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Friday
27/Jun/2008

Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar. O autor morou 11 anos em Curitba e mais 15 nas redondezas e até se considera mais curitibano que qualquer outra coisa, mas seu objetivo é zoar e não elogiar cidades.

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Curitiba, a cidade das estações-tubo

Curitiba é a capital do Paraná, a Capital Ecológica do Brasil e a Cidade Sorriso. Sorriso de quem ouve esse apelido irônico. Afinal, Curitiba é a Capital da Cara Fechada.

É uma cidade habitada por diversas tribos que não se misturam:

  • Polacos de cara fechada
  • Alemães com cara de poucos amigos
  • Italianos nada amistosos
  • Playboys antipáticos
  • Vileiros briguentos
  • Boys de vila que acham que são Playboys antipáticos
  • Mallucellis
  • Forasteiros

Os membros de todas as tribos são, desde a infância, muito obedientes. Em Curitiba, os pais pedem para os filhos não falarem com estranhos e eles obedecem.

Já diz a velha piadinha:

P. O que um curitibano faz ao pegar a mulher na cama com outro?

R. Nada. Curitibano não fala com estranhos.

Identificar um forasteiro é fácil. Você cumprimentou um desconhecido e ele respondeu? Ele não é curitibano. Alguém veio falar com você? Então esse alguém não é curitibano. A menos que o assunto seja relativo a você lhe passar a sua carteira e o celular. Aí provavelmente quem lhe abordou é um vileiro.

Vileiro não é simplesmente um morador de vila. A maioria dos moradores de vila não são vileiros. Vileiro é um jeito de ser, caracterizado pelo visual típico, que envolve bermudões gigantes, camisas gigantes estilo gangues de bairros negros de filme americano, bonés coloridos virados para o lado e tênis de skatista gigantes com cadarços coloridos gigantes. E você nunca vê um só. Eles andam sempre em bandos de no mínimo 20, promovendo arrastões ou brigando uns contra os outros.

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Os chamados “Vileiros” de Curitiba em ação, antes de um arrastão.

Transporte coletivo

O maior orgulho do curitibano é o transporte coletivo da cidade, talvez o menos horrível do Brasil. É a única cidade cujos ônibus e pontos de ônibus são cartões postais! Os pontos de ônibus, em sua forma peculiar, provam que Curitiba na verdade nada mais é que uma falência múltipla de órgãos, mantida viva através de tubos.

E o fato de não ter praia não quer dizer que a cidade não possui surfistas. A galera radical marca presença no teto de algumas linhas de ligeirinho (um tipo de ônibus). Pegam altos tubos.

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Biarticulado e estação tubo

Ainda sobre o transporte público, ele é tão famoso na cidade que até o Ligeirinho e o Biarticulado têm perfis no Orkut (clique nos links para ver). Fuçando lá você vai ver que toda a família tem perfil: o Interbairros, o Tubo, etc.

Bairros

Os bairros de Curitiba são envolvidos em algumas curiosidades. Para começar, existe um que não consta nos mapas: o Champagnat. Tudo porque o nome oficial do bairro é feio de doer: Bigorrilho.

Outros dois bairros curiosos são o Mossunguê e o Ecoville. O mapa diz que o Ecoville não existe, e que tudo ali se chama Mossunguê. Mas na prática, existem ilhas de Ecoville no meio do Mossunguê.

Explico.

No princípio, havia o Mossunguê, um bairro pobre, longe pra burro do centro da cidade. Depois a burguesada decidiu fugir das regiões centrais mas, preconceituosa, ficou com vergonha de dizer que morava no Mossunguê. Inventaram então um nome de fantasia, o Ecoville. Então, naquela região, na prática, funciona assim: se o endereço for de um condomínio de luxo, diz-se que fica localizado no Ecoville. Se for um local mais modesto, é Mossunguê. Agora você já sabe distinguir os dois bairros.

Entre o Bigorrilho/Champagnat e o Mossunguê/Ecoville, existe um bairro que não serve pra nada, exceto pra dar nome a um terminal de ônibus. Chama-se Campina do Siqueira. Os únicos moradores do Campina do Siqueira são os sem-teto que dormem no terminal. É mais fácil achar um acreano que alguém que diga “Eu moro no Campina do Siqueira.

Outro bairro famoso fica longe dali. É o Boqueirão. Ele tem uma função importante: ser sacaneado pelos habitantes de todos os outros bairros. Mas seus habitantes são muito mais orgulhosos que os do Mossunguê, e não usam um nome fictício para não dizer onde moram.

