Lembra do objeto não identificado que caiu no interior de Goiás há pouco tempo?
Pois bem. Agora dizem que ele foi identificado, e que seria um objeto comum em foguetes e satélites americanos e faria parte do chamado Lixo Espacial que existe circulando em volta da Terra.
Apesar de eu ter certeza de que vou ser desacreditado e chamado de lunático, eu tenho convicção de que se trata de mais uma conspiração do governo americano, com a ajuda do governo brasileiro, com o objetivo de encobrir a existência de vida extra-terrestre.
E eu tenho motivos para crer nisso! Eu efetivamente vi e conversei com uma forma de vida extra-terrestre.

Pedaço de nave Extra-Terrestre
Portanto eu sei que tal objeto trata-se, sim, de um legÃtimo pedaço de disco voador que teve avarias, mas cujo piloto extra-terrestre teve perÃcia o suficiente para pousar em segurança e esconder o a nave.
Seu objetivo inicial era buscar material para consertar a nave e se mandar de volta ao seu planeta; porém, acabou parando em Goiânia e não conseguiu mais sair. Apaixonou-se por música sertaneja ao ouvir João Mineiro e Marciano, e agora só come feijão com arroz e carne assada fatiada.
Quando eu fui a um barzinho comer espetinho, conheci e fiz amizade com o ETG, como gosta de ser chamado, numa abreviatura de Extra-Terrestre Goiano.
Gravei uma conversa e publico aqui, com exclusividade!
Gump: E aÃ, tudo bem?
ETG: Bão, e ocê? Bão mesmo?
Gump: Tudo bem. Notei que você está bem à vontade aqui em Goiás, já até fala igual goiano.
ETG: Uai! Bão demais da conta! Mulherada, Victor & Léo, um barzim em cadesquina. Até um negócio chamado Pit-Dog. Num dô conta de sair daqui não!
Gump: Argh! Victor & Léo? Achei que você era mais evoluÃdo. Mas então, dizem que identificaram o pedaço da sua nave como sendo lixo espacial proveniente de algum foguete americano. O que achou disso?
ETG: Uai! Tem base? Deixa eu ti falá, tô encabulado! Num querem que saibam que eu existo. Mas ligo pra isso não. Tô bem demais da conta aqui.
Gump: E quais são seus planos agora?
ETG: Uai! Vou viver aqui, disfarçado de goiano. É fácil. Deixa eu ti falá, bote reparo que é graças a ocê que eu aprendi a falar goianês. Li o dicionário no ChristianGump.net e fiquei craque. É só eu conhecer umas seis ou sete músicas sertanejas que ninguém vai dá conta de descobrir.

ETG, vestido de forma a não chamar a atenção em Goiânia.
Gump: Existem outros iguais a você em Goiás?
ETG: Uai! E Nerildo & Nerivan são o que? Você é burrinho ou quá? Aliás, deixa eu ti falá. Eu quero montar uma dupla sertaneja em breve. Deixa eu ti falá, é a melhor profissão da Terra: não precisa saber tocar nada e tem muita muié no pé!
Gump: É, você aprende rápido!
ETG: Uai! Venho de um planeta muito mais evoluÃdo.
Gump: E por que você não quer voltar para lá?
ETG: Uai! Lá tem Pit Dog não. E lá eu ganho multa se estacionar minha nave na calçada. E a mulherada, hein? Tem isso tudo lá não! E ti falá, lá não conhecem Victor & Léo, tem base?
Gump: Hum, parece chato, mas gostei de não tocar Victor & Léo. Será que eu poderia passar minhas férias lá?
ETG: Ow, cala a boca que vai tocar “Amigo Apaixonado” agora!
Portanto, não acredite em tudo que você lê na mÃdia. O Extra-terrestre Goiano existe sim e está entre nós, comendo uma pamonha de sal ou algum espetinho com feijão tropeiro, ouvindo algum som de qualidade duvidosa em algum boteco por aÃ.
Distração é algo que não existe!
O que existe é a concentração na coisa errada.
Dito isso, posso afirmar que sou um cara extremamente concentrado, mas nem sempre concentrado na coisa certa.
E estar concentrado é o melhor caminho para levar um susto quando alguém insiste em lhe trazer “de volta à Terra”.
No trabalho, eu fico tão compenetrado que as pessoas falam comigo e eu não percebo. Se me chamarem de Christian, então, nem dou bola. “Não é comigo, é com esse tal de Christian”. As pessoas fazem longas perguntas e, na hora da resposta, silêncio sepulcral. Então, indignadas, berram:
- Guuuuuuuuuuuump!

