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Arquivo de January de 2010

Monday
18/Jan/2010

Este blog está recheado de exemplos que provam minha afinidade com micos, gafes, mancadas e pequenos desastres provocados por minha pessoa (não, Pessoa, não estou falando de você). Isso acontece por eu ser extremamente estabanado? Também. Mas o principal motivo de muitas dessas coisas acontecerem é por eu não dar atenção a um de meus instintos.

Eu tenho lá esses instintos, intuições… quase “super-poderes”. São dois: o Fator O e o Instinto VDM.

Fator O

Trata-se de um termo criado por um AJA (amante das japinhas) ilustre. Segundo ele, todos os AJAs, categoria da qual faço parte, possuem um instinto similar ao instinto de aranha do Homem-Aranha, mas que ao invés de alertar para a existência de algum perigo, avisa da presença de alguma moça oriental nas redondezas.

E isso funciona! Todo AJA é capaz de perceber uma única japinha numa enorme multidão. Já colocamos isso em teste em uma balada. Todos os AJAs foram capazes de localizar todas as japinhas do recinto em pouquíssimo tempo e sem nem precisar procurar.

Praia Japa Lotada

O Fator O permite encontrar uma japinha numa multidão. E nem precisa ser na multidão acima, cujas mulheres são todas orientais…

E o Fator O trabalha num nível mais profundo, genético mesmo. Já me encantei muito por meninas não-orientais e, algum tempo depois, descobri que elas tinham um tataravô japonês ou algo do tipo.

Mas como eu não sou exclusivista quanto às características físicas femininas, e vivo num local desprovido de orientais – um colega é um dos 3 japas de Goiânia e por algum motivo que eu não entendi não quer me apresentar a irmã de jeito nenhum –, este é um instinto quase inútil.

Exatamente o oposto do que será o tema do próximo post: o Instinto VDM, ou “Instinto para avisar que Vai Dar Merda!”. Se eu prestasse atenção nele,  não cometeria tanta gumpice…

Veja também:

Monday
18/Jan/2010

Eu adoro ver um filme sem saber nada sobre ele. No máximo a que gênero pertence, e só. É muito bom deixar que ele me surpreenda.

Um dos meus favoritos é o alemão Corra Lola Corra. Não sei se ele teria me marcado tanto se eu já soubesse a característica principal do filme na primeira vez que eu vi. Lembro que ao pegá-lo na locadora, a sinopse felizmente não revelava essa característica, e quando eu a percebi, fiquei totalmente com cara de “O que???”. Lembro até hoje da minha sensação ao vê-lo pela primeira vez.

corra-lola-corra

Corra dos spoilers, Lola, Corra!

Em alguns casos não tem como fugir de saber alguma coisa. Se você está no cinema, acaba vendo alguns trailers. O que é bom, para você conhecer os próximos filmes que vai assistir. O problema é que às vezes os trailers mostram mais do que deveriam. Você consegue deduzir muita coisa pelas cenas que viu no trailer e ainda não passaram no filme. Caso de uma cena tensa em que há a possibilidade da morte de um dos personagens, mas em que você sabe que ele vai continuar vivo porque o viu numa cena do trailer que ainda não passou no filme.

Em outros casos, os trailers contam menos do que deveriam. Caso de Bastardos Inglórios, por exemplo. Tanto a sinopse quanto o trailer dão a entender que o filme todo mostrará os Bastardos escrotizando geral com os nazistas. Na real os Bastardos são apenas uma peça num grande enredo. O filme é fantástico e gostei dele em todas as vezes que assisti, mas aproveitei ainda mais a partir da segunda, porque na primeira fiquei esperando uma coisa e veio outra. Fiquei sentindo falta de algo. Mais ou menos como ir ver um filme achando que é um terror horripilante e o filme ser… A Vila. Ou A Bruxa de Blair.

E as sinopses? Eu li uma de Coração Satânico que conseguia contar a grande revelação do filme! Seria exatamente como a sinopse de Sexto Sentido ser algo como… (será que precisa avisar que vou contar spoiler de Sexto Sentido?)

Psicólogo infantil abraça o caso de criança que afirma ver pessoas mortas e acaba descobrindo que ele próprio é uma dessas pessoas.

sixth-sense

“I see bad synopsis”

Felizmente eu assisti Coração Satânico apenas sabendo que era altamente recomendado, e mais nada.

