A noção popular de geografia do Brasil é um pouquinho diferente daquela que aparece nos livros e mapas. Eis uma lista baseada em coisas que já ouvi pelo paÃs a respeito de regiões do próprio Brasil. Entre parênteses, a origem da frase.
- Um catarinense pode ficar sem saber para quem torcer num jogo entre Brasil e Uruguai. Afinal, o Uruguai está ali do ladinho. (Uma amiga carioca).
- Quem nasce em Curitiba sempre toma chimarrão e fala bah e tchê. (Inúmeros conhecidos goianos).
- O Brasil divide-se em Norte (Nordeste) e Sul (do Rio de Janeiro pra Baixo). (Vários nordestinos).
- O Norte é só floresta. (Brasileiros das demais regiões).
- No Sul, faz frio de rachar 360 dias por ano. Nos demais, até que dá pra suportar. (Brasileiros das demais regiões).
- De Goiânia para Belo Horizonte é um pulinho. Idem para ir de Goiânia a Palmas. (Moradores de regiões distantes dessas cidades).
- É óbvio que BrasÃlia é mais perto do Rio que Curitiba. Curitiba está lá embaixo! (Gente de tudo que é lugar, incluindo Curitiba, Rio e BrasÃlia).
- Goiás é uma grande fazenda em volta de Goiânia e do Distrito Federal. (Não-goianos).
- Se alguém mora no Pará, então é óbvio que mora mais perto de Belém que de Palmas. (Não-paraenses).
- Roraima? Não seria Rondônia? (Não-nortistas. A pergunta ao contrário também se escuta).
- De Sergipe ao Maranhão é tudo a mesma coisa. (Não-nordestinos).
- Capixaba, Barriga-verde, Potiguar… Isso é de comer? (Brasileiros de todos os lugares)
- O Rio Grande do Sul é o centro do universo. (Gaúchos).
- O EspÃrito Santo existe, mas não se sabe onde. (Brasileiros não “sudestinos”).
- O Acre não existe. (Todos os brasileiros conscientes).
Sempre falam que “japoneses são bizarros”, “japoneses são alienÃgenas”, etc. Mas, à s vezes, isso é completamente injusto.
Vi, por exemplo, o vÃdeo abaixo no Blog do Cardoso:
Mas quem leu meu post Piriri nos Andes sabe que eles estão cobertos de razão. É importantÃssimo aprender a falar de seus desarranjos em outras lÃnguas!
E a dancinha serve para fixar a frase. Não tem com esquecer, vendo as meninas se mexendo daquele jeito e dizendo como está seu intestino. Não dá pra parar de pensar que uma tragédia é iminente!
Assim, você realmente acha que japonês só entende de bizarrice? (Pergunta retórica. Não responda, tenho leitores japas. Todos ninjas e bizarros!)
Cheguei ao trampo às 7h. Sim, da madrugada!! Como tenho feito todo dia nas duas últimas semanas.
E mesmo nesse horário já tive um serviço, que era o mesmo dia, sexta-feira, cobrado por um diretor logo na entrada:
- Hoje é sexta!
Se eu fosse inteligente, teria respondido.
- E amanhã é sábado!
Claro que se eu fosse inteligente saberia falar em um tom de brincadeira, o que era a intenção mesmo, e não pegaria mal. Mas se eu fosse inteligente o suficiente para bolar a resposta, também seria inteligente o suficiente para saber que não sou inteligente o suficiente para saber proferir brincadeiras em tom jovial e alegre.
Tinha que ser mais ou menos como um amigo lá do trampo, que passa as cantadas mais escabrosas em todas as meninas do prédio (e do restaurante, da academia, da rua, etc), e sempre arranca sorrisos delas. Se eu, na minha inaptidão social, proferisse alguma daquelas barbáries, receberia em troca alguma coisa entre um tapa e um processo.
Minha única praia para respostas imediatas é o tradicional sarcasmo. Coisa que de uma maneira ou de outra sempre pega mal para quem profere. Ou não vão entender e o achar um idiota, ou vão entender e o achar um FDP.
Certa vez, foi anunciada, em uma empresa, a terceira demissão em massa consecutiva, através do comunicado:
Informamos que haverá readequação de quadro de pessoal.
Eu não resisti e respondi, no mesmo canal interno:
- Ufa, ainda bem. Eu estava preocupado! Achava que haveria demissões.
Claro que muita gente se ofendeu, e nesse caso foi meio que um protesto de quem não gosta de eufemismos e de demissões quando o que está errado na empresa não é o número de funcionários.
Mas eu teria sido mais inteligente se tivesse pensado mais. Não se ganha nada atingindo as pessoas de graça assim.
Assim, hoje, num raro lampejo de inteligência, saquei que tenho que aproveitar muito esse final de semana, pois depois do que andei ralando, estou merecendo!
Mas se eu fosse inteligente mesmo, saberia trabalhar menos, para assim terminar uma semana menos estressado.
E saberia, principalmente, escrever textos melhores.
Obs: Texto mal-humorado editado e publicado num momento de extrema alegria e euforia. Não combinou nada, mas tudo em nome de manter o blog vivo!