O que foi?? O que foi???
Pronto. Eu volto à Terra, instantaneamente, com um susto tão grande que chega a fazer um efeito dominó de sustos: a pessoa que me abordou se assusta com meu susto e o resto do povo da sala se assusta com o susto dela.
E, claro, isso vira a diversão da galera. Todo mundo esperando eu ficar concentrado pra gritar GUUUUUUMMMMMP!!
Até que um chefe, devidamente preocupado com a queda da produtividade da equipe devido à s sacanagens com os efeitos que os sustos poderiam causar à minha pessoa, cola um aviso de zoológico na minha cadeira: “Favor não assustar o Gump“.
Mas isso não adiantou. E desde essa época eu decidi que o que eu preciso é de um retrovisor colado ao monitor. Já até me deram um, desses de bicicleta. Minha mesa era a atração dos visitantes do escritório.
Mas não é que já inventaram isso? Um retrovisor para escritório? Pois é. Com um motivo bem menos nobre (mas não menos útil): previnir a chegada de um superior pelas suas costas enquanto você está vadiando.

Taà algo útil para mim
Vi aqui, numa lista de 10 gadgets que os chefes vão odiar.
E esses gadgets cairiam perfeitamente na lista de Produtos Inúteis que Podem ser Presentes Legais.
Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.
Pirenópolis é uma cidade do interior de Goiás, distante cerca de 120km de Goiânia, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Atrai muitos turistas por causa da falta de opções perto de Goiânia e BrasÃlia do seu centro histórico e de seus atrativos naturais.

Uma das famosas igrejas do centro histórico de Pirenópolis. O nome dela? Sei lá, não lembro mais e estou com pregui de pesquisar!
Nos feriados, a cidade fica lotada com brasilienses e goianienses em igual proporção. Há duas formas de constatar isso: olhando as placas dos carros, lógico, ou então ouvindo o som que sai do carro: se for sertanejo, é de Goiânia, e se for outro som de gosto igualmente duvidoso, é de BrasÃlia. Não falha!
Além dos óbvios hotéis e pousadas, uma boa opção de hospedagem (bem mais barata) é ficar em algum camping. Há vários, todos estrategicamente localizados: ficam longe do centro, e longe das cachoeiras. Para dar única e incrÃvel sensação de aventura, o chão da área reservada para a montagem de barracas (epa!) tem mais pedras do que grama, fazendo com que fixá-las no chão (e dormir nelas depois) seja uma tarefa de rara perÃcia.
Um dos campings mais conceituados é administrado por um hippie mutcho loco, porém muito gente boa. É totalmente vegetariano: fã de salada e de outros tipos de, hum, vegetais. Para incrementar a diversão da estadia, o administrador do camping oferece (em troca de uns 10 reais, é claro) uma pizza vegetariana com massa integral para o visitante, e diz o horário em que se pode ir lá comê-la. Mas desaparece na hora marcada! Diz a lenda que trata-se de uma famosa pegadinha em Pirenópolis.
Mas um parênteses a sério: se um dia você conseguir encurralar (epa!) o hippie e cobrar a tal pizza, você vai ver que é realmente saborosa.
Ah sim, não acredite em tudo que os campings dizem. Um deles diz que tem um museu ao ar livre, cujo tema é a mineração. Tal museu não é mais do que uma trilha na mata com duas ou três plaquinhas.

