ChristianGump.net

Arquivo da categoria ‘Divagações

Tuesday
5/Aug/2008

Todo ano de eleição é a mesma frustração. Sabe-se que cada povo tem os representantes que merece, e não poderia ser mais verdade no caso do Brasil.

Brasileiro adora levar vantagem sobre os demais. Furar uma fila não o envergonha, pois “é um sinal de esperteza“. Arrumar “esquemas” para se dar bem é sua especialidade. “Dar um jeitinho” para burlar regras é motivo de orgulho.

Nada mais natural que seus representantes façam o mesmo.

Mas a frustração é que quem ao menos não quer contribuir com uma candidatura de um político de carreira - e cuja carreira deixou, no mínimo, respingos de sujeira - não tem opção, pois são sempre os mesmos candidatos,

Você acaba votando em Fulano porque não quer que Ciclano vença - mesmo que fulano também não seja exatamente um bom modelo de candidato para você.

É por isso que eu fiquei entusiasmado ao ver uma candidatura, em uma capital brasileira, de uma pessoa que rompe com essa imagem.

Essa pessoa tem coragem de propor coisas que muita gente - incluindo grande parte do eleitorado - não tem coragem sequer de pensar! Até porque a maioria das pessoas não pensam, realmente, nos problemas das cidades. Querem apenas soluções, mas não procuram saber que soluções poderiam ser essas. E acabam sendo iludidas por palavras bonitas e propostas vazias.

Simplesmente eu achei uma pessoa que se candidatou à prefeitura de uma cidade que, se eu votasse nessa cidade, receberia meu voto porque eu concordo com suas idéias e projetos, e não porque ache essa pessoa menos pior que os demais candidatos.

E, como tudo que considero bom, gostaria de divulgar para meus amigos. Gostaria de indicar, e dizer por quê.

Mas aí entram as regras da atual eleição. Nebulosas, dizem que a campanha na internet pode ser feita apenas por meio de um site oficial de cada candidato. Mas não deixam claro se indicação em blogs pode ser considerada campanha.

Um absurdo, que já deu margem a interpretações distintas. No Rio de Janeiro, candidatos têm links em seus sites para suas páginas no Orkut, Flickr, etc. Em São Paulo, qualquer link externo está proibido.

Eu, que não quero problema, por enquanto vou evitar, e não vou compartilhar minhas impressões sobre minha candidatura favorita.

E, infelizmente, tal candidatura é muito boa e bem fundamentada para que consiga competir com seus adversários mais, hum, tradicionais.

Saturday
26/Jul/2008

Eu gosto de humor negro. Adoro. Sei separar o que é uma simples piada “errada” do que é realidade. Não me afeta.

Mas quando é pra valer é outra história. Passa a ser de verdade, e isso sim não me agrada.

Para exemplificar, segue uma piadinha extremamente cruel, mas engraçada, e um vídeo que, por sua vez, não tem a menor graça.

A piadinha:

Um dia o pai chega pro filho, cego de nascença, e diz:

- Filho, você vai enxergar! Mandei vir dos Estados Unidos um colírio milagroso! Um remédio revolucionário! Apenas uma gotinha em cada olho e você vai poder enxergar!

O menino ficou todo feliz:

- Jura, pai? Que bom! Que alegria! Agora eu vou poder saber como é você, como é a mamãe, meus amigos, o azul, o feio, as meninas, Nossa Senhora, as flores, tudo. Que dia o remédio chega?

- Eu te aviso - disse o pai.

E todo dia o pai chega do trabalho e o menino corria pra ele, aflito, batendo nos móveis, gritando:

- Chegou, papai? Chegou?

Isso durou duas semanas. Até que finalmente um dia o pai chegou em casa, aproximou-se do filho ceguinho e balançou um vidrinho no ouvido dele.

- Sabe o que é isso filhinho?

- Sei, sei - gritou o menino - É o colírio! É o colírio!

- Exatamente, meu filho. É o colírio.

- Que bom - disse o menino - Agora eu vou poder ver as coisas, saber se eu pareço com você, saber a cor dos olhos da mamãe, usar meus lápis de cores, ver os pássaros, o céu, as borboletas. Vamos, papai, pinga logo este colírio nos meus olhos.

- Não. Hoje, não. - disse o pai - Mandei chamar sus avós, todos os nossos parentes; eles chegam no dia de seu aniversário, quero pingar o colírio com todo mundo aqui a sua volta.

Aí o menino disse todo conformado:

- É. O senhor tem razão. Quem já esperou dez anos, espera mais uns dias. Vai ser bom. Aí eu vou ficar conhecendo todos os meus parentes de uma vez.

E deitou-se, mas não conseguiu. Passou a noite toda sofrendo, rolando na cama, pra lá, pra cá. E assim foram todas as noites, até que finalmente faltavam poucos minutos para o seu aniversário.

À meia noite, toda a família do garoto se reuniu no centro da sala e aguardou o final das doze badaladas. O menino ouviu uma por uma, sôfrego.

Bateram as dez, as onze, as doze!

- Agora papai, agora! O colírio.

O pai pegou o vidrinho, pingou uma gota num olho. Outra no outro.

- Posso abrir os olhos? - perguntou o menino.

- Não - disse o pai. - Tem que esperar um minuto, certinho. Senão estraga tudo! Vamos lá: 59, 58, 57 - e foi contando, e o menino de cabecinha erguida esperando - 16, 15, 14 - e toda a família em volta esperando - 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, e já!

O menino abriu os olhos e exclamou:

- Ué. Eu não estou enxergando nada!

E a família toda, batendo palma, cantarolou no ritmo:

- Primeiro de Abril, Primeiro de Abril!

