAAAA 18 de March de 2008 em 12:49 pm

    véiiiiiiiiiiiiiiii, to me matando de rir (quase cag…)kkkkkkkkkkk..
    Dicionário goianês é masssaaaaaaaaaa.
    Sò ocê pra te um troço desse …kkkkkkkkkkk
    tem base…………

    Responder ao comentário

  28. Julio Silva Julio Silva 18 de March de 2008 em 2:03 pm

    Prezado Gump,

    Sou paranaense, porém, de pais e irmãos goianos, portanto, mais goiano do que tudo. Esse dicionário vai ser muito útil aqui em BH onde moro (muitas vezes as pessoas não sacam o que digo, rss…), embora, uma parte considerável do que se diz em Goiania, também se diga em Minas, como o pessoal daqui comenta:

    “.. Mineiro é um Goiano cansado..” Ou seja, um goiano que ia para o mar, cansou no meio do caminho e parou para descansar embixo duma “arvre”.

    Bom, só tenho uma ressalva a respeito do vocabulário: termo “CORGUIM”.

    Esse termo não diz respeito apenas a um “córrego de pequenas dimensões”, mas também a uma determinada situação, como por exemplo:

    “Ai voce pulou o corguim de ré, comparar a hornet com uma twister foi fhoda” - ref. google

    Ocê pulou o corguim discostas, fia! Hehehe” - ref. Google.

    Ou seja, “pular o corguim”significa também “Forçar a barra com alguma coisa”.

    E nesse pesquisa acabei encontrando outro termo esquecido: “Fio”"Fii” que é o mesmo que “filho”, no sentido de “amigo, camarada, chegado(a)”.

    E tem o “piórrr”, “sóóó”…

    Abração e parabens pelo dicionário !

    Julio Silva
    Quimico - UFG
    Mestre em Quimica - UFSCar.
    Doutor em Quimica - Unicamp.

    Responder ao comentário

  29. anein anein 23 de March de 2008 em 1:17 am

    faltou o pior, o sóóó e o véi (Fala ai véi! -> quando encontra um amigo…)!!

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  30. Flávia e Dani (goianas, uai!) Flávia e Dani (goianas, uai!) 24 de March de 2008 em 7:09 pm

    Bão demais, sô!

    Aí, quando alguém te perguntar: Cê tá bão?
    Cê responde bem assim, ó: Não como você, mas pretendo!

    Mais um verbete pra enriquecer o seu vocabulário: Ribuçar ou Rebuçar. Significa cobrir-se com cobertor ao deitar-se. É bão demais quando tá frio, e nóis deita e ribuça bem quentim, sô.

    Responder ao comentário

  31. Flávia e Dani (goianas, uai!) Flávia e Dani (goianas, uai!) 24 de March de 2008 em 7:12 pm

    Menino! Faltou uma: Erresca, ou Errensca, ou Rensca. Pode também ser usado com G no lugar do C em qualquer das formas. É uma interjeição, usada em casos de encabulamento.

    Responder ao comentário

  32. Julio Silva Julio Silva 27 de March de 2008 em 1:21 pm

    E já que no “Dicionário” foi citado o “PEQUI”, acho que a “GALINHADA” (nda como fechar bem um final de festa, ou para reunir a galera !!!) e a “PAMONHA”deveriam ser lembradas…

    Abraço.

    Julio

    Responder ao comentário

  33. Guia Gump de Cidades: Belo Horizonte - ChristianGump.net Guia Gump de Cidades: Belo Horizonte - ChristianGump.net 28 de March de 2008 em 5:32 pm

    [...] a viagem toda: aqui em Goiânia fala-se mais mineirês que em BH. Na verdade, fala-se o Goianês, que é quase um mineirês. Até porque goiano nada mais é que um mineiro que gosta mais de música [...]

  34. samara samara 31 de March de 2008 em 3:47 pm

    Eu estava olhando e tenho que te falar que vc nao colocou esses ex:nossa mas que “tantao de boi”.
    nossa mas que boiada de boi…..

    Responder ao comentário

  35. jonatas jonatas 1 de April de 2008 em 10:56 am

    falta
    seguir a rua “a vida toda”(a te o fim)

    Responder ao comentário

    S@muel Reply:

    Ô Jonatas…
    Você lembrou bem…
    Goiano qdo vai dar instruções:
    “ocê pega essa venida toda vida…depois vira ali*…

    *esse ali será longe ou perto dependendo do Beiço que o goiano fizer; quanto maior o beiço, maior a distância.
    =)

    Responder ao comentário

    amigorabisco Reply:

    hUAIHIAUhUIAHuiHAUIAHuiAH

    noooooooooossa, essa é muito verdade, eu confesso que já estiquei os beiço pra mostrar distância…

    ————————————————

    sou goina e meus amigos de net vivem dizendo que falo engraçado, meus parentes do interior de são paulo tbm falam o mesmo.. hehehe

    ahh.. acho que faltou REEEEEEEEEEEEEEEENSGA!!

    Responder ao comentário

  36. luciano luciano 7 de April de 2008 em 10:26 pm

    Rapaiz bão di mais, sô minero, casado cum goiana,tenho muitos parentes na Goiânia……………..a semelhança entre o goianes e o mineires nao e pura coincidença, e tudo irmão. Abraços i parabeins sô.

    Responder ao comentário

  37. Sergio Maia Sergio Maia 9 de April de 2008 em 11:23 pm

    Deixa eu te falar, tem também a expressão ‘ Bão sem quantia’ que a grosso modo quer dizer ‘muito bom’ …. a propósito, abração galera de Formosa-GO terra boa dimais sô.

    Sergio Maia, um Goiano perdido em São Paulo.

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  38. Cretino Cretino 14 de April de 2008 em 3:50 pm

    Gump,

    Tô achando que é um misto de Mineiro com Matogrossense, mas acrescentamos em nossa base de conhecimentos, obrigado.

    Cretino

    Responder ao comentário

  39. guilherme guilherme 16 de April de 2008 em 3:31 pm

    Já reparô na saudação “âââp!”, levantando o braço quase que numa saudação nazista? pode fazer por telefone também, geralmente depois do alô. Deve ser respondida com outro “âââp,” pra num sê sem educação

    Responder ao comentário

  40. guilherme guilherme 16 de April de 2008 em 3:32 pm

    vix, errei o trem aíncima!

    Responder ao comentário

  41. Walter Walter 17 de April de 2008 em 2:57 pm

    Opa, esse dicionário aí ta faltando a expressao “toda vida”!!rsrsrsrs

    usada, por exemplo, na frase:
    - Pra chegar na Goiânia ocê pega essa estrada e vai nela toda a vida…

    mto bom! uahahaha

    Responder ao comentário

    S@muel Reply:

    Bem lembrado Walter…
    Taméin num pudemo dexá difora o ALI.
    Quano ocê prigunta donde fica quaquerrr coissss o goiano só respone que é ALI.
    A distância você mede no beiço quando o goiano termina o ALI… quanto maior o beiço maior a distância.
    =P

    Responder ao comentário

  42. Governos americano e brasileiro tentam encobrir verdade sobre OVNI goiano - ChristianGump.net Governos americano e brasileiro tentam encobrir verdade sobre OVNI goiano - ChristianGump.net 29 de April de 2008 em 10:51 am

    [...] de goiano. É fácil. Deixa eu ti falá, bote reparo que é graças a ocê que eu aprendi a falar goianês. Li o dicionário no ChristianGump.net e fiquei craque. É só eu conhecer umas seis ou sete [...]

  43. Fernando Pedro Fernando Pedro 29 de April de 2008 em 2:11 pm

    Cara dei trela… muito bom… e quanto ao trem eu chamo minha namorada de tremzim… tem base???
    kkkkkkkkkkkk
    Abraços

    Responder ao comentário

  44. geek gyn » Dicionário goianês geek gyn » Dicionário goianês 29 de April de 2008 em 2:14 pm

    [...] http://www.christiangump.net/guia-gump-de-cidades/dicionrio-goians/ [...]

  45. Denise Denise 29 de April de 2008 em 11:25 pm

    Nois vai na festa de hoje né. Pois é sô nois nu pode falta.

