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Guia Gump de Cidades: Porangatu

Wednesday
9/Apr/2008

Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as (des-)informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. Se você procura informações sérias sobre a cidade, não é aqui que vai encontrar.

Porangatu é uma cidade localizada, oficialmente, no norte de Goiás. No entanto, o Google Maps dá um roteiro mais exato, a partir de Goiânia:

1. Siga na GO-080
2. Vire à esquerda na BR-153
3. Continue na estrada até o mundo acabar
4. Percorra mais 300km após o fim do mundo.

Siga os passos acima que você estará em Porangatu. Estará, também, completamente exausto de viajar.

Tá bom, tá bom… não é tão longe assim.

É uma cidade muito conhecida (dizem) pelo seu carnaval e… mais alguma coisa que eu não lembro.

A origem do nome

Diz que havia uma índia, da tribo que habitava aquelas bandas, chamada Angatu. Angatu era esposa de um dos futuros chefes da tribo. Porém, um bandeirante chamado Antônio se apaixonou por essa índia e, por causa desse romance proibido, foi condenado a morrer por meio de flechadas. Depois que as flechas rasgaram sua carne, suas últimas palavras foram:

- Morro por Angatu!

Nota do Gump: na wikipédia há outra versão para o nome. Mas é muito chata. Junção de palavras em tupi, para variar. Boring! Prefiro a minha.

Língua Oficial

A língua de Porangatu é uma variante interiorana do Goianês. Uma curiosidade é a pronúncia do nome da sorveteria da foto abaixo.

Cassata D\'oro

Como você pronunciaria Cassata D’oro?

a) Cassata Dôro
b) Cossoto Dôro
c) Cossoto Dóro
d) Cassato Dóro
e) Cassota Dôro

Se você respondeu a letra a, você não é porangatuense. Se você respondeu b, c ou e, você não só não é de Porangatu como é um ser muito bizarro! Quem é que fala uma coisa dessas?

O povo da cidade, apesar de chamar geralmente o local apenas de “Cassata“, quando fala o nome completo usa uma curiosa regra da gramática local. O último “a” vira “o”, e o apóstrofo é usado como acento agudo. O nome vira Cassato Dóro.

Logradouros secretos

Se a capital do estado é a cidade das praças secretas, Porangatu também tem seus logradouros com nomes falsos. O melhor exemplo é a avenida Federal, a principal da cidade. Se você perguntar para um porangatuense por que chamam a avenida de Federal, ele vai responder:

- Uai! Porque é o nome dela!

Mas o nome da avenida não é Federal. Não me perguntem qual é o nome de verdade! Eu não lembro. E se nem quem mora lá sabe, como eu vou saber?

Diversão

A grande diversão dos moradores mais jovens durante o dia e primeiras horas da noite é ir para a pracinha em frente à lagoa e ficar sentado em lugares como a Cassata, ou então ficar dando inúmeras voltas nessa mesma pracinha de carro. O tradicional bobódromo de toda cidade pequena. O objetivo em ambos os casos é o mesmo: ver e ser visto. Tanto que não se senta em volta de uma mesa, e sim lado a lado, de frente para a rua. A cada carro que passa, quem está nas lanchonetes estica o pescoço para ver se conhece quem está passando. Mas, claro, como a cidade tem 40 mil habitantes, é óbvio que conhece.

Mais tarde, nos finais de semana, é hora de balada, claro! Não há na cidade uma boate ou coisa do gênero, mas quem precisa disso quando se tem um restaurante de beira de estrada?

Local da grande balada de Porangatu

Um lugar que, durante o dia é parada de caminhoneiros buscando uma refeição, à noite recebe a juventude, que faz a terra vermelha levantar ao som de muitos ritmos diferentes! Aliás, mesmo à noite é possível ver alguns caminhoneiros perdidos, babando hipnotizados pelas pernas das menininhas.

Esse negócio de ter que ouvir o som que o DJ do local decidir tocar é coisa dos manés das cidades grandes. Em Porangatu, cada um ouve e dança o que quer. Basta chegar, colocar o carro num cantinho e ligar o som! Você tem a experiência única de ouvir axé, forró, hip-hop, funk, dance e até mesmo sertanejo (Porangatu fica em Goiás, lembra?). Tudo ao mesmo tempo.

E tudo ao ar livre, sem pagar nada.

Outra coisa pitoresca é ver o povo chegando e indo embora. São muitas e muitas motos, com as mocinhas de saia sentadinhas de ladinho na garupa. Bom, pitoresco pra quem não é de Porangatu. Eles acham pitoresco alguém achar isso pitoresco.

A lagoa, principal atrativo da cidade, também é fonte de diversão. Os pedalinhos poderiam ser divertidos, mas uma proibição muito chata faz perder a graça.

Ahhhh! Não pode?? :-(

Aliás, tudo gira em torno da lagoa. É onde os bêbados caem no carnaval, onde jogam os calouros durante os trotes, onde se joga comida para as tartarugas, onde tartarugas viram comida de jacaré. É o ponto de encontro maior.

Muitos vão para a lagoa com a desculpa de caminhar ou correr, mas sabem que não vão fazer isso. Sempre vão acabar encontrando aquele amigo que não vêem há, humm, 2 dias, e passar horas batendo papo!

Quem quer correr de verdade, o faz na extensão da av. “Federal”, a partir do fórum, num trecho que é praticamente uma auto-estrada. Há risco de atropelamento e muita fumaça de veículos, mas isso só torna o exercício mais prazeroso. Nada como um pouco de aventura na vida.

Patrimônio

Porangatu é uma cidade muito religiosa. Tanto que tem duas igrejas matriz. Nos arredores da antiga igreja matriz fica a parte antiga da cidade, tombada pelo patrimônio municipal.

Não precisavam levar o tombamento tão a sério. Não poder derrubar as casas não significa que não se pode reformá-las!

Também na região conhecida como Porangatu Velho temos até um buraco no chão poço dos desejos.

Curiosidades

Entre outras tantas características, a simplicidade na hora de resolver os problemas do cotidiano é marcante em Porangatu. Se houver algum erro de ortografia em alguma placa, por exemplo, não há necessidade de se refazer a placa, né? Basta pintar a letra errada de uma cor parecida com a do fundo que ninguém repara!

Em Porangatu, têm-se essa visão!

Uma solução para um problema nem sempre demanda muito esforço!

Também há outras características que “encabulam” (no sentido goiano da palavra) quem está conhecendo a cidade. Apesar do seu tamanho, não tão pequena, e de sua relativa importância regional, a cidade:

- não tem bueiros (só vi um, próximo ao bosque ao lado da lagoa)
- não tem semáforos (nenhumzinho!)
- não tem linhas de ônibus urbanos.

Diz que o próximo slogan da cidade será: “Porangatu: não tem pra ninguém!”

Uma coisa que a classe média da cidade reclama muito é do excesso de bicicletas “atrapalhando a passagem”. Mas não há muita opção para o povão se não há transporte coletivo. Fico imaginando se cada bicicleta daquelas fosse transformada num carro, fazendo as mesmas barbeiragens que se faz de bicicleta por lá. Com certeza poucos sairiam vivos para escrever um Guia de Cidades. :-)


Pronto, a zoação chegou ao fim. Esse artigo, como você reparou, não é sério. Se você levou a sério, você tem algum problema. Para informações mais reais sobre a cidade, visite os sites:


Veja também, no Guia Gump de Cidades:

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3 Comentários em "Guia Gump de Cidades: Porangatu"

  1. Karin Karin 11 de April de 2008 em 2:10 pm

    Porangatu: não tem É ninguém.

    [Responder ao comentário]

  2. Karin Karin 11 de April de 2008 em 2:11 pm

    Lembrei de minha cidade natal, rs

    [Responder ao comentário]

  3. Fred Fred 12 de April de 2008 em 1:04 am

    Cara, sempre quando eu vou na fazenda de um tio meu no norte do estado, eu passo por Porangatu. Eita cidade quente, putz!

    Eu já acho Goiânia um inferno, imagina mais no norte então!

    …rs

    [Responder ao comentário]


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