Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar. O autor morou 11 anos em Curitba e mais 15 nas redondezas e até se considera mais curitibano que qualquer outra coisa, mas seu objetivo é zoar e não elogiar cidades.

Curitiba, a cidade das estações-tubo
Curitiba é a capital do Paraná, a Capital Ecológica do Brasil e a Cidade Sorriso. Sorriso de quem ouve esse apelido irônico. Afinal, Curitiba é a Capital da Cara Fechada.
É uma cidade habitada por diversas tribos que não se misturam:
Os membros de todas as tribos são, desde a infância, muito obedientes. Em Curitiba, os pais pedem para os filhos não falarem com estranhos e eles obedecem.
Já diz a velha piadinha:
P. O que um curitibano faz ao pegar a mulher na cama com outro?
R. Nada. Curitibano não fala com estranhos.
Identificar um forasteiro é fácil. Você cumprimentou um desconhecido e ele respondeu? Ele não é curitibano. Alguém veio falar com você? Então esse alguém não é curitibano. A menos que o assunto seja relativo a você lhe passar a sua carteira e o celular. Aà provavelmente quem lhe abordou é um vileiro.
Vileiro não é simplesmente um morador de vila. A maioria dos moradores de vila não são vileiros. Vileiro é um jeito de ser, caracterizado pelo visual tÃpico, que envolve bermudões gigantes, camisas gigantes estilo gangues de bairros negros de filme americano, bonés coloridos virados para o lado e tênis de skatista gigantes com cadarços coloridos gigantes. E você nunca vê um só. Eles andam sempre em bandos de no mÃnimo 20, promovendo arrastões ou brigando uns contra os outros.

Os chamados “Vileiros” de Curitiba em ação, antes de um arrastão.
O maior orgulho do curitibano é o transporte coletivo da cidade, talvez o menos horrÃvel do Brasil. É a única cidade cujos ônibus e pontos de ônibus são cartões postais! Os pontos de ônibus, em sua forma peculiar, provam que Curitiba na verdade nada mais é que uma falência múltipla de órgãos, mantida viva através de tubos.
E o fato de não ter praia não quer dizer que a cidade não possui surfistas. A galera radical marca presença no teto de algumas linhas de ligeirinho (um tipo de ônibus). Pegam altos tubos.