Apesar disso, muitos dizem que moram no Hauer, um bairro relativamente nobre e relativamente próximo, mesmo morando ao lado do terminal do Boqueirão.

Se bem que se você tivesse que ouvir as mesmas piadinhas sempre, também iria dizer até que mora em São José dos Pinhas, na região metropolitana, em vez de se assumir “boqueirãoense“.

De qualquer forma, a quantidade de bairros em Curitiba não é suficiente. Por falta de espaço, o Aeroporto Internacional de Curitiba fica em São José dos Pinhais e o Autódromo Internacional de Curitiba fica em Pinhais.

Não, São José dos Pinhais e Pinhais não são a mesma cidade. São duas cidades da região metropolitana. O pessoal da região só pensa em pinhão e não sabe inventar outro nome. Dizem que o nome Curitiba significa “Muitos Pinhões” em tupi. Mas há outras versões, como a que diz que “Ritiba” quer dizer “do mundo”…

Clima

Curitiba é uma cidade com 4 estações bem definidas. Mas eu não me refiro a estações do ano, e sim estações do dia!

Você acorda e luta para sair da cama quentinha, quando vê tudo branco lá fora. Geada! Temperaturas próximas, ou até mesmo abaixo, de zero. Sai de casa e o ar gelado queima suas narinas.

No começo da tarde, você carrega quilos da agasalhos na mão enquanto torra no sol de 30 graus. De repente, do nada, o barulho dos trovões lhe avisam para correr antes da chuva chegar! Quando a chuva passa, você fica aliviado: nem calor, nem frio. Mas 2 minutos depois você lembra que está em Curitiba, pois começa a bater os dentes de frio novamente.

Nota do Gump: Lembro-me do primeiro mês morando em Curitiba, em Janeiro/1996. Queria conhecer a cidade pedalando e, após me arrumar para a pedalada, o céu desabou em forma de chuva. Desisti e fui ler um livro. Algumas páginas depois, ao olhar pela janela, vi um sol glorioso, majestoso. Peguei a bike e saí, apenas para voltar encharcado uma hora depois.

Turismo

Curitiba tem uma ótima estrutura turística. São inúmeros os locais de visitação, cada qual com a sua peculiaridade.

Cito alguns:

  • Ópera de Arame - Teatro que chama mais a atenção que os poucos eventos que são realizados nele
  • Pedreira Paulo Leminski - O lugar era uma pedreira de verdade. Puseram um palco e virou ambiente para grandes shows.
  • Universidade Livre do Meio Ambiente - Uma universidade onde ninguém se forma, mas que mostra todo o potencial túrístico da cidade: tem até estacionamento para disco voador. O prédio da universidade se assemelha a uma enorme casa na árvore.

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Estacionamento para disco voador na Universidade Livre do Meio Ambiente

  • Parque Barigui - local para onde se vai para ver, ser visto ou botar som alto nos carros fazer caminhadas e curtir o final de semana.
  • Santa Felicidade - bairro italiano com ótimos restaurantes, responsável por 80% dos quilos extras de todo curitibano obeso.
  • Prédio Clássico da UFPR. Todo curitibano se orgulha de ter a primeira universidade do país, apesar de ninguém no resto do Brasil concordar com essa afirmação.
  • Parque Tanguá - um enorme vazio que, com algumas construções, dois lagos e uma cachoeira artificial, acabou ficando realmente bonito.

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Parque Tanguá

  • Bosque do Papa - Parque criado após a visita de João Paulo II, e que virou uma espécie de memorial polonês.
  • Bosque Alemão - como alemão é um bicho invejoso, não aceitou que existia um bosque com temática polonesa e criou um com temática alemã. Tem uma engordativa casa de doces alemães numa ponta, uma casa que simula a casa de uma bruxa de conto de fadas no meio da mata, uma trilha com plaquinhas contando em poesia a estória de João e Maria e, finalmente, um portal bonito mas muito bizarro e sem sentido na outra ponta.
  • Museu do Olho - Um museu que tem uma parte em forma de um imenso olho suspenso.
  • Arena da Baixada - Estádio que os atleticanos dizem que é o melhor do Brasil e os Coxas-brancas (torcedores do Coritiba) e Paranistas (torcedores do Paraná Clube) corrigem: o melhor meio-estádio do Brasil.

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Museu do Olho

Se quiser saber mais detalhes, ou saber de Praça do Japão, Jardim Botânico, etc, vá procurar um guia de verdade!

