Eu estava a trabalho e fui mandado para outra unidade da empresa, para resolver algum pepino qualquer. Nunca havia trabalhado lá, mas reconheci vários ex-colegas.
Mas um cara com estilo malandrão, cabelo comprido e correntes na jaqueta chegou me zoando, como um velho conhecido.
Ele realmente me era muito familiar, mas eu não conseguia recordar de onde eu o conhecia. Lembrando do quanto eu acho chato quando a pessoa não tem a menor idéia de onde me conhece e tenta fingir que sabe, disse na lata:
- Cara, eu esqueci seu nome.
O malandrão riu, tirou com a minha cara, mas me disse o nome – o qual eu não me recordo novamente.
Instantaneamente, eu me lembrei dele.
Ele esteve no meu grupo de pedal. HavÃamos feito uma viagem de bike por uma estrada sombria e quase deserta, até que, na altura de um restaurante lotado de vikings, no meio de uma montanha, essa estrada havia sido interditada por causa do assassinato brutal de uma moça. Cheguei a ver uma poça de sangue, e um braço e uma perna de cada lado da pista.
Eu decidi continuar a viagem e peguei sozinho um desvio por uma trilha. Fui parar num bairro de ruas de terra de uma cidade na qual já estive várias vezes, mas que não sei o nome.

Essa estrada na montanha foi a mesma em que, algum tempo depois dessa história do desvio, minha prima desceu de um ônibus, por causa de uma informação errada minha. Soube depois que ela também havia sido assassinada naquele trecho. Chorei muito, não só porque eu gosto muito dela, mas porque ela estava morta por minha causa.
Mas eis que ela apareceu vivinha na minha frente. Fora tudo uma brincadeirinha de mau gosto de uma ex-namorada minha, que foi devidamente xingada.
Inclusive foi durante os xingamentos que eu acordei com meus próprios gritos. E ainda por cima estava atrasado para meus compromissos. Comecei o dia com raiva pelo atraso e ainda com raiva do que minha prima e minha ex haviam feito em meu sonho.
O fato interessante é que o sonho da bike aconteceu faz mais de um mês, o da minha prima na semana passada e um dos meus colegas de pedal apareceu no meu sonho ontem.
A tal cidade de ruas de terra também é recorrente. 90% dos meus sonhos se passam em Mafra-SC, mesmo que eu sonhe com coisas recentes. Mas quando viajo, sempre vou para essa cidade desconhecida. É sempre a mesma. Vejo-a em detalhes, conheço seus caminhos, reconheço sua entrada e seus bares.
Mas ela só existe em sonho. Bem como a tal estrada sombria.
Para falar a verdade, eu não sonho. Eu tenho uma segunda vida que começa quando eu durmo. Há vários personagens que se repetem, lembranças de coisas que aconteceram em outros sonhos, lugares que só existem quando eu estou a sonhar.
E à s vezes eu tenho noção de que é um sonho – mas não deixo de ter sensações intensas por causa disso: medo, raiva, espanto, terror, alegria.
Talvez isso explique algo que poucos além de mim têm: preguiça de dormir.
Maior sono, altas horas da madrugada, despertador implacável marcado para tocar às 6h da manhã, e eu lendo feeds, escrevendo, navegando, fazendo alguma coisa qualquer. Só para enrolar e não ter que ir dormir.
Talvez assim não dê tempo de sonhar.
Vai que um dia eu não acorde e fique preso nesse mundo paralelo?
Estradas sombrias e membros decepados só são bons nos filmes do Tarantino.
Qual será a grande dificuldade de se formar uma fila?
Não adianta haver marcações no chão nem esperar bom senso. As pessoas chegam e se aglomeram, ou formam fila para todos os lados, ou ainda simplesmente a ignoram.
Depois de passar raiva na fila do supermercado hoje, lembrei-me de um dos melhores videozinhos em flash que já vi. Um clássico!
Trata-se de Itália x Europa, de Bruno Bozzetto. É bem antiguinho. Talvez até por isso muitos nem o conheçam. Compara o comportamento dos Italianos em relação aos demais europeus.
Veja, ou reveja, abaixo:
Quase tudo valeria perfeitamente para o Brasil. Será que é a forte influência italiana no Brasil? Sei não… Acho que tem é muito brasileiro na Itália!
Aproveite que está aqui e (re)veja mais dois vÃdeos muito bons do Bruno Bozzetto:
Eu estava lendo A Grande Abóbora esses dias e me deparei com o artigo “Top 5 gostosas das séries de TV que nunca aparecem em listas de Top 5 gostosas das séries de TV“, onde o autor faz uma bela lista de atrizes de séries que, como o tÃtulo já diz, não costumam aparecer em listas das mais gostosas, apesar de merecerem.
Mas ainda há algumas personagens/atrizes nas séries que eu assisto que no máximo são lembradas, mas não figuram em listas. Resolvi fazer uma lista gumpesca para fazer justiça.
Para entrar em meu Top 5, os requisitos foram:
Da minha lista, três até são lembradas de vez em quando, como sendo aquelas que nela poderiam figurar mas acabaram ficando de fora. As outras duas eu creio que são praticamente exclusividade aqui do blog.
Vamos a elas.
Até a 3a temporada, era a personagem fixa feminina mais interessante de House, apesar da concorrência com a Dra. Cuddy, mais velha, que também tem bons atributos.
Sempre lamentei que o ambiente sério do hospital não permitisse mais ousadias, como as que se vêem em fotos dela por aÃ.