Biarticulado e estação tubo
Ainda sobre o transporte público, ele é tão famoso na cidade que até o Ligeirinho e o Biarticulado têm perfis no Orkut (clique nos links para ver). Fuçando lá você vai ver que toda a famÃlia tem perfil: o Interbairros, o Tubo, etc.
Os bairros de Curitiba são envolvidos em algumas curiosidades. Para começar, existe um que não consta nos mapas: o Champagnat. Tudo porque o nome oficial do bairro é feio de doer: Bigorrilho.
Outros dois bairros curiosos são o Mossunguê e o Ecoville. O mapa diz que o Ecoville não existe, e que tudo ali se chama Mossunguê. Mas na prática, existem ilhas de Ecoville no meio do Mossunguê.
Explico.
No princÃpio, havia o Mossunguê, um bairro pobre, longe pra burro do centro da cidade. Depois a burguesada decidiu fugir das regiões centrais mas, preconceituosa, ficou com vergonha de dizer que morava no Mossunguê. Inventaram então um nome de fantasia, o Ecoville. Então, naquela região, na prática, funciona assim: se o endereço for de um condomÃnio de luxo, diz-se que fica localizado no Ecoville. Se for um local mais modesto, é Mossunguê. Agora você já sabe distinguir os dois bairros.
Entre o Bigorrilho/Champagnat e o Mossunguê/Ecoville, existe um bairro que não serve pra nada, exceto pra dar nome a um terminal de ônibus. Chama-se Campina do Siqueira. Os únicos moradores do Campina do Siqueira são os sem-teto que dormem no terminal. É mais fácil achar um acreano que alguém que diga “Eu moro no Campina do Siqueira.”
Outro bairro famoso fica longe dali. É o Boqueirão. Ele tem uma função importante: ser sacaneado pelos habitantes de todos os outros bairros. Mas seus habitantes são muito mais orgulhosos que os do Mossunguê, e não usam um nome fictÃcio para não dizer onde moram.
Apesar disso, muitos dizem que moram no Hauer, um bairro relativamente nobre e relativamente próximo, mesmo morando ao lado do terminal do Boqueirão.
Se bem que se você tivesse que ouvir as mesmas piadinhas sempre, também iria dizer até que mora em São José dos Pinhas, na região metropolitana, em vez de se assumir “boqueirãoense“.
De qualquer forma, a quantidade de bairros em Curitiba não é suficiente. Por falta de espaço, o Aeroporto Internacional de Curitiba fica em São José dos Pinhais e o Autódromo Internacional de Curitiba fica em Pinhais.
Não, São José dos Pinhais e Pinhais não são a mesma cidade. São duas cidades da região metropolitana. O pessoal da região só pensa em pinhão e não sabe inventar outro nome. Dizem que o nome Curitiba significa “Muitos Pinhões” em tupi. Mas há outras versões, como a que diz que “Ritiba” quer dizer “do mundo”…
Curitiba é uma cidade com 4 estações bem definidas. Mas eu não me refiro a estações do ano, e sim estações do dia!
Você acorda e luta para sair da cama quentinha, quando vê tudo branco lá fora. Geada! Temperaturas próximas, ou até mesmo abaixo, de zero. Sai de casa e o ar gelado queima suas narinas.
No começo da tarde, você carrega quilos da agasalhos na mão enquanto torra no sol de 30 graus. De repente, do nada, o barulho dos trovões lhe avisam para correr antes da chuva chegar! Quando a chuva passa, você fica aliviado: nem calor, nem frio. Mas 2 minutos depois você lembra que está em Curitiba, pois começa a bater os dentes de frio novamente.
Nota do Gump: Lembro-me do primeiro mês morando em Curitiba, em Janeiro/1996. Queria conhecer a cidade pedalando e, após me arrumar para a pedalada, o céu desabou em forma de chuva. Desisti e fui ler um livro. Algumas páginas depois, ao olhar pela janela, vi um sol glorioso, majestoso. Peguei a bike e saÃ, apenas para voltar encharcado uma hora depois.
Curitiba tem uma ótima estrutura turÃstica. São inúmeros os locais de visitação, cada qual com a sua peculiaridade.
Cito alguns:

Estacionamento para disco voador na Universidade Livre do Meio Ambiente

Parque Tanguá

Museu do Olho
Se quiser saber mais detalhes, ou saber de Praça do Japão, Jardim Botânico, etc, vá procurar um guia de verdade!
Curitiba é a cidade com mais malucos e figuras estranhas por habitante em todo o paÃs. Talvez em todo o mundo.

Inri Cristo
O Inri Cristo, por exemplo, diz que é a reencarnação de Jesus Cristo, e tem até seguidores. Mas ele perde em popularidade para o Oil Man, um gordinho maluco que veste uma sunga, meleca o corpo todo com óleo e sai para pedalar nos lugares mais cheios de gente que conseguir achar. Não importa a época do ano e a temperatura, em algum lugar movimentado da cidade, lá estará ele!

