ChristianGump.net

Arquivo de January de 2008

Wednesday
30/Jan/2008

Olha só o novo uniforme do Corinthians:

Camisa roxa??

“A camisa é linda!“, disse Dentinho. Ui!

Depois são paulino que é bambi…

Notícia completa no Terra.

Wednesday
30/Jan/2008

Você mora sozinho e odeia cozinhar? Isso não é desculpa pra viver de miojo ou de chikenitos/lasanha e pizzas prontas/pão.

Eu sou um desastre na cozinha, mas até que de vez em quando eu invento uma gororoba prática, que não dá trabalho.

Vamos à primeira receita: Arroz de forno à Gumpyossaurus.

arroz

É extremamente prática, porque basta saber fazer arroz e ter vários ingredientes à mão pra jogar junto, botar no forno e comer.

Ingredientes:

  • Arroz feito com caldo de costela (maggi, knorr, alguma coisa dessas aí)
  • Peito de frango assado (o que sobrou de um frangão assado)
  • Legumes variados
  • Tomate e cebola picados
  • rodelas de tomate
  • fatias de queijo mussarela (quanto mais melhor)
  • orégano e outros condimentos pra dar cheiro e todo mundo pensar que vc tá fazendo coisa gostosa

Modo de preparo:

Faz-se o arroz como qualquer arroz, mas com um cubo de caldo de alguma coisa (eu usei caldo de costela). Quando pronto, mistura tudo e joga na assadeira. Joga o queijo por cima, o orégano e umas rodelas de tomate e manda pro forno. Espera o queijo dar aquela derretida caprichada e pronto. Manda pra pança!

Ficou surpreendentemente delicioso! E combinações nunca vão faltar! Você pode jogar tudo que estiver sobrando na geladeira: molho de tomate, carne moída, presunto… qualquer coisa! Aliás, pode até usar arroz que esteja sobrando, nem precisa ser feito com caldo. O queijo derretido por cima vai fazer ficar gostoso, e os condimentos vão dar aquele cheirinho pra abrir o apetite e parecer mais gostoso do que talvez realmente seja! :-)

O melhor de tudo, enquanto o arroz está no forno, você pode ir navegar na internet. Essa é a minha maneira de cozinhar: sem precisar prestar muita atenção na comida.

Wednesday
30/Jan/2008

O Google nunca vai parar de me surpreender!

Estava vendo as estatísticas de acesso a esse blog e testei uma busca que trouxe um visitante pra cá. (victor e leo+satanica)

Olha o resultado:

victor e leo satanicos

“Victor & Leo (Não conhece? … São uma força maligna”.

Foi o Google que disse, não eu. Mas ficou perfeito!


Veja também:

Tuesday
29/Jan/2008

Para fechar a série sobre Goiânia , um artigo importantíssimo. Um micro-dicionário goianês-português para você, quando vier conhecer a cidade, poder usufruir de toda a simpatia do povo goianiense, entendendo tudo que ele diz!

Obs.: Os verbetes abaixo servem para todo o estado de Goiás.

Deixa eu te falar - Com a variação Ow, deixa eu te falar. Introdução goiana para um assunto sério. Nunca, mas nunca mesmo, chegue para um Goiano falando diretamente o que você tem que falar. Primeiro você tem que dizer ow, deixa eu te falar, para prepará-lo para o assunto. Em Goiás você precisa seguir o ritual de uma conversação. Ex.: “E aí, bão? E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? É por isso que eu torço pro Vila. Oww, deixa eu te falar, lembra aquele negócio que eu te pedi…” A forma abreviada é te falar.


Deixa eu te perguntar - A mesma coisa que deixa eu te falar, mas usado, obviamente, quando você vai perguntar algo.


Chega dói - Chega a doer. Ex.: Deixa eu te falar, essa luz é tão forte que chega dói a vista. Na verdade essa forma pode ser usada com quaisquer outros verbos combinados com o verbo “chegar”. Ex.: chega arranha, chega machuca, chega engasga.


Chega doeu - Chegou a doer, ou seja, o passado de chega dói.
Nota do Gump:
Muita gente não entendeu o porquê desse verbete no passado se já se usou o verbete no presente; afinal tratar-se-ia de conjugação verbal simples, não é mesmo? Mas a fato é que quando existe uma conjunção verbal, é o verbo auxiliar (chegar) que determina o tempo da conjunção. No Goianês é diferente. É o verbo principal que é conjugado.


Uai - Palavra que normalmente não tem sentido, mais ou menos como o tchê do gaúcho. Usado normalmente em respostas. Ex.: Pergunta: Goiano, você vai à festa hoje?; Resposta: Uai, vou!.
Nota do Gump:
Dá impressão que o
uai é parecido com o usado em outras regiões. Mas o muitas vezes é usado no caso de a pessoa achar a pergunta estranha. Cheguei a me revoltar bastante com o uso do “uai” nas frases quando vim pra cá, pois achava que as pessoas estavam insinuando que eu estava perguntando alguma idiotice. Só depois aprendi que as pessoas falam uai por falar.