    Responder ao comentário

  46. Denise Denise 29 de April de 2008 em 11:29 pm

    • Lidileite (litro de leite)
    • Mastumate (massa de tomate)
    • Dendapia (dentro da pia)
    • Kidicarne (kilo de carne)
    • Tradaporta (atrás da porta)
    • Badacama (debaixo da cama)
    • Pincumel (pinga com mel)
    • Iscodidente (escova de dente)
    • Nossinhora (nossa senhora)
    • Pondiôns (ponto de ônibus)
    • Denduforno (dentro do forno)
    • Doidimais (doido demais)
    • Cabes de Repoi (Cabeça de repolho)
    • Den de ai (Dente de alho)
    • Li de ôi (Litro de óleo)
    • Oncôtô (Onde eu estou)
    • Dadondi (A onde )
    • Modike ( Mas por que )
    • Procônvô (Para onde eu vou)
    • Quió (Aqui, Olha)
    • Palevá (Para levar)
    • Kidmi (1 Kg de Milho)
    • Popopó? (Pode por o pó?)
    • Popopópokin (Pode por o pó um pokin)

    Responder ao comentário

  47. andressa rayanna andressa rayanna 1 de May de 2008 em 2:46 pm

    esse site e baum d+ da conta..
    so de goiais mas to morando no maranha tem 1 ano!
    e baum d+ lembra das coisas q eu e minha familia fala mas q ninguem daqui fala….

    Responder ao comentário

  48. AndreR AndreR 3 de May de 2008 em 1:10 am

    Moço…
    Muito bom esse dicionario. Xo te explicar a situação:
    Nasci em Brasilia, mas aos sete vim pra “gyn”. Ano passado fui estudar engenharia em Campinas - SP, eu e mais uns 5 goianos, só na minha turma (de 50). Fiquei ‘encabulado’ (isso soa muito normal pra mim) ao ver que o pessoal lá não sabia o que era pitdog, badeco e falar vuadera.
    Uma amiga (goiana, em Campinas também) minha mandou esse dicionario no grupo de emails da turma. Rachei o bico. Procurei no Google e achei seu blog e a serie de Goiás (que inclusive, pros paulistas é Goiás e Arroz, não goiáis e arroiz), pra rir mais ainda.

    E quando eu falo que estudo em Campinas, o pessoal daqui (Goiania) acha que estudo no bairro daqui. Pior é quando falo que faço Unicamp e o pessoal acha que é Unicamps aeiheaihae, isso pra mim foi o cumulo do plagio!

    Enfim, mantenha o bom trabalho! Visitarei seu blog mais vezes!

    Responder ao comentário

  49. Avelino Avelino 6 de May de 2008 em 5:37 pm

    kra, vc e maluco …, vc esta vivo ainda, uai, deixa de ser besta so, se nois num é bãom pruceis, não não vem no goiás fica ai mesmo so.

    Venha sempre que poder, o goias e bão de meis

    Responder ao comentário

    Gump Reply:

    Olá, Avelino!

    Cara, eu moro em Goiânia! :-)

    Estou adorando, ainda mais essa época do ano. Encare o dicionário como uma homenagem!

    volte sempre! :-)

    Responder ao comentário

  50. Caipira! Caipira! 6 de May de 2008 em 5:54 pm

    Nossinhora fiii!
    bão dimais!

    Deixa eu ti falá, quais “rachei a taboca” de tanto rir desse trem!

    Mas moço, c tem razão as muié aqui é boa memo, mas a grande verdade é que a concorrencia é tão feia, que ganha aquela que se produz melhor, rapaiz! e como se produzem! “é di ficá besta”! trem doido dimais! nó! Tem hora q aparecere uns trem bão di mais… aí nóis num guenta e grita: “Vem ni mim trem quê pula!”.

    “é di ficá besta” = abestaiá, ficar embasbacado.

    *concorrencia aqui: (7 mulher para cada homem (levando em conta q pra essa proporção tem 1 gay e 1 lésbica um rebate o outro, mantendo a proporção) ).

    detalhe nosso: “Opa! blz?” é algo +/- assim: ôôôôpa, bão?
    esse ôôôôpa, lembra a entonação da palavra UP, só um pouco mais longa…

    Agora só uma defesa: ODEIO SERTANOJO! sertanejo é música de dois corno cantando pra um bando de corno chorar e entornar cerveja.
    Moda de viola é bão! conta história e não um homem chorando pq perdeu a mulher.

    acho q a Música: “Caminhoneta Zera” da banda: “Pedra Letícia”, demonstra um pouco dessa outra parte de Goianos que nao curte Sertanejo… Agora se o negócio é forró ou rastapé aí o trem é cum nóis memo!

    Responder ao comentário

    Gump Reply:

    E aí, “caipira”,

    realmente, sempre tem algum goiano que não gosta de sertanejo e algum baiano que não gosta de axé. É difícil mas a gente acha! hehe! Muito bom seu comentário, valeu!

    Responder ao comentário

  51. Zetelo Zetelo 7 de May de 2008 em 9:48 pm

    Uai…
    Fartô dizer dos “Meninos” que é usado para expressar pessoas, ou seja, vou buscar as crianças no colégio, no goianês ficaria assim: “vou pegar os meninos na escola (masculino ou feminino, não tem diferença).

    hauehuaehauehaeuheuaehu
    Esse dicionário é bom!

    Abraço.

    Responder ao comentário

    Gump Reply:

    hehe não tinha reparado nisso! Valeu!

    Responder ao comentário

  52. Alice Alice 8 de May de 2008 em 11:45 am

    uai, por que ocê num visita Goiás? A cidade é boa e o povo tem lá uma deusa, a tia Tó, mais famosa que Cora Coralina.
    E pior, folgada a perder de vista. Mas larga que todos os mineiros soltos nesse mundão de meu Deus!

    Responder ao comentário

    Gump Reply:

    Olá, Alice!

    Ainda vou lá conhecer! Valeu a dica!

    Responder ao comentário

  53. Dicionário de Goianês atualizado novamente - ChristianGump.net Dicionário de Goianês atualizado novamente - ChristianGump.net 12 de May de 2008 em 1:37 pm

    [...] Mantendo meu incansável trabalho de levar a cultura goiana para o resto do país - inclusive trazendo gente do sul pra conhecer o cerrado - atualizei, mais uma vez, o Micro-dicionário Goianês-Português. [...]

  54. Lud Lud 14 de May de 2008 em 7:30 pm

    Ai,ai…
    Sou Goiana,moro em Goiânia e ODEIO música sertaneja..rsrs…tem muita música boa aqui,viu? NUM DÔ CONTA DE OUVIR, CHEGA DÓI DE TANTO QUE É RUÍM!

    Muito bom esse artigo,adorei!

    Responder ao comentário

    Gump Reply:

    É, sempre tem os goianos que não gostam de música sertaneja! Mas é difícil! Ela está em tudo que é lugar! :-)

    Responder ao comentário

  55. Lud Lud 14 de May de 2008 em 7:35 pm

    Ah…
    Faltou o “dei trela”- quase morri..de susto, de rir, de frio…de qlqr coisa!!!
    Tipo: Dei trela de tanto riri com esse blog!

    Responder ao comentário

  56. Leidy Keytt Leidy Keytt 21 de May de 2008 em 9:22 pm

    Eu acho que este site tá bõ, tá bõ, tá bõ, ta bõ!

    Eu posso ser Goiana, mas num só burra!
    Porque a grana eu tenho, só me falta-me o glamur!!!

    Vlw, Shalshishão!!!

    Responder ao comentário

  57. Eduardo Souto dos Reis Eduardo Souto dos Reis 6 de June de 2008 em 5:24 pm

    Sem querer ser chato mas somente com a intenção de contribuir para enriquecer o dicionário.

    O “Quando é fé”, em goianês pronuncia-se “quandé-fé” e escreve-se “Quando dei fé”. Acho que ficaria melhor traduzido por “Quando dei por mim”.

    Abraços

    Edu - um bom goiano

    Responder ao comentário

  58. Na esquina da Rua 15 com a Rua 15 - ChristianGump.net Na esquina da Rua 15 com a Rua 15 - ChristianGump.net 12 de June de 2008 em 1:54 am

    [...] Dicionário de Goianês [...]

  59. Daniel Daniel 12 de June de 2008 em 2:17 pm

    Christian,

    Primeiramente recebi por e-mail esse Dicionário Goianês, com link do Perguntas Cretinas, e lá verifiquei a verdadeira fonte, a sua!

    Segundo, eu mais um amigo, Piero, melhoramos esse Dicionário.

    Entre em contato por e-mail para poder te enviar, está configurado no word, ficou bacana.

    Até mais.

