Como muitos sabem, eu sou um grande apreciador de japonesas comida japonesa. Mas quando cheguei aqui em Goiânia não conhecia ninguém que gostasse, então era raro eu poder ir.

Ahhh, sushi…
É o tipo do prazer gastronômico que não tem tanta graça sozinho, mesmo para um gordo glutão ogro obeso monstro apreciador da comida pela comida como eu. Afinal, um restaurante japa é meio caro, e gastar tanto só pra comer sem companhia é meio chato.
Até que descobri que um amigo lá do trampo também gosta. Vive indo com a esposa (ele chama de namorada, mas é daqueles que já está casado e nem sabe) e me chamou para ir junto.
Ok, eu estou acostumado a brincar de castiçal. Todo mundo no trabalho é casado, a ponto de ao fim de um churrasco com o povo, o organizador fazer as contas e dizer:
- Deu 35 reais por casal!
Casal? E eu? Pago por dois? Também não sou tããããão gordo assim!
Só que uma coisa é ir a um churrasco com vários casais, outra é sair só com um casal de amigos, por mais legais que eles sejam.

Eu quero!
Mas esse amigo, conhecido como Piá (por gostar dessa gÃria curitibana), insistiu.
- Pô, Gump, não tem nada a ver, não é como se a gente fosse ficar se agarrando e beijando e te deixando de lado. Não vai ser nada mais que 3 amigos comendo sushis.
Eu ia negar, mas as lombrigas protestaram, exigiram um pouco de sofisticação alimentar! Como são elas que mandam, aceitei.
Então eu, o Piá e a Guria (ela recebeu o apelido por tabela) fomos ao restaurante japa e ficamos lá, numa boa, degustando e conversando animadamente.
Até que uma hora em que eu estava falando, o Piá virou para a Guria e começou com uns barulhos de chamar cavalo. Ao fim da barulheira, eles deram uma bitoquinha.
Mas hein?
Tudo bem, continuamos lá conversando, e dessa vez a Guria estava falando. O Piá virou para ela e recomeçou a chamar cavalo. Ao fim da bizarra sonoplastia, outra carinhosa bitoquinha.

Este cachorro imitou o Piá e deu nisso!
Foi uma chamação de cavalo a noite inteira! Sempre seguida da bitoquinha
- PeraÃ, Gump, o que diabos é um barulho de chamar cavalo?
Bom, eu não manjo nada de coisas relacionadas a esses seres de haras, fazendas, etc. De fazenda o urbano aqui só sabe que cheiram a cocô de vaca e geralmente não são atendidas pelos entregadores de pizza.
Mas das poucas vezes em que estive em fazendas onde havia cavalos, os peões faziam uns barulhinhos escrotos para os garbosos quadrúpedes, para chamá-los ou acalmá-los ou whatever!
Som esse bem parecido com o escrotÃssimo pedido de bitoquinha do Piá.
Pô, que burrice a minha, ficar descrevendo o som, quando é mais fácil imitá-lo. Já dizia o sábio sueco Chrjstjan Gumpsson que um som vale por mil palavras.
Compartilho com você, amigo leitor que sobreviveu a todo este texto, minha maravilhosa imitação da obra O Chamador de Cavalos, de autoria do Piá. Clique abaixo para ouvir.
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Sério, o que eu fiz para merecer isso?
Não preciso dizer que faz um tempão que não como sushi, preciso?
5 Comentários em "O chamador de cavalos"
Já tava ficando tensa, achei que não ia colocar o barulho tão “excitante”, mas posso “ouvir” essa história mil vezes e mil vezes eu choro de rir… o ruim é que doi o corpo todo e minha mãe tá achando que eu sou retardada.
Fica aqui meu convite formal pra gente comer sushi, mas nada de mulher pelada com sushi em cima, viu!!! Hunf
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Gump Reply:
February 18th, 2010 at 14:57
Ok, a gente dispensa o sushi em cima
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[...] mesmo um deles sendo chamador de cavalos, é a melhor equipe que [...]
Hahahahahahahahah RidÃculo isso, eu faria alguma onomatopéia assustadora, tipo relincho de cavalo.
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Eu devo ser meio retardada, pq essa história me faz rir tanto e qdo eu to estressada eu tenho que voltar aqui e ler tudo de novo e ouvir o barulhos pra ter uma crise de riso e ficar relaxada. Alias, melhor que isso só o “fecha a porta!”
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