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Wednesday
10/Sep/2008

Uma das coisas mais legais de se manter um blog é ver a sua obra se espalhando. Quase sempre alguém me diz que recebeu algum texto meu por e-mail ou em algum outro lugar. Raramente com autor identificado, mas tudo bem.

O maior sucesso do blog é a seção “Guia Gump de Cidades“. Já provocou muitas risadas, como no caso do artigo sobre RioMafra, região onde eu cresci, e o pessoal de lá adorou. Graças ao post, reencontrei muitos antigos conhecidos. Mas nem todo mundo leva a seção como a grande brincadeira que é. Portanto, ela já causou muita polêmica, principalmente nos artigos sobre São Bento do Sul e Goiânia.

Mas o grande sucesso do blog, mesmo, foi o Dicionário Goianês, criado inicialmente apenas como um apêndice para o guia sobre Goiânia. Foi espalhado por e-mail, re-publicado em diversos blogs (citando os créditos ou não), alterado e re-publicado novamente (até na Desciclopédia). E, agora, apareceu na edição de domingo do Diário da Manhã, na capa do DM Revista.

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Chamada na capa do Diário da Manhã para matéria que cita um folheto baseado no Dicionário Goianês

A matéria cita um folheto que dizem que é distribuido aos visitantes da cidade. Em tal folheto, apenas um dos verbetes não havia saído do meu post. Os demais, no máximo foram levemente adaptados.

Já perdi realmente a conta dos lugares em que vi meus verbetes (normalmente acrescentados de outros).  É um texto muito famoso. Só o autor que é desconhecido.

O bom disso tudo é que eu aprendi uma técnica muito útil para posts que eu acho que serão amplamente copiados. No dicionário eu citei algumas vezes meu nome no texto, e ele acabou sendo repassado e republicado assim. Comecei a fazer isso com os textos que saíam no UÊBA.

Faço isso porque foi muito chato quando, lá no comecinho do blog, o artigo “Como fumar sem ser odiado” foi copiado por um blog muito visitado. É triste quando alguém me visita e diz que sabe “de onde eu copiei o texto”. :(

Friday
5/Sep/2008

Este texto é o quarto da série A vida em 4 linhas de ônibus. Finalmente terminando a série.

Linha 4 - Eixo Anhanguera, vulgo Monster Bus

Andei muito pouco de busão aqui em Goiânia, mas tenho certeza que se o tivesse feito um pouquinho mais, teria infinitas idéias para posts. Acho até que vou dar umas voltas pela cidade de busão só para pegar inspiração.

O primeiro dia em que eu peguei ônibus aqui foi quando fiz o concurso para o Tribunal de Justiça, quando ainda morava no sul. E aí já ficou clara uma deficiência do transporte: você precisa comprar o chamado “sit-pass” (muito semelhante a um bilhete de metrô) antes do embarque. Isso em geral é bom, porque agiliza as coisas. Mas não é tão fácil assim de comprá-lo. Num final de semana, esqueça. Se em um domingo você precisar andar de ônibus em Goiânia e não tiver sit-pass, desista. Vá à pé, pegue um táxi, use seu próprio carro, mas não bata perna por aí procurando sit-pass, porque é, em geral, perda de tempo. (Dica gumpesca: se houver a menor possibilidade de ter que pegar ônibus em Goiânia, tenha um sit-pass no bolso).

sitpass

Ô, coisinha difícil de comprar às vezes…

No dia do concurso foi um tumulto para pegar ônibus, já que muita gente entrava sem sit-pass, descobria que precisava dele e não conseguia sair, com a multidão empurrando. Essas pessoas acabavam tendo que conseguir comprar de alguém lá dentro mesmo. E eu, que tinha sit-pass, não conseguia entrar.

No mesmo final de semana, fui apresentado ao Monster Bus! Trata-se do apelido da linha Eixo Anhanguera, um ônibus articulado que corta a cidade de Goiânia. Só tive que permanecer nele por algumas paradas, mas foi o suficiente para decidir voltar à pé.

Conceitualmente, o Monster Bus é muito bom. É uma adaptação dos ônibus biarticulados de Curitiba. O único defeito do ônibus em si, na minha opinião, é a falta de ligação entre a plataforma elevada de embarque e a porta do ônibus. Simplesmente fica um grande vão ali, suficiente para caber uma perna inteira. Já vi acontecer. Mas ele favorece muito a população de boa parte da cidade, pois liga duas regiões distantes de Goiânia de forma rápida, usando sua pista exclusiva.

