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Rinocerontes de pernas-de-sabiá: seres repugnantes

Friday
11/Jan/2008

Eu descobri recentemente que amo malhar. Talvez tenha sido a minha melhor descoberta de 2007, a salvação de um ano pra esquecer. Malhar desestressa e faz muito bem. A disposição é muito maior, e os resultados são sentidos em pouco tempo.

Porém, se por um lado é muito bom ir pra academia se exercitar, por outro é repugnante conviver com uma das raças mais asquerosas: homem de academia!

Rinocerontes de pernas-de-sabiá
“Minha cabeça sumiu, mas não faz mal… eu não uso mesmo”

Bom, na verdade, nada mais repugnante do que homem. Não sei como as mulheres gostam, mas ainda bem que elas têm esse gosto bizarro. Apesar que hoje muitas mulheres “estão descobrindo que mulher é bom - coisa que os homens já sabem há séculos” (Chico Anysio).

Juliana Paes
Brad Pitt nada. Muitas mulheres preferem ela. Sabem das coisas!

Quando entram no ambiente da academia, alguma necessidade de auto-afirmação transforma muitos caras em em seres realmente desprezíveis, os já citados “homens de academia”.

Começa na entrada. Chega um cara logo antes de mim e cumprimenta a mocinha bonitinha da recepção. Ela dá um sorrisinho e responde. A cena se repete com a minha entrada: “Boa tarde“, sorrisinho dela, “Boa tarde“.

Chegando ao vestiário, o marombado começa, pra quem não for surdo: “Cara, essa muié da recepção tá louca pra dar pra mim!“.

Aí todos ficam amiguinhos, trocando de roupa num mesmo cantinho do vestiário. Isso é bom, o resto do vestiário fica todo pra mim, e eu quero mesmo ficar bem longe daquela montoeira de homem. A conversa animada gira em torno do quanto a muié da recepção é vagabunda/piriguete/galinha/piranha/puta, afinal ela quer dar pra todos os que entraram na academia. Até pra mim! Ela sorriu pra mim!

Claro que a conversa não pára na menininha da recepção. Tem aquela professora que foi corrigir um dos exercícios do cara dias antes. “Pretexto pra chegá ni mim!“. Ou a nova professora que em vez de ficar num canto conversando com os outros professores, vai olhando os exercícios de todos os alunos, perguntando se eles têm dúvida, se precisam de alguma coisa. “Mó atirada, véi! Deve tá desesperada“.

Professora “atirada”
Ela acabou de passar, com um sorriso no rosto, o exercício pra esse senhor. Você adivinha o que ele está pensando?

Mas o assunto das “vagabundas” da academia cessa rapidamente quando um deles tira a camisa. Imediatamente outro solta: “Cara, qual o suplemento que cê tá tomando? Tá dando mó resultado, véi!“. Quando a conversa dos descamisados gira em torno dos suplementos de proteína e do quanto o bíceps cresceu depois da mudança de um por outro (”tá vendo aqui, ó?“), eu fico feliz por estar trocado e pronto pra sair daquele inferno, e ir malhar!

Mas o inferno não acaba, se for dia de malhar “braços”. Há uma divisão clara na academia. Na ergometria e nas aulas de spinning/Body-alguma-coisa/abdominal/step/diabo-a-quatro, só dá mulher. Na parte da academia onde estão os aparelhos pras pernas, praticamente só tem mulher também. Mas na parte onde estão os halteres e aparelhos pra braço, é um sagu.

Sagu
Sagu

Em dia de malhar braço, você tem que disputar espaço com os homens-sapo, que equilibram a grande massa corporal em dois palitos de dentes que chamam de pernas. Também tem que importunar o rinoceronte que está falando ao celular confortavelmente sentado no aparelho que você precisa usar. “Pô, tu é muito chato, gordinho!“, diz o rinoceronte com o olhar.

Falando em gordinho, recentemente me promoveram a franguinho (imagino que seja a gíria pra caras não-mais-tão-gordinhos que levantam menos de 100kg no supino), o que pra um cara acostumado a ser o gordinho não chega a ser um xingamento.

Também há casos em que é melhor passar pra outro aparelho: o aparelho da vez está sendo utilizado por um grupo desses seres, um ajudando o outro enquanto todos conversam sobre os bíceps dos colegas e dos outros. “Você viu o cara que tem 50cm de braço?

Outra cena pitoresca é quando aparece uma rara mulher que encara malhar não somente do abdômem pra baixo. Dependendo do QG (quociente de gostosura) ela imediatamente é abordada por “bons samaritanos” dispostos a compartilhar toda a sua vasta experiência em musculação. Dependendo da recepção às abordagens, é comum o cara passar e falar pra mim - ou pra qualquer outro homem que estiver por perto - o quanto ela é puta (se for simpática - afinal, nesse caso ela queria dar pra ele, lembra?) ou mal-comida (se não for tão receptiva).

