Esses dias eu estava conversando sobre assuntos mórbidos e a conversa chegou nos custos de se bater as botas.
É assustador: segundo uma notÃcia antiga, não sai por menos de R$ 1,4 mil. Mas se contar tudo, deve dar muito mais:
Quem morre deixa uma grande lista de gastos.
E eu achava que as pessoas choravam tanto nos enterros apenas porque o morto era muito querido.
- Buááá! Que saudade do José! Buáááá! Esse caixão custou 3 mil reais!! Buáááá! O velório custou 2 mil! Buááá! Maldito José!

“Em breve, muito em breve, vou sacanear os ingratos dos meus familiares! Huuuuaaahuahua1!“
E ainda por cima, existem as falcatruas. Uma prática comum de algumas funerárias é invadir cemitérios para roubar caixões. Caixões! Para revender.
Já vejo as placas:
- Caixões seminovos! Ótimos preços!
Mas esse humor negro todo é para ver as coisas pelo lado bom. Não tenho direito a plano de saúde onde trabalho. Mas me compensaram: tenho auxÃlio funerário!
Genial!
Eu posso morrer por falta de atendimento médico, mas meu enterro está garantido!
Lamento, universidades! Um cadáver a menos para os estudantes!

“Guuump! Eu viiiim te buscaaaaar! Só há duas saÃdas: ganhar de mim no xadrez2, ou elogiar minhas cuecas noooovas!“
1: Tentativa gumpesca de escrever uma risada maligna.
2: Referência a “O Sétimo Selo“, de Ingmar Bergman.
Distração é algo que não existe!
O que existe é a concentração na coisa errada.
Dito isso, posso afirmar que sou um cara extremamente concentrado, mas nem sempre concentrado na coisa certa.
E estar concentrado é o melhor caminho para levar um susto quando alguém insiste em lhe trazer “de volta à Terra”.
No trabalho, eu fico tão compenetrado que as pessoas falam comigo e eu não percebo. Se me chamarem de Christian, então, nem dou bola. “Não é comigo, é com esse tal de Christian”. As pessoas fazem longas perguntas e, na hora da resposta, silêncio sepulcral. Então, indignadas, berram:
- Guuuuuuuuuuuump!

O que foi?? O que foi???
Pronto. Eu volto à Terra, instantaneamente, com um susto tão grande que chega a fazer um efeito dominó de sustos: a pessoa que me abordou se assusta com meu susto e o resto do povo da sala se assusta com o susto dela.
E, claro, isso vira a diversão da galera. Todo mundo esperando eu ficar concentrado pra gritar GUUUUUUMMMMMP!!
Até que um chefe, devidamente preocupado com a queda da produtividade da equipe devido à s sacanagens com os efeitos que os sustos poderiam causar à minha pessoa, cola um aviso de zoológico na minha cadeira: “Favor não assustar o Gump“.
Mas isso não adiantou. E desde essa época eu decidi que o que eu preciso é de um retrovisor colado ao monitor. Já até me deram um, desses de bicicleta. Minha mesa era a atração dos visitantes do escritório.
Mas não é que já inventaram isso? Um retrovisor para escritório? Pois é. Com um motivo bem menos nobre (mas não menos útil): previnir a chegada de um superior pelas suas costas enquanto você está vadiando.

Taà algo útil para mim
Vi aqui, numa lista de 10 gadgets que os chefes vão odiar.
E esses gadgets cairiam perfeitamente na lista de Produtos Inúteis que Podem ser Presentes Legais.
Você não conhece Goiânia, e chega aqui para algum evento. Você é uma pessoa independente e curiosa. Decide ler num folheto de aeroporto ou em algum guia na Internet e sair seguindo as dicas que leu, para conhecer a cidade.
Afinal, você não precisa mais do que um endereço e um mapa, certo?
Então você acha uma referência à Feira do Sol, que acontece aos domingos. Vê o endereço: Praça do Sol, Setor Oeste.
Legal!
Você, então, procura a Praça do Sol no Google Maps ou naquele mapinha comprado na banca e… Cadê????
A Praça do Sol não existe! Não no mapa…
Depois, você vem morar de vez aqui. Aluga uma casa no Setor Coimbra. E, indo para casa de táxi um dia, o taxista fica lhe perguntando se você mora perto da Praça do Racha. Você, um cara que consulta os mapas da região do seu novo lar, responde:
- Não, nem conheço essa praça! Eu moro perto de uma praça chamada Godofredo Alguma-Coisa.
E o taxista:
- Uai! Conheço não!
Depois de algumas voltas a mais de táxi, por você não ter conseguido informar a altura da rua em que mora, descobre que sim, mora perto da Praça do Racha. No mapa, é Praça Godofredo Alguma-Coisa. Na plaquinha, é Praça Godofredo Alguma-Coisa. Mas nenhum goianiense conhece a praça Godofredo Alguma-Coisa.
Você, meu caro leitor independente, também não vai achar facilmente, no mapa, muitas praças conhecidas de Goiânia: Praça do Violeiro, Praça do Avião, Praça do Ratinho, e até mesmo a praça mais importante: a Praça CÃvica. Todas têm um nome oficial e nem sempre esse nome vem acompanhado do apelido no mapa.

Praça do Avião… Mas não é esse o nome oficial não…
É que Goiânia na verdade é uma grande sociedade secreta. Você não pode simplesmente chegar e encontrar os lugares sozinho. Você primeiro precisa conquistar a amizade de um goiano. Aà sim ele vai lhe ensinar a chegar nos lugares.
E largue mão de querer ser independente, seu… curitibano!
É velha a piadinha que corre por e-mail até hoje falando de coisas que ninguém viu: velório de anão, ambulância abastecendo em posto de gasolina, etc…
E chester? Quem viu?
Assado ou comprado no supermercado não vale. Eu sempre quis é ver um fazendo o seu barulho caracterÃstico. Assim como a galinha faz “cóóóóó” e o peru faz “gluglu”.
Até que um dia eu vi!! Existe mesmo! Cheguei a tocar em um fugitivo do abate. Mas eles não fazem barulho nenhum, nem se mexem. São criados apenas para o abate. Sequer sabem andar. Uma triste vida.

Não me deixaram tirar foto lá na fábrica… essa é a única foto que achei no Google.
Mas mesmo lá em Matagal Capinzal, que ainda é a Capital Nacional do Chester, é muito difÃcil ver um.
Não que eu achasse que ia andar na rua e ver um monte de chester ciscando livremente. Mas ao menos imaginei que teria como fazer uma visita a um galinheiro de chester. Digo, um chestereiro.
Bom, eu vi as galinhas bombadas os chesters justo antes deles morrerem… Digamos que não é uma visão legal. Conheci, há alguns anos, vários setores da fábrica que produz o chester que chega à sua mesa na ceia do natal. Vi desde o abate até a embalagem final, passando pelo setor de cortes, pelos depósitos de congelados e área de industrializados (empanados, etc).
Chester nada mais é que uma galinha modificada geneticamente para ter mais peito e mais (nhammm!) coxas. Bom, continua tendo só duas, mas são coxas mais caprichadas.
Li que 70% do corpo do animal é composto de peito e coxas.
E, por um momento, achei que eu era um chester. Mas li de novo com mais atenção. 70% de peito e coxas. Eu sou 70% barriga e coxas, na verdade.
E já que chester é um animal modificado geneticamente, Será que tem como manipular geneticamente para que seja formado um frango com mais que duas coxas?
Seria perfeito o cruzamento de genes de polvo com genes de frango! Seriam 8 coxas e ainda dava pra fazer sashimi com o resto!
Seria o frangolvo!
Tá achando absurdo?
Bom, eu acho o ornitorrinco absurdo!
E ele existe!
Minha amiga mais cruel e maligna, a Lina, começou a usar seus dotes artÃsticos para ganhar dinheiro. Entre outras coisas, vai passar a fazer sabonetes.
Então, num lampejo de gumpice, eu achei ter tido uma idéia genial e original:
- Lina, faça um sabonete masculino com cordinha. Perfeito para uso em vestiários!
Mas não é que isso já existe?

Sabonete perfeito para uso em academias
É até melhor que a minha idéia gumpesca. Eu tinha imaginado algo parecido com um ioiô. Se o sabonete cai, você puxa mantendo-se seguramente ereto. Mas esse aà nem cai.
De qualquer forma, a Lina vai fabricar alguns. Pena que não posso patentear a idéia.