Tô aqui “fazendo” as malas.
Seguindo meu padrão especial, infalivelmente seguido. Não, não me refiro ao fato de ter uma lista no iPod para seguir e fazer as malas com rapidez, o que realmente faço.
O que eu nunca contei é como funciona o meu ato de fazer as malas. O que acontece entre o momento em que pego a lista pronta e decido fazer as malas.
Mas agora isso muda, porque venho narrar o passo-a-passo da minha “fazeção” de malas (na verdade, mochila) de hoje.
1. Procurar o iPod.
2. Distrair-se com o jogo que está passando na TV.
3. Encontrar o iPod.
4. Jogar um joguinho no iPod.
5. Twittar que está com preguiça de fazer as malas.
6. Procurar a mochila.
7. Ligar um podcast pra passar o tempo porque o jogo distrai demais.
8. Twittar de novo.
9. Olhar para a mochila.
10. Sem sair da cadeira, ver um vídeo no youtube.
11. Separar os primeiros itens da lista.
12. Twittar que tem que escrever um post sobre o método gump de fazer as malas.
13. Olhar a timeline do Twitter.
14. Procurar a mala de mão.
15. Pensar “eu só consigo fazer a mala de última hora, na madrugada, morrendo de sono”.
16. Twittar.
17. Guardar um tênis na mochila.
18. Escrever um post sobre o Método Gump de fazer as malas.
19. Desistir de fazer a mala e ir pra academia.
20. Tomar banho.
21. Morrendo de sono, altas horas da madru, fazer a mala.
Pela minha preguiça, parece até que é essa a quantidade de malas que eu tenho que fazer…
Tudo provavelmente porque há umas 2 ou 3 peças de roupa que talvez eu tenha que passar, o que me enche de preguiça.
Por isso funciona melhor quando eu deixo pra fazer de madrugada em cima da hora. Ao menos não perco o tempo enrolando antes disso.
Farei isso de novo da próxima vez…
Um amigo reclamão estava de mimimi querendo trocar de emprego. Dizia que não aguentava mais as pessoas do trampo atual.
Então eu, solícito como ninguém, vi uma vaga anunciada por aí e comentei com ele. Ele até se interessou, e pediu para eu passar os detalhes.
Então, passei o contato que eu havia visto.
Qual foi sua resposta? Um “muito obrigado”? Um “te pago uma cerveja”? Ou um “Gump, você é um amigão, quando eu receber meu primeiro salário vou passá-lo integralmente para a sua conta como agradecimento”?
Não, ele não teve nenhuma das reações anteriores.
A real reação foi:
QUÁ QUÁ QUÁ!
Sim. O mané riu até se acabar.
Eu poderia até achar que se tratava de ingratidão, mas dessa vez eu pensei rápido e ele não precisou me explicar nada.
É óbvio que eu havia lhe indicado a empresa em que ele já trabalha…
Pior que isso só a gumpice que fizeram em uma empresa em que eu trabalhei anteriormente. Eu estava lá, trabalhando tranquilamente — maneira de dizer, pois não existe trabalho tranquilo na vida de um programador — quando me ligaram dizendo que tinham gostado do meu currículo e perguntaram se eu não tinha interesse em trabalhar ali. Foi a minha vez de rir!
Só lamentei não ter perguntado o salário. Se fosse maior, eu iria lá ser entrevistado de novo pelo meu chefe só para cobrar o novo salário.
Mas nova oportunidade não faltou. Semanas depois, a mesma voz feminina me fez a mesma oferta!
E infelizmente o salário era o mesmo que eu já recebia! Blé!
Mas enfim, tem coisas que, se não for eu a fazer, acontecerão apenas comigo.
Esses dias o Japonês me passou um link e perguntou:
— Gump, ce pescava e nunca tinha me falado ?
Era um vídeo retratando momentos inusitados de um cara famoso nos Estados Unidos, Bill Dance, que apresenta um programa de pesca e entende tudo do assunto. Mas poderia muito bem ser eu ali no seu lugar.
Afinal, ele pode ser um pescador phoddão, mas ficou mundialmente conhecido mesmo foi por suas gumpices.
É basicamente um tio perdido que eu tenho na América do Norte. Ou, em outras palavras:
Christian Gump + Pescaria = Bill Dance
Então, apresento-lhe aqui, Bill Dance, o Gump da Pesca!
Há pouco tempo, contei aqui a minha saga de sobrevivência a um incêndio em meu prédio. Então, a Fabíola Ariadne, invejosa como só ela, resolveu sobreviver a um tipo de acidente também: ficou presa dentro do elevador!
Na hora em que eu comentei lá, inclusive falando da minha “infalível” forma de sobreviver a uma queda de elevador (usando a pança como air-bag), eu estava achando estranho que isso, ficar preso num elevador, nunca tinha acontecido comigo!
É claro que minha memória é que estava errada! Há muito tempo atrás eu já fiquei preso num elevador sim.
Sabe como é: prédio antigo típico de Copacabana, com aqueles elevadores com a porta externa e uma pantográfica que se fecha violenta e ruidosamente quando você aperta o botão do andar desejado.
E minha mente burrinha curiosa e inventiva sempre ficava pensando “o que será que acontece se eu puxar a pantográfica de volta?“.
É óbvio que eu não resisti muitos dias. Numa das subidas, lá pelo sexto ou sétimo andar, eu a puxei.
A sinistra caixa-que-sobe-e-desce fez “nheeeeec” e parou, fazendo mais ruídos inonomatopeizáveis. Imediatamente, meu rosto assumiu a expressão de “fiz merda!” e fechei rapidinho a porta de metal novamente, como se fosse pra ninguém ver o que eu tinha feito.
Claro, inteligentíssimo, pois poço de elevador é um lugar que sempre tem gente olhando.
Mas o caixão preso por um cabo de aço não continuou seu trajeto ascendente. Apertei então o botão do meu andar, de novo e de novo e mais uma vez. Nada. Apertei o botão de outro andar. Nada. Xinguei. Nada.
Ele não ia funcionar, já estava óbvio. O que era o mais inteligente a fazer naquele momento, então? Sair sem ninguém perceber que eu tinha estragado o elevador, é claro!
Como ele parou entre dois andares, tentei sair pela porta de baixo e pela porta de cima, mas nenhuma delas abriu. São as típicas portas de elevador que só abrem quando o mesmo se encontra no andar. Já quem é esse “mesmo”, a terrível e assustadora entidade presente em todos os prédios, é algo que ninguém sabe. Só sei que ele resolveu não aparecer e portanto as portas se mantiveram fechadas.

Resignado, morto de calor, peguei o interfone e liguei para o porteiro, que chamou alguém que o colocou em funcionamento novamente, levando-me de volta ao térreo, onde o porteiro começou a perguntar sobre o ocorrido.
— O que aconteceu?
— O elevador travou.
— Do nada? Que estranho!
— Nem me fale. Tem que ver isso. Elevador antigo tem dessas coisas.
— É, é um perigo!
— ô. Bom, vou tentar subir de novo. Obrigado!
Nos dias de hoje, tenho que usar o elevador no trabalho. Torcendo para não parar. Quase sempre, pelo menos.
Estou indignado!!
Alguém andou acompanhando a minha vida para pegar meu jeito de ser. Então, jogaram esse meu jeitão particular em um personagem e fizeram uma peça publicitária.
E eu não ganhei um centavo com isso!
Incorporo o vídeo da peça neste post para servir como prova:
Bem no estilo de coisas que eu costumo fazer, como já escrevi em outro post.
Cadê a minha parte??? E em dinheiro, por favor…