Oil Man
Outra famosa é a Borboleta 13, senhora que fica gritando, no calçadão da Rua das Flores: “Borboleta 13!” ou recentemente “Olha a cobra, 33!”
Quem costumava pegar o biarticulado Centenário-Campo Comprido também já teve o desprazer de encontrar uma senhora doida procurando pessoas ingênuas que lhe dêem atenção, para passar a viagem inteira lhe falando abobrinhas. Não sei qual o apelido dessa figura.
Mas esses são apenas os exemplos famosos. Andando algumas quadras em Curitiba você com certeza vai ver alguém falando sozinho, conversando com uma lata de tinta, ou mesmo gangues inteiras de adolescentes vestidos como quem vai a uma festa a fantasia: vileiros, metaleiros, emos, nerds…
Para mim, nenhuma figura bate um pseudo-assaltante/pedinte que um dia me abordou, dizendo que tinha sido assaltado e precisava de dinheiro pro busão. Ao ouvir que eu não tinha nada, ele soltou uma extensa lista de xingamentos, até eu sumir de sua vista. Dias depois, ele me abordou de novo, e foi a mesma ladainha. No dia seguinte, mais uma vez; e outra vez mais alguns dias depois. Mas nessa última vez, antes mesmo de ele iniciar a falar, eu disse: “Pô! Foi assaltado de novo? Cara, você é muito azarado!”.
Ouvi a tradicional lista de xingamentos, mas dei belas risadas.
A lÃngua oficial de Curitiba é o Curitibanês ou Curitibês. Nunca, mas nunca mesmo, diga que um curitibano tem um sotaque. Curitibano não tem sotaque, o resto do Brasil é que fala errado. O curitibanês é nacionalmente conhecido como “a lÃngua do leitE quentE“, marcada pelo fato de o “E” ter realmente som de “E”.
Piá (menino, rapaz), vina (salsicha), largue mão (pare com isso, ou “não acredito”, dependendo do caso) e penal (estojo escolar) são alguns termos caracterÃsticos do curitibanês.
Então, piá (ou guria), largue mão de ficar lendo esse texto meia-boca, cujo objetivo é apenas zoar, e vá ler algo útil sobre a cidade:
E, relacionado:
Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações e nem as brincadeiras. O artigo não reflete as opiniões do autor, que gosta de todos os esportes. Mas gosta ainda mais de zoar. A propósito, o apelido do autor, Gump, originou-se pela sua forma de jogar ping-pong.
Tênis de mesa é um nome que tenta dar um ar sério para uma brincadeira de criança, o ping-pong. É um esporte praticado por quem não aptidão fÃsica suficiente para frequentar uma quadra de tênis de verdade.
Também é, talvez até por consequência disso, a modalidade favorita de quem cursa Ciência da Computação e afins.
Nos primórdios, o esporte era chamado de Ploc, por causa do patrocÃnio do chiclete de mesmo nome. Com o tempo, mudou-se o nome de acordo com o chiclete patrocinador, até chegar no Ping-Pong, nome utilizado informalmente até hoje.

Qualquer um pode jogar…
Qualquer pessoa pode jogar. Mas para realmente ser bom no esporte, há um pré-requisito: ter olhos puxados. Em competições internacionais, todos os paÃses são representados por descendentes de chinas ou de japas, ou chinas/japas naturalizados. Provavelmente é mais fácil manter o foco no jogo tendo olhos menores, com menos visão periférica. A única exceção, como visto em Forrest Gump, são ocidentais de baixo QI. Seus cérebros não são utilizados para raciocinar, e assim são totalmente dedicados para funções instintivas como o reflexo, tão importante nesse esporte.
Ou seja, não só qualquer idiota pode jogar como dentre os não-orientais são realmente os idiotas que jogam melhor. Portanto, apesar de ser um esporte cuja maioria dos praticantes é composta de nerds, só os nerds orientais (redundância proposital) se dão bem. Os outros são, simplesmente, nerds. Perdem no ping-pong e em tudo o mais.

Tênis de mesa pode ser muito perigoso para quem não é oriental
Todo bom jogador de tênis de mesa que se preze é esquisito. Quanto mais esquisita for sua empunhadura e o jeito de rebater a bola, mais ela sairá com defeito, o que dará a impressão de efeito, enganando o adversário.
Na China, paÃs com os melhores mesatenistas do mundo, também é utilizado como controle populacional e propaganda internacional do regime polÃtico. Isso é feito através de diversos torneios que seguem, literalmente, a regra do mata-mata. Quem ganha prossegue no torneio, enquanto o perdedor é morto no paredão. Por isso que a taxa de inscrição no torneio custa o valor de uma bala de fuzil. Ao fim do campeonato nacional, temos um chinês fodão para ganhar todos os campeonatos em escala mundial, e 100 milhões de chineses a menos na população.
Existem 3 empunhaduras básicas, ou seja, formas de segurar a raquete:
Dentre os grandes nomes do esporte, temos Forrest Gump, Ma Yuejiu, Cong Loo, Shen shu tian, Fang Zhu e Masaru Miamoto.

