Já passei alguns apuros por conta de garrafas de vinho.

O mais tradicional era comprar vinho, todo empolgado, e não encontrar ou não ter saca-rolhas em casa.

Ou então, alguém fazia a besteira de colocar um saca-rolhas cheio de frescuras na minha mão, e o ogro aqui ia  lá e — adivinha? — quebrava.

No segundo caso, tudo bem, a dona do saca-rolhas fez de conta que não se importou. Pelo menos até o dia em que eu preferi ter razão a ser feliz.

Pra falar a verdade, no primeiro caso também nunca tive grandes problemas. Todo solteirão sabe que se não tem como puxar a rolha, basta empurrar.

Quando eu era jovem e precisava do dinheiro costumava comprar, de vez em quando, um garrafão de vinho com mais 3 amigos que dividiam a casa comigo, mas nunca lembrávamos de comprar o saca-rolhas, então a técnica de empurrar a rolha  com uma faca era largamente utilizada. O problema disso, claro, é que precisávamos tomar todo o vinho de uma vez, e o resultado geralmente era uma casa depredada após os jogos da Copa. De brigas a total falta de noção. Nerd quando bebe é triste (e eu falo nerd de verdade, não esses descoladinhos que hoje em dia se definem como nerds).

Tudo isso porque eu não conhecia a famosíssima técnica ninja para abrir garrafas de vinho. Veja abaixo:

Melhor foi o comentário:

— Eu sempre uso o saca-rolhas quando esqueço meus sapatos.

Claro que como vinho é uma bebida cheia de frescura, isso não é recomendado pelos apreciadores, mas como eu não gosto de vinho bom, pra mim tanto faz.

Então, se estiver sem saca-rolhas, por favor, use um sapato limpo!

Quem precisa de saca-rolhas?

Há outras alternativas, é claro. Esta é uma delas!


Obs.: Sim, quando contei para um produtor de vinho em Mendoza, na Argentina, de que vinho eu gostava, ele ficou profundamente ofendido. De fato, não tenho paladar pra essas coisas chiques não…