Museu a céu aberto em Pirenópolis
A cidade também é um lugar muito procurado pelo pessoal emaconhado, de roupas estranhas e não muito fã de banho alternativo e esotérico.
Apesar de os panfletos e guias turÃsticos locais darem a impressão de que você anda pela cidade e vê uma cachoeira à sua direita, outra à esquerda e mais uma no fim da rua, a localização correta é mais ou menos assim:
A maioria delas é muito bonita. Mas, além da gasolina, reserve dinheiro para a entrada. Sim! Você, literalmente, paga pra ver. Quase todas as cachoeiras ficam em propriedades particulares. Há taxa de visitação.
Se houvesse praia em Pirenópolis, o acesso seria cobrado também.
Outra atração é o Parque Estadual dos Pirineus, onde há vários morros com vista para árvores retorcidas e feias o cerrado. É um local muito bom para pedalar, cheio de trilhas. Mas a vista, em tempos de seca, lembra muito um deserto de filme americano. Um casal passou de carro por mim quando eu pedalava por lá e perguntou onde afinal era o tal parque. Respondi a verdade: estávamos 10 km dentro do parque! É que ele é sem graça mesmo inserido no meio do cerrado caracterÃstico do local.
E por fim, temos a gastronomia. Realmente, um ponto forte. A melhor comida goiana que já comi. E tem até cartazes em duas lÃnguas ensinando os manés turistas a comer pequi.
Você só precisa ficar atento na hora de pagar a conta. Se eles entendem de boa comida, não entendem muito de atendimento. Voltei de uma pedalada na hora do almoço, morrendo de fome e de sede, e fui para um restaurante que parecia – e era – muito bom. Antes de me servir já pedi a bebida para a garçonete, perguntando se tinha refrigerante de um litro. A sede estava de matar! Ela disse que tinha sim: guaraná diet. Pedi para ela colocar na mesa onde eu ia ficar e fui me servir.
Ao voltar, depois de muito tempo me servindo (um buffet maravilhoso!), vi que ela tinha acabado de colocar um guaraná de 2 litros, e não de 1. Deixei pra lá, pois se eu fosse pedir para trocar ela só traria depois de mais uns 15 minutos.
Quando pedi a conta, foi outro garçon quem me trouxe. E o valor foi de mais de 30 reais! O buffet livre, segundo uma plaquinha, era R$ 14,90. Seguiu-se o seguinte diálogo:
Gump: PeraÃ! quanto é o buffet hoje?
Garçon: Uai! Sei não. Você tem que pagar isso que tá aà na conta.
Gump: Mas lá na placa está falando que é 14,90. Por que a conta deu mais de 30?
Garçon: Uai! Sei não. Mas o que você tem que pagar é isso aà que tá na conta.
Gump: Mas você não concorda que se o valor é o que está na placa, isso aqui está errado?
Garçon: Uai! Tá não. Só sei que é esse valor aà que tá na conta que você tem que pagar.
Ok, o garçon venceu. Desisti de argumentar com ele, mas obviamente fui atrás de outra pessoa. Fui pagar direto no caixa e no caminho perguntei para outra garçonete o valor do buffet.
- Uai! É 14,90! Ó ali na placa!
Beleza, meu maior medo era de que aos domingos o valor dobrasse, apesar de nenhum lugar no restaurante avisar disso. Reclamei para a gerente, e ela chamou a garçonete que primeiro me atendeu (a do refri de 2 litros) e pediu para ela explicar o porquê do valor. Mais um diálogo:
Garçonete: Uai! São duas pessoas, mais o refri. Dá isso! (apontando para a conta).
Gump: Mas eu estou sozinho!
Garçonete: Uai! Tá não!
Gump: Como não?
Garçonete: Uai! São duas pessoas!
Pô! Não sou tão gordo assim!
Para minha sorte, meu vizinho de mesa apareceu e confirmou que eu estava sozinho. A garçonete, então, se explicou:
- Uai! Você pediu refri “de litro”, então achei que eram 2 pessoas!
Falando sério: Pirenópolis é um lugar muito bom para ir em turma, curtir cachoeiras e pedalar. Deixa saudades e vale a pena ir mais de uma vez. Usar um “dicionário de goianês” (lÃngua oficial de Pirenópolis), se você não for goiano, ajuda bastante.
Para informações mais sérias e mais reais, veja os sites:
Veja também, no Guia Gump de Cidades:
Em minha exploração de Belo Horizonte, parei pra pensar num problema sério para quem está fazendo turismo: trocas lÃquidas!
No Brasil, faz aquele calor. Dá uma sede desgraçada! Sempre que estou passeando, carrego uma garrafinha ou dou um jeito de parar para comprar algo para me hidratar.
Mas hidratar-se tem um problema. Mais água entra, mais água quer sair.
E você está lá, fotografando uma praça bonita da cidade que está conhecendo, e bate aquela vontade irresistÃvel de buscar alÃvio imediato!
E aÃ, apertado, você sai procurando lugares com banheiros. E cadê um shopping quando você precisa de um?