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Nem só de gente fedida vive o busão…
Finalistas do Concurso Miss Monster Bus Eixão - clique na foto para ampliar
Foto: Diário da Manhã

Mas, na prática, pegar o Monster Bus não é uma experiência agradável. Parece até que existem certas leis para o funcionamento da linha:

  • É expressamente proibido tomar banho antes de pegar o ônibus
  • Vomitar dentro dele é altamente recomendado
  • Nunca deve haver menos de 200 pessoas em seu interior
  • Quando a porta abrir, a multidão deve agir igual manada de bois e invadir o ônibus sem esperar o desembarque
  • Se o ônibus não estiver suficientemente sujo, alguém precisa colar algum chiclete ou colaborar de alguma forma para emporcalhá-lo
  • Os malandros devem ficar atentos para furtarem o maior número de pessoas possível
  • Deve haver, no mínimo, um pregador e um vendedor de algo inútil para a linha funcionar.

Mas, provando que Goiânia é terra de mulheres bonitas, até mesmo no interior do Monster Bus é possível encontrá-las. Já houve até um concurso Miss-Eixão!

E agora o Monster Bus também faz sucesso no Youtube, com o clip do Rock do Monster Bus. O vídeo é muito bom e retrata bem o que é uma viagem nesse ônibus. Veja o clipe abaixo:


A vida em 4 linhas de ônibus:

Thursday
4/Sep/2008

Chegando a um barzinho para o primeiro Happy Hour do grupo Blogyn, há algum tempo, encontrei a Fabíola Ariadne na mesa e estendi a mão para ela. Ela me censurou:

- Aqui em Goiânia, a gente se cumprimenta com um beijo no rosto! Vai se acostumando!

Mas não é verdade! Eu sempre cumprimentei com beijo no rosto em Curitiba e, por costume, fazia isso aqui também. Muitas meninas se assustavam (tudo bem, uma gumpesca aproximação deve ser estarrecedora mesmo!), e outras já esticavam a mão para um aperto, quase que dizendo: “Mantenha distância!

E então eu lembrei da dificuldade que é cumprimentar as pessoas em diferentes lugares. Quando morava no Rio, era aquela coisa: 2 beijinhos, mas sempre tinha que dar 3. Sabe como é. Pra casar. Chuac, chuac, chuac!

E ainda tinha gente que dava 4 pra não morar com a sogra! Chuac, chuac, chuac, chuac, ufa!

Aí ia para São Paulo, e tinha que dar um só. Eu ficava no vácuo no segundo, acostumado com dois/três. Então, eu finalmente acostumava, e dava um só. Levava bronca!

- Três pra casar, Gump!

Pô, é um ou três?

Mas às vezes eu encontrava gente que dava 1 ou mesmo 2 e parava:

- Casar? Argh!

Em Curitiba, era mais fácil. É amiga? Está sendo apresentado a alguma menina? Chuac e pronto!

Bom, na verdade nem sempre era tão fácil, mesmo em Curitiba. Sempre tem as forasteiras. Na hora de me despedir de uma carioca, dei um beijo e fui saindo. Ela ficou igual estátua, com o rosto pra frente e o bico do segundo beijo, rosnando. Só parou quando voltei. Mas me deu aquela bronca!

- Aí, me deixou no vácuo, pô!


Um beijo, dois beijos, 3 pra casar, 4 para não morar com a sogra, ou é pra eu manter distância?

Mas nada me é mais estranho que uma menina chegar pra me cumprimentar estendendo a mão. Aperto de mão entre um homem e uma mulher me parece algo muito formal.

Então, por algum tempo, mantive meu jeito curitibano de ser, cumprimentando com um beijo no rosto quando encontrava ou era apresentado a alguma menina. Mas parei por dois motivos. Primeiro, foram os insistentes pedidos desesperados de “mantenha distância” com o braço. E depois, uma possível indireta que ouvi de um amigo um pouco extremista.

Foi assim: eu encontrei duas conhecidas, entre elas a namorada desse meu amigo, e segui meu costume de cumprimentá-las com um beijo no rosto. A outra menina me barrou com o tradicional braço esticado. Fique onde está!, parecia dizer. Mas até onde eu me lembre, a namorada do cara, que foi quem eu cumprimentei primeiro, respondeu ao cumprimento na boa.

Num outro dia, esse amigo veio falar que pretende ser fiel a ela, e que por isso nunca vai fazer essas coisas (ele usou um termo pejorativo do qual não me recordo) do tipo cumprimentar outra mulher com um beijo. Mas hein? Bom, apesar do extremismo, encarei como uma indireta:

- Não encoste na minha namorada, gaúcho safado! (Gaúcho, eu?)