E teve um cara, do tipo raquítico, que entrou na academia e foi assediado por um bombadão! Claro, não no sentido literal. O bombadão chegou nele e falou que tinha sido igualzinho a ele há alguns anos: um mega-frangote. Que morria de vergonha de tirar a camisa e blábláblá. O raquítico, constrangido, louco pra falar “E o Kiko?“, tentava se desvencilhar.

No dia seguinte, o bombadão trouxe fotos suas sem camisa, de anos atrás, pra mostrar pro ultra-franguinho, seu protegido, que não sabia como fugir da situação, nem disfarçar o desconforto. Cara, era muita foto! Sorte que eu não tinha que vê-las! Argh!

E por falar em bombadão, tem um professor de academia aqui em Goiânia, que eu vou chamar de Ogro, apelido que uma ex-namorada colocou nele. O cara é fisiculturista e chega e estar deformado, a ponto de não parecer conseguir dirigir um carro. Mas sai pela academia falando o quanto “a mulherada é louca por ele”. Mal sabe ele que a mulherada, na real, foge quando ele entra no recinto.

Mas nada mais bizarro do que o dia em que um rinoceronte trouxe uma fita métrica e quase todos os caras da academia foram lá pra um tirar as medidas musculares do outro. E se elogiarem mutuamente. E conversarem sobre suplementos.

Mas, e as mulheres de academia? Não existem as metidas, as nojentinhas, e as de comportamento questionável também?

Devem existir sim. Mas vestidas em suplex, com suas pernas torneadas, desfilando pra cá e pra lá, o comportamento deixa de me parecer importante. Definitivamente.

Menina de comportamento duvidoso
Dizem que é metida, patricinha, nojentinha, arrogante. Eu não conseguiria perceber tão cedo. E você?

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8 Comentários em "Rinocerontes de pernas-de-sabiá: seres repugnantes"

  1. Igor Kardush Igor Kardush 11 de January de 2008 em 10:56 am

    Cara,

    quer dizer que o Gumpsauro não gosta de rinoceronte?

    muito boa…
    este ano eu começo na academia!
    será?!

    há braços
    Igor - o cógs

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  2. Kleber Kleber 11 de January de 2008 em 8:46 pm

    Hehehehehehehehe…. :) Exato, tudo depende do ponto de vista… ;) Mas o pior de tudo é esses marombados atendendo celular… o cara usa o braço contrário do ouvido para mostrar o bíceps.

    Talvez, até musculatura do cérebro os caras conseguem atrofiar. :D

    Falows!

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  3. lilloedeia lilloedeia 12 de January de 2008 em 8:36 am

    Topas uma troca de banner ou de link com o http://www.perolaspoliticas.com ?

    [Responder ao comentário]

  4. Patchu Patchu 12 de January de 2008 em 8:17 pm

    Tenho uma sugestão, meu caro Gump: iPod do começo ao fim!
    Entre na academia com ele e só tire quando já estiver do lado de fora, chegando no seu carro.
    Sua vida academística vai ficar meio autista, mas te juro que é um santo remédio contra esse vírus que ataca os costumeiros freqüentadores da maromba diária.
    Viva tio Jobs!

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  5. Bebel Bebel 12 de January de 2008 em 8:18 pm

    AHAHAHHAHAHAHAHHA
    Você tem “se auto superado-se a si mesmo”! Bravo! Tem variado bastante nos assuntos dos posts.
    Assumo que esse post ficou melhor pelas transcrições, “véi”. E juntando os assuntos (???) sotaque e as gírias, só uma frase pode expressar melhor o que penso sobre: SÓ JESUS SALVA!

    AHAHAHAHHA

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  6. Gump Gump 12 de January de 2008 em 11:10 pm

    Cógs,

    Quero ver mesmo se vai cumprir essa promessa de ano novo! ;-)

    Kreba,

    realmente, eu vi isso já também!

    Patchu,

    Pois é, eu não consigo correr ou fazer exercícios aeróbicos se não for ovuindo música no meu iPobre, mas na musculação ainda não tentei, tenho a impressão de que ia me estabanar com o fio do fone hehe! Mas é uma boa, isso evita que venham falar pra mim o quanto a mulherada tá a fim deles! hhe!

    Bebel,

    Vc ia gostar de ter ouvido o que eu ouvi esses dias: “Uai, véi?”

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  7. taynara segurado taynara segurado 28 de February de 2008 em 7:27 am

    kkk acabei de ocnhecer seu site e to amando!!!
    e posso te afirmar q as nojentinhas sao realmente nojentinhas!!! nas rarissimas vezes q me dispus a frenquentar uma academia, notei q as ‘panelinhas’ sao extremamente visiveis! as gostosonas sao amigas dos rinocerontes chefes e por sua vez sao ‘assim ‘o’ com os profesoores. e nos pobres gordinhas somos marginalizadas contando com nada mais do q alguns segundo de intru’coes!

    essa vida ‘e dura ‘meu chapa’!

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