Ainda não consegui achar a combinação perfeita: passar sede e não ficar apertado, ou não deixar a sede aparecer, e sair procurando um cantinho…
Isso me incomoda! Mas não valeria o post, se não fosse o caso de uma moça aparecer do nada no Orkut me convidando para participar de uma comunidade chamada “McDonalds: Banheiro da Savassi!“.

Cada uma… Adorei isso! Eu próprio, quando em BH, me vi num aperto após percorrer a praça da Liberdade e, andando rumo à Savassi, vi aquele Oásis em meio a um deserto completamente desprovido de mictórios e vasos sanitários. Não resisti!
E a gratidão foi tão grande que até comi lá. Errr… sim, fui pra BH e, em vez de comida mineira, comi no Mc! Mas foi só gratidão. Juro!
Ah, sim… há outro banheiro não oficial chegando à Savassi… O mijódromo xixizódromo da Cristóvão Colombo, em frente a uma sorveteria decadente, conforme escrevi no Guia Gump de Cidades.
Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.
Porangatu é uma cidade localizada, oficialmente, no norte de Goiás. No entanto, o Google Maps dá um roteiro mais exato, a partir de Goiânia:
1. Siga na GO-080
2. Vire à esquerda na BR-153
3. Continue na estrada até o mundo acabar
4. Percorra mais 300km após o fim do mundo.
Siga os passos acima que você estará em Porangatu. Estará, também, completamente exausto de viajar.
Tá bom, tá bom… não é tão longe assim.
É uma cidade muito conhecida (dizem) pelo seu carnaval e… mais alguma coisa que eu não lembro.
Diz que havia uma Ãndia, da tribo que habitava aquelas bandas, chamada Angatu. Angatu era esposa de um dos futuros chefes da tribo. Porém, um bandeirante chamado Antônio se apaixonou por essa Ãndia e, por causa desse romance proibido, foi condenado a morrer por meio de flechadas. Depois que as flechas rasgaram sua carne, suas últimas palavras foram:
- Morro por Angatu!
Nota do Gump: na wikipédia há outra versão para o nome. Mas é muito chata. Junção de palavras em tupi, para variar. Boring! Prefiro a minha.
A lÃngua de Porangatu é uma variante interiorana do Goianês. Uma curiosidade é a pronúncia do nome da sorveteria da foto abaixo.

Como você pronunciaria Cassata D’oro?
a) Cassata Dôro
b) Cossoto Dôro
c) Cossoto Dóro
d) Cassato Dóro
e) Cassota Dôro
Se você respondeu a letra a, você não é porangatuense. Se você respondeu b, c ou e, você não só não é de Porangatu como é um ser muito bizarro! Quem é que fala uma coisa dessas?
O povo da cidade, apesar de chamar geralmente o local apenas de “Cassata“, quando fala o nome completo usa uma curiosa regra da gramática local. O último “a” vira “o”, e o apóstrofo é usado como acento agudo. O nome vira Cassato Dóro.
Se a capital do estado é a cidade das praças secretas, Porangatu também tem seus logradouros com nomes falsos. O melhor exemplo é a avenida Federal, a principal da cidade. Se você perguntar para um porangatuense por que chamam a avenida de Federal, ele vai responder:
- Uai! Porque é o nome dela!
Mas o nome da avenida não é Federal. Não me perguntem qual é o nome de verdade! Eu não lembro. E se nem quem mora lá sabe, como eu vou saber?
A grande diversão dos moradores mais jovens durante o dia e primeiras horas da noite é ir para a pracinha em frente à lagoa e ficar sentado em lugares como a Cassata, ou então ficar dando inúmeras voltas nessa mesma pracinha de carro. O tradicional bobódromo de toda cidade pequena. O objetivo em ambos os casos é o mesmo: ver e ser visto. Tanto que não se senta em volta de uma mesa, e sim lado a lado, de frente para a rua. A cada carro que passa, quem está nas lanchonetes estica o pescoço para ver se conhece quem está passando. Mas, claro, como a cidade tem 40 mil habitantes, é óbvio que conhece.
Mais tarde, nos finais de semana, é hora de balada, claro! Não há na cidade uma boate ou coisa do gênero, mas quem precisa disso quando se tem um restaurante de beira de estrada?