Capital dos Malucos

Curitiba é a cidade com mais malucos e figuras estranhas por habitante em todo o país. Talvez em todo o mundo.

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Inri Cristo

O Inri Cristo, por exemplo, diz que é a reencarnação de Jesus Cristo, e tem até seguidores. Mas ele perde em popularidade para o Oil Man, um gordinho maluco que veste uma sunga, meleca o corpo todo com óleo e sai para pedalar nos lugares mais cheios de gente que conseguir achar. Não importa a época do ano e a temperatura, em algum lugar movimentado da cidade, lá estará ele!

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Oil Man

Outra famosa é a Borboleta 13, senhora que fica gritando, no calçadão da Rua das Flores: “Borboleta 13!” ou recentemente “Olha a cobra, 33!

Quem costumava pegar o biarticulado Centenário-Campo Comprido também já teve o desprazer de encontrar uma senhora doida procurando pessoas ingênuas que lhe dêem atenção, para passar a viagem inteira lhe falando abobrinhas. Não sei qual o apelido dessa figura.

Mas esses são apenas os exemplos famosos. Andando algumas quadras em Curitiba você com certeza vai ver alguém falando sozinho, conversando com uma lata de tinta, ou mesmo gangues inteiras de adolescentes vestidos como quem vai a uma festa a fantasia: vileiros, metaleiros, emos, nerds…

Para mim, nenhuma figura bate um pseudo-assaltante/pedinte que um dia me abordou, dizendo que tinha sido assaltado e precisava de dinheiro pro busão. Ao ouvir que eu não tinha nada, ele soltou uma extensa lista de xingamentos, até eu sumir de sua vista. Dias depois, ele me abordou de novo, e foi a mesma ladainha. No dia seguinte, mais uma vez; e outra vez mais alguns dias depois. Mas nessa última vez, antes mesmo de ele iniciar a falar, eu disse: “Pô! Foi assaltado de novo? Cara, você é muito azarado!”.

Ouvi a tradicional lista de xingamentos, mas dei belas risadas.

Língua Oficial

A língua oficial de Curitiba é o Curitibanês ou Curitibês. Nunca, mas nunca mesmo, diga que um curitibano tem um sotaque. Curitibano não tem sotaque, o resto do Brasil é que fala errado. O curitibanês é nacionalmente conhecido como “a língua do leitE quentE“, marcada pelo fato de o “E” ter realmente som de “E”.

Piá (menino, rapaz), vina (salsicha), largue mão (pare com isso, ou “não acredito”, dependendo do caso) e penal (estojo escolar) são alguns termos característicos do curitibanês.

Conclusão

Então, piá (ou guria), largue mão de ficar lendo esse texto meia-boca, cujo objetivo é apenas zoar, e vá ler algo útil sobre a cidade:


Veja também, no Guia Gump de Cidades:

E, relacionado:

Friday
23/May/2008

Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, veja as referências ao final do artigo.

Morretes é uma cidade sem mar do litoral do Paraná. É muito visitada porque a linha turística de trem que liga Curitiba a Paranaguá só vai até Morretes.

Aliás, o passeio de trem é algo fantástico. Saindo da capital do estado, você tem a impressão de que o trem está só se aquecendo, andando a 20km/h. Depois de um bocado de paciência, percebe-se que ele não vai mais rápido que isso.


O rapidíssimo meio de transporte para chegar em Morretes. (foto: Aurelio)

Depois de algum tempo, você tem a emoção de enfrentar o perigo quando o trem passa em vilas da região metropolitana. Nesse momento deve-se fechar as janelas metálicas do trem enquanto os moradores atiram pedras. Tal qual o preparo de pipoca, você sabe quando pode abrir a janela quando o barulho passa.

A partir daí a vista, fantástica, começa a compensar. A serra do mar é incrível, e dá pra se ver algumas cachoeiras. Não lembro o nome de nenhuma, mas com certeza uma delas chama-se Véu de Noiva.

99% das cachoeiras chama-se Véu de Noiva.

O Marumbi visto de dentro do trem. (foto: Aurelio)

A cidade de Morretes tem uma culinária muito apreciada. Os pratos típicos são o barreado, o barreado e o barreado.

Aliás, o barreado é o orgulho local. Todo morador de Morretes odeia os moradores da vizinha Antonina, pois estes dizem ser os verdadeiros criadores do prato. Ele é feito a partir de uma carne que é cozida por cerca de 20 horas, e é servida com farinha de mandioca.