Encabulado - Impressionado. Ex.: Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar ‘chega dói’ antes.
Nota do Gump:
Também fiquei impressionado (ou encabulado, em goianês) com a quantidade de gente que não entendeu esse verbete aqui. Chegam a colar a definição do dicionário, como que querendo provar que a palavra existe! Mas a palavra existe mesmo, eu nunca disse que não! Só não tem, no dicionário, o sentido usado no Goianês. Isso é igual explicar piada! :-)


Bão? - Goianês para “Tudo bem?” Também é usada a forma bããããão?


Tá boa? - Goianês para “Tudo bem?” usado para mulheres. Em outras regiões do Brasil seria interpretado de outra forma…


Bão mesmo? - É comum usar o “mesmo?” depois de coisas como “e aí, tá bom/bão”, como se pedisse uma confirmação de que a pessoa tá bem e não apenas fingindo que está bem.


Piqui - Pequi, fruto típico de Goiás, bastante usado na culinária Goiana.


Mais - substituto goiano da conjunção “E“. Ex.: Eu mais fulano estamos no Goiás.


No Goiás - Em Goiás.


Na Goiânia - Em Goiânia.


Pit Dog - Uma espécie de filho bastardo de uma lanchonete com uma barraquinha de cachorro-quente. Apesar desse nome estranho, os sanduíches são muito bons!


Queijim - Rotatória.


Tem base? - Expressão tão goiana que existe até em slogan impresso em bandeiras e camisetas exaltando o estado: “Sou goiano. Tem base?”. Pode ser traduzido como “Pode uma coisa dessas?”, só que usado com muito mais frequência.



Mandruvá
- Mandorová.


Coró - mesmo que mandruvá, segundo meus tutores de goianês.


Dar rata - Algo como cometer uma gafe. Ou seja, dar rata é o goianês para “fazer gumpice


Calçada - Pode significar: 1. Lugar para estacionar carros; 2. Local onde se colocam as mesas dos botecos e restaurantes. Note que não existe em Goiás calçada no sentido de lugar para pedestre, pois não sobra espaço para pedestres entre os carros e as mesas.Nota do Gump: Ok, essa foi uma reclamação minha. A única de verdade. Nada contra os botecos. É muito agradável aproveitar o clima gostoso que faz à noite por aqui sem ser no lado de dentro de um bar. Mas que fique um espaço pro pedestre, né? Ter que ir pro meio da rua porque a calçada está tomada por bares e carros (nesse último caso, não tem desculpa!) é phodda.


Anêim - Algo que parece ter vindo de “Ah, não!“, que virou “Ah, nem!” Mas às vezes é simplesmente usado na frase com um sentido de desagrado. Quando vejo escrito por aí, vejo o povo escrevendo “anein“, “aneim“, “anêim” e outras variantes. Ex.: se eu ia viajar com a turma e de repente não posso mais, alguém exclama: “Anêeeim, Gump! Que pena!


Arvre - Árvore (isso me lembra “As arvres somos nozes”)


Arvrinha - Árvore pequena.


Arvrona - Árvore grande.


Madurar - Amadurecer.


Corguim - Lê-se córrr-guim. Diminutivo de corgo.


Corgo - Lê-se córrr-go. Córrego.


Quando é fé - Algo como de repente, ou até que. Ex.: “Estava no consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um menininho chorando de lá.


Num dô conta - Pode ser traduzido como Não consigo, Não sei, não quero, não gosto, etc. No resto do país, não dar conta é usado mais no sentido de “não aguentar”. Por exemplo: Não dei conta do recado, ou Não dou conta de comer isso tudo sozinho. Já aqui em Goiás é usado para quase tudo. Ex.: Num dô conta de falar inglês (”não sei falar inglês”); Num dô conta de continuar em Goiânia nas férias (”Não quero/não aguento continuar em Goiânia nas férias); Num dô conta de imprimir usando esse programa (”não sei imprimir usando esse programa”).


De sal - Salgado. Ex.: Pamonha de Sal. (Eu jurava que era de milho… dãã)


De doce - Se “de sal” é salgado, então “de açúcar” é doce, certo? Errado! Em Goiás as coisas não são doces, elas são de doce.


Caçar - Procurar. Goiano não procura, goiano caça. Ex.: “Estive te caçando o dia inteiro“. “Não sei onde está, mas vou caçar esse papel para você.”


Trem - Qualquer coisa pode ser chamada de trem, inclusive um trem. Ex.: “Ôôô trem bão!” (ô, coisa boa!) Já ouvi até mesmo a seguinte declaração de amor: “Te amo, Trem!“.


Demais da conta - Em Goiás, deve-se evitar utilizar a palavra “demais” isolada. A forma correta é “demais da conta”. Ex.: “Gosto disso demais da conta!“. “Conheço a região demais da conta!


Custoso - Essa quem lembrou foi a Daniella, nos comentários. Na definição dela significa teimoso. Também ouço como se fosse algo que dê trabalho. “Esse moleque é custoso demais da conta!


Barriga-verde - como já ouvi aqui em Goiás, “pra baixo de São Paulo todo mundo é gaúcho”; portanto o termo barriga-verde nada tem a ver com o usado no sul, que significa “catarinense”. Barriga-verde aqui é um novato, alguém que ainda está “cru” numa determinada coisa.