Local da grande balada de Porangatu
Um lugar que, durante o dia é parada de caminhoneiros buscando uma refeição, à noite recebe a juventude, que faz a terra vermelha levantar ao som de muitos ritmos diferentes! Aliás, mesmo à noite é possÃvel ver alguns caminhoneiros perdidos, babando hipnotizados pelas pernas das menininhas.
Esse negócio de ter que ouvir o som que o DJ do local decidir tocar é coisa dos manés das cidades grandes. Em Porangatu, cada um ouve e dança o que quer. Basta chegar, colocar o carro num cantinho e ligar o som! Você tem a experiência única de ouvir axé, forró, hip-hop, funk, dance e até mesmo sertanejo (Porangatu fica em Goiás, lembra?). Tudo ao mesmo tempo.
E tudo ao ar livre, sem pagar nada.
Outra coisa pitoresca é ver o povo chegando e indo embora. São muitas e muitas motos, com as mocinhas de saia sentadinhas de ladinho na garupa. Bom, pitoresco pra quem não é de Porangatu. Eles acham pitoresco alguém achar isso pitoresco.
A lagoa, principal atrativo da cidade, também é fonte de diversão. Os pedalinhos poderiam ser divertidos, mas uma proibição muito chata faz perder a graça.

Ahhhh! Não pode??
Aliás, tudo gira em torno da lagoa. É onde os bêbados caem no carnaval, onde jogam os calouros durante os trotes, onde se joga comida para as tartarugas, onde tartarugas viram comida de jacaré. É o ponto de encontro maior.
Muitos vão para a lagoa com a desculpa de caminhar ou correr, mas sabem que não vão fazer isso. Sempre vão acabar encontrando aquele amigo que não vêem há, humm, 2 dias, e passar horas batendo papo!
Quem quer correr de verdade, o faz na extensão da av. “Federal”, a partir do fórum, num trecho que é praticamente uma auto-estrada. Há risco de atropelamento e muita fumaça de veÃculos, mas isso só torna o exercÃcio mais prazeroso. Nada como um pouco de aventura na vida.
Porangatu é uma cidade muito religiosa. Tanto que tem duas igrejas matriz. Nos arredores da antiga igreja matriz fica a parte antiga da cidade, tombada pelo patrimônio municipal.

Não precisavam levar o tombamento tão a sério. Não poder derrubar as casas não significa que não se pode reformá-las!
Também na região conhecida como Porangatu Velho temos até um buraco no chão poço dos desejos.
Entre outras tantas caracterÃsticas, a simplicidade na hora de resolver os problemas do cotidiano é marcante em Porangatu. Se houver algum erro de ortografia em alguma placa, por exemplo, não há necessidade de se refazer a placa, né? Basta pintar a letra errada de uma cor parecida com a do fundo que ninguém repara!
Em Porangatu, têm-se essa visão!

Uma solução para um problema nem sempre demanda muito esforço!
Também há outras caracterÃsticas que “encabulam” (no sentido goiano da palavra) quem está conhecendo a cidade. Apesar do seu tamanho, não tão pequena, e de sua relativa importância regional, a cidade:
- não tem bueiros (só vi um, próximo ao bosque ao lado da lagoa)
- não tem semáforos (nenhumzinho!)
- não tem linhas de ônibus urbanos.
Diz que o próximo slogan da cidade será: “Porangatu: não tem pra ninguém!”
Uma coisa que a classe média da cidade reclama muito é do excesso de bicicletas “atrapalhando a passagem”. Mas não há muita opção para o povão se não há transporte coletivo. Fico imaginando se cada bicicleta daquelas fosse transformada num carro, fazendo as mesmas barbeiragens que se faz de bicicleta por lá. Com certeza poucos sairiam vivos para escrever um Guia de Cidades.