A alegria de quem leva turistas de fora do Paraná para conhecer o barreado é submeter os amigos ao “teste do barreado“. É onde os garçons demonstram a forma correta de se servir: deve-se misturar o barreado com a farinha de forma que se torne uma massa compacta a ponto de não cair do prato se este for virado. Para provar isso, vira-se o prato na cabeça de uma vítima!

Cada restaurante tem o seu estilo de fazer o teste do barreado. Em alguns, vira-se o prato de surpresa na cabeça de algum turista desavisado. Mas cuidado. Nessas horas, tem muito machão dando gritinho fino. Se você tem algo a esconder, vá preparado para não se assustar.

Mas a melhor de todas essas demonstrações do barreado, na minha opinião, é a do restaurante Casarão. Nele, o dono e o “Cara da Banana” fazem todo um teatro e uma sessão de tortura psicológica em um “voluntário” (democraticamente escolhido pelo grupo ou pelo próprio dono do restaurante), terminando com a virada de prato sobre a cabeça do mesmo.

O cara da banana e o dono do restaurante Casarão torturando uma pobre “voluntária” para a demonstração da maneira correta de se servir o barreado

Em finais de semana de calor em Curitiba (ou seja, mais de vinte graus), a população da capital desce em peso para para refrescar-se no rio Nhundiaquara. Nesses dias, o rio vira uma versão paranaense do Piscinão de Ramos.

Piscinão de Morretes

Também é extremamente popular a prática do câmara-de-pneu-de-caminhão-cross bóia-cross.

Há muita gente que vai para Morretes apenas como pretexto para descer a Estrada da Graciosa, de carro ou de bike (a estrada é a Meca dos Cicloturistas). Trata-se de uma antiga trilha indígena tranformada em rodovia estadual pavimentada com paralelepípedos. Houve um turista que chutou que o nome deveria ser em função das flores à beira da estrada. Segundo ele, se houvesse muitos pés de mamão em vez de flores, ela se chamaria Estrada da Formosa.

Entrada da estrada da Graciosa

Também há gente que chega à cidade após descer de trem até a estação Marumbi, subir o pico do Marumbi e demorar demais pra descer por ser sedentário despreparado e medroso, perdendo assim o trem de volta na descida. Mas não é só no complexo do Marumbi que há trilhas cansativas divertidas de se fazer. Há cachoeiras acessíveis apenas após um bom trekking.

A cidade parou no tempo mantém o aspecto de cidadezinha antiga, pela arquitetura de suas casas, suas luminárias e suas pontes.


Vista de uma das ruas principais

O grande problema de Morretes, na minha opinião, é que eu gosto tanto de lá que não consigo fazer um bom texto zoando a cidade. Raios!

Telefone típico de Morretes

Vale a pena conhecer!


O artigo, obviamente, contém muitas brincadeiras. Para informações mais sérias, visite os seguintes sites:

Veja também, no Guia Gump de Cidades:

Monday
12/May/2008

Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.

Ponta Grossa é, junto com Rolândia, uma das cidades de duplo sentido do Paraná.

Uma de suas características mais marcantes é uma suposta antipatia da população local. Mas se isso for verdade, o que eu não achei nas vezes em que estive lá, é compreensível! Depois de Pelotas, é a cidade com mais piadinhas repetitivas em todo o país. Sempre tem alguém que, ao conhecer a cidade, solta essa:

- Qual a diferença entre a agulha e o Paraná? É que a agulha tem ponta fina e o Paraná tem Ponta Grossa“.

Dãã!!! É ou não é pra ficar de cara fechada?

Também não é possível manter o bom humor na “Cidade Camelo“, com suas enormes ladeiras. Subir cansa.

É uma região muito procurada por turistas vindos de Pelotas-RS e Campinas-SP. Existe uma linha turística que liga Ponta Grossa a Rolândia que custa a bagatela de 100 paus.

Está separada de Curitiba pelo município de Campo Largo. Essa informação é relevante, porque as mulheres de Campo Largo gostam dos homens de Ponta Grossa.

Sua maior e mais famosa atração turística é o Parque Estadual de Vila Velha, onde rochas têm formações bizarras. Tem até rocha em forma de taça, por exemplo. Algumas dessas formas também favorecem o turismo pelotense na região.

O porquê de Ponta Grossa ter tantos turistas de Pelotas

Outro ponto turístico é o calçadão, um local bizarro e assustador. Atravessá-lo faz parte da categoria de esportes radicais.