    Responder ao comentário

  60. silva silva 19 de June de 2008 em 12:21 pm

    Ahneimm Gumph, cê prosio tanto com tanta toridade sobre Goiais, falo coisa destrançado, + falá que Goiais num tem praia, aí cê pulo o corguim de ré. Ispicula um pouquim mais e dexa de ce barriga verde. Iscavaca aí sua memória e torna a iscreve traveiz. pronde é que nois vamo no meis de Julho, heim? Lembrô? Vamo pro rio Araguaia sô. (voce não esclareceu que tipo de praia, de doce ou de sal rsssss, e qualquer corguim tem praia, por menor que ela seja, + é praia).

    Parabéns pelo dicionário, ele realmente vai ser de grande utilidade para uns barriga verdes, e devagar poce poderá atualizá-lo com os tantos comentários que recebe.

    Responder ao comentário

  61. ah… neeem… ah... neeem... 20 de June de 2008 em 10:18 pm

    Ow! cêis esqueceu do “enrresga”

    Enrreeesga!: Diz quando alguem imprenssiona como agulma coisa.
    Ex:

    - ow! comi 3 pamonhas de doce mais 2 de sal, aí num dei mas conta.
    - Enrreeesga!

    Se fosse mais espantoso teria mais enfase na palavra!

    - ow! comi 6 pamonhas de doce mais 4 de sal, aí num dei mas conta.
    - Enrreeeeeeeeesga!!! vai ficar igual pato. pra cada espirro uma cagada!

    Responder ao comentário

    silva Reply:

    Desculpe aí, + não seria ´´ reenga“?

    - Ow! comi 3 pamonhas de doce mais 2 de sal, aí num dei mas conta.
    - Reeennnnga!

    Se fosse mais espantoso teria mais enfase na palavra!

    Oow! comi 6 pamonhas de doce mais 4 de sal, aí num dei mas conta.
    - Reeeeeennnnnnnnnngaaa!!! vai ficar igual pato. pra cada espirro uma cagada!

    Escrevo isto porque no tempo em que morava aí, há oito anos, era isto que falávamos, portanto não estou afirmando que enresga não exista, mas somente que é uma palavra nova para mim

    Responder ao comentário

  62. Pio Jr Pio Jr 23 de June de 2008 em 7:11 pm

    Quiz - Faltou o mais famoso termo totalmente goianes:
    Alguem diz:
    - os meminos estavam la na festa.
    Ae o goianes pergunta:
    Quis menino?
    q significa: quais os meninos?

    Responder ao comentário

  63. Alexandre Navarro Alexandre Navarro 5 de July de 2008 em 1:09 am

    Olá, gostaria de fazer umas inclusões ao dicionário de goianês:

    Supitar: (v.t.d.) ato ou efeito de espirrar refrigerante ao abrir.
    Ex: “Você deixou a coca-cola supitar!”
    Comentário: é incrível o número de vezes que eu ouvi isso. E é uma das mais fortes marcas goianas.

    Liguinha ou Gominha: (subst. fem.) o mesmo que elástico no restante do país.

    Laranjinha: (subst. fem.) pacote de suco congelado que as pessoas chupam. Algumas outras regiões do território nacional conhecem isso como gelinho, chup-chup ou juju. O termo laranjinha é utilizado mesmo quando o sabor é outro Ex: Laranjinha de uva.

    Responder ao comentário

  64. Jéssica Estephane Jéssica Estephane 10 de July de 2008 em 6:02 pm

    Palavra de goianinha…
    Muuuuito bão esse Dicionário feito por vocês..ops..por vocêis!rsrs
    Claro que faltou algumas coisas como as abreviações..”kidicarne” (quilo de carne), “lidileite”(litro de leite), “mastumate”(massa de tomate) ou “extratumate” que dá no mesmo, “dendapia”(dentro da pia) e muitas outras que a amiga Denise colocou no comentário dela..(goiano tem mania de se familiarizar muito fácil..todo mundo é amigo!)rsrsr

    Bão..no mais é só..
    Achei bão demais da conta esse Dicionário goianês..descobri que coisas que a gente fala e pensa que é normal, na verdade o povo de fora não entende.
    Ai ai.. inda bem que tem uns treim igual esse tal de Christian Gump pra deixar tudo explicadim pra esse povo que não sabe o quanto é bão ser de Goiás!

    Muito obrigada e sintam-se convidados a visitar esse Estado maravilhoso e de pessoas maravilhosas!

    Responder ao comentário

  65. João Paulo Soares João Paulo Soares 18 de July de 2008 em 1:53 am

    Ótimo, ri muito com o dicionário, não sou adepto de muitas palavras colocadas ai, outras nem eu mesmo sabia ao certo o significado mas tá valendo, ficou bacana! ;)
    Parabéns pela sua dedicação e bons ventos em Goiânia =D

    Responder ao comentário

  66. Thiago Nogueira Thiago Nogueira 19 de July de 2008 em 11:36 pm

    Parabéns! Muito Bacana seu trabalho.

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  67. Luiz Luiz 23 de July de 2008 em 12:01 am

    É tem algumas q poderiam ser discutíveis, mas no geral, tá d jeitinho q a gente fala… Muito engraçado! kkkkkk

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  68. Daniel Daniel 25 de July de 2008 em 1:58 pm

    DICIONÁRIO GOIANÊS

    A
    Amigo - jeitim goiano de perguntar alguma coisa a alguém: Exemplo “Amigo, sabe me dizer como chegar a tal lugar ???”
    Anêim - Algo que parece ter vindo de “Ah, não!”, que virou “Ah, nem!” Mas às vezes é simplesmente usado na frase com um sentido de desagrado. Quando vejo escrito por aí, vejo o povo escrevendo “anein”, “aneim”, “anêim” e outras variantes. Ex.: se eu ia viajar com a turma e de repente não posso mais, alguém exclama: “Anêeeim ! Que pena!”
    Ansdionti - Antes-de-ontem
    Apreciano a fresca - Apreciando o entardecer.
    Arroiz - Arroz
    Árvre - Árvore (isso me lembra “As árvres somos nozes“)
    Arvrinha - Árvore pequena.
    Arvrona - Árvore grande.
    Azordi - às ordens. Por nada. Brigado.

    B
    Badacama -debaixo da cama.
    Bão? - Goianês para “Tudo bem?” Também é usada a forma bããããão?
    Bão mesmo? - É comum usar o “mesmo?” depois de coisas como “e aí, tá bom/bão”, como se pedisse uma confirmação de que a pessoa tá bem e não apenas fingindo que está bem.
    Badéco - funcionário (ajudante) sem experiência.
    Banzo, Impaxado - Comer bastante. “Deu banzo, comi dimais, ixagerei”! Assim forma banzo no istamo.
    Barriga-verde - Barriga-verde é um novato, alguém que ainda está “cru” numa determinada coisa. Nada a ver com os Catarinenses…
    Bestage – Bobagem ou besteira. Bestage à parte, nada contra uma coisa e outra, e nem a favor de coisa alguma, mas muito pelo contrário. “Si nun intende é purquê não qué intendê.”
    Bocuda - Gente bocuda, gente boca suja, linguaruda ou assanhada.
    Boiota - Besta, bobo, idiota.

    C
    Cabes de Repoi - Cabeça de repolho.
    Caçar - Procurar. Goiano não procura, goiano caça. Ex.: “Estive te caçando o dia inteiro”. “Não sei onde está, mas vou caçar esse papel para você.”
    Cadim - termo utilizado para expressar “uma pequena porção”, “bocadinho”. Ex: Prove um “cadim” desse doce.
    Caipira - entre outros de pouca instrução e modos rústicos. E, as regionais: beira-corgo, biriba ou biriva, brocoió, canguçu, capiau, jeca, mateiro, matuto, mocorongo, roceiro, sertanejo, tabaréu.
    Calçada - Pode significar: 1. Lugar para estacionar carros; 2. Local onde se colocam as mesas dos botecos e restaurantes. Note que não existe em Goiás calçada no sentido de lugar para pedestre, pois não sobra espaço para pedestres entre os carros e as mesas.
    Caôi - Cego de um olho ou de um olho só.
    Caramba - Sujeito bom prá caramba.
    Carço – Calço.
    Carço - Cálcio. Teria faltado carço, por ser de estatura baixa.
    Catá fejão - Revisar um texto ou um livro é como catá fejão.
    Catimbó - Cismático, cogitabundo.
    Catireiro - Negocia à base de troca(s). Cê é doido meu! “O que, tá louco?”
    Catorco – Católico.
    Cê sarô, fii? – Você sarou, filho? Sarei sim. Foi só um estressezin.
    Chega doeu - Chegou a doer, ou seja, o passado de chega dói. Muita gente não entendeu o porquê desse verbete no passado se já se usou o verbete no presente; afinal tratar-se-ia de conjugação verbal simples, não é mesmo? Mas a fato é que quando existe uma conjunção verbal, é o verbo auxiliar (chegar) que determina o tempo da conjunção. No Goianês é diferente. É o verbo principal que é conjugado.
    Chega dói - Chega a doer. Ex.: Deixa eu te falar, essa luz é tão forte que chega dói a vista. Na verdade essa forma pode ser usada com quaisquer outros verbos combinados com o verbo “chegar”. Ex.: chega arranha, chega machuca, chega engasga.
    Compro - Vamos até Caldas Novas? Compro. A passagem na rodoviária? Participa nas despesas. Nada disso! Compro significa: compro “a idéia”.
    Conchinchina - pra lá de Bagdá; lá no caxa-prego.
    Corguim - Lê-se córrr-guim. Diminutivo de corgo.
    Corgo - Lê-se córrr-go. Córrego.
    Coró - mesmo que mandruvá.
    Corosene – Querosene.
    Cubada - Tô só cubano - Espiando, olhando, observando.
    Cumê - É pra cumê tudin? É para comer tudo?
    Curau - Michama covô. Meia dúzia de ispigas de mio. Copo e mei de leite. Um bucadim de açúca.
    Currimento - vida agitada. É uma correria … Anda um currimento que só cê veno!
    Custoso - Teimoso. Também ouço como se fosse algo que dê trabalho. “Esse moleque é custoso demais da conta!”