Mas enfim, para evitar problemas, resolvi agoianar! Ou, ao menos, fazer o que parece ser o mais comum aqui. Agora estico o braço!

Levei bronca da minha prima quando ela esteve aqui (acabei estendendo o braço até pra ela, por costume), e levei bronca da Fabíola. Mas pouco depois dessa censurada, chegou a amiga dela e me cumprimentou…

…estendendo o braço!

Wednesday
27/Aug/2008
  • Tô com sono. Vou dormir.
  • Comi arroz com pequi hoje.

Ops! Confundi. Esse post é para ser um momento blog pessoal, não momento “Twitter”. Seguem algumas informações ou opiniões pessoais não-relevantes que eu quero compartilhar, para depois você poder soltar um sonoro…

E o Kiko tenho com isso???

Se eu quisesse aparecer, não conseguiria

Eu sou um cara discreto. Bom, eu gostaria de ser, já que sou tímido e não gosto de aparecer.

Mas me parece que quanto mais você quer ficar na sua, passar despercebido, mais Murphy se encarrega para que todos saibam da sua presença.

Aconteceu na academia ontem. Halteres de 25kg na mão, eu acabei pisando na perna do banco. Torci o pé, o que me fez perder o equilíbrio, devido aos 50kg adicionais. Numa tentativa desesperada de não me estatelar, joguei os pesos no chão (mentira, não consegui segurá-los mesmo).

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Não adiantou. Bati um dos joelhos e as mãos no chão, mas levantei rapidamente, para tentar dar aquela fingida de que nada aconteceu básica. Mas ninguém colabora. Todo mundo olhando, e uma vez a cada 5 segundos alguém vinha me perguntar: “Machucou?

Sorte que a torcida do pé não foi tão grave (e a vergonha foi muito maior que a dor). Se eu tivesse saído de lá para o hospital, eu nunca mais pisava lá. Seria uma pena, a hora da academia é a melhor do dia!

Seminerd

Como sou analista de sistemas, convivo desde sempre com gente nerd. Mas nunca soube dizer se eu sou um nerd ou não.

Eu tenho muitas características nerds: desajustado, tímido, estranho, analítico, “mexo com computador“, sei programar em várias linguagens, etc.

Porém, eu caí de pára-quedas na área. Sempre quis ser jornalista, mas uma vez na faculdade vi o sonho se transformar numa cruel realidade de baixos salários e resolvi trabalhar com esse tal negócio de informática, que se por um lado não deixa ninguém rico, por outro dá pra se alimentar. Mas não tenho paixão, como é o caso do meu amigo Fred, entre outros, que tiram férias para poderem ficar em casa programando ou estudando. Ainda vou fazer algum concurso em alguma área nada a ver.

No mais, não tenho lá muito interesse por tecnologia, odeio conversar sobre isso, não jogo vídeo-game e odeio Star Wars!

Então, resolvi a questão: sou um seminerd.

A língua dominante

Você tem certeza de que o inglês é a língua dominante quando, num filme com legendas em português, você vê que traduziram uma palavra em inglês com outra palavra em inglês.

Vi 3 casos recentemente: bartender foi traduzido como barman; geek sempre é traduzido como nerd; e mall é shopping center.

É de Sumpaulo, então é bom

São Paulo provoca reações antagônicas por parte dos habitantes de outros estados, como é o caso aqui de Goiás. Se por um lado morar numa bagunça violenta como a capital paulista soa algo inimaginável, por outro ela exerce um enorme fascínio.

Assim, é comum, quando se quer dizer que um produto é de qualidade, a pessoa falar que é de São Paulo. É só ir ao camelódromo:

- Chegou de Sumpaulo ainda hoje!

- Vai chegar um novo carregamento ainda hoje, direto de Sumpaulo!

Em lojas de informática, tudo “vem direto de Sumpaulo“. Mesmo que na real venha de Miami ou Ciudad del Este.

E esses dias até dois desses tipos de camelôs que vendem frutas na Av. Anhanguera tinham placas avisando que os morangos e uvas vinham de São Paulo.

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Diretamente de Sumpaulo

Daqui a pouco, só o pequi não vai ser de Sumpaulo. Aí seria demais!

Já começaram a soltar o verbo!

Eu já havia informado que eu fui gentilmente coagido a escrever em outro blog, onde a cada semana um tema seria debatido, de forma ácida, polêmica. Alguém levanta a bola no primeiro post, e depois os demais colaboradores postam sobre o mesmo tema, se possível humilhando o autor do primeiro texto.

