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Sunday
17/Aug/2008

O que você diria de um cara cuja vida é pensar em membros decepados, tortura, espancamentos, assassinatos e violência de um modo geral, e fazer isso da forma mais tranquila e alegre que existe?

Psicopata“, provavelmente seria a sua resposta. Isso se você não soubesse que eu me refiro a Quentin Tarantino!

Quentin Tarantino

Diga que essa não é a cara de um psicopata!

Serio! O cara, ex-atendente de locadora, com conhecimento monstruoso sobre filmes, é completamente perturbado. Simplesmente doente! Tinha tudo para ser um serial killer dos mais famosos. Mas acabou virando roteirista e diretor de cinema.

Já de cara, iniciou a carreira com Cães de Aluguel, um filme que demonstra um banho de sangue em meio a cenas que arrancam risadas do público. É a violência para divertir. Uma cena marcante é quando um dos personagens corta a orelha de um policial com uma faca e joga gasolina sobre ele, ameaçando queimá-lo.

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Cães de aluguel: violência para divertir

Em Pulp Fiction, temos, contadas com a mesma leveza que se conta uma fábula, 3 histórias que contém assassinatos, ameaças, overdose de cocaína, referências a sadomasoquismo homossexual, vingança e sugestão de torturas.

Em Assassinos por Natureza, escrito por Tarantino e dirigido por Oliver Stone, dois serial killers viajam pelos EUA matando todo mundo. Também participou e fez o roteiro de Um drink no Inferno, que parece um simples filme em que criminosos fogem com reféns, até se acharem num bar recheado de vampiros, e a matança começa a rolar solta. Insano!

Em Kill Bill, temos a maior quantidade de pernas, braços e cabeças decepadas em um único filme na história do cinema, além de olhos arrancados com a mão, espancamento de uma noiva grávida dentro da igreja, e por aí vai.

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A protagonista de Kill Bill, e um monte de japas que estão prestes a perder braços e pernas

Em À Prova de Morte, a estória é sobre um dublê que sente prazer em matar pessoas usando seu carro especial - e há mais uma perna decepada pela violência de um acidente. E a cena em que a perna voa e cai no asfalto chega a ter uma certa beleza infernal. Típico de um lunático!

O dono dessa mente horripilante também foi o produtor de filmes como O Albergue, recheado de muita tortura e mortes cruéis, e é amiguinho de outro psicopata, talvez um pouco menos talentoso: Robert Rodriguez, responsável por Sin City, onde um personagem serra todos os membros de outro como vingança (só para citar um exemplo), e Planeta Terror , onde uma garota perneta decide que perna de pau é coisa de pirata, e instala uma metralhadora no toco da coxa. Detalhe: essa metralhadora dispara com o poder da mente, já que ela apenas levanta a perna e sai matando quem vem pela frente, sem precisar apertar gatilho algum!

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Prótese inovadora

Tarantino (bem como seu fiel escudeiro) provavelmente estaria trucidando pobres vítimas incautas por toda a américa do norte, até ser preso e perder o glamour e a fama. Mas, por sorte, ele satisfaz seu desejo por sangue e por bolar atrocidades planejando roteiros maravilhosamente grotescos. E atores como Bruce Willis, Samuel L. Jackson e Uma Thurman, bem como toda a equipe responsável pelos filmes, se encarregam de tornar realidade, no mundo dos sonhos pesadelos do cinema, as obscuridades da mente amalucada de Tarantino.

Devemos muito, portanto, ao cinema, por duas coisas: temos um psicopata ativo a menos no mundo; e um diretor/roteirista genial a mais.

Tuesday
5/Aug/2008

Todo ano de eleição é a mesma frustração. Sabe-se que cada povo tem os representantes que merece, e não poderia ser mais verdade no caso do Brasil.

Brasileiro adora levar vantagem sobre os demais. Furar uma fila não o envergonha, pois “é um sinal de esperteza“. Arrumar “esquemas” para se dar bem é sua especialidade. “Dar um jeitinho” para burlar regras é motivo de orgulho.

Nada mais natural que seus representantes façam o mesmo.