    D
    Dadondi - A onde.
    Dar rata - Algo como cometer uma gafe.
    Debochá dos zoto, cacoa – Zombar.
    De doce - Se “de sal” é salgado, então “de açúcar” é doce, certo? Errado! Em Goiás as coisas não são doces, elas são de doce.
    Deixa eu te falar - Com a variação Ow, deixa eu te falar. Introdução goiana para um assunto sério. Nunca, mas nunca mesmo, chegue para um Goiano falando diretamente o que você tem que falar. Primeiro você tem que dizer ow, deixa eu te falar, para prepará-lo para o assunto. Em Goiás você precisa seguir o ritual de uma conversação. Ex.: “E aí, bão? E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? É por isso que eu torço pro Vila. Oww, deixa eu te falar, lembra aquele negócio que eu te pedi…” A forma abreviada é te falar.
    Deixa eu te perguntar - A mesma coisa que deixa eu te falar, mas usado, obviamente, quando você vai perguntar algo.
    Demais da conta - Em Goiás, deve-se evitar utilizar a palavra “demais” isolada. A forma correta é “demais da conta”. Ex.: “Gosto disso demais da conta!”. “Conheço a região demais da conta!”
    Dendapia - dentro da pia.
    Den de ai - Dente de alho.
    Denduforno - dentro do forno.
    Dês - contração de “desde” Ex: Nascí em Iporá mas moro em Goiânia dêsssss…2005?. Mesma forma se aplica a “Mês”….para “mesmo”.
    De sal - Salgado. Ex.: Pamonha de Sal. (Eu jurava que era de milho… dãã)
    Desencarná - Descarnar, Carnear (jamais falado) - Descarná uma vaca.
    Desencarnou - Morreu.
    Dinconto (a) - Desconto. Vô compra dois, que fica mais dinconta. Mais barato, mais econômico.
    Disco - Um tipo de salgado frito.
    Disgrama - Furar o dedo na hora de pregar um botão.
    Disgramento - Sujeito caçador de confusão.
    Diveisin quandi! - “O Sr. Bebe?” Só deveisin quandi. Só de vez em quando.
    Dindoidá - É dindoida quarque um. É de em doida qualquer um.
    Doidimais - doido demais.
    Dordói, dodoi - Dor-d’olhos, dordolho, Dor-de-olhos.

    E
    Encabulado - Impressionado. Ex.: Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar ‘chega dói’ antes.
    Entrá de carão, entrá de golera - Penetra em festas de casamento, tanta coisêra ou coiserada pra cumê, era só fica sabeno.

    Então?! Então: - nem sim, - nem não. O que você achou da derrota do Goiás? Então.

    É patá - “deve estar”. Vô vê. O João ta aí? É patá, vô vê!

    Eu telefono! - Pode esperar, pois não telefonará. Pensar que, confirmaria ou cancelaria o convite ou compromisso, … nada disso! Esqueça. Não ligará! Por quê? Porque não lhe interessava, não faz parte de seus interesses logo, esqueça. Eu telefono é do folclore goianês. Contrário a educação “européia”, onde há um compromisso, o de ligar (responder, confirmar ou cancelar o convite). Em bom português: - “ Não me comprometa.”

    F
    Fazer um menos - pedir um desconto adicional
    Fiozim de ouro - malandro, bandido procurado pela policia.
    Futrica - Foi algo com fuxico, provocação. Ô minino futrica!

    G
    Galho - bifurcação (rua diagonal a uma preferencial).
    Gambiara - (do italiano: “gambetto”) “passar a perna”, obter vantagem, fazer de forma que não é correto fazer. Ex: o carro estragou e fica muito caro para arrumar, ou está em um lugar sem oficina mecânica por perto, então de improviso arruma o carro de forma que dê para andar, faz uns macetes.
    Gaso no istamo (ou istomo) - Gases no estomago, - arroto.
    Goiânia - Nome próprio de pessoa. Nome de mulher.
    – “Não perguntei de onde você é, pedi seu nome.
    - “Falei meu nome! Sou de Baliza.
    - “Goiânia ou Baliza?”
    - “Primeiro é meu nome, Baliza é a cidade onde nasci.”
    - “Qual sua graça, de batismo.”
    - Goiânia Matos da Rocha – 68 anos.
    O nome da atual capital de Goiás, originou do poema épico Goyânia.
    Gueiróba - mesmo que guariróba, fruto da palmeira (palmito amargo)

    H
    I
    Interte - é impura o dia com a barriga.
    Iscodidente - escova de dente.
    Issamiado - Esfomeado.
    Istamo - estômago.
    Istria - Variz. Cê nem imagina, é o terrô das mulheres!

    J
    K
    Kidicarne - kilo de carne.
    Kidmi - 1 Kg de Milho.

    L
    Leviana (estatura) - Mediana, baixa.
    Li de ôi - Litro de óleo.
    Lidileite - litro de leite.

    M
    Madurar - Amadurecer.
    Mais - substituto goiano da conjunção “E”. Ex.: Eu mais fulano estamos no Goiás.
    Mandruvá - Mandorová.
    Manjuba, “a perseguida” – As japonesas tinham a aranha atravessada? “Periquita” japonesa.
    Mastumate - massa de tomate.
    Matuto - O que vive no mato, na roça; - histórias matutas.
    Me conta. … O que? De que?
    Meizin - no meio. Andar no meio (meizin) da rua.
    Michama covô! - Me chame, irei!
    Minino - Menino.
    Mô - mesmo que amor; benzinho (coloquial)
    Modike - Mas por que.
    Motóra - motorista profissional (de ônibus, caminhão).
    Mutuca - Dormir de mutuca (butuca). É um olho no cravo e outro na ferradura.

    N
    Na Goiânia - Em Goiânia.
    Na tóra - buscar conhecimento por si só (autodidata).
    Neronos - Neurônios - Todos os santos catórcos que em nosso cerbo, não há tantos neuronos ansim.
    No Goiás - Em Goiás.
    Nossinhora - Nossa Senhora.
    Num dô conta - Pode ser traduzido como Não consigo, Não sei, não quero, não gosto, etc. No resto do país, não dar conta é usado mais no sentido de “não agüentar”. Por exemplo: Não dei conta do recado, ou Não dou conta de comer isso tudo sozinho. Já aqui em Goiás é usado para quase tudo. Ex.: Num dô conta de falar inglês (”não sei falar inglês”); Num dô conta de continuar em Goiânia nas férias (”Não quero/não aguento continuar em Goiânia nas férias); Num dô conta de imprimir usando esse programa (”não sei imprimir usando esse programa”).

    O
    Oi diso - Óleo diesel.
    Oncôtô - Onde eu estou.
    Onde ta tú - Onde está você?
    Ou quá? - Algo como “ou o quê?”. Ex.: “Você vai sair com a gente ou quá?”