Disco - Um tipo de salgado frito.


Voadeira - Voadora (o golpe, agressão).


Ou quá? - Algo como “ou o quê?”. Ex.: “Você vai sair com a gente ou quá?”


Vende-se este - Aqui em Goiânia é muito mais comum ver placas dizendo “Vende-se Este” colada num carro, do que simplesmente “Vende-se“. É como se quem escreveu pensasse “vende-se? Vende-se o que?“, mas também ficasse com preguiça de escrever “Vende-se este carro“. Fica o meio termo.


Final de tarde - Sabe aquela mania chata das propagandas de uma marca de cerveja de tentar mudar a quarta-feira para Zeca-Feira e o Happy Hour para Zeca-Hora? Pois é, ao menos o Happy Hour já foi aportuguesado por aqui. Chama-se “Final de tarde“, e na prática é o happy hour: você sai do trabalho e vai tomar uma com os amigos. Acompanha espetinho e feijão tropeiro, é claro!


Fi - Creio que vem de “Filho”, é usado no fim da frase, como se fosse um “tchê” gaúcho ou um “meu” paulista. Ex.: “Esse é o melhor, fi!“, “Nossinhora, fi! Bão demais da conta!“.


Coca Média - Refrigerante médio é o de garrafinha de 290ml. Ou seja, o menor que costuma ser vendido em restaurantes. Nota do Gump: Na última vez em que estive em Curitiba pedi uma coca média, por costume adquirido em Goiânia, e a mulher ficou me olhando sem entender. :)


Pronto! Creio que com esse pequeno glossário, você já pode ir no Goiás, comer no Pit Dog sem dar rata e, quando é fé, sentar à sombra de uma arvrona na beira do corguim!

Veja também:

Tuesday
29/Jan/2008

Continuando o artigo anterior, se a fama nacional que Goiânia tem, de respirar música sertaneja, reflete totalmente a verdade, tem outra fama que eu me abstenho de comentar. Apenas cito que todo goianiense odeia.

Quando querem zoar goianos, as pessoas de qualquer lugar do Brasil pensam em música sertaneja e num suposto jeito caipira de ser. Cara, não faça isso! Se você chegar prum goianiense e gritar:

- Seu f* da p*t*, corno, viado, p*u no c*, bichona louca e caipira!

ele retruca:

- Caipira é a mãe, fdp!

Xingue a mãe e a mãe da mãe, mas não chame de caipira!

Nunca, em hipótese alguma, tire uma foto na frente da porteira de uma fazenda no meio do nada (longe de Goiânia, inclusive) e publique na internet com a legenda “Êêêêê Goiânia!” Já vi uma amizade ficar seriamente abalada por conta de uma brincadeira dessas.

E não, não fui eu quem fez isso. Sim, é a minha cara, mas dessa vez o sacana não fui eu. Juro!

êêê Goiânia! Opss!! Não falei nada!

Nunca, jamais, de jeito algum, diga que tirou essa foto em Goiânia! A menos que você seja suicida.

E já que o assunto é fama nacional, tem outra que é bem representativa da verdade: as goianas realmente são lindas! Se você, leitor do sexo masculino, gosta de loira, provavelmente vai preferir Porto Alegre ou Floripa. Mas se a sua praia são as moreninhas, compre uma passagem pra cá e prepare-se pra suspirar… Às vezes você está andando numa suja rua do centrão e não acredita no que vê ali. Contraste total! A mais linda morena, tal qual uma flor em meio ao concreto!

Aliás, “que moça linda!” e “essa deve ser a moreninha mais linda que eu já vi na vida!” são duas coisas que passam pela minha cabeça todo santo dia!

goianas2

O que goiânia tem de melhor

E as meninas são gente boa. Aliás, goiano de maneira geral é muito simpático e conversador. Pra quem vem de Curitiba e já é meio curitibano no seu jeito de ser, chega a assustar às vezes. Alguém que você nunca viu antes conversa com você como se você fosse amigo de décadas! Basta um contato visual ou estar numa fila de supermercado, já é motivo para conversarem animadamente.

Se você vir dois goianos conversando sobre algo que você gostaria de conversar, é só chegar e conversar também. De verdade (tem alguém que mora em Curitiba e não está acreditando??). Não vão achar ruim nem nada. Até porque eles também fazem isso nas conversas dos outros.

Mas apesar de simpáticos, são um tanto carentes. Perdi a conta das vezes que eu estava na minha, andando na rua, ou almoçando, ou fazendo compras, e um goiano aparecer do nada pra contar sua vida! É, a vida mesmo… uma senhora me contou há quantos anos morava no bairro e qual a sua trajetória por lá, até eu “ter que sair”. O que motivou a conversa foi eu ter levantado os olhos ao ver que ela estava me encarando.

E, por fim, tem o sotaque, caracterizado pela união de palavras e um jeitão característico de falar. Mas o mais marcante são as expressões. Mas isso fica pro próximo artigo, o dicionário goianês.