É certo que, para qualquer turista, do mochileiro mais desapegado à madame mais fresca, as refeições constituem parte importante da viagem.
E o mesmo vale se eu for o turista em questão — exceto que a quantidade de comida ingerida na viagem é maior.
Então, eu sempre saí por aí em busca de novas experiências, como comer piranha na selva…

A piranha que comi na Amazônia
Foi assim que conheci a chorrillana no Chile; o acarajé na Bahia; o bife de chorizo na Argentina; o x-caboquinho em Manaus; o fish and chips na Inglaterra; o salsichão (epa!) na Alemanha; e assim por diante!
Porém, recentemente descobri que, se por um lado esta experimentação já fez minhas papilas gustativas ficarem em êxtase, também já me meteu em algumas roubadas.
Assim foi logo na chegada a Colonia del Sacramento, Uruguai: eu e minha amiga entramos no restaurante e tínhamos a possibilidade de ir no seguro ou no, ahn, exótico. Eu escolhi uma apetitosa rã com ervas. Já ela preferiu um prato com um bicho mais comum: sardinhas com cebola.

Rã com ervas, fritas acompanham
Não vou dizer que foi ruim (por favor, não cante Lulu Santos!). A rã é tal qual um frango bem sem graça — e olha que frango já é algo meio sem graça por si só. Provavelmente por isso a rã vem com essa ervinha em cima: pra dar um gostinho.
Só que o gostinho dessa erva não é bom! E ele estava contaminando também as minhas salvadoras batatas fritas!
Aí você me diz:
— hahaha sua amiga deve ter rido muito da sua cara!
Verdade, ela até riria mesmo. Se o prato dela não chegasse… assim:

Sardinhas com cebola, conforme solicitado. Péra, acho que veio cebola com sardinha!
Nada melhor para um bom dia batendo perna turistando do que se preparar com um almoço reforçado destes, certo?
Ao sairmos do restaurante, entramos direto numa sorveteria, para dar ao menos um pouco de bom sabor ao dia. Ou ao menos tirar o sabor ruim.
Mas… o sorvete era ruim!!! Sério, não era gostoso não, era… estranho — e não, não escolhemos sabores (muito) bizarros. Acho.
À noite, chegando em Montevidéu, ainda lembrando do almoço, não tivemos dúvidas:
— Vamos ao McDonald’s?
— Vamos!!!!
E os Deuses das viagens e da gastronomia nos perdoaram pela heresia de comer num McDonald’s em plena viagem.
Nós, valentes guerreiros, merecíamos!

9 comentários
Fernando Pedro says:
Dec 13, 2011
Isso aí tá parecendo prato de restaurante que se acha fino. Pouca comida e cheio de coisinhas pra dar volume.
Agora onde eu estou não estou tendo uma aventura gastronômica, e sim intestinal. Tem muita coisa gostosa, muita mesmo. O problema é a higiene (ou a falta dela).
Mas mesmo assim não deixo de provar. Nas viagens de fim de ano vou para um lugar bem exótico e vou tentar experimentar escorpião e outro insetos, menos a maldita aranha.
Gump says:
Dec 13, 2011
Ah, que é isso, prove a aranha no espeto. Alguém tem que provar — e não serei eu! haha! Vai para onde? Não deixe de postar no blog sobre as aventuras gastronômicas (as intestinais eu já sei o suficiente: que deixam 3 rolos de papel pra vc no hotel hehehehehe)
Fernando Pedro says:
Dec 14, 2011
Ah tá, o dia que você provar eu provo, sou aracfóbico igual a você.
Vou pra Bangkok, Phuket (Tailândia) e Bali (Indonésia).
Cara, eu não são tão bom escritor, mas as experiências surreais provavelmente ganharam um post.
Fernando Quirino says:
Dec 13, 2011
HAHAHAHAHAH, que ré hein?
Lina says:
Dec 13, 2011
Até um coração malígno feito o meu se compadece de alguém tão urucado como você!!!
Ca says:
Dec 13, 2011
O Mc foi um complemento, poxa! Nem me passou pela cabeça que o ‘pescado’ do cardápio seria enlatado, né? Só percebi que havia algo estranho quando a tiazinha perguntou se o meu peixe poderia ser frio. Hã?
A arriscada arte de provar comidas diferentes (2) | ChristianGump.net says:
Dec 15, 2011
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A arriscada arte de provar comidas diferentes (3) | ChristianGump.net says:
Dec 16, 2011
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A arriscada arte de provar comidas diferentes (2) | ChristianGump.net says:
May 3, 2012
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