    P
    Palevá - Para levar.
    Panelinha - mistura de arroz com feijão e lingüiça de porco apimentada.
    Pincumel - pinga com mel.
    Pindaiba - “Tô pindaibado - tô na lona - tô duro feito pão de treis dia. Tô sem uma arruela no bôrso!
    Pindaiba, - Também significava birra pesada.
    Pior - forma de concordar “sim, isso mesmo”, “exatamente”.
    Pit Dog - Uma espécie de filho bastardo de uma lanchonete com uma barraquinha de cachorro-quente. Apesar desse nome estranho, os sanduíches são muito bons!
    Piqui - Pequi, fruto típico de Goiás, bastante usado na culinária Goiana.
    Podis crê - Podes crer.
    Pondiôns - ponto de ônibus.
    Popopó? - Pode por o pó?
    Popopópokin - Pode por o pó um pouquinho.
    Porva – Provar.
    Povêra ou povaréu - Muita gente.
    Pra modi rebatê a friagi - Para rebater a friagem.
    Procônvô - Para onde eu vou.
    Prondinoisvamo - Para onde nós vamos. Na minha hipótica é para o cômiço
    Prondinoistamuino? - Para onde estamos indo. Pro comiço? Para o comício?
    Proseá – conversar.
    Purcima ou inriba - sobre, em cima.
    Purriba – Sobre.

    Q
    Quando é fé - Algo como de repente, ou até que. Ex.: “Estava no consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um menininho chorando de lá.”
    Quaradô - Lugar apropriado para estender roupa.
    Quebrar uma - convite ao amigo prá tomar uma cerveja “geladérrima”.
    Queijim - Rotatória.
    Quió - Aqui, Olha.

    R
    Renca - Número, quantidade de filho. Altina Cabral, analfabeta, criou uma renca de filhos.
    Roda dura - motorista que dirige muito mal.

    S
    T
    Tá boa? - Goianês para “Tudo bem?” usado para mulheres. Em outras regiões do Brasil seria interpretado de outra forma…
    Taca - O mesmo que surra. Vô te chegá a taca, trem custoso.
    Tamãin de égua - Tamanho pequeno da égua.
    Tem base? - Expressão tão goiana que existe até em slogan impresso em bandeiras e camisetas exaltando o estado: “Sou goiano. Tem base?”. Pode ser traduzido como “Pode uma coisa dessas?”, só que usado com muito mais freqüência.
    Tradaporta - atrás da porta.
    Trem - Qualquer coisa pode ser chamada de trem, inclusive um trem. Ex.: “Ôôô trem bão!” (ô, coisa boa!) Já ouvi até mesmo a seguinte declaração de amor: “Te amo, Trem!”.
    Té mais - mesmo que “até logo”
    Tí - Tio
    Tiozim - cachorro de pequeno porte
    Tiquim - pedaço pequeno, provar uma guloseima. Ex: Dá um só um tiquim prá provar o sabor.
    Tô brocadim - mesmo que dizer “estou com muita fome”
    Trabicero - Travesseiro.
    Travêiz - Outra vez, mesmo que “de novo”, “novamente”. Ói nóis aqui traveiz!
    Treição - Armar uma surpresa. Um susto.
    Treinzão - Mulher Linda, mulher gostosa.
    Trivela - Chutão especial de jogadô. Ah bão! Respondo de trivela: bebê ou cume algo, uma pinguinha, um toresmin, um cardin…
    Tudin - Tudo. Optei por escrever (casi tudim) quase tudo.

    U
    Uai - Palavra que normalmente não tem sentido, mais ou menos como o tchê do gaúcho. Usado normalmente em respostas. Ex.: Pergunta: Goiano, você vai à festa hoje?; Resposta: Uai, vou!. Dá impressão que o uai é parecido com o ué usado em outras regiões. Mas o ué muitas vezes é usado no caso de a pessoa achar a pergunta estranha.
    Uiscambau - Bagunça elevada à 2ª potência. Salve-se quem puder. Ou, iscambau!
    W
    Y
    V
    Voadeira - Voadora (o golpe, agressão).
    X
    Xispa - forma de expulsar alguém de um lugar. Ex; Xispa daí que o lugar é meu.

    Z

    Responder ao comentário

    Gump Reply:

    :O

    Não sei se vc complementou o dicionário, ou o meu dicionário é que virou complemento pro seu! hehe! Tá tudo aí!

    Muito bom!

    Abraços!

    Responder ao comentário

  69. Gledson Gledson 5 de August de 2008 em 12:10 pm

    Gostei muito dêsstrein uai!

    Responder ao comentário

  70. Gledson Gledson 5 de August de 2008 em 12:38 pm

    Ou melhor dizendo:

    Uai, gostei dimais dêsstrein sô!

    Responder ao comentário

  71. Luiz Carlos Luiz Carlos 26 de August de 2008 em 12:18 pm

    Como goiano esclarecido eu vou afirmar em bom goianês… Você é uma íngua!…

    Responder ao comentário

    Gump Reply:

    Íngua é um termo muito utilizado em algumas regiões do sul :)

    Responder ao comentário

  72. Gledson Gledson 27 de August de 2008 em 12:49 pm

    A semelhanças que entre goianos e mineiros. Por quê?

    Não é porque os mineiros foram para Goiás.

    Uai sô, é porque então?

    Os goianos são descendentes primeiramente dos bandeirantes, dos portugueses que com eles vieram e dos escravos africanos que trabalhavam nas minas. Isso se deu no século XVIII. E os mineiros? De quem descendem? Os mineiros descendem dos bandeirantes, dos portugueses e dos escravos africanos que trabalhavam nas minas.
    Uai, então é tudo igual? É, uai!
    Quando a mineração estava em decadência, muitos mineiros foram para Goiás para criação de gado nas fazendas e etc. Mas, tinham origens comuns com os goianos. Os mineiros já encontraram os goianos falando uai. Do mesmo modo, tiveram goianos que se mudaram para Minas e hoje constituíram famílias mineiras.
    Por tudo isso, os goianos falam uai sô, trem bão dimais da conta e comem muito pão de queijo. Essas tradições vêm do tempo do ouro em Goiás. E os mineiros? Também uai. A mineração em Minas também foi no século XVIII e as pessoas que habitaram o Estado tinham as mesmas procedências como vimos.
    Essa é a razão pela qual os goianos e os mineiros falam uai e tem tantas coisas em comum. O que foi dito acima, pode ser verificado na Historia dos Estados citados.

    E o nosso pão de queijo? Vejamos:

    O Pão de Queijo é uma receita típica dos estados brasileiros de Goiás e Minas Gerais. A sua origem é incerta, especula-se que a receita exista desde o século XVIII, mas tornou-se efetivamente popular no Brasil á partir da década de 1950.
    Certo internauta afirmou com razão que existem indícios de que o pão de queijo é de origem goiana.

    Responder ao comentário

    Gump Reply:

    Benditos os goianos então!! Pão de queijo é muito bom!!! :-D

    Bela e descontraída aula de história regional! Valeu!

    Abraços!

    Responder ao comentário

  73. nubia nubia 9 de September de 2008 em 12:03 am

    nússa! qntos comentários! sinceramente, acho q falo todas as expressões, como boa legítima goiana!

    Beijos

    Responder ao comentário

    S@muel Reply:

    E deve ser linda…

    Responder ao comentário

    nubia Reply:

    :D

    Beijos

    Responder ao comentário

  74. Gledson Gledson 9 de September de 2008 em 12:03 pm

    Sotaque goiano

    Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos — oh sina — para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil.

    Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral das sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que os planaltos, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras?

    É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso.

    Um simples” mas” é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um “mas” nordestino, por exemplo. O sotaque das goianas deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das goianas) ficou de fora?

    Porque, Deus, que sotaque! Goiana devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma goiana, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.

    Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

    Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende… Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é…

    Os goianos têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: “pó parar”. Não dizem: onde eu estou?, dizem: “ôndôtô?”). Parece que as palavras, para os goianos, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.

    Os não-goianos, ignorantes nas coisas de Goiás, supõem, precipitada e levianamente, que os goianos vivem — lingüisticamente falando — apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.

    Goiano não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro — metaforicamente falando, claro — ele é bom de serviço. Faz sentido…

    Goianas não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas goianas se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: “cê tá boa?” Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma goiana se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

    Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for goiano, vai chegar e dizer: — Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc).

    O verbo “mexer”, para os goianos, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

    Os goianos também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:

    — Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.

    Esse “aqui” é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

    Goianas não dizem “apaixonado por”. Dizem, sabe-se lá por que, “apaixonado com”. Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: “Ah, eu apaixonei com ele…”. Ou: “sou doida com ele” (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.

    Que os goianos não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: “E aí, vão?”. Traduzo: “E aí, vamos?”. Não caia na besteira de esperar um “vamos” completo de uma goiana. Não ouvirá nunca.