Essa eu tenho quase certeza que só eu lembraria de colocar em algum top-qualquer-coisa. Ela esteve na segunda temporada de Dexter, e já chegou desestabilizando tudo!
Quando a personagem Lila se envolveu com o protagonista, houve uma clara divisão (citando apenas meus conhecidos, é claro) entre homens e mulheres fãs da série: as mulheres a odiavam, e os homens sentiam que era a personagem que faltava.
O fato é que ela contrastava bastante com o estilo até então um tanto sem sal da Rita, namorada do Dexter. Rita (Julie Benz) é toda perfeitinha, bonitinha, meiguinha, mas Dexter estava precisando de um envolvimento mais “intenso” naquele momento para se descobrir.
Intensidade não faltava para a doida Lila, e eu também adorava seu sotaque. E suas aparições sem sutiã.

Acompanhei Kristen em Verônica Mars (mais uma série cujo nome é o mesmo da protagonista) e, se por um lado eu normalmente não sou exatamente o maior fã do padrão da heroÃna loirinha (japinhas são mais interessantes) estilo cheerleader, no caso dela havia algo além da beleza que a tornava mais interessante. A personagem era inteligente e possuÃa uma grande força para lidar com as inúmeras dificuldades por que passava (não eram poucas, do abandono da mãe a um estupro), além de uma lÃngua afiadÃssima! Em outros momentos, geralmente em sua solidão, era possÃvel perceber a intensidade de seu sofrimento.
Ou seja, Kristen simplesmente detonava no papel! Isso me fazia gostar da série, apesar de eu não estar (há muito tempo) na faixa etária para a qual foi idealizada. A série acabou, mas Kristen continuou brilhando. É a narradora em Gossip Girl, faz Elle Bishop em Heroes e fez Forgetting Sarah Marshall junto com Jason Segel, de How I Met Your Mother (e eu só citei o filme porque nele há esse casal de personagens de duas séries de que eu gosto).
Para completar, é a nona mulher mais desejável, segundo o Top 99 do AskMen.com deste ano.

Olivia Wilde, a “Thirteen” de House, sempre recebe menções honrosas em listas do gênero. Mas nunca é citada nas listas em si. Considero isso altamente injusto!
Sempre que vejo essa atriz em algum lugar, a primeira coisa que me me vem à cabeça é: “cara, que mulher linda!“. Depois, fico com a sensação: “De onde eu a conheço?”
Volta e meia a vejo em algum lugar e sei que conheço seu rosto marcante, mas demoro um pouco para lembrar. Isso aconteceu tanto vendo o polêmico Turistas quanto em House.
Eu já a havia visto em The O.C. (tem uma explicação pra eu ter assistido esse negócio. Eu juro!). Lá, assim como em House, ela faz uma personagem bissexual! Isso já é motivo suficiente para ela aparecer em qualquer lista, não?