Mas a frustração é que quem ao menos não quer contribuir com uma candidatura de um político de carreira - e cuja carreira deixou, no mínimo, respingos de sujeira - não tem opção, pois são sempre os mesmos candidatos,

Você acaba votando em Fulano porque não quer que Ciclano vença - mesmo que fulano também não seja exatamente um bom modelo de candidato para você.

É por isso que eu fiquei entusiasmado ao ver uma candidatura, em uma capital brasileira, de uma pessoa que rompe com essa imagem.

Essa pessoa tem coragem de propor coisas que muita gente - incluindo grande parte do eleitorado - não tem coragem sequer de pensar! Até porque a maioria das pessoas não pensam, realmente, nos problemas das cidades. Querem apenas soluções, mas não procuram saber que soluções poderiam ser essas. E acabam sendo iludidas por palavras bonitas e propostas vazias.

Simplesmente eu achei uma pessoa que se candidatou à prefeitura de uma cidade que, se eu votasse nessa cidade, receberia meu voto porque eu concordo com suas idéias e projetos, e não porque ache essa pessoa menos pior que os demais candidatos.

E, como tudo que considero bom, gostaria de divulgar para meus amigos. Gostaria de indicar, e dizer por quê.

Mas aí entram as regras da atual eleição. Nebulosas, dizem que a campanha na internet pode ser feita apenas por meio de um site oficial de cada candidato. Mas não deixam claro se indicação em blogs pode ser considerada campanha.

Um absurdo, que já deu margem a interpretações distintas. No Rio de Janeiro, candidatos têm links em seus sites para suas páginas no Orkut, Flickr, etc. Em São Paulo, qualquer link externo está proibido.

Eu, que não quero problema, por enquanto vou evitar, e não vou compartilhar minhas impressões sobre minha candidatura favorita.

E, infelizmente, tal candidatura é muito boa e bem fundamentada para que consiga competir com seus adversários mais, hum, tradicionais.

Saturday
26/Jul/2008

Eu gosto de humor negro. Adoro. Sei separar o que é uma simples piada “errada” do que é realidade. Não me afeta.

Mas quando é pra valer é outra história. Passa a ser de verdade, e isso sim não me agrada.

Para exemplificar, segue uma piadinha extremamente cruel, mas engraçada, e um vídeo que, por sua vez, não tem a menor graça.

A piadinha:

Um dia o pai chega pro filho, cego de nascença, e diz:

- Filho, você vai enxergar! Mandei vir dos Estados Unidos um colírio milagroso! Um remédio revolucionário! Apenas uma gotinha em cada olho e você vai poder enxergar!

O menino ficou todo feliz:

- Jura, pai? Que bom! Que alegria! Agora eu vou poder saber como é você, como é a mamãe, meus amigos, o azul, o feio, as meninas, Nossa Senhora, as flores, tudo. Que dia o remédio chega?

- Eu te aviso - disse o pai.

E todo dia o pai chega do trabalho e o menino corria pra ele, aflito, batendo nos móveis, gritando:

- Chegou, papai? Chegou?

Isso durou duas semanas. Até que finalmente um dia o pai chegou em casa, aproximou-se do filho ceguinho e balançou um vidrinho no ouvido dele.

- Sabe o que é isso filhinho?

- Sei, sei - gritou o menino - É o colírio! É o colírio!

- Exatamente, meu filho. É o colírio.

- Que bom - disse o menino - Agora eu vou poder ver as coisas, saber se eu pareço com você, saber a cor dos olhos da mamãe, usar meus lápis de cores, ver os pássaros, o céu, as borboletas. Vamos, papai, pinga logo este colírio nos meus olhos.

- Não. Hoje, não. - disse o pai - Mandei chamar sus avós, todos os nossos parentes; eles chegam no dia de seu aniversário, quero pingar o colírio com todo mundo aqui a sua volta.

Aí o menino disse todo conformado:

- É. O senhor tem razão. Quem já esperou dez anos, espera mais uns dias. Vai ser bom. Aí eu vou ficar conhecendo todos os meus parentes de uma vez.

E deitou-se, mas não conseguiu. Passou a noite toda sofrendo, rolando na cama, pra lá, pra cá. E assim foram todas as noites, até que finalmente faltavam poucos minutos para o seu aniversário.