Pois a pancadaria começou com um post provocativo, polêmico e não necessariamente justo: Aos paquidermes de plantão: chega de desculpas esfarrapadas! Como os 3 colaboradores do blog odeiam a balança, boa coisa não vai sair. Ainda mais que a famosa e assustadora Lina já está com a réplica pronta.

Tuesday
19/Aug/2008

Há pouco mais de um ano, minha amiga Lina ordenou que eu começasse um blog conjunto, em que nós, entre outros colaboradores, iríamos dar vazão à loucura de nossas mentes. O projeto foi batizado de Mentes Psicodélicas. Durou pouco tempo, mas teve alguns textos bons. A gente acabou se perdendo pela falta de um tema em específico.

Agora, vamos retomar o projeto.

Mas dessa vez, estabelecemos um foco: vai ser nosso blog para realmente soltar o verbo. Falar tudo aquilo que não falamos em nossos blogs principais, para evitar linchamentos mantermos uma linha pessoal mais serena.

Serão 3 colaboradores: Eu, Lina e Dani. A cada semana, um assunto, e cada colaborador fará um post sobre esse tema. Como nem sempre concordamos em muita coisa, e como é um blog-vale-tudo, naturalmente nos xingaremos com gosto por lá.

Mas, por que estou assumindo escrever em mais um blog, ainda que tendo que escrever apenas um post por semana?

Essa resposta é simples.

Porque a Lina disse: ESCREVA!

Submisso, eu? Longe disso. Eu tenho tanta aversão a ordens que se eu tiver uma parada respiratória e alguém, durante o processo de me reanimar, gritar “RESPIRE!”, eu vou morrer só pra não ter que obedecer! Mas deixe-me contar um pouco sobre a Lina pra esclarecer essa questão.

Dizem que o final de outubro é uma época associada com terror, halloween. É, também, relacionada com aqueles que são os melhores nas suas áreas. Pelé e Maradona nasceram no final de outubro, por exemplo.

Mas o que dizem mesmo é que no final de outubro de 1975 as duas características acima se fundiram. Alguma conjunção astrológica, talvez. A energia esteve carregada e nos últimos dias daquele mês, a Lina nasceu. Não nascia uma mulher, simplesmente. Tratava-se de um ente malévolo! Mais: a perfeição na arte de ser má!

Conheci a Lina na Internet, num chat entre amigos. Não foi uma conversa comum, com certeza. Lembro que de cara ela achou uma alma gêmea por lá, que era outra amiga minha. Chamarei essa outra amiga de “Fulana“, pois sou um cara criativo. Pois bem, Fulana uma vez passou algumas horas ao telefone comigo falando empolgadíssima sobre um livro que descrevia técnicas de tortura. A sua favorita era um caixão com pregos dispostos de forma a furar a vítima em partes não vitais, para que a morte fosse bem lenta e dolorosa. Fulana também assistiu um filme comigo no cinema e não conseguiu esconder a sua satisfação na cena em que uma personagem arrancou o olho da outra!

Pois, no tal chat, ela e Lina se uniram pra me torturar virtualmente. Era tamanha a criatividade malévola da Lina que Fulana virou quase uma santa. E eu sentia quase dor real!

Aquilo era tudo uma brincadeirinha, é claro! Mas a partir daí viramos amigos e, passados alguns anos, eu sei que não sou páreo para o caso de ela declarar guerra comigo! Veja como eu tenho razão.

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Soldados e crianças apavorados após testemunhar uma reação da Lina

Houve uma vez em que soldados estavam marchando na frente de sua casa, atrapalhando sua concentração. Lina chegou até a janela e educadamente pediu para eles marcharem sem bater os pés. Eles, ignorando os riscos, debocharam dela. O sangue subiu, e sua reação foi tão intensa que todos os soldados sobreviventes correram por suas vidas, junto com as crianças que testemunharam o massacre, totalmente apavoradas!

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“A Lina vai te pegar!!!” Maldade que fizeram com a garotinha.

Sua fama se espalhou. Não houve quem a desafiasse que não lamentasse ao sentir os efeitos de seu poder maligno! Em algumas culturas, os pais não ameaçavam as crianças más com estórias do bicho-papão ou do velho-do-saco. Inventavam estórias com a Lina. Mas tais estórias foram proibidas depois que uma geração inteira foi acometida de pânico e pesadelos!

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Alguém que não pagou uma dívida para com a Lina, implorando por sua vida.

Então, creio que agora você há de concordar que, se a Lina disse pra escrever, é melhor escrever…

Segunda-feira, dia 25 de agosto, os resultados começarão a aparecer, e até lá faço mais propaganda divulgando o link. :)