E o vídeo. Em teoria, não tão cruel quanto a piadinha, obviamente; Mas…

Poxa… isso não se faz. A cara de tristeza do menino é de cortar o coração. Fiquei mal.

O que atenuou um pouco foi ler a descrição do vídeo no Youtube. Segundo ela, foi apenas um castigo por ele ter olhado o presente antes do natal, e o menino ganhou o game depois. Menos mal. Mas isso não se faz.

Achei o vídeo no UmTudo.com.

Friday
11/Jul/2008

Hoje, dia 10 de julho, foi um dia muito especial. E eu simplesmente não sabia. Só soube agora à noite.

Mas não posso deixar passar em branco, sem fazer uma única e tardia homenagem por aqui.

Foi o dia de quem tanto me acompanhou ao longo dos anos. Responsável por tantos bons momentos. E por tantos maus bocados também.

Namoradas vieram e se foram, mas ela continuou ali, fazendo parte da minha vida.

Amigos num encontro informal? Lá estava ela a nos animar.

Rodada de filmes em casa? Hora de chamá-la!

Ela esteve comigo em momentos de lazer, em momentos de solidão, em momentos de pressa.

Dia de trabalhar até mais tarde, virar a noite? Era ela a responsável pelo único momento de descontração.

Desde que a descobri, me apaixonei.

No Rio de Janeiro, ela fez parte, de forma intensa, da minha vida.

Fui para Curitiba, e lá estava ela, maravilhosa!

Nas viagens? Encontrei-me com ela em muitas.

Uma grande amizade. E, como toda amizade, muitas brigas. Alguns rompimentos que achei que seriam para sempre. Tantos problemas que ela me trouxe. Por causa dela, tive até que parar de comer. Tive que pagar para sofrer.

Mas não adianta. Eu não vivo sem ela.

Eu a procurava nas comemorações.

Era com ela que eu chorava minhas mágoas

E aqui em Goiânia, ela me decepcionou um pouco. Não é mais tão acessível, ou em algumas vezes não foi mais tão boa quanto antes.

Mas não sumiu da minha vida não. E nunca vai.

Dia 10 de julho é…

O dia da pizza!

pizza

Ahhh, tantos momentos bons… Eu te adoro!
Ahhh, tantos quilos a mais… Eu te odeio!!

Redonda, suculenta, elástica, gostosa…

Calórica, engordante, viciante, maldita!

Por enquanto, vou continuar em dieta (ahnran, tá…). Mas nunca a esquecerei!

Feliz restinho de dia da pizza!


Veja também:

Wednesday
9/Jul/2008

A mania de usar estrangeirismos sempre traz algumas situações engraçadas. Afinal, se não se tem nem o domínio da língua portuguesa, o que falar então de termos em inglês?

Vou começar a fotografar as placas de “Self Service” nos restaurantes que eu vejo por aí. Já vi “serv-serv” e “serf serv”. E tem essa da foto abaixo, da comanda do restaurante de comida amarelada em que eu almoço:

DSC00179

Achou que eu ia mostrar o peso??? :P

Mas isso é um errinho leve, comparado com esse, achado na internet:

sfeel serfe

Um show de cartaz! Baseado só nele, R$ 5,00 tá bem carinho! ;)

Monday
7/Jul/2008

É sempre divertido quando alguém que mora fora do país, falando e até pensando em outra língua, volta para a terra natal e se confunde com as complicações de nossa língua portuguesa.

Quem assistia Big Brother diz que se divertia1 com a vice-campeã Gyselle Soares e seus tropeços com a língua portuguesa, supostamente por ter morado tanto tempo na França. Bom, ao menos servia como desculpa para os erros, é claro.

ATgAAAC-vwKlAgvuwXmfSKAgdIVgFF1KMcrxZKWxILoGpnjYYnnx0thlQ-k7y1zQ00wytd22hQ9pbIs2Y6KrdzA3nTEaAJtU9VAOSutvutDbvceuGUUifwyy9KZXAg

O português é horrível, mas até onde eu sei, ninguém realmente se incomodou…

Pois era isso que eu esperava ao ler a matéria “Senna Tropeça no português”, do Diário da Manhã de sexta-feira. Dar umas boas risadas com a possível e compreensível confusão que acontece quando se tem que falar em outra língua.

Esperava algo como uma antiga entrevista na TV em que o repórter, maroto, perguntava para o Émerson, ex-jogador da Seleção Brasileira, como estava o alemão dele, que havia sido transferido para o futebol alemão. O Émerson respondeu, e o repórter perguntou o mesmo para outro jogador que atuava na alemanha que, mais esperto, respondeu: “Sai pra lá, não tenho nenhum alemão não!”. A câmera voltava para o Émerson, visivelmente sem graça por não ter percebido a maldade na pergunta.

Ou então, eu esperava errinhos bobos e engraçados, como os de Gyselle. Mas não teve nada disso.

Veja a reportagem abaixo:

senna

O terrível erro do Marcos Senna, brasileiro naturalizado espanhol e campeão europeu pela seleção espanhola, foi usar uma palavra que existe (e a matéria admite) e é bastante utilizada pela imprensa, apenas porque existe outra que é mais empregada? Esse povo precisa ler mais.

E agora eu me vinguei do Diário da Manhã! (que eu falo mal, mas adoro e leio todo dia!) Quando eu dei entrevista para esse jornal, disseram que eu era Programador Visual, quando eu disse que era Programador de Computadores (não quis dizer Analista de Sistemas, sei lá por quê). Ser confundido com algo parecido com designer é uma ofensa para os programadores. ;)

gump-varig

Foto minha no Diário da Manhã. Cara de bobo sim, mas Programador Visual é a mãe!

1. Ok… eu admito. Eu assistia Big Brother de vez em quando.