Logo que comecei a exercer meu cargo atual, um colega de trabalho fez uma brincadeira, espalhando uma pequena mentira a meu respeito, como se fosse verdade. Como eu não gosto nada que tenham uma impressão errada sobre mim, eu deixei escapar a preocupação em desmentir. Ele percebeu meu desconforto, e passou meses repetindo a brincadeira e me chamando por um apelido relacionado com a brincadeira. Nem os demais colegas aguentavam mais ouvÃ-lo sempre falando a mesma coisa, 10 vezes por dia.
Claro que eu devolvia. Antes de ele abrir a boca, eu já sacaneava as combinações bizarras de roupas que ele faz. Um dia ele apareceu com uma corrente no pescoço, grossa, bizarra, uma camisa verde e um tênis alaranjado. Zoei bastante e provoquei boas gargalhadas na hora do café. Mas isso não impediu que o momento em que ele se defendeu, fazendo pela milésima vez a mesma brincadeira, fosse menos irritante.
Mas um dia isso mudou. Um colega percebeu uma extrema semelhança entre o Astrobaldo (nome fictÃcio para preservar a privacidade de meu colega) e um personagem chileno de quadrinhos e desenhos animados, o Condorito.

Meu colega de trabalho, Astrobaldo
As roupas coladas ao corpo, a postura, uma leve barriguinha, os sapatos vermelhos (sim, Astrobaldo não gosta só de laranja; tem um tênis verde e outro vermelho), e até mesmo o nariz em forma de bico de condor (estou maldoso hoje). Tudo condiz perfeitamente!
Comecei a chamá-lo de Condorito. Fiz imagens estilos “separados no nascimento” e coloquei nos murais. Algo bem tÃpico de um cara maduro, sabe? E ele, que odeia o apelido (apesar de nunca admitir publicamente), bufa, mas tenta fazer a mesma piadinha novamente, como se não se importasse.
Mas eu gostei da sensação de vingança. Cheguei até a dar uma bela volta em Santiago do Chile só para tirar foto de uma estátua do Condorito que há na Gran Avenida.

Estátua em homenagem ao meu amigo Astrobaldo, em Santiago.
Hoje, a vida é divertida lá no trabalho. Já de longe o vejo fazendo peripécias para me evitar, até o desespero estampado no rosto na hora em que vê que não tem como fugir.
Então, a receita para evitar os chatos que decidem lhe encher o saco, é mandar a sua maturidade às favas e revidar, achando o ponto fraco do mané.
E se você é um desses chatos, e passa meses repetindo a mesma piadinha, tome cuidado. Na primeira oportunidade, tem troco!
Principalmente se você faz algo tão estranho quanto usar tênis vermelho.
3 Comentários em "Vingança não é o caminho. Mas é muito bom!"
vinganxa,hummm eu axo q eu to aprendendo a nao faze-la haha…mas devolver algo pra pessoa desconfiar,isso eu faxo,mas eu digo é defesa. Ué? A pessoa kix falar oq nao deve pros outros,entao a gente devolve ,neh?mas eu ja grito eu odeio brincadeiras sem graxa….. ateh o povo da facul aprendeu isso kkkkkkkkkkkkkkkkkk nunca mais eskeceram esta minha frase tao forte, é serio,tem brincadeiras q a gente tolera,mas tem umas q ixii………….bjussssssssssssssss
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Meio da tarde e aquela preguiça básica (aliás, elevada ao cubo depois das micro-férias) e eu procurando algo pra me entreter… resolvo vir ler alguns posts antigos já que injustamente fui classificada como ‘Annie Wilkes’ e devo ao menos fazer jus à referência, e me deparo com esse…
Eu até ia comentar algo sarcástico relacionado a pessoas do seu signo e vingança, mas aà eu cometi a burrada de ler o comentário da colega acima e minhas idéias se embrulharam: axim, axo ki num sei mais o qui ia falar…
Ixiii!
eu ando má, muito má. Deve ser a convivência.
Beijos, Pessoa.
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A vingança é doce como o mel
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