À meia noite, toda a família do garoto se reuniu no centro da sala e aguardou o final das doze badaladas. O menino ouviu uma por uma, sôfrego.

Bateram as dez, as onze, as doze!

- Agora papai, agora! O colírio.

O pai pegou o vidrinho, pingou uma gota num olho. Outra no outro.

- Posso abrir os olhos? - perguntou o menino.

- Não - disse o pai. - Tem que esperar um minuto, certinho. Senão estraga tudo! Vamos lá: 59, 58, 57 - e foi contando, e o menino de cabecinha erguida esperando - 16, 15, 14 - e toda a família em volta esperando - 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, e já!

O menino abriu os olhos e exclamou:

- Ué. Eu não estou enxergando nada!

E a família toda, batendo palma, cantarolou no ritmo:

- Primeiro de Abril, Primeiro de Abril!

E o vídeo. Em teoria, não tão cruel quanto a piadinha, obviamente; Mas…

Poxa… isso não se faz. A cara de tristeza do menino é de cortar o coração. Fiquei mal.

O que atenuou um pouco foi ler a descrição do vídeo no Youtube. Segundo ela, foi apenas um castigo por ele ter olhado o presente antes do natal, e o menino ganhou o game depois. Menos mal. Mas isso não se faz.

Achei o vídeo no UmTudo.com.

Friday
11/Jul/2008

Hoje, dia 10 de julho, foi um dia muito especial. E eu simplesmente não sabia. Só soube agora à noite.

Mas não posso deixar passar em branco, sem fazer uma única e tardia homenagem por aqui.

Foi o dia de quem tanto me acompanhou ao longo dos anos. Responsável por tantos bons momentos. E por tantos maus bocados também.

Namoradas vieram e se foram, mas ela continuou ali, fazendo parte da minha vida.

Amigos num encontro informal? Lá estava ela a nos animar.

Rodada de filmes em casa? Hora de chamá-la!

Ela esteve comigo em momentos de lazer, em momentos de solidão, em momentos de pressa.

Dia de trabalhar até mais tarde, virar a noite? Era ela a responsável pelo único momento de descontração.

Desde que a descobri, me apaixonei.

No Rio de Janeiro, ela fez parte, de forma intensa, da minha vida.

Fui para Curitiba, e lá estava ela, maravilhosa!

Nas viagens? Encontrei-me com ela em muitas.

Uma grande amizade. E, como toda amizade, muitas brigas. Alguns rompimentos que achei que seriam para sempre. Tantos problemas que ela me trouxe. Por causa dela, tive até que parar de comer. Tive que pagar para sofrer.

Mas não adianta. Eu não vivo sem ela.

Eu a procurava nas comemorações.

Era com ela que eu chorava minhas mágoas

E aqui em Goiânia, ela me decepcionou um pouco. Não é mais tão acessível, ou em algumas vezes não foi mais tão boa quanto antes.

Mas não sumiu da minha vida não. E nunca vai.

Dia 10 de julho é…

O dia da pizza!

pizza

Ahhh, tantos momentos bons… Eu te adoro!
Ahhh, tantos quilos a mais… Eu te odeio!!

Redonda, suculenta, elástica, gostosa…

Calórica, engordante, viciante, maldita!

Por enquanto, vou continuar em dieta (ahnran, tá…). Mas nunca a esquecerei!

Feliz restinho de dia da pizza!


Veja também:

Wednesday
9/Jul/2008

A mania de usar estrangeirismos sempre traz algumas situações engraçadas. Afinal, se não se tem nem o domínio da língua portuguesa, o que falar então de termos em inglês?

Vou começar a fotografar as placas de “Self Service” nos restaurantes que eu vejo por aí. Já vi “serv-serv” e “serf serv”. E tem essa da foto abaixo, da comanda do restaurante de comida amarelada em que eu almoço:

DSC00179

Achou que eu ia mostrar o peso??? :P

Mas isso é um errinho leve, comparado com esse, achado na internet:

sfeel serfe

Um show de cartaz! Baseado só nele, R$ 5,00 tá bem carinho! ;)