    Na verdade, o goiano é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O goiano não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.

    Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a goiana. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas distâncias nestes planaltos. Por exemplo: em Goiás, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer:

    — Eu preciso de ir.

    Onde os goianos arrumaram esse “de”, aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Goiás ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam… Você não precisa ir, você “precisa de ir”. Você não precisa viajar, você “precisa de viajar”. Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:

    — Ah, mãe, eu preciso de ir?

    No supermercado, o goiano não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!

    Se, saindo do supermercado, a goianinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará:

    — Ai, gente, que dó.

    É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas goianas. Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado.

    Porque, devo dizer, goiano não arruma briga, goiano “caça confusão”. Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele “vive caçando confusão”.

    Para uma goiana falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: “Ô, é sem noção”. Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o “Ô” no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

    Ouço a leitora chiar:

    — Capaz…

    Vocês já ouviram esse “capaz”? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer “tá fácil que eu faça isso”, com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um “capaz…” como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: “ô dó dôcê”. Entendeu agora?

    Não? Deixa para lá. É parecido com o “nem…”. Já ouviu o “nem…”? Completo ele fica:

    - Ah, nem…

    O que significa? Significa, amigo leitor, que a goiana que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: “Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no final de tarde?”. Resposta: “nem…” Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

    A propósito, um goiano não pergunta: “você não vai?”. A pergunta, goianamente falando, seria: “cê não anima de ir”? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem…

    Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto:

    — Você quer que eu “dou” um exemplo…

    Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos goianos de conjugação. Mas que são uma gracinha, ah isso lá são.

    Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.

    Falando em “ei…”. As goianas falam assim, usando, curiosamente, o “ei” no lugar do “oi”. Você liga, e elas atendem lindamente: “eiiii!!!”, com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade…

    Tem tantos outros… O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das goianas.

    Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar:

    — Ah, fui lá comprar umas coisas…

    — Que’ s coisa? — ela retrucará.

    Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.

    Ouvi de uma menina culta um “pelas metade”, no lugar de “pela metade”. E se você acusar injustamente uma goiana, ela, chorosa, confidenciará:

    — Ele pôs a culpa “ni mim”.

    A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Goiás… Ontem, uma senhora docemente me consolou: “preocupa não, bobo!”. E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações goianas. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: “não se preocupe”, ou algo assim. A fórmula goiana é sintética. e diz tudo.

    Até o tchau. em Goiás. é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: “tchau pro cê”, “tchau pro cês”. É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?

    Deve haver, por certo, outras expressões… A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam… Exigência: ser goiana. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha… Tudo, naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos goianos, correr o risco de ser inexato, entendem?

    Responder ao comentário

    Gledson Reply:

    Texto adaptado.

    Responder ao comentário

  75. Renata Renata 29 de September de 2008 em 4:08 pm

    Legal, gostei muito viva aos goianos kkk terra d gente boa!
    Eita nois!

    Responder ao comentário

  76. Horóscopo maldito - ChristianGump.net Horóscopo maldito - ChristianGump.net 1 de October de 2008 em 11:03 am

    [...] sou tão acostumado a fazer gumpice (”dar rata“, em goianês), que fico extremamente feliz quando outros fazem. Não me ofendo nem um pouco. Acho o máximo [...]

  77. Daniel Daniel 4 de November de 2008 em 3:57 am

    Achei bem interessante este Dicionário Goianês. Confesso que algumas gírias ou modos de dizer eu não conhecia.

    O fato de dizer Pamonha De Sal que teria o mesmo significado de pamonha salgada, ou se vc pedir pamonha doce ou De doce a pessoa que vende te entenderá. Na região do Triangulo Mineiro (Araguari, Uberlandia, Uberaba, Patos de Minas..etc) muito se usam esses termos deste dicionário. Talvez 95% igual.

    Eu ainda questiono se o Uai não seria mineiro (pois sempre ouvi isso) assim como o Sõ, ocê (que virou cê ou “c” ) e principalmente o “trem” tão famoso em minas…

    Acho que como o escritor é de Curitiba (e eu não conheço Curitiba) acredito que pra você as diferenças são gritantes.

    Como já fui a Goiânia sei um pouco como é o dialogo das pessoas e acredito ser igual o da regiao do triangulo mineiro.

    Um vocabulário que come letras das palavras… De uma forma geral, é economizar saliva.. hehehe

    como dizia um topico acima.. Bão,… Bão tamém (Bom Também) , E aí, Vamos (E ai, Vamo? - e nao como foi dito: E ai, Vão? = mas confesso que pode soar como Vão…mas no fundo as pessoas economiza o final das palavras..

    Vamos = Vamo (com quase som de Vão ou talvem um Vãm? - ficaria mais fiel..

    Dentro outras expressoes que são muito parecidas com as mineiras, e ainda mais ainda com as do Trinagulo mineiro.

    Deve ser por isso q mineiro/a (s) e goiano/a (s) se dão muito bem! rsrs

    Mas no fundo acredito que Goiania por ser capital, tem um pouco de goias e um pouco de outros estados mais proximos, por irem pra lá, como algumas pessoas de minas , sao paulo e brasilia. entao tem um pouco desses lugares.

    A Região do triangulo mineiro por exemplo, mas parece um estado separado de minas, pois as pessoas de um modo geral não tem Belo Horizonte como uma cidade amiga, até porque é muito longe (são mais de 600km de distancia) e até a capital de Goiás são em torno de 400 km. E para Brasilia, são 500 km… e para são paulo tbm sao 600km. (Sem contar as estradas, que para São Paulo, a estrada toda é dupla, lisa, bem sinalisada…com muitos postos de abastecimento, comidas, bem segura… Muitas empresas e Cidades grandes no caminho..

    Enquanto no caminho de Uberlandia/Uberaba para Belo Horizonte a pista não é muito boa…pista simples, com buracos, e atenção triplicada ao chegar proximo de BH ainda mais se estiver chovendo pois as pessoas ficam apressadas e sempre causam acidentes feios (devido à estrada, às serras (curvas em declive perigosas) e alta velocidade).

    Enfim.. vamos resumir para não mudar o foco do blog.

    Gostei muito deste assunto abordado e vi que Goiania muito se parece com a região do Triangulo Mineiro, que se por acaso voce de Goiania ou o dono do blog vier a Uberlandia, Uberaba, Araguari, Patos de Minas, Tupaciguara..Verá se seu Dicionário, faz muito efeito nessa região.

    Acrescentando, não sei exatamento se Goianos falam, mas mineiros sim:

    Nussa - grau de espanto por quantidade - Exemplo: - Time de futebol ganha a partida após passar sufoco no final. Mineiro comenta: Nussa.. essa foi por pouco.

    Núhh (lê-se Núuuu) - (um grau maior do que Nussa) (esse tbm tem diferença do tamanho ou da quantidade, com medição do Nú. (Núu = me´dio ….e Núuuuuuuuuuu (grande).
    Exemplo: O jogador chutou de fora da área e a bola foi no ângulo, um golaço. (mineiro = Núu..Que golaço!)
    Mineiro fica sabendo da noticia no dia seguinte: Jogador de futebol faz 3 gols, sendo 1 golaço no angulo e dá passe para outros 3 gols do seu time: Mineiro reage: Nuuuuuuuuuuuuhh…Esse cara é bom mesmo !

    Níhh (lê-se Níiiii) - um grau bem maior do que Núuu - raramento usado - só quando é mutio grande) - Exemplo: teve um acidente e batida com 6 carros na rua principal do centro . Mineiro. Níii

    Outro exemplo:
    Comi 600kg no almoco e logo depois tomei 5 bolas de sorvete
    comentario: Nuuu..vc é doido ein. Come ‘pra caramba’ (pra caramba = muito) … O núuuu varia de pessoa pra pessoa, pois a quantidade é subjetivo de pessoa pra pessoa.

    por isso que Existe mmuitos Nuuuuus.. e Poucos Niiiiiiiis.

    Passa uma menina bonita do seu lado ( vc pensa) Nuu.. que mulher gata.

    Passa uma deusa do seu lado: vc pensa) Nii..Que que é isso !?!

    Nóhh (lê-se Nóoo) = Nossa (no sentido de espanto e esquecimento).. Nó, pensei q a prova era hoje!…
    Nó, porque você nao me ligou para sairmos…

    Eu conheço algumas girias do Paraná que penso que em curitiba tbm é falado, e depois vc por me confirmar.