No caso de Sweeney Todd: o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet não tive a mesma sorte. Tive que ler a sinopse para escolher que filme iria assistir com uns amigos, e ela simplesmente não conta o que deveria contar, e vice-versa! O filme é um musical, e a sinopse diz que é suspense. Sério, eu tenho que estar com o espírito muito preparado para encarar um musical. Assim, consigo ver e até gostar. Passada a decepção por estar vendo um filme cantado em vez de um suspense de tirar o fôlego, vem outra: pra lá dos dois terços (ou talvez até três quartos) do filme, uma cena faz o cinema inteiro soltar um “oooohhh”. Melhor dizendo, quase o cinema inteiro. Eu não participei do coro, porque tinha lido a sinopse e sabia que aquilo iria acontecer.

A sinopse estragou o que poderia ter sido meu único prazer neste filme.

Assim, realmente evito saber qualquer coisa sobre o que quer que eu esteja assistindo, para poder saborear todas as surpresas e detalhes na hora certa. Mas até nisso às vezes cometo gumpices.

Estava eu assistindo de uma só vez uma temporada de uma série que talvez possa ser definida como de “suspense”, quando uma personagem totalmente secundária me chamou a atenção pela bunda peitos gostosura boa atuação. Achei que procurar saber mais sobre a atriz (e, claro, ver umas boas fotos dela!) seria uma boa forma de fazer um intervalo. Pesquisei no Google e, na descrição do primeiro link, conseguiram me contar algo que aconteceria bem mais para frente na série: uma grande reviravolta envolvendo a personagem!

Merda! Agora sim vou passar a evitar tudo que remeta ao que eu pretendo assistir.

E sabe o que é pior? Nas fotos que achei no Google, a atriz nem é tão bonita assim! :p

Friday
15/Jan/2010

Hoje acordei com raiva da minha irmã, mas não me lembrava por quê. Andei até o trabalho com esse pensamento. Fui comer pão-de-queijo azedo com essa raiva na cabeça. Trabalhei pensando nisso.

Estava me fazendo mal!

Mas mais mal me fazia o fato de não me lembrar de onde essa raiva tinha surgido. Não poderia ser de graça. Sabia que ela havia me feito algo muito desagradável, mas não lembrava o que era.

Até que tive um lampejo de memória. Tudo ficou claro!

Eu estava com minha irmã numa casa cheia de fantasmas presos em suas paredes. Sim, fantasmas emparedados. E esses fantasmas, quando queriam ser vistos, deixavam a parede translúcida, deixando-nos ver suas caras de menina d’O Exorcista. Minha estimada irmã começou a provocá-los, xingando-os, mostrando-lhes um dedo específico e falando que não eram de nada.

Os fantasmas se revoltaram, a casa tremeu, e o terror que eu senti foi tão intenso quanto as trevas que tomaram conta da casa. As únicas luzes que eu consegui identificar, além dos fantasmas que brilhavam – sim, fantasmas emparedados translúcidos e brilhantes -, foram as dos faróis do carro da minha irmã, que deu no pé sem mim.

Então eu me toquei que havia uma imensa possibilidade de tudo isso ter sido um sonho.

Estaria eu com raiva à toa?

É… Por um breve momento eu me senti a própria Phoebe Buffay.


? Smelly cat, smelly cat, what are they feeding you? ?

Veja também:

Monday
11/Jan/2010

Nada melhor para começar o dia que um pão quentinho com manteiga, acompanhado de um belo café, não é mesmo?

Mas aí vêm os efeitos alucinógenos. Você logo começa a viajar. Passa a perceber as cores com mais intensidade e as luzes mais brilhantes. Objetos formam trilhas de luz e tudo perde a escala real.

E para completar, algum adolescente pega suas migalhas de pão para fumar, ou você mesmo tem a irresistível vontade de fazer uma carreira de farelo e cheirar.

“Humm… esse farelo é do bom!”

Esse é um problema sério!!! É culpa das substâncias que colocam no pão.

Mas, o que fazer? Abrir mão desse prazer matinal de cada dia?

Não! Você não precisa mais abdicar dessa delícia que vem do trigo, nem prejudicar sua saúde física ou correr risco de chegar a estados psicóticos irreversíveis!

Tudo que você precisa fazer é se mudar para a Bahia! Você vai largar sua vida estressante de um grande centro e viver na tranquilidade de um dos estados mais encantadores do país (arrisco dizer que é o mais encantador), cheio de praias paradisíacas e uma população extremamente hospitaleira.

E o principal: só na Bahia você encontra…

…pão sem droga!

Se não em toda a Bahia, ao menos na Costa do Cacau. Você pode comprar pão sem droga em Ilhéus, onde fica a padoca da foto acima, ou em Itacaré, da foto abaixo.

pao_sem_droga

Você nunca mais vai ficar doidão após o café da manhã.

Veja também: