ChristianGump.net

Arquivo de February de 2008

Wednesday
20/Feb/2008

Continuando a aventura, no dia 31/12/2000, eu comecei a minha viagem de bike, propriamente dita, mas não saí cedo como queria. Resolvi aproveitar o café da manhã do hotel, que aquele dia começaria tarde. Acabei saindo só perto do meio-dia. Loucura! 38 graus na cachola!

Ganhei o primeiro patrocínio da minha vida: o dono do hotel me deu uma garrafa de água!

Mas eu disse que eu comecei a pedalar no Uruguai, não disse? Se você prestou atenção no post anterior, até o momento eu continuava no Brasil.

Pois então, eu saí do hotel, fui até a praça internacional, passei para o lado uruguaio da praça (na cidade de Rivera), tirei uma foto, e dei uma pedalada. Após essa pedalada, estava no Brasil novamente. Mas não interessa, comecei no Uruguai!

fronteira internacional

A Praça Internacional.

O primeiro trecho da viagem, apesar do calor intenso, foi muito bom, pois havia eucaliptos nas margens da estrada, fazendo sombra. E de vez em quando eu via algumas pessoas, alguns carros, e algo diferente de vacas ou plantações de arroz. Eu já tinha passado por aquele estrada antes, mas realmente não me lembrava que era só isso, gado e arroz.

Mas esse trecho terminou quando eu tinha que pegar uma estrada que ligava aquele trecho próximo a Livramento e ia até Bagé. A idéia era acampar próximo à cidade de Dom Pedrito, que era a única “civilização” que havia no meio do caminho.

Mas que inferno!!

Todo esse calor na cabeça, em pleno verão, e nenhuma sombra! Acostumado com as arborizadas estradas do PR e de SC, não me liguei que lá só havia fazendas às margens das estradas. Tudo cercado. Nenhuma arvorezinha pra fazer sombra.

A minha água virou chá, de tão quente! Minhas barras de cereal amoleceram. Eu as comia obrigado, pra não desmaiar. Até que (alívio!) achei uma sombra! Uma rara área não cercada na beira da estrada! Tinha que sair um pouco do asfalto, entrar num mato e pronto: uma deliciosa sombra de eucaliptos pra dar uma folga pra cabeça.

Tomei minha água quente, comi uma barra de cereal derretida e, quando voltei pra bike, vi que um ser que jamais conseguiria pedalar havia tomado conta dela! Uma cobra! Pânico. Ela estava ali, toda feliz, enrolada na Lucy. Depois de controlado o medo, principalmente de haver outras ali no mato, eu peguei um galho no chão, e consegui tirar a cobra de cima da Lucy, mas não joguei-a tão longe quanto eu queria. Caiu bem perto da bike!

cobra pedalante

“Eu também quero pedalar, só não sei como!”

A cena seguinte seria linda de ver! Peguei a bike todo borrado em pânico e corri pro meio do asfalto batendo todos os recordes de velocidade. E não saí mais do asfalto. Ele estava tão quente que cobra alguma passaria ali.

Depois, outra tragédia! Acabou a água! Não tinha um único lugar pra comprar e nenhuma casa à vista. Quando encontrei uma que não ficava assim tão longe da estrada (ao menos dava pra ver a casa da estrada), acabei entrando na fazenda… O caseiro quase me botou pra correr, com arma e tudo, e depois ameaçou soltar os cachorros! Mas por fim seu humor mudou do nada e acabou vindo ver o que eu queria. Depois perguntou se eu podia ajudá-lo com o celular (celular, naquela época naquele lugar me surpreendeu) e eu ajudei. Aí ele foi o cara mais simpático do mundo, me deu muita água do poço, convidou-me pra entrar e tal… mas eu recusei antes que o bom humor dele passasse…

Lá pelas 18h eu avistei Dom Pedrito. Parecia perto. Mas a vista enganava muito por lá, e eu só cheguei à cidade perto das 20h, quando o sol estava a se por, mas ainda haveria 1h de claridade (lá escurece bem tarde com o horário de verão). Claro que a idéia de acampar foi pro espaço, pois ao contrário dos lugares que eu conhecia, as margens de estrada por lá são todas propriedades particulares.

Agora o desafio era encontrar um hotel. Dispensei a entrada secundária da cidade, porque me pareceu muito feia, com gente mal encarada. Puro preconceito de quem mora em capital e vive com medo de ser assaltado em lugar assim, creio eu. Continuei na estrada e próximo à entrada principal avistei uma placa dessas de trânsito que tem uma caminha, indicando hotel.

Já estava anoitecendo mas reparei na placa que dizia “pousada”. Do outro lado a placa dizia outra coisa mas não tive curiosidade de ver, na hora. Fui lá e me registrei, me deram uma casa na tal pousada, enorme, muito legal. Mas era meio, ahn, diferente… Só que a cama aliás era maravilhosa, e era isso que me interessava! Deixei pra lá as estranhezas, tomei um banho e deitei.

Comecei a zapear a TV. Globo, SBT, Canal Pornô, Bandeirantes, outro canal pornô, mais outro e… HEIN??? Canais pornôs? Tinha pelo menos 4. Mais tarde descobri, como contei aqui, que o lugar na verdade era um MOTEL que também servia de pousada pra viajantes perdidos no meio do nada tipo eu!

Eu gostava tanto de bike que já fui até pro motel com a minha!!!

Assisti o fantástico e apaguei. Fui acordado às 23h45 pelos caras da “pousada” me chamando pra uma festa de reveillon na cidade, mas eu tava pregado demais pra ir. Agradeci mas recusei. E passei a virada do ano dormindo um sono merecido!

Amanheceu o dia 01/01/2001 e eu acordei tarde. O único cicloturista preguiçoso do mundo! Eram 10h quando pedi o café pelo interfone. O cara colocou num suporte na porta e bateu, discretamente. Eu só tive que girar o suporte pro lado de dentro e pegar meu café. Tudo muito discreto, sem contato com os funcionários. Afinal, eu estava num motel…

E já estava pronto pro segundo dia de pedalada, assunto do próximo post!

A seguir: Projeto Fat Biker - Um gordo na estrada - Parte III - Gump, a atração do interior!

Wednesday
20/Feb/2008

Pedalar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Conhecer novos lugares, “na velocidade do tempo”. Minha praia não são as competições nem as trilhas. O que eu gosto mesmo é de longas pedaladas, viagens, novidades.

Anos depois... Pedalando no interior de São Paulo

Em São Francisco Xavier-SP. Nessa época eu já não era um biker tão ‘fat’. E não, os cocôs na rua não foram obra minha!

Sempre fui apaixonado por bike e desde criança queria viajar usando-a como meio de transporte. Mas achava que era loucura, uma excentricidade minha. Até descobrir que é uma prática muito comum, principalmente na Europa, e que até no Brasil tem muita gente que é adepto também. Tal prática tem até nome: Cicloturismo.

Apesar de muitas pedaladas intensas, até o ano 2000 eu nunca havia feito nenhuma viagem de bicicleta. Só estradinhas rurais e pedal urbano mesmo. No máximo passeios mais longos nos arredores das cidades em que eu havia morado até então. E nessa época (2000) eu estava bem gordinho (mesmo! 115kg…), e fui junto com dois amigos comprar uma bike melhor. A gente comprou o mesmo modelo e cor. Ficou engraçado! Mas nunca chegamos a andar juntos! Não batiam os horários e também porque a preguiça deles, na época, foi vencido apenas pra ir comprar a bike! Hoje eles estão bem magros (bem mais do que eu, que engordei um pouco de novo) e fazem exercícios regularmente. E não escondem que um dos estímulos foi me ver magro.

E eu continuei as pedaladas pela cidade, na maioria das vezes sozinho, até que por acaso descobri uma lista de discussão na internet sobre bicicletas, ciclismo e afins. Havia muitos cicloturistas nessa lista. Comecei a me empolgar. E por fim, achei um site do projeto de uma cicloviagem pela Rio-Santos, e o relato é maravilhoso! Algo que eu sempre quis fazer! Isso me fez decidir que eu faria uma cicloviagem logo que tivesse uma chance!

Enquanto isso, na tal lista de discussão, alguém indicou um livro de um cara de Curitiba que deu a volta ao mundo de bike. O livro chama-se “No Guidão da Liberdade“, e o cara chama-se Antônio Olinto. Procurei em diversas livrarias até que achei, e devorei! Fiquei fascinado! E já no dia seguinte comecei a traçar planos para a minha viagem.

Marquei férias para janeiro/2001, e comecei a comprar equipamento de camping e a tralharada pra viagem, e o principal: organizar o percurso! Como eu tinha um amigo que estaria em Bagé-RS, que é região de fronteira com o Uruguai, e eu já tinha ido pra lá e queria rever os amigos que fiz, resolvi fazer um caminho que passasse por aquela cidade. Decidi então os pontos extremos da cicloviagem. Sairia do Uruguai e iria pedalando até Curitiba, passando por Bagé.

Passei noites acordado olhando o mapa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, procurando os melhores caminhos, lendo os roteiros do guia 4 rodas, descobrindo sobre o relevo de cada lugar. Em suma, virei profundo conhecedor dos dois estados mais ao sul do país, ao menos na teoria.

Até batizei a minha viagem: Projeto Fat Biker - Um Gordo na Estrada.

Bom, claro que eu gostaria de fazer uma cicloviagem com mais alguém. Fazer isso sozinho sempre tem os riscos que todo mundo sabe. Mas não ia ser possível coincidir datas com as poucas pessoas que eu conhecia que topariam um desafio desses. E eu não estava disposto a perder a oportunidade.

Também tinha a questão de ser minha primeira cicloviagem. Eu era totalmente inexperiente, então fiz muita bobagem! Levei muito peso desnecessário, coisas que acabei não utilizando. Mas foi bom ter feito sozinho, não me arrependo. Aprendi muito!

Então no dia 29/12/2000 eu peguei a bike, as malas, coloquei tudo num ônibus e parti para Santana do Livramento-RS. Não sem stress. Haviam me garantido que não havia problema em levar a bike, inteira, sem precisar embalar nem nada, no bagageiro do busão. Mas quando eu cheguei lá, não queriam me deixar embarcar. Fiquei um tempão brigando com os caras da empresa de ônibus, até que o ele já estava atrasado por causa dessa indefinição e me deixaram guardar a bike. Mas SEM me dar comprovante de bagagem.

Nesse aspecto a viagem foi realmente estressante, porque o ônibus parava em tudo que é lugar, e em cada parada eu descia para inspecionar se ninguém tirava a Lucy (nome daquela minha bike). Principalmente nas paradas mais demoradas: Florianópolis, Porto Alegre e Bagé (onde desce quase todo mundo).

Depois de 20 horas de viagem, cheguei a Santana do Livramento, fronteira com o Uruguai, e fui para o meu hotel. Deixei as coisas e fui conhecer a cidade. Era a primeira vez em que eu ia pra lá com tempo, pois já tinha ido uma vez a Rivera, cidade uruguaia que faz fronteira com Santana do Livramento, mas só para fazer compras. Passeei bastante e foi engraçado o contato com as diferenças culturais. Por exemplo, existe gaúcho que gosta de Punk-Rock e Música Gauchesca, outros gostam de MPB e Música Gauchesca, outros de Pop-Rock e Música Gauchesca, ou ainda Heavy Metal e Música Gauchesca… Vi o povo numa rodinha conversando sobre o absurdo de um cara que era gaúcho e não gostava de música gauchesca.

Mais ou menos como o goiano com a música sertaneja!

Outra coisa que eu vi na viagem toda é que lá não existe lanchonete, só lancheria. Nos restaurantes, tem um prato que é basicamente arroz, feijão, ovo, um bife estilo t-bone e batatas fritas chamado À La Minuta. Qualquer restaurante, que se preze ou não, tem uma placa com o preço d’À La Minuta na porta.

E não existe pão francês. No Rio Grande (ao menos na região da fronteira) só existe “cacetinho“. É sério! Eu me recusava a pedir isso, então pedia:

- 5 pães franceses, por favor!

E a atendente:

- Ahhh, cacetinho??

Eu concordava com um leve movimento de cabeça.

cacetinhos

Cacetinhos… montes de cacetinhos!
E o baguete, como é chamado por lá?

Outra coisa que tem no Rio Grande do Sul de ponta a ponta é a forma de falar de dinheiro. Você vai ao supermercado, e o caixa diz:

- Deu 10 com 15.

Mas hein?????

Só fazendo as contas você entende que ele está dizendo R$ 10,15.

1 com 50

1 com 50.

Mas claro que na região da fronteira, há as coisas que são típicas mais do local, e não de todo o estado. Por lá (Livramento, Bagé, Dom Pedrito), eles usam Tchê o tempo todo. Praticamente não Falam “Bah” igual o resto dos gaúchos, não porque não faça parte do seu vocabulário, mas porque usam tanto o Tchê que não sobra espaço na frase pra falar Bah!

- Tchê, tu viste que cusco chinelo tchê? Tchêêêê!

O primeiro tchê é a forma de tratamento, cusco é cachorro, chinelo é uma palavra pra expressar algo ruim, de mal gosto, de pobre, ou qualquer coisa feia, tosca, palha… O segundo tchê é como se fosse o “meu” que os paulistas falam, e o último tchê é uma interjeição, tipo noooooooossa!

Outra que eu ouvi em um supermercado: um rapaz dando uma dura em outro:

- Tchê, tu não te fresqueia, tchê!

E por fim um adesivo num caro:

“SENTIRÁS O SEGUNDO COICE”.

Eu, hein?

Após essa introdução (ops!), no próximo post a pedalada finalmente começa.

A seguir: Projeto Fat Biker - Um gordo na estrada - Parte II - Pedalando, afinal!

Monday
18/Feb/2008

Nota: Este é um artigo de zoação, não informativo. Não leve a sério. Nem as informações (bom, nem todas) e nem as brincadeiras. E, pra quem não perceber, eu adoro São Bento!

São Bento do Sul é uma cidade do norte de Santa Catarina, que nada mais é que uma vila da Alemanha que foi construída no continente errado. Seus habitantes falam uma língua que é uma mistura entre o português e o alemão, não entendida nem por alemães nem por brasileiros.

saobentodosul4pm

Se algum são-bentense chegar para você na rua e disser “Opsque!“, não se assuste! É apenas uma saudação local.

Como alemão adora uma cerveja, é claro que SBS tem a sua versão da Oktoberfest, que é chamada Schlachtfest. A grande atração da festa são os bêbados tentando falar Schlachtfest.

Os habitantes da cidade são um povo extremamente informal desde sempre. Em momento algum chamam alguém pelo sobrenome. Mas não é que gostem dessa informalidade, é porque não conseguem pronunciar os sobrenomes uns dos outros. “Bom dia senhor Schröder“, “Olá, senhor Schlischting “.

Com o advento da internet, SBS tornou-se uma cidade muito famosa. Afinal, todo mundo sabe que, depois da pornografia, o que move a internet são as bizarrices! E muitas dessas coisas que você recebe por e-mail ou lê nos blogs aconteceu lá. Por exemplo: uma mulher, dona de uma loja do Shopping de nome estranho local (Zipperer), não tinha dinheiro para pagar sua dívida para com o empreendimento, e encontrou a solução. Tentou explodir o Shopping. Então, faça uma nota mental: nunca empreste dinheiro para um são-bentense.

Mas a história mais famosa, um verdadeiro sucesso da internet, é também uma demonstração de outra característica marcante dos habitantes de SBS: a sensibilidade!

Primeira prova da sensibilidade. Veja a imagem abaixo, que já deu 3 voltas ao mundo via e-mail:

sensibilidade sbs

“Colocar só a véia”

Não sei não, acho que foi a nora quem escreveu a observação para a foto!

Segunda prova da sensibilidade. Veja a placa que colocaram em frente ao cemitério da cidade:

cemiterio2

Placa convidando quem sai dos enterros para as Retretas de Verão 2008!

Será que é um convite para o povo que sai da capela mortuária ou dos enterros para festar nas Retretas, uma festa tradicional local?

Terceira prova da sensibilidade. Quando, numa festa, como por exemplo uma formatura, os convidados não têm a sensibilidade de ir embora antes das 5 horas da manhã, os organizadores colocam um caminhão dentro do local da festa, para remover as mesas, cadeiras, arranjos e tudo o mais.

sensibilidade caminhao

Se você não vai embora, eles colocam um caminhão dentro do local da festa pra ver se você se toca…

Bom, como a festa estava boa, eu só achei que ficou ainda melhor! Nunca tinha participado de uma festa com um caminhão lá dentro! Mas lá pelas 6h da manhã a sensibilidade são-bentense estava com a paciência esgotada e fomos expulsos com uma corda. Os seguranças são-bentenses pegaram uma corda que parecia daquelas de navio e, segurando vários numa ponta e vários na outra, varreram a gente de lá!

As festas em São Bento até que são razoavelmente legais. Mas quando não tem formatura, as pessoas têm que se contentar com as 2 baladas da cidade: Malagueta e Yucatán.

Mas tem um detalhe. As 2 ficam no mesmo lugar! Só muda o nome, e uma é nos fundos, outra na frente. Quando abre o Malagueta, a Yucatán está fechada e vice-versa.

Mas também, se abrissem as duas, e dividissem os frequentadores da noite são-bentense em duas partes, ambos os lugares ficariam desertos.

Assim como em Goiânia existe 1,7 bar por habitante e em Curitiba há 4 farmácias em cada quadra, em São Bento do Sul todos os habitantes são donos ou funcionários de uma fábrica de móveis. Há donos de fábricas de móveis que, como hobby, montam outras fábricas de móveis.

Há pouquíssimas exceções: corretores de seguros, que vendem apólices de seguros pras fábricas de móveis, e pessoas que trabalham com matérias-primas para fábricas de móveis.

Falando sério agora, é uma cidade bonita! Vale a pena visitar.

Principalmente se você quiser redecorar a casa!

Mais informações, mais chatas porém mais reais, no site oficial.


Veja também:


Artigo dedicado à mais talentosa fotógrafa de São Bento do Sul, minha prima Jamile. Também é dela a foto do caminhão no salão de baile.

Sunday
17/Feb/2008

Minha amiga mais cruel e maligna, a Lina, começou a usar seus dotes artísticos para ganhar dinheiro. Entre outras coisas, vai passar a fazer sabonetes.

Então, num lampejo de gumpice, eu achei ter tido uma idéia genial e original:

- Lina, faça um sabonete masculino com cordinha. Perfeito para uso em vestiários!

Mas não é que isso já existe?

black

Sabonete perfeito para uso em academias

É até melhor que a minha idéia gumpesca. Eu tinha imaginado algo parecido com um ioiô. Se o sabonete cai, você puxa mantendo-se seguramente ereto. Mas esse aí nem cai.

De qualquer forma, a Lina vai fabricar alguns. Pena que não posso patentear a idéia.

Friday
15/Feb/2008

Nas poucas vezes em que estive na capital catarinense, ou que estive me programando pra ir, sempre me alertaram: “não pegue táxi em Florianópolis!” Diziam que era muito caro, que não compensava, que o serviço é ruim.

Enquanto planejava minha recente viagem para o litoral catarinense, eu estava com esse pensamento na cabeça e nem havia cogitado pegar táxi. Pretendia alugar um carro para ir até Bombinhas (uns 70km de Florianópolis), apesar de não precisar de carro senão para o percurso de ida e, talvez, o de volta. Simplesmente me parecia a única alternativa.

Até que um amigo sugeriu que eu tentasse fechar um valor fixo com um taxista para me levar até lá. Achei besteira, à princípio, porque afinal, “pegar táxi em Floripa é furada“. Mas, como fazer uma cotação não custa nada, resolvi procurar alguma empresa ou cooperativa de táxis de lá e fazer uma pesquisa. Até mesmo porque sou bastante curioso e queria saber em quanto ficaria a facada!

Acabei encontrando a Floripa Táxi. Fazendo contato através do site, eu obtive o valor do meu pacote. A resposta foi rápida, detalhada e seu conteúdo foi muito melhor do que eu imaginava: seria muito mais barato e cômodo que alugar um carro.

Táxi

Não sofra mais com táxi em Florianópolis

Todo contato que eu fiz foi via internet. Sem que eu tivesse que gastar um centavo em telefone, combinamos tudo. O motorista estaria me esperando, em plena madrugada, na hora da chegada do meu vôo, mesmo estando sujeito a possíveis atrasos relacionados com o caos aéreo atual, com o uniforme da Floripa Táxi e uma plaquinha com o meu nome (eu me senti importante!)

O motorista, extremamente simpático e prestativo, também se dispôs a marcar de me buscar na volta, às 5h da manhã do dia do meu vôo de retorno, pelo mesmo valor da ida. Nenhuma taxa adicional foi cobrada devido ao horário em que eu precisava dos serviços.

Para aumentar a comodidade, eles ainda aceitam cartões de crédito.

Sério, fazia tempo que eu não via um atendimento tão bom em área alguma. Mereceu cada elogio desse post. Recomendo, para quando for visitar a Ilha da Magia. Antes de pegar um táxi, procure a Floripa Táxi.

E não, esse não é um post patrocinado. É um serviço Gump de utilidade pública! :-)