    Que seria como por exemplo:
    Fi (em goiania e minas), que em sao paulo se usa muito ” meu”
    e que curitiba se usa muito “Tio” ..”Piá”…e algumas outras que confesso serem bem diferentes.. e é engraçado como muda a forma de conversar, e que as vezes estamos acostumados e nem pensamos no que estamos falando, sem questionar as palavras que usamos.

    Não sei oque é o certo e errado, até porque nem é questão de certo e errado, mas eu digo por mim, que apesar de ter muito de mineiro no modo de dizer, eu tento sempre ser o mais claro possivel nas minhas conversas faladas e escritas, claro. Porém digo que quanto mais claros sermos na nossa conversa, assim seremos mais objetivos e claros na comunicação.

    Mas confesso também que algumas palavras e expressoes estão pra ficar, isso nao tem como questionar. Eu falo Uai, trem, Fi e não nego que falo. e Mais, sou Mineiro hehe.

    Eu fiquei curioso sobre esse Termo Coca Media… Vou fazer um teste quando eu for pra Goiania. MAs penso ante questionar na cidade, que Coca média seria em uma determinada regiao, ou comercio.
    Geralmente eu péço Coca de garrafinha, ou coca em lata ou coca 600ml..coca 2lts.. Acho que é a forma mais clar a e objetiva da outra pessoa entender oque vc quer. Porém esta é minha opniao e sei que outros pedem de outro jeito, e é normal.

    Porém, Eu questiono se Todos de Goiania entendem oq seria uma coca Media… vou fazer esse teste..

    hehehe

    MAs bom, já falei um tanto bom..

    espero ver mais dcionarios pela frente, ou mais casos ou causos por ai.

    Sucesso no blog.
    Até

    Grande abraço a todos.

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  78. Vizinho - você ainda vai odiar um - ChristianGump.net Vizinho - você ainda vai odiar um - ChristianGump.net 9 de January de 2009 em 7:10 am

    [...] mas passa a maior parte dos dias e noites sozinho num “barracão” (casa de fundos, em goianês) caindo aos [...]

  79. Angela Angela 16 de January de 2009 em 6:24 pm

    owww tem coisa q o povo daki fala tbm rss kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    mas Custoso eu lembrei do significado de minas gerais, tipo, me disseram q seria no sentido indecente, akela guria é custosa ( é p…. q horror) que perigo isso!

    lembrei ateh d algumas palavras q em outros paises ker dizer algo nd a ver com a situaxao e ficaria indecente ,que nem qdo o povo faz brindes com taças de champagne e no final fala Tim… entao fazer isso no Japao todo mundo rir *pq será neh??kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  80. Letícia Letícia 20 de January de 2009 em 3:30 pm

    Sassinhora, descobri ueu mais minha irmã que nóis fala muito o goianês, e nóis só fomo p lá uma vez!
    Mas meu pai é goiano seeeempre!

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  81. Melzinha Melzinha 2 de February de 2009 em 8:52 am

    Tem uns comentários bem idiotas, mas tudo bem…

    Gostei muito do seu dicionário. Mas quando eu me mudei pra cá eu tinha dez anos e achava muita coisa esquisita ao ouvir, rs. Mas com o tempo parece que a gente acostuma e esquece que estes termos são esquisitos.

    Nem sei se estes termos são aqui de Goiás, mas a primeira vez que ouvi foi aqui: “de rocha, véi” (como se estivesse jurando que aquilo é verdade); “pirei pra ele” (quando alguém chama a atenção em algo, ex.: fulano é muito bom de bola, pirei pra ele), “mala” (tanto no sentido de marginal e também no sentido bom de ter a malandragem) e tantos outros termos que “nós” usamos: “e ai jovem”, “e ai fi?”, “e ai véi”, “rodô”, “aném, passa amanhã”, “dô conta não” etc etc.

    Adoro tudo que é goianês, orgulho de fazer parte disso tudo aqui. Goiânia cidade das mulheres bonitas, pois depois que vim para cá fiquei gata demais, rs.

    P.S. Goianos do meu Brasil é ingá e não angá, rs.

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  82. Samara Samara 9 de February de 2009 em 4:01 pm

    Faltaram algumas qe ashei interessante colocar =)
    “arrmaria, moço!”
    “faz isso não, rapaz!”
    “Deus qe me livre!”
    “rambora lá pro meu rancho?”
    “mas qe diacho é isso?”,
    etc.

    Parabéns, mto criativo, combinando com os goianos!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk’
    Falando nisso, qual é o goiano qe num tein orgulho de sê goiano, hein?
    Tem terra mió nao, moço! ;)

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  83. A pergunta assustadora: “VOCÊ que é o Christian Gump?” - ChristianGump.net A pergunta assustadora: “VOCÊ que é o Christian Gump?” - ChristianGump.net 10 de February de 2009 em 6:55 pm

    [...] na sala. Apreensão. Cientes das ameaças que eu recebo por conta do Dicionário de Goianês e do Guia Gump de Cidades - Goiânia, meus colegas já esperavam alguma atitude violenta do [...]

  84. LUIS AUGUSTO (CANOINHAS) LUIS AUGUSTO (CANOINHAS) 11 de February de 2009 em 10:09 am

    MAFRA, MEU VELHO AMIGO, XO TE CONTA…QD CHEGUEI EM GOIAS, MAIO DE 1980, VINHA NO ONIBUS DE URUAÇU A NIQUELANDIA, APOS UM CERTO TEMPO, O ONIBUS FEZ UMA PARADA PARA O FAMOSO CAFEZINHO, AI EU PERGUNTEI PARA UM RAPAZ SENTADO AO MEU LADO “FALTA MUITO PRA CHEGAR EM NIQUELANDIA?” RESPOSTA: MOÇO, TEM MAIS PRA LA DO QUE JA FOI” QUER DIZER, NAO ESTAVA NEM NA METADE DA VIAGEM. JA CASADO COM UMA BELA MORENA GOIANA, TODA VEZ QUE IAMOS NA CASA DA AVÓ, EU PERGUNTAVA, COMO VAI A SENHORA DONA IZABEL? RESPOSTA: TO COM UMA FROXIDÃO NAS PERNAS, E O STAMBO TA BAO NÃO. STAMBO= ESTOMAGO. MEU SOGRO, QD. QUER FAZER UMA COMPARAÇÃO, DIZ: VOU FAZER UMA PARALELA AQUI PRA VER…..E POR AI VAI AMIGÃO. GOSTEI DO DICIONARIO GOIANES. MAFRA, TO AQUI TE ESPERANDO, COM UMA CUIA NA MAO, PRA ENTE MATEAR, E UMA PANELA DE ARROZ COM PEQUI(ÉCA!) NO FOGÃO, ALEM DAQUELE SORVETE PROMETIDO. ABRACAO.

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  85. ARi ARi 11 de February de 2009 em 7:40 pm

    GRannfino esse Diçonario qui c fez, pensa num trem ki fico arrojado, mio ki isso, so piqui com frango caipira….
    Abrazz…

    Responder ao comentário

  86. Goiano com muito orgulho!! Goiano com muito orgulho!! 28 de February de 2009 em 6:15 pm

    Uai fi! inveja e um trem doido,q chea doi, ne?
    Deposi q vc viu as goianas, nunca mas quis saber de outras mulheres/
    depois q cumeu no pit dog, nunca mas quis saber de mcdonald!!
    depois q descobriu a verdadeira função da calçada descobriu q ela e bem mas util assim//
    E depois q viu a nossa forma de conversar, descobriu o aperfeiçoamento do portugues!!

    Responder ao comentário

  87. Pio Jr Pio Jr 7 de March de 2009 em 10:43 am

    Ow! Pirei no dicionário seus!

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  88. Lauriinha Lauriinha 7 de March de 2009 em 11:40 pm

    euri rios, af, a gente nem é taao da roça assin ta? POSKAPOSKAPOSKAPOSKAOPK fiicou feera, ta de parabeens ae :)

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  89. Isabellla Isabellla 17 de March de 2009 em 10:21 am

    Essa tradussao foi ao mesmo tempo boba e interessante… Al menos tem um pouco de graça nisto…
    Sou Goiana e tenho orgulhon disso … O goiano nao tem exatamente um sotaque e sim uma escapulida de palavras, como você disse…
    Obrigada….
    HA!!!! Esqueci de falar…tenho apenas 11 anos e olha que gostei do seu *dicionario Goiano*

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  90. Isabellla Isabellla 17 de March de 2009 em 10:25 am

    Laurinha….Laurinha…

    SOMOS DA ROÇA SIM !!!!!