Forrest Gump, um dos maiores jogadores da história
Nos jogos olÃmpicos, as disputas por medalha são mera formalidade, para ganhar com direitos de TV. Isso porque quem acompanha o esporte sabe bem quais serão os resultados:
Simples Masculino: Ouro: China; Prata: Japão; Bronze: algum sino-americano ou sino-qualquer-coisa (mas coreanos e tailandeses entram na briga)
Simples Feminino: Ouro: China; Prata: Japão; Bronze: alguma sino-americana ou sino-qualquer-coisa (mas coreanas e tailandesas entram na briga)
Duplas Masculino: Ouro: Dupla 1 da China; Prata: Dupla 2 da China; Bronze: Dupla 1 do Japão.
Duplas Feminino: Ouro: Dupla 1 da China; Prata: Dupla 2 da China; Bronze: Dupla 1 do Japão.
Li essa notÃcia falando que um homem atacou seu vizinho usando arco e flecha.
O motivo: os filhotes do cachorro do vizinho. O vizinho afirmava que seu cachorro era um pit bull, e o metido a Guilherme Tell dizia que era um labrador.

É um labrador, porra!
É. Realmente é o tipo de coisa que levaria alguém a querer matar o vizinho.
Mas estão faltando duas coisas nessa notÃcia.
Primeiro: o que aconteceu com o vizinho?? Morreu? Levou flechada aonde?
E segundo, e muito mais importante: afinal, de que raça era o cachorro????
Goiânia é uma cidade muito doida pra quem vem de fora. Além de ser a cidade das praças secretas, suas ruas também têm caracterÃsticas únicas!
Imagine que você está caminhando por uma avenida, reparando nas plaquinhas das ruas que cruzam essa avenida. Aà você repara: “Alameda das Rosas”. Continua o seu caminho na mesma avenida e, na esquina seguinte, olha a plaquinha: “Alameda das Rosas”. De novo? Como assim??
Sim, você acaba de descobrir uma alameda paralela a ela mesma!! ImpossÃvel? Pois é o caso da Alameda das Rosas, que começa e termina na Avenida Anhanguera.

Alameda das Rosas, paralela a ela mesma.
E tem a tal da 10. Todo mundo conhece a tal da 10 que vai pro Setor Universitário. Só eu não sabia onde era, porque na plaquinha e no mapa ela se chama “Avenida Universitária“.
E que tal uma avenida circular que se chama… Avenida Circular? Tem duas, aliás.

Av. Circular
Mas além dessa Av. Circular da imagem acima e de outra circular com o mesmo nome em outro bairro, ainda temos outra Av. Circular em Goiânia. Só que essa Av. Circular é uma reta!!!

Avenida Reta Circular
Mas as ruas numéricas são um show à parte. Certo dia tive que descobrir onde era a Rua 15. O problema é que tem várias! Então, descobri essa pérola:

O cruzamento da Rua 15 com a Rua 15!!!
Torço pra ter plaquinha lá pra eu tirar uma foto um dia desses!
[update] Segundo o leitor Gabriel (ver comentário abaixo), o cruzamento das ruas 15 se deve à proximidade da av. Portugal!
A propósito: a rua 15 para onde eu realmente precisava ir não existe no Google Maps. :p
Veja também:
Quem é da área de informática vai se identificar com isso. E quem não trabalha, aprende a não falar essas coisas.
11 coisas que um profissional de informática não aguenta mais ouvir!

1. Ah!! Você trabalha com informática? Que bom!! Arruma a hora do meu microondas?
2. Instala esse aparelho de DVD pra mim?
3. Como assim você não sabe fazer isso no Word? O que você aprendeu na faculdade?
4. O cara que vende peças é de Ciência ou Engenharia de computação? E o que saca de Word?
5. O que você faz mesmo? Mexe com computador, né?
6. Vou aproveitar que você está aqui. Você pode dar uma olhadinha na minha impressora?
7. Você precisou de 5 anos de faculdade? Meu filho tem 8 anos e saca tanto de computador quanto você. Ontem mesmo ele até instalou um joguinho sozinho!
8. Você é de informática e trabalha no Tribunal de Justiça? Fazendo o que? Tribunal é lugar de juÃz e advogado, e eles não precisam de computador, precisam?
9. Você é de informática? Vou te apresentar meu irmão, vocês têm muito em comum. Ele é eletricista!
10. Hahaha! Você é garoto de programa!
11. Ai, amor, você nunca me conta do seu trabalho. Vai, me diz o que você fez hoje. {PAUSA ENQUANTO VOCÊ FALA} Ah… Ai, falando em computador, você não acredita no scrap que eu recebi hoje e…