Não houve nenhuma outra vez em que eu tenha ficado mais gastronomicamente frustrado do que num restaurante em Praga, capital daquela república de duplo sentido.
Estávamos em quatro brasileiros, recém-chegados à cidade, famintos, e encontramos um restaurante que parecia ser bem tcheco e ao mesmo tempo estar acostumado a receber estrangeiros. Decidimos entrar.
A garçonete logo tratou de substituir o menu em tcheco por outro em inglês, o que realmente faz toda a diferença. Fui direto nas “sugestões do chef”, disposto a pedir algo local, mas ao mesmo tempo indo em algo menos duvidoso, tentando não pegar nada bizarro demais. Afinal, acima da minha vontade de experimentações gastronômicas vinha uma fome animal!
Um prato em específico, pela descrição, me chamou a atenção. Olhei tudo que vinha nele (tomate, cebola, cogumelos, carne) e não tinha nada que eu não conhecesse. Pareceu legal. Escolhi. Fui o primeiro a decidir, inclusive.
Já os demais optaram por não conhecer nada novo e foram na segurança: pediram guarnições (basicamente de arroz, batata frita ou salada) e alguma carne.
Passado algum tempo, a garçonete retornou com 3 pratos lindos, coloridos, cheios de batatas fritas de aspecto maravilhoso. Um pra cada um dos meus amigos.
Já para mim, veio… veio… Bom, veja você mesmo:

O meu prato…
Veio uma panelinha com uma alça fixa (que atrapalhava pra comer), sem prato adicional, sem talheres específicos, e cujo conteúdo tinha a consistência de uma sopa cheia de coisas. Tinha tudo que estava no menu, exceto que no menu não dizia que era daquele jeito!
Sério, eu não sabia nem o que fazer. Tentei chamar a garçonete mas ela sumiu. Não que ajudasse, ela aparentemente entendia alguma coisa mas não falava inglês. Não tinha ninguém pra eu perguntar como supostamente eu deveria comer aquilo!
Provavelmente estavam todos escondidos rindo daquele cara de algum país estranho cometendo um monte de gafes!

Sacanagem… COMO se come isso?
Justiça seja feita, pelo menos o sabor era razoavelmente gostoso. Lembrava, no sabor, frango xadrez.
Mas a grama dos vizinhos estava tão mais verde que foi difícil sair satisfeito do lugar, por mais que eu tenha me empanturrado de pão junto com o molho dessa panelinha.

8 comentários
Ca says:
Dec 15, 2011
Não rolou um Mc depois? hahaha
Gump says:
Dec 16, 2011
Rolou pizza à noite! Merecida também!
Fernando Pedro says:
Dec 15, 2011
kkkk você e sua incrível capacidade de se meter em enrascadas
Fred says:
Dec 16, 2011
O gump foi o cara mais legal da viagem…rsrs… ele consegue atrair tudo o que vc não quer pra ti.
Ta aí, descobriiiii!!!!!! o/
Bora viajar gumpão, que aí as coisas estranhas vão pra ti, bora denovo!
Qual o próximo destino?
haha
marla says:
Jan 17, 2012
morri de rir,kkkkkkkkkk
O dia em que fui severamente interrogado pela Lila, de Dexter | ChristianGump.net says:
Jan 31, 2012
[...] meus amigos, a Praga, capital da República do Duplo Sentido e, antes de sairmos para o restaurante onde eu iria me arrepender do meu pedido, fizemos o check-in no [...]
A arriscada arte de provar comidas diferentes (3) | ChristianGump.net says:
May 3, 2012
[...] A arriscada arte de provar comidas diferentes (2) – Decepção em Praga Post anteriorA arriscada arte de provar comidas diferentes (2) Próximo postA arriscada arte de provar comidas diferentes (4) — Doces [...]
Gustavo Morais says:
Sep 21, 2012
HEUEAHUEHUAEHUEHAUEHU
ME acabei de rir…já passei por poucas e boas com comidas bizarras…
mas essa foi demais…a sua cara também está impagável…
“como diabos se come isso” !!!