    E COM ORGULHO.!!!.!!!.!!!

    shuashuashuahsuahsua!!!!!! Falo laurinha!!!

    Responder ao comentário

  91. Charles Augusto(Uruaçu-GO) Charles Augusto(Uruaçu-GO) 20 de March de 2009 em 2:30 pm

    Christian, cê tá de parabéns!!
    o dicionário tá mto parecido com o que se fala por aqui mesmo!!
    e goiás é bão, bão msm!!
    eta terra boa!!!

    Responder ao comentário

  92. GOianinha GOianinha 25 de March de 2009 em 11:00 pm

    Olá, estava lendo esse seu site, e vi como é impressionante, coisas que a gente fala e nem se dá conta que só é usado aqui. Mas tem algumas coisas que você generalizou, como o “arvre” e “corgo”, que geralmente só o pessoal do interior que usa. Além disso, o “barriga verde” e “coró” eu sinceramente nunca ouvi na minha vida. Deve ser alguma gíria do grupo que convivia com você, porque de goiano mesmo não sei! hihihi

    agora faça um dicionário de sua terra :)

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  93. Valdeci Valdeci 1 de April de 2009 em 11:50 am

    trem bao é ser goiano,uma cultura rica demais mesmo,so vendo.

    Responder ao comentário

  94. Thaís Ferreira Thaís Ferreira 18 de April de 2009 em 5:51 pm

    Eu sou Goianaaa, aprovo tudo isso.. e tenho Maiior orgulho de ser Goiaaanaaa.. ^^

    abraçoo a todoos.!

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  95. micaelle kedma micaelle kedma 24 de April de 2009 em 3:02 pm

    racheii de rir:)
    é assim msm(claro que tem exageros) ,mais o que importa é a intenção
    ASUIIASUOASIUO*-*
    MUIITOO BOM ..encabulei

    *.*

    Responder ao comentário

  96. kéet kéet 1 de May de 2009 em 7:19 pm

    nuusss, dei trela aki tbb!
    mtoo bão ser goiana,véei..mas tem coisaa ai q a gente num fla nãao!
    tipooo, ”queijim” e ”barriga-verde” eu não sabia q q eraa isso, e olha, q eu souu goiana do pé rachado!!auhsiuahushih
    mas o restoo, tdo certimmm!!
    *-*

    Responder ao comentário

  97. kéet kéet 1 de May de 2009 em 7:30 pm

    aaahh, daniel, tdos meus parentes são mineiros,sabe…daí, é verdade, o nosso vocabulárioo é realmente parecido…
    só q eu penso q os mineiros ainda puxam o ‘r ‘ mais q os goianoss!
    a questão da pamonha de doce, eu falo pamonha de doce…e meus tios q são de Passos - MG tb falam!=]
    bjo

    Responder ao comentário

  98. edilaine edilaine 6 de May de 2009 em 11:45 am

    olha eu sou goiana e nunca saí daqui e tem algumas coisas ae que não falo e nunca ouvi ninguem falar e também fiquei sabendo disso agora…o tal do queijim isso ai pra mim e pra todo mundo que conheço é queijo de comer mesmo e não rotatória, falamos rotatória mesmo…e o tal da barriga verde cara que isso!!!! essa palavra por aqui é nova…as outras tão tudo certim más ficar colocando palavra que não é do nosso vocabulário é de mais né não!!! depois goiano é parecido com mineiro por que a maioria dos goianos tem descendecia mineira dái o sotaque parecido mas se repararem bem irão notar que mineiro puxa mais mum pouco o “r” e falam um pouco mais calminho mas somos todos da mesma família e temos muito orgulho disso, a cidade que eu moro se chama mineiros porque foi fundada por mineiros os meus bisavós mesmos eram mineiros… e todo mundo pergunta se mineiros fica em mg “não” mineiros fica em “go” rsrsr…

    Responder ao comentário

    Gump Reply:

    Olha, teve mais gente falando aqui que não conhece o termo barriga-verde, mas no meu trabalho a goianada usa direto o termo pra designar algum novato. Eu reparei bem nesse termo porque fui criado no sul, e por lá barriga-verde é a denominação de quem nasce em Santa Catarina.

    Quanto ao queijim, foi indicação de alguns amigos goianos, apesar de eu só ter ouvido uma vez - e falaram de propósito, porque imaginaram que eu não ia saber o que era. Mas um amigo de Ribeirão Preto disse que ouviu no táxi aqui em goiânia nesse final de semana.

    Eu conheço Mineiros! :)

    Responder ao comentário

    Gledson Reply:

    Lendo o comentário da Edilaine notei que ela não leu o meu comentário de 27/08/2008. Lá eu demonstrei, de forma descontraída, que as semelhanças entre goianos e mineiros NÃO são devidas a influência (ou descendência) de mineiros. Quando a cultura mineira estava se formando, a cultura goiana também estava em estado embrionário. No século XIX, quando começou a migração de muitos mineiros para Goiás, o nosso estado já estava com uma cultura praticamente estabelecida, e não havia diferença essencial com a cultura de Minas. Essa concepção errada de taxar tudo como “influência” retrata somente que o estado de Minas projetou-se (levando sua imagem cultural) a nível nacional bem mais cedo que Goiás, através da sua política principalmente. Goiás tem um perfil próprio, e Minas também. Porém, ambos se confundem pois são tão parecidos que em muitíssimos casos eles são IDÊNTICOS. Estou falando genericamente. Para exemplificar: você conhece algum mineiro do norte de Minas? Da região de Januária, Manga, etc.? Pois bem, esses mineiros são tão diferentes dos mineiros de Belo Horizonte e região central do estado, que são facilmente conhecidos pelo sotaque, mais “abaianado” do que “mineiro”. A culinária também tem suas diferenças dentro do estado de Minas, onde o uso da farinha, da carne seca e etc. é mais comum no norte. Fica claro então que a cultura típica de Goiás e a cultura típica de Minas são essencialmente as mesmas. E onde é encontrada essa cultura “típica”? Em Goiás, se encontra nas antigas cidades do ouro: Cidade de Goiás (capital), Pirenópolis, Luziânia, Corumbá etc. Em Minas, da mesma forma, nas antigas cidades do ouro que se encontram principalmente na região de Ouro Preto (capital), próximo a Belo Horizonte. Assim, fica entendido o motivo de muitos goianos serem confundidos com mineiros e vice-versa. As capitais dos estados de Goiás e Minas foram projetadas. Muitos habitantes do interior do estado mudaram-se para a capital levando seus costumes interioranos, em ambos os estados. Por esse motivo as capitais goiana e mineria (Goiânia e Belo Horizonte) são muito parecidas culturalmente, basta ouvir o sotaque e comer suas comidas. Então, quando comerem um pãozinho de queijo, um tutu de feijão, um angu com frango, os deliciosos doces e etc., saibam que estão comendo a legítima comida goiana. Minas também preserva essas tradições, mas devemos saber que ambos os estados tem essa raízes desde os tempos da mineração no século XVIII, sem a propalada “influência” que se tornou “comum” no imaginário popular e até no “erudito”.

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    Gledson Reply:

    Cidade de Goiás e Ouro Preto foram as primeira capitais desses estados.

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  99. amigorabisco amigorabisco 7 de May de 2009 em 4:51 pm

    dei trelaaaaa aaqui!!

    gosto muito desse nosso sutaque preguiçoso..

    a breve introdução que sempre fazemos antes de falar o que se pretende, tipo: “xô falarrr”

    e o “Uai” então, a presença dele é imprescindível em qualquer conversa informal!

    lembrei de minha avó bringando comigo e dizendo.. “Cria PREPOSTO de moça minina, senta direito!” (pronuncia: prê-pós-to)

    alguém já ouviu essa!? faltou na lista né!?

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  100. Polyana Polyana 1 de July de 2009 em 5:26 pm

    Goias eh baum de mais da conta sow,tem kada trem baum,
    nos deixa transtornados,quem não conheçe GOIAS naum sabe a beleza q tão perdenduh…
    esse nosso sutaque,não é sutaque de preguiçoso, é sutaque de gente feliz…

    Não esqueçe que o amor da minha vida mora aqui=Guilherme e isso torna o goias melhor ainda…

    Responder ao comentário

  101. Polyana Polyana 1 de July de 2009 em 5:31 pm

    goias eh muito bom,vale a pena morar aqui,
    nosso linguajr eh fantastico…

    queria aproveitar a oportunidade e dizer a você guilherme o quanto eu te amo…
    você pode não merecer o meu amor,mas eu te amo muito!!!!!!!

    Responder ao comentário


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