ChristianGump.net

Humor negro real não tem graça

Saturday
26/Jul/2008

Eu gosto de humor negro. Adoro. Sei separar o que é uma simples piada “errada” do que é realidade. Não me afeta.

Mas quando é pra valer é outra história. Passa a ser de verdade, e isso sim não me agrada.

Para exemplificar, segue uma piadinha extremamente cruel, mas engraçada, e um vídeo que, por sua vez, não tem a menor graça.

A piadinha:

Um dia o pai chega pro filho, cego de nascença, e diz:

- Filho, você vai enxergar! Mandei vir dos Estados Unidos um colírio milagroso! Um remédio revolucionário! Apenas uma gotinha em cada olho e você vai poder enxergar!

O menino ficou todo feliz:

- Jura, pai? Que bom! Que alegria! Agora eu vou poder saber como é você, como é a mamãe, meus amigos, o azul, o feio, as meninas, Nossa Senhora, as flores, tudo. Que dia o remédio chega?

- Eu te aviso – disse o pai.

E todo dia o pai chega do trabalho e o menino corria pra ele, aflito, batendo nos móveis, gritando:

- Chegou, papai? Chegou?

Isso durou duas semanas. Até que finalmente um dia o pai chegou em casa, aproximou-se do filho ceguinho e balançou um vidrinho no ouvido dele.

- Sabe o que é isso filhinho?

- Sei, sei – gritou o menino – É o colírio! É o colírio!

- Exatamente, meu filho. É o colírio.

- Que bom – disse o menino – Agora eu vou poder ver as coisas, saber se eu pareço com você, saber a cor dos olhos da mamãe, usar meus lápis de cores, ver os pássaros, o céu, as borboletas. Vamos, papai, pinga logo este colírio nos meus olhos.

- Não. Hoje, não. – disse o pai – Mandei chamar sus avós, todos os nossos parentes; eles chegam no dia de seu aniversário, quero pingar o colírio com todo mundo aqui a sua volta.

Aí o menino disse todo conformado:

- É. O senhor tem razão. Quem já esperou dez anos, espera mais uns dias. Vai ser bom. Aí eu vou ficar conhecendo todos os meus parentes de uma vez.

E deitou-se, mas não conseguiu. Passou a noite toda sofrendo, rolando na cama, pra lá, pra cá. E assim foram todas as noites, até que finalmente faltavam poucos minutos para o seu aniversário.

À meia noite, toda a família do garoto se reuniu no centro da sala e aguardou o final das doze badaladas. O menino ouviu uma por uma, sôfrego.

Bateram as dez, as onze, as doze!

- Agora papai, agora! O colírio.

O pai pegou o vidrinho, pingou uma gota num olho. Outra no outro.

- Posso abrir os olhos? – perguntou o menino.

- Não – disse o pai. – Tem que esperar um minuto, certinho. Senão estraga tudo! Vamos lá: 59, 58, 57 - e foi contando, e o menino de cabecinha erguida esperando – 16, 15, 14 - e toda a família em volta esperando – 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, e já!

O menino abriu os olhos e exclamou:

- Ué. Eu não estou enxergando nada!

E a família toda, batendo palma, cantarolou no ritmo:

- Primeiro de Abril, Primeiro de Abril!

E o vídeo. Em teoria, não tão cruel quanto a piadinha, obviamente; Mas…

Poxa… isso não se faz. A cara de tristeza do menino é de cortar o coração. Fiquei mal.

O que atenuou um pouco foi ler a descrição do vídeo no Youtube. Segundo ela, foi apenas um castigo por ele ter olhado o presente antes do natal, e o menino ganhou o game depois. Menos mal. Mas isso não se faz.

Achei o vídeo no UmTudo.com.

Assine ChristianGump.net por E-mail

Seu E-mail:

2 Comentários em "Humor negro real não tem graça"

  1. Ma 26 de July de 2008 em 20:15

    Que horror!
    Negra mesmo!

    [Reply]

  2. Fabíola Ariadne 27 de July de 2008 em 15:15

    Ele tinha que ter ganhado uma progressiva no cabelo!

    [Reply]


Deixe um comentário