E todo ponta-grossense tem orgulho de ter um McDonald’s na cidade. Sempre que alguém viaja para lá a trabalho, os nativos se oferecem para levar o viajante para lá.

Também ganhou fama mundial por uma bizarra escultura, que ficou mais conhecida como cocozão.

Cocozão

Também é famosíssima por ser a região com mais zonas de todo o estado do Paraná.

E não se pode esquecer das fábricas de vibradores. A etiqueta “produto de Ponta Grossa” valoriza muito a mercadoria, fazendo com que tais fábricas sejam o carro chefe da economia do Município


O artigo, obviamente, é brincadeira. Para informações mais sérias, visite o site da Prefeitura.

Veja também, no Guia Gump de Cidades:

Monday
12/May/2008

Mantendo meu incansável trabalho de levar a cultura goiana para o resto do país - inclusive trazendo gente do sul pra conhecer o cerrado - atualizei, mais uma vez, o Micro-dicionário Goianês-Português.

Os 3 verbetes abaixo já encontram-se no artigo original. Agradeço a todos que têm me dado sugestões de novos verbetes!

Vende-se este - Aqui em Goiânia é muito mais comum ver placas dizendo “Vende-se Este” colada num carro, do que simplesmente “Vende-se“. É como se quem escreveu pensasse “vende-se? Vende-se o que?“, mas também ficasse com preguiça de escrever “Vende-se este carro“. Fica o meio termo.


Final de tarde - Sabe aquela mania chata das propagandas de uma marca de cerveja de tentar mudar a quarta-feira para Zeca-Feira e o Happy Hour para Zeca-Hora? Pois é, ao menos o Happy Hour já foi aportuguesado por aqui. Chama-se “Final de tarde“, e na prática é o happy hour: você sai do trabalho e vai tomar uma com os amigos. Acompanha espetinho e feijão tropeiro, é claro!


Fi - Creio que vem de “Filho”, é usado no fim da frase, como se fosse um “tchê” gaúcho ou um “meu” paulista. Ex.: “Esse é o melhor, fi!“, “Nossinhora, fi! Bão demais da conta!“.

Tuesday
6/May/2008

Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.

Natércia é uma cidade do sul/sudeste de Minas Gerais, com população de 18 habitantes. Já teve várias denominações, até que Seu Creysson assumiu a prefeitura e fez uma eleição para a escolha do novo nome. As opções eram:

  • Nassegúndia
  • Natércia
  • Naquártia
  • Naquíntia
  • Nasséxtia
  • Nossábadio
  • Nodomínguio

Interrompemos esse artigo para retificar a informação acerca da população da cidade. A filha do prefeito acaba de chegar de Belo Horizonte para visitar os pais e, portanto, agora a população é de 19 pessoas.

O histórico da cidade no site da prefeitura bateu o recorde de texto histórico com mais encheção de linguiça no planeta.

Igreja em Natércia. Toda cidadezinha tem que ter uma igreja central.

Isso porque o texto do link acima foi bastante enxugado. Uma versão estendida é encontrada na wikipedia, mas ainda assim é uma versão reduzida do texto original, escrita por um historiador e médico do sono, nascido em Natércia. No texto original, a justificativa oficial para o nome escolhido na eleição proposta por seu Creysson é que se trata de um anagrama de Caterina, “baseando-se nos versos de Camões, o grande gênio, vitaminado, poderoso, indiscutível, irrepreensível, majestoso, brilhante, brioso, inteligente, classe A, um puta dum cara fodido, o grande pai da língua portuguesa”.

Como ninguém conseguia chegar acordado ao final do texto, reduziram um pouco os elogios a Camões e todo o resto.

No entanto, o texto da wikipedia ainda é utilizado nos institutos de medicina do sono pelo mundo. Com sucesso!

E, ao fim desse artigo, aproveitamos para retificar novamente as informações populacionais. Neste momento o Fazendeiro José da Silva acaba de ir à “casinha“, que fica do lado de lá do limite com Santa Rita do Sapucaí e, portanto, no momento, a população voltou a ser de 18 habitantes. Mas como a cidade está prestes a receber praticantes de rapel de olho em suas cachoeiras, por dois dias a população deverá chegar a quase 26 pessoas! Quase, porque um dos praticantes de rapel é fã de Victor e Léo.


O artigo, obviamente, é brincadeira, mas que os textos sobre a cidade são chatos, isso são. O melhor lugar que eu achei para se ter alguma informação não cansativa foi no portal Férias.tur.br.

Veja também, no Guia Gump de Cidades: