Goiânia é uma cidade muito doida pra quem vem de fora. Além de ser a cidade das praças secretas, suas ruas também têm caracterÃsticas únicas!
Imagine que você está caminhando por uma avenida, reparando nas plaquinhas das ruas que cruzam essa avenida. Aà você repara: “Alameda das Rosas”. Continua o seu caminho na mesma avenida e, na esquina seguinte, olha a plaquinha: “Alameda das Rosas”. De novo? Como assim??
Sim, você acaba de descobrir uma alameda paralela a ela mesma!! ImpossÃvel? Pois é o caso da Alameda das Rosas, que começa e termina na Avenida Anhanguera.

Alameda das Rosas, paralela a ela mesma.
E tem a tal da 10. Todo mundo conhece a tal da 10 que vai pro Setor Universitário. Só eu não sabia onde era, porque na plaquinha e no mapa ela se chama “Avenida Universitária“.
E que tal uma avenida circular que se chama… Avenida Circular? Tem duas, aliás.

Av. Circular
Mas além dessa Av. Circular da imagem acima e de outra circular com o mesmo nome em outro bairro, ainda temos outra Av. Circular em Goiânia. Só que essa Av. Circular é uma reta!!!

Avenida Reta Circular
Mas as ruas numéricas são um show à parte. Certo dia tive que descobrir onde era a Rua 15. O problema é que tem várias! Então, descobri essa pérola:

O cruzamento da Rua 15 com a Rua 15!!!
Torço pra ter plaquinha lá pra eu tirar uma foto um dia desses!
[update] Segundo o leitor Gabriel (ver comentário abaixo), o cruzamento das ruas 15 se deve à proximidade da av. Portugal!
A propósito: a rua 15 para onde eu realmente precisava ir não existe no Google Maps. :p
Veja também:
Quem é da área de informática vai se identificar com isso. E quem não trabalha, aprende a não falar essas coisas.
11 coisas que um profissional de informática não aguenta mais ouvir!

1. Ah!! Você trabalha com informática? Que bom!! Arruma a hora do meu microondas?
2. Instala esse aparelho de DVD pra mim?
3. Como assim você não sabe fazer isso no Word? O que você aprendeu na faculdade?
4. O cara que vende peças é de Ciência ou Engenharia de computação? E o que saca de Word?
5. O que você faz mesmo? Mexe com computador, né?
6. Vou aproveitar que você está aqui. Você pode dar uma olhadinha na minha impressora?
7. Você precisou de 5 anos de faculdade? Meu filho tem 8 anos e saca tanto de computador quanto você. Ontem mesmo ele até instalou um joguinho sozinho!
8. Você é de informática e trabalha no Tribunal de Justiça? Fazendo o que? Tribunal é lugar de juÃz e advogado, e eles não precisam de computador, precisam?
9. Você é de informática? Vou te apresentar meu irmão, vocês têm muito em comum. Ele é eletricista!
10. Hahaha! Você é garoto de programa!
11. Ai, amor, você nunca me conta do seu trabalho. Vai, me diz o que você fez hoje. {PAUSA ENQUANTO VOCÊ FALA} Ah… Ai, falando em computador, você não acredita no scrap que eu recebi hoje e…
Tenho certeza que pelo menos um terço dos meus 3 leitores já usou a expressão “não tem tu, vai tu mesmo!“. Já até ouvi isso de uma menina, referindo-se a mim!
E isso sempre me incomodou! Não, não o fato de eu ter sido visto assim! Isso eu estou acostumado! O uso da frase é que me incomoda!
Que diabos! Se não tem tu, como é que vai tu? É meio claro que teria que ser “só tem tu, vai tu mesmo!“.
É o tipo de coisa que se fala sem pensar no que está falando. Igual jogador de futebol quando diz “que o time está de parabéns, mas no segundo tempo vamos melhorar e buscar os 3 pontos“. Antigamente falavam que “futebol é uma caixinha de surpresas“. Mas isso é algo tão, mas tão batido, que até a classe futebolÃstica, cujos representantes costumam considerar Belém do Pará como a cidade em que Jesus nasceu ou confundir travecos com mulheres, ficou com vergonha de usar a expressão.
E, continuando nas frases populares, alguém me explica por quê minha batata está assando? Eu conheço a expressão, sei o que significa, mas não faço idéia de onde ela veio.

Hummm… a batata assou!! Nham!
E alguém já reparou no significado de “bom dia”, “boa noite”, “muito obrigado”?
A caixa do supermercado que eu fui num dia de horário de verão, às 19h40, com certeza não o fez:
Gump - Boa noite!
Caixa - Na verdade, é boa tarde, ainda está claro!
Ô, moça! Eu estou lhe desejando uma boa noite! Às 19h40, a tarde já era! Não interessa se ainda não está escuro. Nada de errado em lhe desejar boa tarde, mas sou generoso: quero que toda a sua noite seja boa, e não seus 10 minutinhos restantes de tarde.
A mesma mocinha que me “corrigiu”, se despediu com:
- Muito obrigado!
De novo: ô moça! “Muito obrigado” quer dizer “eu me sinto em obrigação com você“, ou simplesmente “estou muito agradecido“. Portanto, no seu caso deve-se usar no feminino: “muito agradecida” e finalmente “muito obrigada“!
Português é difÃcil. Mas falar pensando no que se fala torna um pouco mais fácil de entender o porquê de algumas coisas.
Mas ainda não sei de entender por que quando alguém está prestes a se dar mal, diz-se que sua batata está assando.
Coca Média - Refrigerante médio é o de garrafinha de 290ml. Ou seja, o menor que costuma ser vendido em restaurantes. Nota do Gump: Na última vez em que estive em Curitiba pedi uma coca média, por costume adquirido em Goiânia, e a mulher ficou me olhando sem entender.
No Brasil, ser malandro e “levar vantagem em tudo” é motivo de orgulho. Se você não é malandro, você é mané. Não há meio termo entre espertos e otários.
Talvez por isso vejamos tanta burrice de quem comete pequenos delitos ou falcatruas - como as que vemos no cenário polÃtico. O cara se dar bem e ninguém saber disso, é mais ou menos como o cara pegar a Megan Fox e não poder contar pra ninguém.
Eu odeio malandro. Mas se é pro cara ser malandro, que seja direito. Malandro que parece malandro não é malandro.
Eu tinha um colega de faculdade que era perito em enganar todo mundo para levar vantagem. O cara era bom de lábia: vendia produtos usados e defeituosos por um preço muito maior que o de um produto novo sem defeitos, e o comprador ainda saÃa feliz, crente que havia feito um bom negócio. O fato é que o cara tinha tanto orgulho de sua esperteza que contava para todo mundo suas “proezas”. Incluindo as pessoas que, em breve, ele acabaria tentando enganar também. Em pouco tempo, ninguém mais confiava nele. O esperto ficava sem otários.
Esse papo todo é porque eu li numa coluna do Diário da Manhã de hoje um caso de um malandro que, definitivamente, não soube ser malandro.
Um carinha de JataÃ-GO entrava sempre na mesma loja de roupas, pegava várias camisetas e ia para o provador. Ao sair, dizia que nenhuma delas tinha servido, e ia embora. Ele, porém, estava vestindo pelo menos umas camisetas por baixo da roupa que estava usando.
Pior do que um malandro, é o mais puro otário querendo brincar de malandro. Voltar à mesma loja, provar sempre várias peças, nunca comprar nenhuma e roubar várias peças de cada vez?
Esse realmente queria que soubessem que ele “se dava bem”.
- Olhem, seus otários! Eu sou esperto!
Mistura de ganância com burrice só podia dar uma coisa: merda! O malandro do interior acabou preso, pra deixar de ser otário.
Saiu no Diário da Manhã de hoje matéria falando que 100 pessoas se suicidam em Goiás a cada ano. E o assunto no trabalho, por mais de meia hora, foi sobre o tema “suicÃdio”.
PaÃses com altas taxas de suicÃdo, motivos que levam a pessoa a se suicidar, o tema “desespero ou covardia”, etc.
Enfim, o tema foi debatido à exaustão.
Pouco tempo depois, a informação bombástica: alguém se jogou do 9o andar aqui do prédio!
Não é uma visão legal, mas todos os urubus do prédio, incluindo eu, foram olhar pela janela.
E agora eu pretendo só conversar sobre coisas mais amenas por aqui.