Em My Name is Earl, Nadine Velazquez faz Catalina, uma imigrante ilegal “mexicana” (para os americanos, todos os imigrantes latinos são mexicanos – e eu também não lembro de que paÃs a personagem é), que tem jornada dupla como camareira e dançarina.
A série era simplesmente hilária no começo. Sério, eu me matava de rir. Depois ficou chatinha e agora está chatÃssima! E as participações de Catalina são cada vez menores. Mas, para compensar, quando aparece, está usando as vestes de sua segunda profissão, não importa onde esteja.
Sua participação faz valer o tempo gasto vendo os episódios. É tanta animalice que não teria como não deixá-la em primeiro lugar na lista, mesmo concorrendo com uma especialista em personagens bissexuais!

Discorda?
Viajei ao Chile e me empanturrei de chorrillana; estive na Argentina e comi bife de chorizo e muito churrasco argentino; em Porto Alegre e São Bento do Sul, churrasco brasileiro; em Curitiba, fiz a festa, já que é tudo bom e barato (uma pizza cara sai por 15 a 17 reais). E ainda teve confraternizações de fim de ano, mais natal e ano novo, tudo com álcool e petiscos.
ExercÃcios? Somente longas caminhadas para conhecer as cidades por onde passava. Mas quem acha que caminhar conta como exercÃcio tinha que ver o carteiro obeso que eu vi esses dias.
O resultado apareceu na balança, é claro!
- O quêêê? Depois de tanto esforço, você engordou de novo?? Que cagada, gump!
Cagada nada! Foi tudo planejado! Tudo que eu faço tem um objetivo. Até mesmo engordar.
É que agora a academia onde eu malho veio com uma promoção: os alunos que perderem o maior percentual de gordura vão ganhar prêmios.
Eu quero ganhar. Mas se eu estivesse com 14% de gordura, totalmente em forma, seria um pouco difÃcil.
Agora não. A professora chega, olha para minha forma e diz: “Gump, você tem chances!”

As chances estão aos meus pés… mas cadê eles? Aaaah, ali estão eles!
Tenho mesmo. E vai ter valido ainda mais a pena ter aproveitado tão bem as férias, festas e recesso de fim de ano…
Seguindo a série sobre as grandes invenções da humanidade, falo hoje sobre blackout. Blackout é algo imprescindÃvel na minha vida!

“Mas hein?”
- PeraÃ, Gump. Apagão?
Não, mané, não é esse blackout.

“Mas hein? [2]“
- O que?? Então é o CD da Britney?
Para* com isso!
Não tem para a lâmpada, o microondas, as torneiras ou a geladeira. Mais importante que isso tudo é o blackout. Ou melhor, a cortina de blackout!
Sempre fui fã da madrugada. Sempre que estou de férias ou trabalhando como freelancer, acabo trocando o dia pela noite sem nem perceber. Aliás, nem precisa tanto. De sexta para sábado eu já passo acordado, e chegar na hora em algum compromisso marcado para à s 11h é muito difÃcil.
Mas aà surge aquele problema. No meio da minha madrugada, a claridade vem incomodar. O sol fica ofendidinho por eu preferir a lua, e insiste em tentar me acordar.
Também adoro assistir um bom filme. Como ter uma sala própria de cinema é algo meio fora de cogitação, sempre fica aquela luta contra a claridade durante o dia. Você se sente fazendo parte do filme – mas não no bom sentido. Você realmente aparece na tela. Refletido.
Então, é por causa desses dois casos sagrados (dormir pela manhã e ver filme quando ainda é dia), que eu incluo a cortina de blackout na lista.

Tchau, claridade!
Nada como fabricar minha própria noite!
Mas nem tudo é perfeito. Uma boa cortina de blackout torna o ambiente um tanto quente, se você mora em algum lugar como – deixe-me pensar… – Goiânia!
Para isso, existe a próxima grande invenção da humanidade… o ar-condicionado!