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Monday
31/Mar/2008

Ontem, Acompanhei minha namorada, que é da área de educação física, no Goiânia Capital Fitness, evento que ocorreu neste final de semana.

Havia muitas aulas expositivas de ginástica, abertas para a comunidade. Como a maioria delas têm como pré-requisito ter um mínimo de coordenação motora, não esperava fazer nenhuma. Impossível!

Até que ela me convenceu a fazer spinning.

Ah, isso eu consigo! Só tenho que girar o pedal“.

Como ela estava cansada de todos as aulas que já havia participado e ainda tem que dar aula de Jump hoje, assim que ganhou uma toalha e uma camiseta, saiu da aula e foi fazer compras.

Já eu fiquei lá até o fim. Quase morrendo! Comecei num ritmo bem pesado. Pra tentar impressioná-la, sabe como é. Mas mais pro fim da aula eu já estava pagando o preço de ter começado num ritmo tão intenso.

E eu nem ganhei a camiseta, porque só tinha a feminina.

Mas eu estava tão feliz com a minha toalhinha. Eu realmente a merecia. Ela estava encharcada de merecimento!

E no fim da aula, a moça da organização saiu recolhendo as toalhas! Frustrante!

Roubaram o doce da criança aqui! Nem uma toalhinha eu ganhei!

Por que eu não ganho nada nunca?

Pelo menos, adorei fazer spinning.

Fui descoberto!

Saturday
22/Mar/2008

Eu estava escondido no meio do nada passeando no interior de Minas quando alguém leu um pensamento, em voz alta:

- Destrua o inútil, onde quer que ele esteja escondido!

Putz!! Fui encontrado aqui! E querem me destruir!

O negócio é sair do meu esconderijo viajar de volta para Goiânia. Mas não sem antes passar em BH novamente, para terminar o Guia Gump de Cidades: Belo Horizonte.

Aguarde! 

Thursday
13/Mar/2008

Quando eu falo que, apesar de ser programador e ter que usar a lógica na profissão, eu tenho um QI bem característico de meus cabelos loiros, muita gente vem dizer que eu tenho baixo-estima (e pra quem não entender que eu estou fazendo um trocadilho idiota, eu digo que eu sei que é baixa auto-estima!)

Mas a imagem abaixo, de quando montei o micro da minha irmã, não deixa dúvidas.

Gumpice!

O problema é, depois de todo o malabarismo pra tirar o gabinete por cima, ler a frase milagrosa “abra na parte inferior”.

Dói na alma.

Veja também:

Monday
3/Mar/2008

Como sou especialista em mancadas, gafes, etc (a ponto de tais coisas serem conhecidas como gumpices), resolvi compartilhar um pouquinho do que minha vastíssima experiência no assunto me ensinou.

Antes, deixe-me contar o porquê de me achar um entendido no assunto. Simplesmente, em um dado momento da minha vida, eu percebi que cometia tanta gafe, pagava tanto mico (sem querer… os por querer não contam), que decidi iniciar um painel semelhante àqueles das fábricas (”Estamos trabalhando há XX dias sem acidentes de trabalho“).

Meu painel: O gump está há XX dias sem cometer gafes, pagar micos ou dar mancadas. Não chegava ao número 5. Sempre era uma cabeçada na janela fechada por não ter visto o vidro, um esbarrão durrubando ou quebrando algo, eu cantando ao ouvido da mulher errada, coisas assim.

vergonha-individual

Cometeu uma gafe e está com vergonha? Há formas de minimizá-la!

Agora, vamos às lições:

Lição 1 - Prevenção: evite ao máximo falar algo sem antes poder conferir se está dando bola fora.

Essa lição preventiva cai muito bem quando se trata de datas de aniversário.

Por exemplo, se você sabe que o aniversário de um ente querido é na semana que vem, mas não está 100% certo de que é na quarta, fale com ele apenas “Está chegando, hein? Semana que vem tem festa!!“. Ele vai ficar emocionado:

- Ele lembrou a data do meu aniversário! Oh!

Outro exemplo foi o meu post inicial no Mentes Psicodélicas. Eu não lembrava se a Lina tinha nascido no dia 30 ou no dia 31 de outubro. Portanto falei da data como sendo “final de outubro”.

E Ela nasceu no dia 29!!! Veja como meus conselhos são úteis!

Lição 2 - Traga mais pessoas para pagar mico com você!

Eu havia passado, certa vez, um final de semana inteiro com o meu grupo na faculdade, tentando fazer um programa de computador que valia a maior parte da nota de uma matéria. Faltando um minuto para a aula, ainda estava dando um bug grave em nosso software.

Estávamos eu e meus colegas no laboratório da faculdade, eu sentado ao computador e eles ao meu lado, queimando neurônios pra fazer aquilo funcionar para termos a nossa nota. Estava começando uma aula de outro curso ali no laboratório, e íamos ser expulsos. Imploramos mais 2 minutinhos para a professora daquela turma, e ela cedeu. Fez piadinhas nos chamando de aliens e tal, mas permitiu que ficássemos ali um pouquinho.

Então eu tentei uma última modificação no programa, já aceitando o destino de reprovar na matéria. Era minha última e totalmente desesperançosa cartada.

Salvei, rodei o programa, e…

Funcionou!!

Minha alma se encheu de tamanha alegria que eu esqueci de tudo, exceto da minha felicidade, e gritei, com expressão de jogador de futebol ao comemorar o gol:

- TESÃÃÃÃÃOOO!!

Todas as alunas do outro curso (sim, pra piorar o outro curso era composto só de meninas. Aumenta a vergonha) se viraram pra ver quem era o mané que estava gritando aquilo. Todas tentando imaginar que tipo de site eu estava vendo para gritar tal coisa.

Enquanto isso, meus colegas foram instintivamente saindo de perto de mim, fingindo que não me conheciam.

Mas que não me conheciam o que! Comecei a falar animadamente com eles, pra todas verem que eram meus amigos. A vergonha deles por me conhecerem me consolava!

Tente você também! Funciona!

vergonha em grupo

Se a vergonha é inevitável, traga mais gente pra passar vergonha com você!

 

 

Lição 3 - Falou algo sem intenção ou pra pessoa errada? Não tente consertar!

Um dia eu estava numa loja de CDs com um amigo, e passamos o tempo todo conversando enquanto escolhíamos nossas compras. No fim, eu fui até o caixa primeiro e, quando ele chegou, eu virei para ver os CDs que estavam na mão dele.

Não reconheci nenhuma banda, nem tinha ouvido falar delas, e nem sabia se eram boas ou ruins. Só sabia que não tinham nada a ver com o tipo de música que ele gostava. Então, eu disse para ele:

- Você vai levar isso???

Com tom pejorativo no “isso“, claro.

Só então olhei pra quem eu estava falando e vi que não era meu amigo! Ele tinha voltado pra trocar um CD e eu fiquei falando com a pessoa errada, que por sinal era parecido com meu amigo.

Não tive a menor intenção de criticar o gosto musical do carinha lá. Afinal, sequer tinha ouvido o som que ele curtia. Mas tentar corrigir só ia piorar. Mantive-me, então, ali, com a cara de “esse mundo está perdido mesmo, olha só o tipo de música que as pessoas estão ouvindo hoje em dia!

Lição 4 - Se puder, saia de fininho!

No mesmo dia, eu e meu amigo saímos da loja de CDs e fomos pra uma loja de calçados. Ficamos olhando as vitrines, até que eu achei um modelo muito bonito e entrei pra provar. Ele entrou também. Enquanto eu esperava a vendedora que me atendeu voltar com o tênis do meu número, olhei-me no espelho e vi o quanto de banha eu estava acumulando em meu corpo e comecei a falar com meu amigo o quanto eu estava uma baleia, que isso não podia ser, que merda, bla bla bla.

Como você já previu, não era meu amigo que estava ali. Obviamente o sacana havia saído da loja pra ver outra coisa na vitrine. Em seu lugar estava a outra vendedora da loja, assustada. Afinal, o que era aquele carinha chorando suas mágoas adiposas para com ela? Ainda mais naqueles termos.

Fiz a cara mais normal possível (tá bom, tá bom. Já sei o que você vai dizer… Gump e normal não combinam. Eu sei. Mas fiz a cara gumpesca menos anormal), e saí rapidinho.

Sem provar os sapatos!

Há, claro, outros tipos de mancadas que eu já cometi, mas para elas ainda não tenho um tutorial para não passar vergonha. Simplesmente porque elas ainda me envergonham até hoje!

Avestruz02

Tem horas que não tem jeito! Dá vontade de ser igual avestruz e se esconder!

Thursday
28/Feb/2008

Aqui em Goiânia, no trabalho, as pessoas têm o bizarro costume de me chamar de Christian. Eu tento convencê-las a me chamar de Gump, mas ninguém entende por quê. E muitas ficam fazendo as mesmas perguntas.

- Por que Gump?

- Christian é um nome tão bonito! E você prefere Gump?

- Onde é que vai o agá mesmo? (Nota do Gump: pergunta perigosa)

Mas afinal, qual é o problema com meu primeiro nome???

Nenhum, na verdade.

O fato é que nunca fui chamado pelo nome antes. Desde criança sempre tive apelidos que viravam codinomes. Quase todos relacionados com a cor do cabelo ou da pele: alemão, russo, polaco, gringo, soviético, suíço, Jordy (quem lembra??), Taffarel, Richard Clayderman, Boris Becker… e até mesmo cambaxirra, um pássaro que, diziam meus amigos cariocas, tinha a penugem igualzinha (note a ênfase que davam ao ‘igualzinha’) ao meu cabelo.

Múltiplos apelidos do Gump

Múltiplas faces gumpescas. E quem vier com o papo de que “cambaxirra gosta de pôr minhoca na boca” vai ganhar o Prêmio Gump de Originalidade :-p

Nem em casa eu era chamado de Christian, sempre havia os apelidos familiares. Buti, Crô… e outros que eu não lembro.

“Christian” só servia pra coisas ruins.

- Christian!! Vem aqui agora!

Pronto, era bronca na certa.

- Christian! Vai limpar o quarto!

Ou então:

- Gostaria de falar com o senhor Christian.

Isso é telemarketing, com certeza! Ou cobrador! O que será que eu esqueci de pagar?

E, lá no trampo, é um tal de “Alô, Christian? Deixa eu te falar…”, e eu já sei que lá vem pepino.

Já “Gump” não. Meu primeiro apelido que não tem nada a ver com a minha cor também é o mais duradouro, e usado para coisas boas. Há 12 anos que até eu me chamo de Gump.

Portanto, se você não quiser que eu te olhe com cara de “putz, o que foi que eu fiz agora?“, me chame de Gump.


E agora eu vou antecipar os possíveis comentários da minha amiga grega Bebelspoukris, sempre tão delicada, pra ela não ter trabalho:

  • “Odeio quando postam só por postar!”
  • “Ahnrãm… muito interessante!

Como sempre, é o Gump facilitando a vida de seus leitores!